Ney Latorraca

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Ney Latorraca
Nome completo Neidival torres Caravaca[1]
Nascimento 27 de julho de 1944 (69 anos)[1]
Santos, SP[1]
 Brasil
Nacionalidade brasileiro
Ocupação Ator
Atividade 1968 - hoje
Página oficial
IMDb: (inglês) (português)

Antonio Ney Latorraca (Santos, 25 de julho de 1944) é um ator brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de um crooner e de uma corista que se apresentavam em cassinos, teve como padrinho de batismo o ator Grande Otelo, tendo crescido já no meio artístico. Dois anos após seu nascimento, um decreto do presidente Eurico Gaspar Dutra fechou os cassinos, perdendo assim a sua família seu principal meio de sobreviver.

Começou cedo sua carreira de ator. Aos seis anos, fez uma participação em uma radionovela da Record. Depois atuou no teatro estudantil e teve sua primeira oportunidade profissional por volta dos 20 anos de idade, ao ser aprovado para integrar o elenco da peça Reportagem de Um Tempo Mau, em 1965, que teve apenas uma apresentação no Teatro de Arena, tendo sido proibida pela Censura Federal.

Após atuar em três peças encenadas por um grupo universitário, decidiu cursar a Escola de Arte Dramática, antes dela passar a funcionar na Universidade de São Paulo. Nos três anos de curso, teve aulas de história do teatro, expressão corporal, mitologia, mímica, esgrima, maquiagem, dicção e interpretação com grandes professores, como Ziembinsky e Antunes Filho, entre outros. Dentre seus colegas de turma estava a atriz e autora Jandira Martini. Durante este período, arranjou empregos paralelos para se manter, trabalhando em uma agência bancária e em uma loja de roupas femininas. Atuou também em diversas peças teatrais. Sua madrinha de formatura foi a atriz Marília Pêra.

Ingressou na TV fazendo figuração na Tupi. Participou do seriado Alô, Doçura, em 1953, da novela Beto Rockfeller, em 1968, e ainda fez uma participação de três capítulos na novela Super Plá, em 1969. Depois fez uma passagem pela TV Cultura, onde trabalhou em um teleteatro, encenando Yerma.

Durante a década de 1970, atuou em diversas montagens teatrais, entre elas Hair, de 1970; Jesus Cristo Superstar, de 1972; Bodas de Sangue, de 1973; e A Mandrágora, de 1975. Ainda, por intermédio da atriz Lilian Lemmertz, foi contratado pela Record, trabalhando em cinco novelas, que foram O Tempo Não Apaga e Quero Viver, ambas de 1972, Eu e a Moto, Vidas Marcadas e Venha Ver o Sol Nascer na Estrada, ambas de 1973.

Sua estréia na TV Globo foi, em 1975, na novela Escalada, no papel do playboy Felipe, apaixonado pela professora de piano Fernanda, interpretada por Nathalia Timberg. Entre seus papéis de destaque na Globo, está o Mederiquis da novela Estúpido Cupido, de 1976, um jovem rebelde dos anos 1960, que se vestia de preto e circulava em uma lambreta batizada pelo próprio ator de Brigite.

Em 1978, apresentou com a atriz Djenane Machado o musical Saudade Não Tem Idade, no qual cantava, dançava e apresentava esquetes. Em 1979, no musical teatral Lola Moreno, contracenou com seu padrinho Grande Otelo. Depois, em 1980, fez uma participação especial na novela Chega Mais, e, no mesmo ano, interpretou Leandro Serrano, que estuprou a cunhada, interpretada por Vera Fischer, na novela Coração Alado. Também em 1980, filmou a versão cinematográfica de O Beijo no Asfalto, e, em 1982, trabalhou na minissérie Avenida Paulista e no filme Das Tripas Coração.

Em 1983, atuou na montagem de O Rei Lear, e, em 1984, se fez presenta na minissérie Anarquistas Graças a Deus, onde interpretou o pai da autora em cujo livro foi baseada a história, Zélia Gattai, mulher de Jorge Amado. Nesse mesmo ano, ainda marcou presença em outra minissérie da emissora, Rabo de Saia, como intérprete do simpático caixeiro-viajante Quequé, que tinha três mulheres. Em seguida, fez uma participação na minissérie Grande Sertão: Veredas e participou da novela Um Sonho a Mais, onde teve a oportunidade de mostrar mais uma vez sua versatilidade ao interpretar cinco personagens diferentes, entre eles uma mulher, Anabela Freire, um dos grandes sucessos da trama. Nesse ano ainda, esteve nas telonas com o filme Ópera do Malandro e dirigiu Passando o Batom, show com o transformista Jane di Castro.

A partir de 1986, inicia sua participação na encenação de O Mistério de Irma Vap, grande sucesso de bilheteria, que permanceu em cartaz por cerca de onze anos. Contracenando com Marco Nanini numa produção de Marília Pêra, foi essa a primeira peça em que os atores trocavam rapidamente de roupa para cada cena e esse artifício é utilizado hoje em vários outros espetáculos. Também em 1986, integrou o elenco da minissérie Memórias de um Gigolô, no papel do gigolô Esmeraldo. Entre 1988 e 1989, encarnou um de seus personagens mais populares, o velhinho Barbosa, do humorístico TV Pirata.

Deixou a Globo temporariamente, em 1990 para trabalhar na novela Brasileiras e Brasileiros, do SBT. No ano seguinte, na Globo, caiu nas graças do público no papel do Conde Vlad, o chefe dos vampiros da novela Vamp, onde protagonizou cenas memoráveis, como uma imitação do cantor Michael Jackson no clipe da música Thriller. Em 1994, retornou ao SBT, para fazer o remake da novela Éramos Seis. Ao mesmo tempo e posterior a esse trabalho, encenou respectivamente as seguintes peças, O Médico e o Monstro, de 1994, Don Juan, de 1995, e Quartett, de 1996. Em 1997, de volta à antiga casa, trabalhou na novela Zazá, como o vilão Silas Vadan. Depois, em 1999, volta ao teatro para participar da montagem de O Martelo.

Em 2000, fez parte do núcleo cômico da novela O Cravo e a Rosa, formando um trio muito engraçado com Maria Padilha e Eva Todor. Simultaneamente, atuou no espetaculo 3 x Teatro. Depois, em 2001, filmou o longa Minha Vida em Suas Mãos, e, em 2002, participou da novela O Beijo do Vampiro, no papel do Conde Nosferatu. Em 2003, deu vida a Bento Ribeiro na minissérie A Casa das Sete Mulheres e, em 2004, na novela Da Cor do Pecado, viveu o falido Eduardo, casado com Verinha, e pai da vilã Bárbara. Posteriormente, em 2005, despontou como um cientista inventor na novela em Bang Bang. Em 2006, protagonizou ao lado do amigo Marco Nanini, o filme Irma Vap – O Retorno, baseado na bem-sucedida peça O Mistério de Irma Vap.

Em 2008, estreou no elenco da novela Negócio da China, vivendo o alegre e bem-humorado Edmar, apaixonado por Maralanis e sua filha, a pequena Flor de Lys.

Televisão[editar | editar código-fonte]

Cinema[editar | editar código-fonte]

  • 1969 - Audácia: A Fúria dos Desejos
  • 1973 - A Noite do Desejo .... Toninho
  • 1974 - Sedução
  • 1976 - Deixa Amorzinho... Deixa .... Dino/Dalma
  • 1976 - Anchieta, José do Brasil .... Anchieta
  • 1978 - O Grande Desbum
  • 1979 - Uma Estranha História de Amor .... Daniel
  • 1979 - Das Tripas Coração
  • 1981 - O Beijo no Asfalto .... Arandir
  • 1984 - A Mulher do Atirador de Facas
  • 1985 - Ópera do Malandro .... Tigrão
  • 1986 - Ele, o Boto .... Rufino
  • 1987 - A Fábula da Bela Palomera .... Orestes
  • 1989 - Festa .... Ator
  • 1994 - Dente Por Dente
  • 1995 - Brevíssimas Histórias da Gente de Santos
  • 1995 - Carlota Joaquina – Princesa do Brazil .... Jean-Baptiste Debre
  • 1996 - For All - o Trampolim da Vitória
  • 2001 - Minha Vida em Suas Mãos .... Analista
  • 2003 - Viva Sapato! .... Claudionor
  • 2004 - O Diabo a Quatro .... Senador Heitor Furtado
  • 2006 - Irma Vap - o Retorno .... Darci/Odete Lopes
  • 2009 - Topografia de Um Desnudo .... Manoel

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • 1965 - Reportagem de Um Tempo Mau
  • 1970 - Hair
  • 1972 - Jesus Cristo Superstar
  • 1973 - Bodas de Sangue
  • 1975 - A Mandrágora
  • 1983 - O Rei Lear
  • 1986/97 - O Mistério de Irma Vap
  • 1994 - O Médico e o Monstro
  • 1995 - Don Juan
  • 1996 - Quartett
  • 1999 - O Martelo
  • 2000 - 3 x Teatro
  • 2011 - A Escola do Escândalo

Prêmios[editar | editar código-fonte]

  • Como Silas Vadan (Melhor Vilão) (Zazá)[3]

Referências

  1. a b c Memória Globo. Ney Latorraca. Página visitada em 03/11/2009.
  2. Associação Paulista de Críticos de Arte. Os Melhores da APCA. Página visitada em 03/11/2009.
  3. Contigo!. 3º Prêmio de TV Contigo!. Página visitada em 03/11/2009.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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