Anthony Garotinho

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Emblem-scales.svg
A neutralidade desse artigo (ou seção) foi questionada, conforme razões apontadas na página de discussão. (desde junho de 2011)
Justifique o uso dessa marca na página de discussão e tente torná-lo mais imparcial.
Searchtool.svg
Esta página ou secção foi marcada para revisão, devido a inconsistências e/ou dados de confiabilidade duvidosa (desde junho de 2011). Se tem algum conhecimento sobre o tema, por favor, verifique e melhore a consistência e o rigor deste artigo. Considere utilizar {{revisão-sobre}} para associar este artigo com um WikiProjeto e colocar uma explicação mais detalhada na discussão.


Anthony Garotinho
Anthony Garotinho
58.º Governador do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período de governo 1 de janeiro de 1999
até 6 de abril de 2002
Antecessor(a) Marcello Alencar
Sucessor(a) Benedita da Silva
Deputado Federal pelo Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período de governo 1 de fevereiro de 2011
até 31 de janeiro de 2015
Secretário de Segurança pública do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período de governo 23 de abril de 2003
até 27 de setembro de 2004
Antecessor(a) Josias de Oliveira
Sucessor(a) Marcelo Itagiba
Secretário de Agricultura do Rio de Janeiro Rio de Janeiro
Período de governo 5 de fevereiro de 1992
até 20 de setembro de 1993
Prefeito de Campos dos Goytacazes Bandeira campos dos goytacazes.jpg
Período de governo 1 de janeiro de 1989
até fevereiro de 1992

1 de janeiro de 1997
até março de 1998

Vida
Nascimento 18 de abril de 1960 (54 anos)
Campos dos Goytacazes, RJ
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Melhor prefeito do Brasil de 1998
Primeira-dama Rosinha Garotinho
Partido PT (1980-1983)
PDT (1983-2000)
PSB (2001-2003)
PMDB (2003-2009)
PR (2009-atualidade)
Religião Cristão - Protestante
Profissão Radialista

Anthony William Matheus de Oliveira, conhecido como Anthony Garotinho (Campos dos Goytacazes, 18 de abril de 1960), é um radialista e político brasileiro. Foi o 58º governador do Rio de Janeiro e candidato à presidência da república em 2002.

Garotinho tornou-se conhecido nacionalmente ao longo dos dois mandatos em que foi o prefeito de Campos, sua cidade natal (na época foi considerado o melhor prefeito do Brasil). Venceu as eleições para governador do estado do Rio em 1998, com o apoio de Leonel Brizola e amparado num programa de fortalecimento dos direitos sociais e de modernização dos serviços públicos. No início do governo, teve maior apoio popular, e promoveu a criação das Delegacias Legais e investimentos em CIEPs. Com o tempo, no entanto, Garotinho baseou-se, cada vez mais, no populismo, oferecendo serviços subsidiados, como refeições, medicamentos e hospedagem, a preços simbólicos; e na imagem de líder religioso, entre os evangélicos pentecostais, para obter apoio político.

Em 2002, foi o terceiro colocado nas eleições presidenciais, com bom desempenho atribuído à votação dos evangélicos em todo o país. Após deixar o comando do governo estadual, assumiria a Secretaria de Segurança na gestão de sua esposa, Rosinha Garotinho. O casal viu seus índices de popularidade caírem no estado, ao mesmo tempo em que se acumularam denúncias de crimes comuns e eleitorais contra eles. Deixaram o governo sem grande progresso no combate ao crime organizado, tendo a imagem afetada por acusações de conivência com a corrupção policial e pela prisão do chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins. Garotinho foi eleito, em 2010, deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Carreira radialista

Começou sua carreira no rádio em Campos dos Goytacazes, no norte do estado Rio de Janeiro. Trabalhou na Rádio Nacional e na Rádio Tupi AM. Ganhou o apelido de "Garotinho" como radialista, ao narrar preliminares de jogos de futebol, na Rádio Cultura, de Campos, com apenas quinze anos de idade, imitando o Garotinho José Carlos Araújo da Rádio Globo do Rio de Janeiro. Ao entrar no ar, o locutor apresentava-o desta maneira: "Agora, com vocês, o garotinho Anthony Matheus". O apelido pegou, mas rendeu a ele processo na Justiça movido pelo verdadeiro Garotinho do Rádio, o também radialista José Carlos Araújo, que consagrou-se com aquele apelido a ponto de registrá-lo como sua marca. Este processo, à época em que Garotinho concorria a Governador do Estado, em 1998, acabou em acordo nunca cumprido pelo réu Garotinho, que durante anos produziu e apresentou na Rádio Tupi o programa "Fala Garotinho, Show do Garotinho".

Após ingressar na política, Garotinho continuou a trabalhar no rádio, com destaque para as inserções na Rádio Melodia, de cunho político e religioso.

Vida política, social e familiar

Esposa de Garotinho, Rosinha Garotinho.

Garotinho e sua esposa são frequentemente considerados políticos populares, pois mantêm forte base eleitoral entre as camadas de baixa renda da população – sendo, de fato, o herdeiro político do eleitorado histórico trabalhista de Leonel Brizola. Alguns dos seus críticos, utilizando-se da tese estruturalista da USP ou de concepções clássicas do liberalismo conservador, o intitulam de "populistas" (ou como seguidores do populismo) por conta de suas políticas sociais voltadas aos estratos marginalizados, através do assistencialismo estatal – uma das marcas do trabalhismo[1] .

Tornou-se uma marca registrada das ações políticas de Garotinho os chamados "programas de um real", isto é, programas pelos quais serviços públicos são fornecidos a preços subsidiados à população – por exemplo: os restaurantes populares onde uma refeição é vendida a um real; o hotel de pernoite para trabalhadores de baixa renda que não possam deslocar-se diariamente a uma moradia na periferia, com uma diária também de um real e o desjejum a 35 centavos vendido em algumas estações ferroviárias. É necessário que se diga que as aplicações em tais programas tem-se realizado através de recursos orçamentários do fundo de pobreza, de saúde pública e de proteção ao meio ambiente, e tem sido acusados de representarem uma prática assistencialista como hoje acusam o presidente Lula em relação à bolsa família.[2]

Garotinho e Rosinha também são evangélicos. Tem nove filhos, sendo a Clarissa Garotinho um deles. Dos nove, cinco são adotivos.

Carreira política

Ingressou na política como filiado ao PT, mas logo transferiu-se para o PDT em 1983. No PDT, ele atuaria na Juventude Socialista, sendo eleito Coordenador Nacional no V Congresso Nacional da JS, realizado em Brasília no dia 23 de junho de 1989. Garotinho ainda atuaria no PDT até 2000, quando se filiaria, a seguir, no PSB. Como radialista, em Campos dos Goytacazes, adquiriu fama por um programa assistencialista.

Foi prefeito de Campos, cidade do interior fluminense, por duas vezes: 19891992 e 19971998 (abandonou o cargo em 1998 para se candidatar a governador). Na ocasião, a recém-descoberta riqueza petrolífera da Bacia de Campos e o apoio político de Leonel Brizola, de quem foi Secretário de Estado de Agricultura, lhe alavancaram a carreira política.

Governador do Rio de Janeiro

Em 1994, concorreu ao governo estadual do Rio de Janeiro, sendo o segundo candidato mais votado (o eleito, na ocasião, foi o ex-prefeito da capital Marcello Alencar). Quatro anos depois, concorreu novamente e, com uma ampla coalizão de partidos de esquerda (incluindo PDT, PT, PSB e PC do B), foi eleito, derrotando no segundo turno, Cesar Maia.

Segundo o jornalista Jânio de Freitas da Folha de São Paulo, no dia 3 de abril de 2005, não houve na história dos governos do Rio de Janeiro quem tivesse mais investido recursos em segurança que os governos Garotinho e Rosinha. Propôs à Assembléia Legislativa lei que criava a autonomia de gestão das verbas do Poder Judiciário, iniciativa inédita no Brasil e que mereceu reconhecimento público do presidente do Tribunal e Desembargador Miguel Pachá em matéria na Isto É, em 11 de janeiro de 2003.[3] Também foi reconhecido pelo projeto "Delegacia Legal", indicado pela ONU para o prêmio em Dubai de Boas Práticas e elogiado pelo Assessor da ONU para direitos humanos, Nigel Rodley, em 2001, como um modelo a ser imitado,[4] No seu governo foi inaugurada a estação Siqueira Campos da Linha 1 do Metrô do Rio de Janeiro e no de sua esposa Rosinha a estação de Cantagalo[5] Foi na gestão de Anthony Garotinho, que se viu no transporte público a entrada em massa do serviço de vans e Kombis de lotação inclusive foi o primeiro governo no país a determinar um regramento sobre o transporte alternativo apesar de enfrentar resistência dos empresários de transporte de ônibus e inclusive de ser questionada a legalidade deste decreto em face ao Código de Trânsito Brasileiro, que não previa a entrada destes veículos como transporte de passageiros.

Também foi na gestão de Anthony Garotinho, a polêmica redução tarifária das passagens dos ônibus fluminenses, sem que fosse mexida a carga fiscal que vinha em decorrência da tarifa. Muitas operadoras de transporte foram tendo problemas operacionais tendo inclusive a vida de utilização de seus carros elevada e até falindo empresas de ônibus neste período.

Candidatura a presidência

Deixou o PDT em 2000, por divergências com Brizola (principalmente sobre as eleições municipais daquele ano), passando para o PSB. Por este partido, concorreu à presidência da República em 2002 e lançou a candidatura de sua esposa Rosinha Matheus à própria sucessão, no mesmo ano. Perdeu a presidência (sendo o terceiro mais votado, com quinze milhões de votos), mas Rosinha foi eleita no primeiro turno.

Continuação da carreira política

Em 2003, mudou novamente de partido, ingressando no PMDB. Assumiu, de 2003 a 2004, o cargo de secretário estadual de Segurança.

Em 2006, exerce o cargo de secretário estadual de Governo do Rio de Janeiro e é presidente do PMDB no estado. Garotinho foi escolhido no dia 19 de março como candidato do PMDB à presidência da República por meio de uma consulta aprovada pela Direção do Partido, apesar da polêmica judicial sobre sua realização. Porém, com a decisão do TSE em favor da verticalização das coligações partidárias, o partido optou por não lançar candidato à Presidência e se aliar ao candidato a presidente Lula.

Garotinho foi acusado de recebimento de dinheiro impróprio para as suas campanhas, devido a isso, ele se declarou vítima de parte da imprensa (Veja e Globo e do próprio "governo Lula"), que, diz ele, não deram o mesmo espaço para a sua defesa como o que é dado para as denúncias. Em protesto, Garotinho resolveu entrar em uma greve de fome, iniciada em 30 de abril, que durou apenas 11 dias. O processo contra Garotinho tramita na justiça.[6]

Em 29 de maio de 2008, o ex-chefe de polícia de seu governo, o deputado Álvaro Lins, foi preso pela Polícia Federal em seu apartamento, tendo o MPF pedido o indiciamento de Garotinho por formação de quadrilha armada.[7] Essa denúncia ainda não foi examinada pelo Judiciário e estranhada pelo jornalista Jânio de Freitas da Folha de São Paulo, citado pelo colunista político Sebastião Nery, questionando a acusação do procurador como precipitada e movida por injunção política num caso criminal, caso não tenha provas.[8]

Em 2008 sua esposa e ex-governadora Rosinha Garotinho foi eleita prefeita de Campos dos Goytacazes, e sua filha Clarissa Garotinho, foi eleita vereadora na cidade do Rio.

Em junho de 2009 Garotinho deixou o PMDB por divergências com o governador Sérgio Cabral Filho e optou pelo PR, assumindo a presidência regional desta legenda.

Em maio de 2010, Garotinho foi considerado inelegível por abuso de poder econômico e uso indevido de meios de comunicação social nas eleições de 2008. O TRE-RJ também cassou o mandato de Rosinha Garotinho, prefeita da cidade de Campos dos Goytacazes, por abuso do poder econômico. O TRE entendeu que ela teria sido beneficiada por publicações e por programas favoráveis na rádio O Diário. A decisão tornou inelegíveis a prefeita, o ex-governador e mais três radialistas. Em 28 de junho o TRE-RJ manteve a decisão de deixar o casal inelegível até 2011, após julgar os embargos interpostos que buscavam modificar a decisão do colegiado do próprio tribunal.[9] Mas no final de 2010 a prefeita Rosinha Garotinho voltou ao cargo por determinação do Tribunal Superior Eleitoral

Nas Eleições de 2010 Garotinho seria o candidato do Partido ao Governo do Rio.

Desistindo em seguida sendo substituído por Fernando Peregrino.

Garotinho foi candidato a Deputado Federal, sendo eleito com a maior votação já registrada para o cargo de Deputado Federal no Estado do Rio. Garotinho obteve 694.862 votos (8,69%) sendo o 2º mais votado do Brasil ficando atrás apenas do humorista Tiririca também do PR.

Condenação criminal

Em agosto de 2010 Garotinho foi condenado por formação de quadrilha, junto com o ex-deputado estadual Álvaro Lins. A Justiça Federal aplicou uma pena de dois anos e meio de prisão, convertidos em serviços à comunidade e suspensão de direitos políticos. Álvaro Lins foi condenado a vinte e oito anos de prisão por formação de quadrilha armada, corrupção passiva e lavagem de bens.[10]

Eleições 2010

Nas Eleições de 2010 tudo indicava que Garotinho seria novamente candidato ao governo do Rio de Janeiro.

Em 2009 matérias publicadas em seu blog, e comentários feitos em seu programa na rádio, davam a entender que Garotinho seria novamente candidato a governador. Especulou-se na época seu ingresso no PTB, o que não aconteceu.

Em setembro de 2009 Garotinho filou-se ao PR. Até a véspera da convenção partidária Garotinho ocupava o 2º lugar nos principais institutos de pesquisa. Mas para a surpresa de muitos, Garotinho anuncia sua candidatura a deputado federal e lança o presidente do Instituto Republicano Fernando Peregrino que havia ocupado diversos cargos no governo do casal Garotinho como candidato ao governo estadual.

O resultado das eleições não foi surpresa alguma, como já era de se imaginar e as pesquisas mostravam, Garotinho foi o deputado federal mais votado do Rio de Janeiro e segundo mais votado do Brasil, ficando atrás apenas do palhaço Tiririca também do PR.

Garotinho recebeu 694.862 votos (8,69%), sua filha Clarissa Garotinho se elegeu deputada estadual com 118.863 (1,43%) ficando em 5º lugar.

E o candidato a Governador apoiado por Garotinho ficou em 3º lugar com 883.220 (10,81%), perdendo para Fernando Gabeira e Sergio Cabral Filho.

Eleições 2014

No dia 25 de Janeiro de 2014, Garotinho se lançou como candidato a governador do estado do Rio De Janeiro na convenção nacional do PR, que reuniu cerca de 7000 militantes. No mesmo evento, Garotinho distribuiu material de campanha, e atacou e então governador Sérgio Cabral e o vice Pezão, que já era pré-candidato ao governo do estado.[11]

A primeira pesquisa eleitoral de intenções de voto ao governo do RJ, realizada pelo IBOPE, mostrava que Anthony Garotinho liderava com 18% dos votos, tecnicamente empatado com Crivella, que aparecia com 16%.[12] Ao longo do tempo, as intenções de voto em Garotinho foram crescendo, até chegar a 28% dos votos em uma pesquisa Datafolha, divulgada no dia 4 de Setembro[13] , porém, as intenções de voto em Pezão cresceram em ritmo mais acelerado, até que o atual governador ultrapassou Garotinho na pesquisa do dia 23 de Setembro, feita pelo IBOPE.[14]

Na última pesquisa divulgada, Garotinho aparecia tecnicamente empatado com Crivella, enquanto Pezão liderava isoladamente com 36% dos votos válidos.

Garotinho conseguiu 1.576.511 votos, ficando com 18,22% dos votos válidos, e não conseguiu chegar ao segundo turno, pois ficou atrás de Pezão, que obteve 40,57% dos votos válidos, e Crivella que ficou com 20,26%.[15]

Referências

Ligações externas

Precedido por
{{{antes}}}
Prefeito de Campos dos Goytacazes
19971998

antes= depois=

Sucedido por
{{{depois}}}
Precedido por
Marcello Alencar
Governador do Estado do Rio de Janeiro
19992002
Sucedido por
Benedita da Silva
Precedido por
{{{antes}}}
Prefeito de Campos dos Goytacazes
19891992

antes= depois=

Sucedido por
{{{depois}}}