Fernanda Montenegro

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Fernanda Montenegro
Nome completo Arlette Pinheiro Esteves Torres
Nascimento 16 de outubro de 1929 (84 anos)
Rio de Janeiro, Brasil
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Atriz
Cônjuge Fernando Torres (1952-2008)
Atividade 1953 - presente
Emmy Awards
2013 - Doce de Mãe
- Prêmio Emmy Internacional de melhor atriz
Urso de Prata
1998 - Central do Brasil
- Melhor Atriz
Outros prêmios
1998 - Central do Brasil
- David di Donatello de Melhor Atriz
- National Board of Review de Melhor Atriz
- Prêmio do Festival de Havana de Melhor Atriz principal
Indicações
1999 - Central do Brasil
- Oscar de melhor atriz
- Globo de Ouro de melhor atriz em filme dramático
IMDb: (inglês)

Fernanda Montenegro ONM (nome civil: Arlette Pinheiro Esteves Torres, née: Silva; Rio de Janeiro, 16 de outubro de 1929), é uma atriz brasileira de teatro, cinema e televisão.

Considerada tanto pelo público quanto pela crítica como uma das maiores damas dos palcos e da dramaturgia brasileira de todos os tempos,[1] [2] é a primeira atriz latino americana e a única brasileira já indicada ao Oscar de melhor atriz, sendo nomeada por seu trabalho em Central do Brasil (1998)[3] e a primeira brasileira a ganhar o Emmy Internacional na categoria de melhor atriz pela atuação em Doce de Mãe (2013).[4]

Dentre os inúmeros prêmios nacionais e internacionais que recebeu em seus mais de sessenta anos de carreira, em 1999 foi condecorada com a maior comenda civil do país, a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito, "pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras", entregue pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.[5] Em 2013 foi eleita a 15ª celebridade mais influente do Brasil pela revista Forbes.[6]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua carreira no ano de 1950, na peça Alegres Canções nas Montanhas, ao lado daquele que seria seu marido por toda a vida, Fernando Torres.[7]

Sua estreia em cinema se deu na produção de 1964 para a tragédia de Nelson Rodrigues, A Falecida, sob direção de Leon Hirszman.[8]

Além de ter sido cinco vezes galardoada com o Prêmio Molière,[9] ter recebido três vezes o Prêmio Governador do Estado de São Paulo.[9] , ganhou ainda o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim de 1998 pela interpretação de "Dora" no filme Central do Brasil de Walter Salles,[10] o que valeu também uma indicação ao Oscar de melhor atriz[3] em 1999 e ao Globo de Ouro[3] de Melhor atriz em filme dramático. Recebeu também vários prêmios da crítica americana, no mesmo ano.[11] Na televisão participou de centenas de teleteatros na extinta TV Tupi, que na direção revezavam-se Fernando Torres, Sérgio Britto e Flávio Rangel, telenovelas na extinta TV Excelsior e na TV Rio e na Rede Record e dezenas de produções na Rede Globo.

Tem dois filhos: a atriz Fernanda Torres e o diretor Cláudio Torres, um dos sócios da Conspiração Filmes, produtora de publicidade e cinema. Torres é seu sobrenome de casada, apesar de ser viúva. Quando solteira possuía Silva ao invés de Torres.[12]

Infância, juventude e formação[editar | editar código-fonte]

Nascida no bairro do Campinho, subúrbio do Rio,[13] filha de uma dona de casa e de um mecânico, Fernanda cresceu neste ambiente, frequentando colégios públicos[14] e o sítio dos seus avós em Jacarepaguá.

Com doze anos de idade, conclui seu primário e dedica-se a formação para o trabalho, matriculando-se no curso de secretariado Berlitz, que compreendia inglês, francês, português, estenografia e datilografia. Frequentava ainda o curso de madureza à noite, conseguindo concluir o equivalente ao ginasial em dois anos.[15]

Aos quinze anos, porém, Fernanda, ainda no terceiro ano do curso de secretariado, inscreveu-se num concurso como locutora na Rádio MEC, fator que foi decisivo para a sua carreira. O concurso, chamado "Teatro da Mocidade", era voltado a despertar jovens talentos para o radialismo.[15]

Localizada na Praça da República (Campo de Santana), a Rádio MEC fica ao lado da Faculdade Nacional de Direito da UFRJ, na qual funcionava um grupo de teatro amador dos alunos da faculdade, coordenado pelo professor Adauto Filho. Ligada a Magalhães Graça e Valquíria Brangatz (também chamada artisticamente de "Neli Rodrigues"), alunos da Faculdade e colegas na Rádio, Fernanda passa a integrar o grupo de teatro, ao participar da peça "Nuestra Natascha" interpreta sua primeira personagem, Cassona.[16] Posteriormente, foi levada pelo professor Adauto para participar de atividades no Teatro Ginástico.

Seu primeiro papel como radioatriz foi numa obra de Cláudio Fornari, que, na época, era um autor muito importante, chamada "Sinhá Moça Chorou", na qual fez o papel da Manuela, que era uma jovem - o segundo papel feminino - que se apaixonou pelo Garibaldi.[16]

Fernanda permaneceu na Rádio por dez anos, inicialmente como locutora e depois como atriz. Foi lá que Fernanda, ao começar a escrever, adotou o pseudônimo "Fernanda Montenegro".[17]

Paralelamente, a atriz passou a lecionar português para estrangeiros no Berlitz, curso que havia frequentado por quatro anos. Era a forma de obter alguma remuneração, já que o trabalho na Rádio nem sempre era remunerado.[18]

Vida profissional[editar | editar código-fonte]

A atriz Fernanda Montenegro recebe prêmio em Brasília.

Foi a primeira atriz contratada pela recém-criada TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1951.[19] Na emissora, entre 1951 e 1953, participou de cerca de 80 peças, exibidas nos programas Retrospectiva do Teatro Universal e Retrospectiva do Teatro Brasileiro. Sob a direção de Jacy Campos, Chianca de Garcia e Olavo de Barros, atuou ao lado de Paulo Porto, Heloísa Helena, Grande Otelo, Fregolente e Colé. Participou também de programas policiais escritos por Jacy Campos e Amaral Neto.

No teatro, Fernanda Montenegro ganhou o prêmio de atriz revelação da Associação Brasileira de Críticos Teatrais, em 1952, por seu trabalho nas peças Está lá fora um inspetor, de J.B. Priestley, e Loucuras do Imperador, de Paulo Magalhães. Ainda na década de 1950, fez parte da Companhia Maria Della Costa e do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).[20]

Entre 1953 e 1955, a atriz participou de diversos teleteatros na TV Tupi de São Paulo, apresentados no Grande Teatro Tupi. De volta à Tupi carioca, atuou em mais de 160 peças apresentadas naquele programa de 1956 a 1965. Em 1959 formou sua própria companhia teatral, a Companhia dos Sete, com Sérgio Britto, Ítalo Rossi, Gianni Ratto, Luciana Petruccelli, Alfredo Souto de Almeida e Fernando Torres.[21] A atriz é considerada uma das grandes damas do teatro brasileiro, tendo recebido diversos prêmios ao longo da carreira, por espetáculos como A Moratória (1955), de Jorge Andrade; Nossa Vida com Papai (1956); Vestir os Nus (1958); O Mambembe (1959), com direção de Gianni Ratto; Mary, Mary (1963), dirigido por Adolfo Celi; Mirandolina (1964), de Carlo Goldoni; A mulher de todos nós (1966), dirigida pelo marido, Fernando Torres; As lágrimas amargas de Petra von Kant (1982); Dona Doida, Um Interlúdio (1987), entre muitas outras peças.[22]

Em 1963, contratada pela TV Rio, atuou nas novelas Pouco Amor Não É Amor e A Morta Sem Espelho, ambas de Nélson Rodrigues, com direção de Fernando Torres (ator) e Sérgio Britto, respectivamente. Em 1964, fez mais duas novelas dirigidas por Sérgio Britto: Vitória e Sonho de Amor, esta última uma adaptação feita por Nélson Rodrigues do romance O Tronco do Ipê, de José de Alencar, produzida pela TV Rio e exibida também em São Paulo pela TV Record.

Em 1965, na recém-criada TV Globo, Fernanda Montenegro participou do programa 4 no Teatro, que apresentou uma série de teleteatros sob a direção de Sérgio Britto. Em sua estreia na emissora, a atriz atuou nas peças Massacre, de Emanuel Robles, e As três faces de Eva, de Janete Clair.

No ano seguinte, na TV Tupi, interpretou a personagem Amália, na novela Calúnia, de Talma de Oliveira. Em 1967, estreou na TV Excelsior como Lisa, em Redenção, novela de Raimundo Lopes. Dirigida por Reynaldo Boury e Waldemar de Moraes, Redenção foi um grande sucesso, atingindo 596 capítulos e se tornando um marco na história das telenovelas brasileiras.

Ainda na TV Excelsior, em 1968, Fernanda Montenegro viveu a Cândida em A muralha, adaptação de Ivani Ribeiro da obra de Dinah Silveira de Queiroz. Com direção de Sérgio Britto e Gonzaga Blota, a novela foi considerada uma superprodução em sua época. Na mesma emissora, em 1969, a atriz viveu a personagem Júlia Camargo, de Sangue do Meu Sangue, escrita por Vicente Sesso, novamente dirigida por Sérgio Britto, com elenco composto por Francisco Cuoco, Cláudio Correa e Castro, Nicete Bruno e Tônia Carrero.

Fernanda Montenegro deixou a falida TV Excelsior em 1970 e manteve-se afastada da televisão durante nove anos, intervalo quebrado apenas pela realização de dois trabalhos: o teleteatro A Cotovia, de Jean Anouilh, para a TV Tupi, em 1971, e um Caso Especial da TV Globo, em 1973. Este Caso Especial estrelado pela atriz era uma adaptação da tragédia Medeia, de Eurípedes, feita por Oduvaldo Viana Filho. Levado ao ar no mesmo dia e horário da estreia do Cassino do Chacrinha, na TV Tupi, o especial da TV Globo surpreendeu conseguindo 20 pontos de vantagem sobre o concorrente, segundo as pesquisas do Ibope.

Ainda na década de 1970, a atriz integrou o elenco da novela Cara a Cara (1979), de Vicente Sesso, na TV Bandeirantes. Na trama, dirigida por Jardel Mello e Arlindo Barreto, a atriz viveu a personagem Ingrid Von Herbert, egressa de um campo de concentração nazista.

Fernanda Montenegro estreou em novelas da TV Globo em 1981, em Baila comigo, de Manoel Carlos. Sua personagem, Sílvia Toledo Fernandes, foi escrita especialmente para a atriz, que foi dirigida por Roberto Talma e Paulo Ubiratan. No mesmo ano, viveu a milionária Chica Newman de Brilhante, novela de Gilberto Braga. Na trama, Luísa (Vera Fischer) é escolhida por Chica Newman para se casar com seu filho Ignácio (Dennis Carvalho), que é homossexual. Mas a moça acaba se envolvendo com Paulo César (Tarcísio Meira), homem de origem humilde, casado com Isabel (Renée de Vielmond), filha de Chica.

Em 1983, Fernanda Montenegro protagonizou cenas hilariantes ao lado de Paulo Autran, como os primos Charlô e Otávio de Guerra dos Sexos, novela escrita por Sílvio de Abreu e dirigida por Jorge Fernando e Guel Arraes. Obrigados a conviver na mesma casa e na mesma empresa devido ao testamento de um tio, os dois empreendiam "batalhas" diárias, numa verdadeira guerra. A censura impôs mudanças em personagens, diálogos e cenas. Ainda assim, a novela foi um sucesso e recebeu diversos prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, entre eles o de melhor atriz para Fernanda Montenegro.

Em 1986, a atriz participou de Cambalacho, outra comédia de Silvio de Abreu, dirigida por Jorge Fernando. Como o título sugere, o ponto de partida da trama eram os trambiques armados por Leonarda Furtado, a "Naná", personagem de Fernanda Montenegro, e Jerônimo Machado, o "Gegê", interpretado por Gianfrancesco Guarnieri.

Quatro anos depois, Fernanda Montenegro fez uma participação especial, no papel de Salomé, em Rainha da Sucata, novela de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e José Antônio de Souza. Ainda em 1990, interpretou a Vó Manuela na minissérie Riacho Doce, de Aguinaldo Silva e Ana Maria Moretzsohn. A minissérie se passa em uma cidade do nordeste liderada por Vó Manuela, uma mulher mística e poderosa que exerce total domínio sobre seu neto Nô (Carlos Alberto Riccelli).

Em 1991, na novela O Dono do Mundo, de Gilberto Braga, Fernanda Montenegro foi Olga Portela, uma requintada cafetina que, apesar de picareta, conquistou a simpatia do público. Dois anos depois, apresentou uma atuação marcante como Jacutinga, a dona de um bordel no interior da Bahia, na primeira fase da novela Renascer, de Benedito Ruy Barbosa. Ainda em 1993, participou – como Madalena Moraes – da novela O mapa da mina, a última de Cassiano Gabus Mendes.

Em 1994, como Quitéria Campolargo, a atriz integrou o elenco estelar de Incidente em Antares, que reuniu nomes como Marília Pêra, Regina Duarte, Gianfrancesco Guarnieri, Paulo Goulart, Nicette Bruno, Flávio Migliaccio, Betty Faria e Diogo Vilela. A minissérie era uma adaptação de Nelson Nadotti e Charles Peixoto do livro homônimo de Érico Veríssimo.

Em seguida, em 1997, Fernanda Montenegro viveu o papel-título de Zazá, novela de Lauro César Muniz. Sua personagem é uma mulher idealista, que tenta buscar uma solução para a vida medíocre dos sete filhos, ao mesmo tempo em que enfrenta várias adversidades para fazer seu projeto de avião atômico – o BR-15 – sair do papel, e provar que não é louca quando afirma ser filha de Santos Dumont.

Em 1999, por sua atuação no filme Central do Brasil, de Walter Salles, foi a primeira artista brasileira a ser indicada para o Óscar de melhor atriz. Um ano antes, ainda por sua atuação naquele filme, recebeu o Urso de Prata do Festival de Berlim.

Ainda em 1999, a atriz fez o papel de Nossa Senhora na minissérie O Auto da Compadecida, adaptação da premiada peça de Ariano Suassuna feita por Guel Arraes, Adriana Falcão e João Falcão, e transformada em filme no ano seguinte. Em 2001, viveu a Lulu de Luxemburgo de As filhas da mãe, de Silvio de Abreu, Alcides Nogueira e Bosco Brasil.

Fernanda Montenegro participou da primeira fase de Esperança (2002), novela de Benedito Ruy Barbosa, em que fez o papel da italiana Luiza, a avó da protagonista Maria, interpretada por Priscila Fantin. Em 2005, na premiada minissérie Hoje É Dia de Maria, dirigida por Luiz Fernando Carvalho, a atriz interpretou a madrasta, voltando a atuar na segunda jornada da série como Dona Cabeça, narradora da trama. Em 2006, brilhou na novela Belíssima como a vilã Bia Falcão, matriarca da família Assumpção. A trama de Sílvio de Abreu prendeu a atenção dos telespectadores até o último capítulo, quando a personagem de Fernanda Montenegro, em vez de receber a esperada punição, terminou numa suíte em Paris ao lado do jovem Matheus (Cauã Reymond). Um de seus mais recentes trabalhos na TV Globo foi a minissérie Queridos amigos (2008), de Maria Adelaide Amaral, como intérprete de Iraci.

Foi convidada para ocupar o Ministério da Cultura no governo dos presidentes José Sarney e Itamar Franco, porém apesar do grande apoio da classe artística e intelectual, recusou ambas as ofertas.[19] Em 1985, ao recusar o convite de Sarney afirmou em carta ao então representante do governo que não estava preparada para abandonar a carreira artística, não por medo ao desafio que lhe era oferecido, mas sim por entender que seria muito melhor no palco do que no ministério.[23] Recebeu em 1999 do então presidente Fernando Henrique Cardoso a Ordem Nacional do Mérito Grã-Cruz, "pelo reconhecimento ao destacado trabalho nas artes cênicas brasileiras".[24] Na época, uma exposição realizada no Museu de Arte Moderna (MAM), no Rio de Janeiro, comemorou os 50 anos de carreira da atriz. Em 2004, foi escolhida melhor atriz da terceira edição do Festival de TriBeCa. Ela foi premiada por sua atuação em "O Outro Lado da Rua", único filme da América Latina a participar da competição de longas de ficção.[25]

Entre os filmes em que atuou no cinema estão A Falecida (1964) e Eles Não Usam Black-Tie (1980), ambos de Leon Hirszman. E, mais recentemente, Olga, de Jayme Monjardim, onde interpretou Leocádia Prestes, mãe do líder comunista Luís Carlos Prestes; Redentor (2004), dirigido por seu filho, Cláudio Torres; Casa de Areia (2005), filme dirigido pelo genro Andrucha Waddington, marido de sua filha, a atriz Fernanda Torres; e Love in the Time of Cholera (br: O Amor nos Tempos do Cólera), de Mike Newell, lançado em 2007, onde fez a personagem Tránsito Ariza, mãe do personagem do ator espanhol Javier Bardem. Em 2010 viveu a protagonista Bete em Passione, de Sílvio de Abreu. Em 2012 protagonizou o último episódio da minissérie As Brasileiras como a artista decadente Mary Torres no episódio Maria do Brasil, e no especial de fim de ano Doce de Mãe em que interpretou Dona Picucha, personagem principal onde foi premiada com o Emmy Internacional de melhor atriz.[4] Pelo Twitter, a presidente do país Dilma parabeniza Fernanda Montenegro pelo Emmy dizendo que Fernanda:"é um orgulho do Brasil".[26] Carlos Henrique Schroder diretor-geral da Rede Globo festejou o prêmio de Fernanda dizendo: "É o reconhecimento de uma estrela maior da nossa cultura. É a nossa dama maior do teatro, da TV e do cinema brasileiro. E justamente recebeu essa homenagem e reconhecimento internacional".[27]

Em 2013, deu vida a Dona Cândida Rosado (Candinha) no remake de Saramandaia escrito por Ricardo Linhares. [28] Em 2014, viveu novamente Dona Picucha na série Doce de Mãe. [29] No mesmo ano é anunciado que a atriz fará a nova novela de Gilberto Braga, prevista para estrear em 2015, no papel de uma homossexual que mantém um relacionamento com a personagem de Nathália Timberg. [30] [31]

Carreira[editar | editar código-fonte]

A atriz Fernanda Montenegro ministra oficina de leitura dramática na sede da Brasil Telecom em 2003.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel Prêmios e indicações
1965 A Falecida Zulmira
1970 Em Família Anita
Pecado Mortal Fernanda
Minha Namorada
1971 A Vida de Jesus Cristo Samaritana
1976 Marília e Marina
1978 Tudo Bem Elvira Barata
1981 Eles Não Usam Black-Tie Romana
1985 A Hora da Estrela Madame Carlota
1986 Trancado por Dentro Ivette
1988 Fogo e Paixão Rainha do castelo
1994 Veja Esta Canção
1997 O Que É Isso, Companheiro? Dona Margarida
1998 Central do Brasil Dora David di Donatello de melhor atriz estrangeira
Urso de Prata de melhor atriz principal
National Board of Review - melhor atriz principal
Prêmio do Festival de Havana de melhor atriz principal
Indicada—Oscar de melhor atriz
Indicada—Globo de Ouro de melhor atriz dramática
Indicada—Satellite Awards de melhor atriz - drama
Indicada—Prêmios Chlotrudis de melhor atriz principal
Indicada—BAFTA de melhor atriz principal
Traição Mulher no bar
1999 Gêmeas Mãe
2000 O Auto da Compadecida Virgem Maria
2004 O Outro Lado da Rua Regina Prêmio de melhor atriz - Festival de Tribeca[32]
Olga Leocádia Prestes
Redentor Dona Isaura
Nem Que a Vaca Tussa Sra. Caloway (voz)
2005 Casa de Areia D. Maria/Áurea
2007 Love in the Time of Cholera Tránsito Ariza
2012 As Aventuras de Agamenon, o Repórter Narradora
A Dama do Estácio Zulmira [33]
2013 O Tempo e o Vento Bibiana Terra Cambará [34] [35]
A Igreja do Diabo [36]
A Primeira Missa [37]
2014 Do Fundo do Lago Escuro[38]
Infância
Boa Sorte Célia[39]

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Título Papel
1964 Vitória Vitória
1966 Redenção Lisa
1968 A Muralha Cândida Olinto
1969 Sangue do Meu Sangue Júlia
1973 Medeia Medeia
1979 Cara a Cara Ingrid
1981 Baila Comigo Sílvia Toledo
Brilhante Chica Newman
1983 Guerra dos Sexos Charlotte de Alcântara Pereira Barreto (Charlô)/Altamiranda
1986 Cambalacho Naná (Leonarda Furtado)
1987 Sassaricando Ela mesma
1990 Riacho Doce Vó Manuela
Rainha da Sucata Salomé Szimanski
1991 O Dono do Mundo Olga Portela
1993 Renascer Jacutinga
O Mapa da Mina Madalena Morais
1994 Incidente em Antares Quitéria Campolargo
1995 A Comédia da Vida Privada
(A Casa dos Trinta)
Tia Otávia
1996 A Comédia da Vida Privada
(As Idades do Amor)
Dora
1997 Zazá Zazá (Marisa Dumont)
1999 O Belo e as Feras Clotilde
O Auto da Compadecida Compadecida
2001 As Filhas da Mãe Lulu de Luxemburgo
2002 Pastores da Noite Tibéria
Esperança Luisa
2004 Um Só Coração Ela mesma
2005 Hoje É Dia de Maria Madrasta
Hoje É Dia de Maria 2 Dona Cabeça
Belíssima Beatriz Falcão (Bia Falcão)
2008 Queridos Amigos Iraci Guimarães Moutinho
O Natal do Menino Imperador Narradora
2009 Som & Fúria Ela mesma
2010 Passione Elizabete "Bete" Monteiro Gouveia
2012 As Brasileiras
(Maria do Brasil)
Mary Torres
Guerra dos Sexos Charlotte de Alcântara Pereira Barreto (Charlô I)
Doce de Mãe Dona Picucha
2013 Saramandaia Dona Cândida Rosado (Candinha)
2014 Doce de Mãe Dona Picucha

Teatro[editar | editar código-fonte]

Em mais de cinquenta anos de carreira, participou de dezenas de espetáculos teatrais, interpretando de tudo: da clássica tragédia grega à comédia de boulevard, do musical brasileiro a espetáculos de vanguarda. Sempre ao lado de grandes nomes, do elenco à direção. A seguir, alguns de seus grandes sucessos:

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Ano Premiação Categoria Trabalho Resultado
1965 Brasil Troféu Candango do Festival de Brasília Melhor Atriz A Falecida Venceu
Brasil Prêmio Governador do Estado de São Paulo Melhor Atriz Venceu
1978 Itália Taormina Film Fest Melhor Atriz Tudo Bem Venceu
1998 Alemanha Urso de Prata Melhor Atriz Central do Brasil Venceu
Itália David di Donatello Melhor Atriz Venceu
Estados Unidos Ft. Lauderdale International Film Festival Award Melhor Atriz Venceu
Cuba Festival de Havana Melhor Atriz Venceu
Estados Unidos Los Angeles Film Critics Association Award Melhor Atriz Venceu
Estados Unidos National Board of Review Awards Melhor Atriz Venceu
Estados Unidos National Society of Film Critics Awards Melhor Atriz Venceu (3º lugar)
Estados Unidos New York Film Critics Circle Award Melhor Atriz Venceu (2º lugar)
Brasil Troféu APCA Melhor Atriz Venceu
Estados Unidos Chlotrudis Awards Melhor Atriz Indicada
Estados Unidos Satellite Award Melhor Atriz em filme dramático Indicada
1999 Estados Unidos Oscar Melhor Atriz Indicada
Estados Unidos Globo de Ouro Melhor Atriz em filme dramático Indicada
2004 Brasil Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz O Outro Lado da Rua Venceu
Espanha Concha de Prata do Festival de San Sebastián Horizons Award Venceu
Estados Unidos Festival de Cinema de Tribeca Melhor Atriz Venceu
Brasil Troféu Calunga do Festival de Cinema do Recife Melhor Atriz Venceu
2005 Brasil Prêmio ACIE de Cinema Melhor Atriz Venceu
México Festival Internacional de Cinema de Guadalajara Melhor Atriz Casa de Areia Venceu
Brasil Grande Prêmio do Cinema Brasileiro Melhor Atriz Indicada
2006 Brasil Prêmio Contigo! de Cinema Melhor Atriz Indicada
Brasil Prêmio Qualidade Brasil Melhor Atriz Indicada
2009 Brasil Prêmio Contigo! de Cinema Prêmio My Favorite Venceu
2011 Brasil 39º Festival de Gramado Prêmio Oscarito Homenageada[41] Venceu

Televisão[editar | editar código-fonte]

Ano Premiação Categoria Trabalho Resultado
1969 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz A Muralha Venceu
1970 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Sangue do Meu Sangue Indicada
1979 Brasil Troféu APCA Melhor Atriz Cara a Cara Venceu
1981 Brasil Troféu APCA Melhor Atriz Brilhante Venceu
1982 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Venceu
1983 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Indicada
Brasil Troféu APCA Melhor Atriz Guerra dos Sexos Venceu
1984 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Venceu
1987 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Cambalacho Venceu
1992 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz O Dono do Mundo Venceu
1994 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Renascer Indicada
2005 Brasil Troféu APCA Melhor Atriz Belíssima Venceu
2006 Brasil Prêmio Contigo! de TV Melhor Atriz de Novela Venceu
2007 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Indicada
Brasil Prêmio Globo de Melhores do Ano Melhor Atriz Indicada
2011 Brasil Troféu Imprensa Melhor Atriz Passione Indicada
Brasil Prêmio Contigo! de TV Melhor Atriz de Novela Indicada
2013 Estados Unidos Emmy Internacional Melhor Atriz Doce de Mãe Venceu
Brasil Troféu Mário Lago Conjunto da Obra Venceu[42]
Brasil Prêmio Contigo! de TV Melhor Atriz de Série ou Minissérie As Brasileiras Indicada
2014 Brasil Prêmio Contigo! de TV Melhor Atriz de Série ou Minissérie Doce de Mãe Pendente

Teatro[editar | editar código-fonte]

Ano Premiação Categoria Trabalho Resultado
1955 Brasil Prêmio Saci Melhor Atriz A Moratória Venceu
1956 Brasil Prêmio APCT Melhor Atriz Nossa Vida com Papai Venceu
1958 Brasil Prêmio Governador do Estado de São Paulo Melhor Atriz Vestir os Nus Venceu
Brasil Prêmio APCT Melhor Atriz Venceu
1959 Brasil Prêmio Padre Ventura do Círculo Independente de Críticos de Arte Melhor Atriz O Mambembe Venceu
1963 Brasil Prêmio ABCT Melhor Atriz Mary, Mary Venceu
1964 Brasil Prêmio Governador do Estado de São Paulo Melhor Atriz Mirandolina Venceu
1966 Brasil Prêmio Molière Melhor Atriz A Mulher de Todos Nós Venceu
1967 Brasil Prêmio Molière Melhor Atriz O Homem do Princípio ao Fim Venceu
1976 Brasil Prêmio Governador do Estado de São Paulo Melhor Atriz Seria Cômico ... Se Não Fosse Sério Venceu
Brasil Prêmio da Associação dos Críticos Teatrais de São Paulo Melhor Atriz Venceu
Brasil Prêmio Molière Melhor Atriz A Mais Sólida Mansão Venceu
1982 Brasil Prêmio Molière Prêmio Especial As Lágrimas Amargas de Petra Von Kant Venceu
Brasil Troféu Mambembe Melhor Atriz Venceu
1987 Brasil Prêmio Molière Melhor Atriz Dona Doida, Um Interlúdio Venceu
2009 Brasil Prêmio Faz Diferença do jornal O Globo Prêmio Especial Viver Sem Tempos Mortos Venceu
2010 Brasil Prêmio Shell de Teatro de São Paulo Melhor Atriz Venceu

Referências

  1. Dama do teatro, Fernanda Montenegro comemora 80 anos.. noticias.terra.com.br. Página visitada em 15/01/2013.
  2. Fernanda Montenegro, a dama do teatro brasileiro comemora 80 anos. canalteatro.com.br. Página visitada em 15/01/2013.
  3. a b c Fernanda Montenegro: uma diva entre estrelas. Página visitada em 15/01/2013.
  4. a b Fernanda Montenegro leva Emmy e agradece diretores de 'Doce de mãe'.
  5. Atriz Fernanda recebe maior comenda da República (13 de abril de 1999). Página visitada em 15 de outubro de 2013.
  6. Forbes. Forbes apresenta as celebridades mais influentes do Brasil. Exame. Página visitada em 13 de janeiro de 2014.
  7. Fernanda Montenegro para Grupo Magno de Teatro. Página visitada em 15/01/2013.
  8. Fernanda Montenegro. Página visitada em 15/01/2013.
  9. a b Fernanda Montenegro. Página visitada em 15/01/2013.
  10. Central do Brasil. Página visitada em 15/01/2013.
  11. A vida é bela. Página visitada em 15/01/2013.
  12. Fernanda Montenegro, site oficial, acessado em 07 de abril de 2011.
  13. A atriz sem inimigos. Página visitada em 15/01/2013.
  14. Ao mestre com carinho. Página visitada em 15/01/2013.
  15. a b Entrevista com Fernanda Montenegro. Página visitada em 15/01/2013.
  16. a b FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA - Homenagens. Página visitada em 16/01/2013.
  17. BIOGRAFIA DE FERNANDA MONTENEGRO PARA O MUSEU DA TELEVISÃO BRASILEIRA. Página visitada em 16/01/2013.
  18. Barbosa, Neusa. Fernanda Montenegro: A Defesa do Mistério. São Paulo: Imprensa Oficial, 2009. 272 p. ISBN 978-85-7060-598-6 Página visitada em 16/01/2013.
  19. a b Elas fazem a diferença. Página visitada em 16/01/2013.
  20. Fernanda Montenegro. Página visitada em 16/01/2013.
  21. Sergio Britto - Homenageado do XVI Festival de Teatro do Rio. Página visitada em 16/01/2013.
  22. Montenegro, Fernanda (1929). Página visitada em 16/01/2013.
  23. Fernanda Montenegro recusa Ministério da Cultura. Página visitada em 16/01/2013.
  24. Fernanda Montenegro. Página visitada em 16/01/2013.
  25. Fernanda Montenegro ganha prêmio no Festival de Tribeca. Folha online. Página visitada em 14/05/2013.
  26. Dilma parabeniza Fernanda Montenegro pelo Emmy.
  27. Dilma parabeniza Fernanda Montenegro pelo Emmy.
  28. Patrícia Kogut (10 de dezembro de 2012). Fernanda Montenegro é escalada para 'Saramandaia'. O Globo. Página visitada em 04 de junho de 2014.
  29. Patrícia Kogut (25 de agosto de 2013). 'Doce de mãe', com Fernanda Montenegro, vai virar série. O Globo. Página visitada em 04 de junho de 2014.
  30. Cristina Padiglione (22 de maio de 2014). Globo aposta em gay vivida por Fernandona. Estadão. Página visitada em 04 de junho de 2014.
  31. Vitor Angelo (22 de maio de 2014). Além de protagonista, Fernanda Montenegro viverá romance lésbico em novela de Gilberto Braga. Virgula UOL. Página visitada em 04 de junho de 2014.
  32. Fernanda Montenegro ganha prêmio no Festival de Tribeca
  33. Fernanda Montenegro é o destaque em 'A Dama do Estácio'. Estadão.com.br. Página visitada em 14/05/2013.
  34. Trailer de 'O Tempo e o Vento' tem cena quente de Cléo Pires
  35. Sem a Fernanda eu não faria 'O tempo e o vento', diz Monjardim. Globo News. Página visitada em 16 de setembro de 2013.
  36. Com 103 anos, Manoel de Oliveira finaliza mais um filme
  37. Com nova peça e filme, Fernanda Montenegro avalia Dilma e Ana de Hollanda
  38. Por Redação, Purepeople. Fernanda Montenegro comemora 84 anos prestes a estrear dois longas-metragens. Página visitada em 16 de outubro de 2013.
  39. Globo Filmes. Filmes>Boa Sorte>Elenco. Página visitada em 01 de fevereiro de 2014.
  40. Fernanda Montenegro vence Prêmio Shell de melhor atriz - Folha Online, 13 de abril de 2010 (visitado em 13-4-2010)
  41. Carlos Helí de Almeida (10 de agosto de 2011). Gramado homenageia Fernanda Montenegro pp. Revista Veja. Página visitada em 21 de janeiro de 2014.
  42. Fernanda Montenegro divide Troféu Mário Lago com atores "dos 80 para cima"

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons
Precedida por:
-
Troféu Candango de Melhor Atriz
por A Falecida

1965
Sucedida por:
Helena Ignez
por O Padre e a Moça
Precedida por:
Juliette Binoche
por The English Pacient
Urso de Prata de Melhor Atriz
por Central do Brasil

1998
Sucedida por:
Juliane Köhler & Maria Schrader
por Aimée & Jaguar
Precedida por:
Cecilia Roth
por Martín (Hache)
Prêmio de Melhor Atriz no Festival de Havana
por Central do Brasil

1998
Sucedida por:
Denise Fraga
por Por Trás do Pano
Precedida por:
Helena Bonham Carter
por The Wings of the Dove
Prêmio LAFCA de Melhor Atriz
por Central do Brasil

1998
Sucedida por:
Hillary Swank
por Boys Don't Cry
Precedida por:
Helena Bonham Carter
por The Wings of the Dove
National Board of Review de Melhor Atriz
por Central do Brasil

1998
Sucedida por:
Janet McTeer
por Tumbleweeds