A Casa das Sete Mulheres

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A Casa das Sete Mulheres
Informação geral
Formato Telenovela
Duração Entre 40 e 45 minutos aprox.
Criador(es) Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão, baseada na obra homônima de Letícia Wierzchowski
País de origem Brasil
Idioma original Português
Produção
Diretor(es) Jayme Monjardim
Narrador(es) Camila Morgado
Elenco Thiago Lacerda
Giovanna Antonelli
Werner Schünemann
Eliane Giardini
Camila Morgado
ver todos
Tema de abertura "A Saga dos Pampas", Marcus Viana e Transfônica Orkestra
Transmissão original 7 de janeiro de 2003 – 8 de abril de 2003
N.º de episódios 51

A Casa das Sete Mulheres é uma minissérie brasileira produzida pela Rede Globo e exibida entre 7 de janeiro e 8 de abril de 2003, às 23 horas, totalizando 51 capítulos.[1]

Foi escrita por Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão, com colaboração de Lucio Manfredi e Vincent Villari, baseada no romance homônimo da escritora gaúcha Letícia Wierzchowski, e dirigida por Teresa Lampreia, com direção geral de Jayme Monjardim e Marcos Schechtmann, e direção de núcleo de Jayme Monjardim.

Contou com Eliane Giardini, Camila Morgado, Samara Felippo, Mariana Ximenes, Daniela Escobar, Nívea Maria, Bete Mendes, Marcelo Novaes, Thiago Fragoso, Heitor Martinez, Luís Melo, Werner Schünemann, Thiago Lacerda e Giovanna Antonelli nos papeis centrais.

Foi reapresentada pela Rede Globo entre setembro e outubro de 2012, no lugar do horário político em Brasília e para residências com antena parabólica e TV acabo.

Foi reprisada pelo Canal Viva entre 26 de junho de 2013 e 05 de setembro de 2013 substituindo Anos Rebeldes e posteriormente sendo substituída pela minissérie Mad Maria.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

No sul do Brasil de 1835, ocorre a Revolução Farroupilha. É nesse cenário que a trama se desenvolve contemplando as perspectivas e vidas de sete mulheres da família do líder dos farrapos, Bento Gonçalves (Werner Schunemann).

Dona Caetana (Eliane Giardini) é a esposa de Bento Gonçalves. É uma mulher corajosa e inteligente, que passa a sofrer com os assédios e a obsessão de Bento Manuel (Luís Melo), que jurou conquistá-la, recorrendo as forças ocultas de Teiniaguá (Juliana Paes) para isso. A tensão e o relacionamento desse triângulo amoroso em muitos momentos definem o rumo da guerra no país.

Dona Ana Joaquina (Bete Mendes) e Dona María (Nívea Maria) são as irmãs de Bento Gonçalves. Dona Ana Joaquina é bondosa e é quem acolhe Bento Gonçalves e sua família na Instância. Já Dona María é rude, e fará suas três filhas sofrerem muito por conta de sua rigidez.

As filhas de Dona María são Manuela (Camila Morgado), Rosário (Mariana Ximenes) e Mariana (Samara Felippo), que junto com a filha mais velha de Dona Caetana e Bento Gonçalves, Perpétua (Daniela Escobar), formam um quarteto de amigas inseparáveis.

Rosário se apaixonará por Estevão (Thiago Fragoso), um soldado das tropas inimigas de seu tio Bento Gonçalves, despertando ciúmes no seu prometido, Afonso Corte Real (Murilo Rosa). Nem com a morte de Estevão, Rosário deixará de amá-lo.

Mariana (Samara Felippo), a filha caçula de Dona María, se apaixonará pelo índio João Gutiérrez (Heitor Martinez), tendo sua mãe como sua maior rival, pois essa fará de tudo para impedir que sua filha fique junto de João, por considerá-lo inferior.

A filha de Dona Caetana e Bento Gonçalves, Perpétua (Daniela Escobar) se apaixonará por Inácio (Marcello Novaes), um homem casado com uma mulher enferma, Teresa (Sabrina Greve) que esta a beira da morte. Perpétua terá o desafio de vencer o remorso para ser feliz.

Manuela, a filha mais velha de Dona María, se apaixonará por Giuseppe Garibaldi (Thiago Lacerda), um guerreiro revolucionário que luta contra a Tirania no mundo e é um dos principais aliados de Bento Gonçalves. Garibaldi pede a mão de Manuela em casamento, mas o pedido lhe é negado pela família da moça que estava prometida a Joaquim, filho de Bento Gonçalves. Convencido pela família de Manuela que isto era o melhor para ela, Garibaldi parte sozinho. Vendo que sem Garibaldi seus dias são todos tristes e sem sentido, Manuela embarca em uma viagem rumo a Laguna para reencontrar seu grande amor, fazendo muito mais que uma simples viagem, mas uma jornada de auto-descoberta, amadurecendo e se tornando uma mulher independente. Infelizmente a essa altura Garibaldi já havia encontrado conforto e o amor nos braços de outra mulher, Anita (Giovanna Antonelli), que é o oposto de Manuela, uma mulher revolucionária e guerreira, como ele. Manuela terá que lidar com a desilusão e a rejeição por toda uma vida.

As vidas de Manuela, Caetana, Rosário, Mariana, María, Perpétua e Ana Joaquina se entrelaçam na dor e no tempo que vivem. Cada uma dessas sete mulheres conheceu e viveu o amor e a dor de maneiras e formas distintas, possuindo em comum o fato de compartilharem da mesma fé e da mesma esperança de dias melhores e felizes a todos.[2]

Diferenças entre a minissérie e o romance[editar | editar código-fonte]

  • Na adaptação do romance de Letícia Wierzchowski para a televisão, os autores e a emissora tomaram algumas liberdades que, no entender de estudiosos da cultura gaúcha, foram excessivas, tais como:
  • No romance, enfatiza-se o caráter conservador na educação das filhas dos estancieiros gaúchos no século XIX, assim como a pobreza e rotina de seu cotidiano (especialmente na situação de confinamento em que se encontravam). Relacionamentos amorosos eram tratados com recato. Na minissérie, o comportamento das personagens femininas pouco se diferencia do comportamento das mulheres nas novelas ambientadas no Rio de Janeiro do século XXI.
  • O isolamento das sete mulheres é enfatizado no romance e é essencial para o desenvolvimento dramático e psicológico das personagens. Visitas eram esporádicas; os acontecimentos externos permaneciam distantes; só ficavam conhecidos por meio de cartas e mensageiros. Na minissérie, para manter o interesse do público, a casa é palco de frequentes encontros e festas, e as personagens se envolvem diretamente em episódios da revolução.
  • O relacionamento de Manuela e Garibaldi foi descaracterizado. No romance, ambos rompem porque Manuela, uma personagem real, não teve coragem de deixar a casa e acompanhá-lo. Sofreu o resto da vida por isso: nunca se casou e teve uma vida solitária, sendo apontada nas ruas de Pelotas, onde foi morar, como a noiva de Garibaldi. Além disso, no romance, Anita é apenas citada, mas não aparece. Da mesma forma, na minissérie, após o rompimento ter sido mostrado tal como no romance, Manuela, ao saber do novo relacionamento de Garibaldi, vai a seu encontro, enfrenta Anita e se envolve nos combates da Revolução Farroupilha. Sem transição, torna-se uma personagem forte e decidida. Toma a decisão que Garibaldi esperava dela, e no romance não teve coragem de tomar. Esta mudança não passou despercebida dos espectadores da minissérie, que, em centenas de cartas e mensagens eletrônicas, pediam aos autores que no final Garibaldi e Manuela ficassem juntos.
  • A personagem Maria Gonçalves, no romance, se mostra como uma mulher gentil e meiga, que ama o marido; na minissérie, é uma mulher amarga, dura, implacável e desagradável com as três filhas e com o filho Antônio (cuja existência é ignorada na minissérie).
  • No romance, Manuela tem cerca de 15 anos; na minissérie, Manuela aparenta ter, no mínimo, 22 anos. A ordem de nascimento no romance também foi alterada na minissérie: o mais velho é Antônio (o qual não aparece na minissérie), Rosário, Mariana e Manuela; na minisérie, Manuela é mais velha que Rosário, que é mais velha que Mariana. Da mesma forma, Caetano possui 15 anos no romance, enquanto na minissérie sua idade é 19 anos.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Daniela Escobar interpretou Perpétua.
Marcello Novaes interpretou Inácio.
Ator Personagem
Camila Morgado Manuela de Paula Ferreira
Eliane Giardini Dona Caetana
Mariana Ximenes Rosário
Daniela Escobar Perpétua
Samara Felippo Mariana
Nívea Maria Dona María Gonçalves
Bete Mendes Dona Ana Joaquina
Thiago Lacerda Giuseppe Garibaldi
Giovanna Antonelli Anita Garibaldi
Werner Schünemann Bento Gonçalves
Luís Melo Bento Manuel Ribeiro
Thiago Fragoso Estevão
Marcello Novaes Inácio
Heitor Martinez João Gutiérrez
Murilo Rosa Afonso Corte Real
Sabrina Greve Teresa
Tarcísio Filho General Neto
Jandira Martini Dona Antônia
Rodrigo Faro Joaquim (Quincas)
Dado Dolabella Bentinho
Bruno Gagliasso Caetano
José de Abreu Onofre Pires
Ana Beatriz Nogueira Dona Rosa
Manuela do Monte Joana
Zé Carlos Machado Anselmo
Dalton Vigh Luigi Rossetti
Ariclê Perez Madre Cecília
Antônio Pompeo João Congo
Sebastião Vasconcelos Tio Antônio
Douglas Simon Teixeira Nunes / Gavião
Zé Victor Castiel Chico Mascate
Ricardo Herriot John Griggs
Oscar Simch Davi Canabarro
Ângelo Antônio Tito Lívio Zambeccari
André Mattos Pedro Boticário
Carlos Machado Filho Leão
Sérgio Vieira Marco Antônio
Pedro Malta Marco Antônio (criança)
Lucas Rocha Leão (criança)
Othon Bastos General Domingos Crescêncio
Ney Latorraca Araújo Ribeiro
Rosi Campos Consuelo
Maurício Gonçalves Terêncio
Marcos Barreto Paulo
Arieta Corrêa Bárbara
Carla Regina Tina
Amandha Lee Luzia
Mariah da Penha Viriata
Mary Sheyla Beata
André Luiz Miranda Netinho
Lafayette Galvão Padre
Carmo Dalla Vecchia Batista
Fábio Dias Bilbao
Juliana Paes Teiniaguá
Roberto Bomtempo Manuel Aguiar
Tarciana Saad Anahy
Carla Diaz Angélica
Beatriz Browne Angélica (criança)
Theodoro Cochrane Pedro
Viviane Porto Zefina
Christiane Tricerri Quitéria
Bukassa Kabengele Zé Pedra
Guilherme Vieira Criança (filho de Bento Gonçalves)

Elenco de apoio[editar | editar código-fonte]

Trilha sonora[editar | editar código-fonte]

Capa: Thiago Lacerda

Curiosidades da Trilha Sonora -Jayme Monjardin recebeu a trilha sonora antes de ir gravar as primeiras cenas. -Marcus Viana foi quem fez a trilha sonora da minissérie. -Jayme Monjardin elogiou o trabalho de Marcus Viana dizendo que só ele conseguiu fazer boas trilhas sonoras para, O Clone e Pantanal.

Oficial[editar | editar código-fonte]

A Casa das Sete Mulheres
Trilha sonora de Vários Intérpretes
Lançamento 2003
Gênero(s) Vários
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de Vários Intérpretes
Último
Último
-
Sete Vidas, Amores e Guerras
Próximo
Próximo
  1. Mercedita (Merceditas) - Gal Costa
  2. Passione - Zizi Possi
  3. La Media Vuelta - Rodrigo Faro
  4. Tristesse - Milton Nascimento e Maria Rita Mariano
  5. Cavalo Baio - Sagrado Coração da Terra
  6. Sete Vidas - Adriana Mezzadri
  7. Piel de Lava - Paula Santoro
  8. Prenda Minha - Flávio Venturini
  9. Fênix - Jorge Vercilo
  10. Il Dio Dei Buoni - Agnaldo Rayol
  11. Te Tengo Miedo - Adriana Mezzadri
  12. Uma Voz no Vento - Leila Pinheiro
  13. Vidas, Amores e Guerras - Marcus Viana
  14. A Saga dos Pampas - Marcus Viana & Transfônica Orkestra

Complementar[editar | editar código-fonte]

Sete Vidas, Amores e Guerras
Trilha Complementar de Vários Intérpretes
Lançamento 2003
Gênero(s) Vários
Formato(s) CD
Gravadora(s) Som Livre
Cronologia de Vários Intérpretes
Último
Último
A Casa das Sete Mulheres
-
Próximo
Próximo
  1. Sinfonia Platina
  2. Na Vastidão dos Pampas
  3. Por Honra e Glória
  4. Cavalgando Pela Liberdade
  5. Sete Vidas
  6. Do Amor e da Guerra
  7. Minuano
  8. Cavalo Baio
  9. Prenda Minha
  10. Rio Grande
  11. A Retirada
  12. Uma Voz no Vento
  13. Tema da Batalha
  14. Il Dio Dei Buoni
  15. Cristais
  16. Do Amor e da Guerra II
  17. Prenda Minha II
  18. Vidas, Amores e Guerras

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Prêmio Contigo (2004):

Troféu Imprensa (2004):

  • Melhor Programa

APCA (2004):

Prêmio Conta Mais (2004):

Troféu Leão de Ouro (atual "Troféu Leão Lobo") (2004):

Prêmio Qualidade Brasil (2004):

Prêmio INTE (2004) (internacional):

Referências

  1. Memória Globo. A Casa das Sete Mulheres - Trama Principal. Página visitada em 20 de janeiro de 2014.
  2. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]