Bete Mendes

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Bete Mendes
Nascimento 11 de maio de 1949 (62 anos)
Nacionalidade Brasil Brasileira
Ocupação Atriz
IMDb: (inglês) (português)

Elizabeth Mendes de Oliveira, conhecida como Bete Mendes, (Santos, 11 de maio de 1949) é uma atriz e militante política brasileira. Já foi casada com ator e diretor Dênis Carvalho.

Índice

[editar] Biografia

Filha do suboficial da Aeronáutica Osmar Pires de Oliveira e de Maria Mendes de Oliveira, formou-se em artes cênicas pela USP, e não concluindo o curso de Sociologia, época em que envolveu-se num dos movimentos de esquerda, em resistência à ditadura militar brasileira[1]

Apresentou-se pela primeira vez no teatro em 1968, na peça "A Cozinha"[2]

Em 1970 foi presa pela primeira vez, pelo DOI-CODI (Departamento de Operações Internas - Centro de Operações para Defesa Interna, órgão encarregado, durante o regime militar, de proceder o combate aos grupos de esquerda), ficando quatro dias detida. Entre setembro e outubro foi novamente presa, ocasião em que sofreu torturas. Absolvida pelo Superior Tribunal Militar, foi solta após trinta dias no cárcere - mas abandonou o curso de Sociologia[1].

Participou ativamente de diversos movimentos sociais e de classe, como a regulamentação profissional de artistas e técnicos em espetáculos de diversões (conquistada em 1978), apoio às greves dos Metalúrgicos do ABC paulista e o movimento pela Anistia.[1] É associada ao Movimento Humanos Direitos.[3]

Ao largo da carreira artística, voltada principalmente para a televisão, Bete Mendes foi uma das fundadoras do Partido dos Trabalhadores, com o qual elegeu-se deputada federal a primeira vez, na legislatura 1983-87[1]. Foi, porém, expulsa do partido por haver votado, ainda do regime de eleições indiretas, no Presidente Tancredo Neves[2]. Elegeu-se novamente, desta feita como Constituinte, para a legislatura seguinte (1987-91), pelo PMDB[1]. O rompimento com o PT, entretanto, não lhe impediu de apoiar as candidaturas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva, inclusive a última, em 2006, quando muitos artistas abandonaram seu apoio a ele devido ao desgate que o patido sofreu com o escândalo que foi popularizado pela mídia como "mensalão"[4].

Em setembro de 2007 foi homenageada na cidade natal, tendo seu nome na "calçada da fama" local, ao lado de Pelé e do compositor Gilberto Mendes[5].

[editar] Atuação parlamentar e vida pública

Ocupou na Câmara dos Deputados o cargo de terceira-suplente de Secretário da Mesa Diretora, e ainda a titularidade na Comissão de Transportes e suplências em várias outras comissões. Foi, em 1985, autora de projeto que criava uma comissão encarregada da elaboração de projeto de Constituição - arquivado por prejudicialidade, uma vez que decidiu-se posteriormente ser a Constituição elaborada por deputados eleitos para tal[6]

Além do mandato eletivo, foi Secretária Estadual de Cultura, em São Paulo, no período de 15 de março de 1987 a 21 de dezembro de 1988; presidiu a Fundação de Artes do Estado do Rio de Janeiro, Funarj, em 1999, durante o governo Anthony Garotinho.[1]

[editar] O caso Brilhante Ustra

Quando exercendo o seu segundo mandato, sendo presidente José Sarney, Bete Mendes integrou a comitiva deste em visita oficial ao Uruguai. Em 17 de agosto de 1985 Bete encontrou ali, como adido da Embaixada Brasileira, o militar Carlos Alberto Brilhante Ustra, em quem disse reconhecer aquele que teria sido seu torturador durante a prisão.

O episódio ganhou ampla repercussão no país, reacendendo os debates sobre a amplitude da Anistia concedida em 1978 - e se ela atingia os militares envolvidos em tal crime. Ustra não foi acusado, mas a sua carreira foi interrompida. Em resposta ao caso, até então omitido em seu currículo, o militar fez publicar um livro, intitulado Rompendo o Silêncio, onde refuta as acusações e nega que a atriz tenha sofrido qualquer tipo de tortura, e onde a acusa de ter arquitetado um teatro para promover sua reeleição. [7]

[editar] Carreira artística

Bete atua em cinema, teatro e televisão.

[editar] Na televisão

Novelas

[editar] No cinema

[editar] No teatro

  • 1968 - A Cozinha

Referências

  1. a b c d e f currículo, sítio da Câmara dos Deputados: esta fonte apresenta erros crassos de ortografia, mas seus dados devem ser fiáveis (página acessada em 16 de fevereiro de 2008).
  2. a b Matéria, VIDAL, Alexandre. EP News (página acessada em 16 de fevereiro de 2008).
  3. Humanosdireitos Página acessada em 3 de Junho de 2011.
  4. O Estado de S. Paulo
  5. Revista Contigo, acessada em 16 de fevereiro de 2008.
  6. Proposições da deputada Bete Mendes (página acessada em 16 de fevereiro de 2008).
  7. Estes informes foram parcialmente colhidos do libelo contrário a Bete Mendes, no "artigo" intitulado "A febiana Bete, Mentes?", de autoria de Félix Maier (sic), colhido no sítio ternuma.com.br, em 16 de fevereiro de 2008. Procurou-se abster completamente a parcialidade do documento, redigido em forma de libelo de defesa, onde as posições se invertem: em 1970 a esquerda era perseguida pelo regime; neste texto, os militares acusam o mesmo.

[editar] Ligações externas

Ferramentas pessoais
Espaços nominais
Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas