Antônio Torres
| Antônio Torres | |
|---|---|
Torres, em 2012 |
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| Nascimento | Antônio Torres 13 de Setembro de 1940 (71 anos) |
| Ocupação | Jornalista, escritor |
| Nacionalidade | |
| Gênero literário | Regionalista |
| Prêmios de destaque | Machado de Assis, Jabuti |
| Cônjuge | Sonia Torres |
| Sítio oficial | |
Antônio Torres (Sátiro Dias, 13 de setembro de 1940) é um jornalista e escritor brasileiro.
Índice |
[editar] Biografia
Nasceu num povoado chamado Junco (hoje a cidade de Sátiro Dias), no sertão da Bahia.[1]
Descobriu a vocação literária na escola rural de sua terra, incentivado pela professora. Logo começou a escrever as cartas dos moradores da cidade, a recitar poemas de Castro Alves na pracinha da cidade, a ajudar o padre a rezar missa em Latim. Estudou em Alagoinhas e Salvador, onde se tornou repórter do Jornal da Bahia. Foi jornalista e publicitário em São Paulo e em Portugal.
Radicou-se no Rio de janeiro, residindo em Itaipava (Petrópolis). Tem seus livros traduzidos em mais de 11 países, havendo sido condecorado com o título de “Chevalier des Arts et des Lettres” pelo governo de França.[1]
É casado desde janeiro de 1972 com a professora doutora Sonia Torres, com quem tem dois filhos, Gabriel Torres (7 de julho de 1974) e Tiago Torres (29 de março de 1977).
Em 2011 candidatou-se à vaga na Cadeira 31 da Academia Brasileira de Letras, sendo derrotado pelo jornalista da Rede Globo, Merval Pereira - embora tenha um perfil literário, ausente no seu concorrente.[2]
[editar] Crítica literária
Torres situa sua literatura no regionalismo voltado à temática sertaneja (donde se diz ser uma literatura sertanista ou sertaneja); sua releitura procura, a despeito daquilo que já foi publicado em outros autores desta seara, demonstrar os estereótipos da paisagem e personagens - que traz todos, até de forma irônica, noutras passagens séria, como em Essa Terra, de 1976.[3]
Torres, em Meu Querido Canibal (de 2000) figura o indígena brasileiro como nos relatos de viagem, com uma narrativa pós-moderna, revisitando o estilo tão comum nos tempos coloniais. Ao retratar o personagem histórico Cunhambebe, o autor procura inverter os valores cristãos que o qualificavam na historiografia como "selvagem", para fazê-lo um "herói" e desconstruir a dicotomia colonial.[4]
[editar] Prêmios
- Romance do Ano - 1996
- Concedido pelo Pen Clube do Brasil.
- Prêmio Hors Concours - 1998
- União Brasileira dos Escritores
- Chevalier des Arts et des Lettres - 1998
- Condecorado pelo governo francês.
- Prêmio Machado de Assis - 2000
- concedido pela Academia Brasileira de Letras.
- Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura - 2001
- na 9ª Jornada Nacional de Literatura de Passo Fundo - RS.
[editar] Publicações
- Um Cão Uivando para a Lua (romance). Rio de Janeiro, Edições Gernasa, 1972; 3a ed., São Paulo, Ática, 1979.
- Os Homens dos Pés Redondos (romance). Rio de Janeiro, Francisco Alves, 1973; 3a ed., Rio de Janeiro, Record, 1999.
- Essa Terra (romance) São Paulo, Ática, 1976; 15a ed., Rio de Janeiro, Record, 2001.
- Carta ao Bispo (romance). São Paulo, Ática, 1979; 2a ed., São Paulo, Ática, 1983.
- Adeus, Velho (romance). São Paulo, Ática, 1981; 4a ed., São Paulo, Ática, 1994.
- Balada da Infância Perdida (romance). Prêmio em 1987, Pen Clube do Brasil, categoria "Romance". Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1986; 2a ed., Rio de Janeiro, Record, 1999.
- m Táxi para Viena D’Áustria por ter este livro e Essa Terra traduzidos na França, recebe, do governo francês, o título de "Cavaleiro das Artes e das Letras" em 1999. São Paulo, Companhia das Letras, 1991; 4a ed., Rio de Janeiro, Altaya/Record - Coleção Mestres da Literatura Protuguesa e Brasileira, 1999; 5a ed., Record, 2001.
- Centro das Nossas Desatenções (crônica). Rio de Janeiro, RioArte/Relume-Dumará, 1996.
- O Cachorro e o Lobo em 1999 ganha o Prêmio "Hors-concours de Romance" (para obra publicada) da União Brasileira de Escritores. Rio de Janeiro, Record, 1997; 2a ed., Rio de Janeiro, Record, 1998.
- O Circo no Brasil (crônica). Rio de Janeiro/São Paulo, Funarte/Atração, 1998.
- Meninos, Eu Conto (literatura para jovens). Rio de Janeiro, Record, 1999; 3a ed., Record, 2001.
- Meu Querido Canibal (Romance). Rio de Janeiro, Record, 2000; 2a ed., Record, 2001.
- O Nobre Sequestrador (romance). Rio de Janeiro, Record, 2003.
- Pelo Fundo da Agulha (Romance). 2006, Rio de Janeiro, Record.
- Minu, O Gato Azul (infantil) Rio de Janeiro, 2007.
- Sobre Pessoas (Crônicas), Editora Leitura, Belo Horizonte, 2007.
Referências
- ↑ a b Um Escritor na Biblioteca recebe Antônio Torres. Gazeta do Povo, Paraná. Página visitada em fevereiro de 2012.
- ↑ Deonísio da Silva (07/06/2011). Academia tropeça na sucessão de Scliar. Observatório da Imprensa, edição 645. Página visitada em fevereiro de 2012.
- ↑ Albertina Vincentini (jan-jun 1998). O Sertão e a Literatura. revista Sociedade e Cultura, 1(1), ISSN 1980-8194. Página visitada em fevereiro de 2012.
- ↑ Eloína Prati dos Santos (setembro, 2006). Uma viagem até a brasilidade: personagem pós-moderno e pós-colonial e romance indianista brasileiro. Letras de Hoje. Porto Alegre, v. 41, n. 3, p. 185-200. Página visitada em fevereiro de 2012.