O Dia
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Nota: Para o periódico piauiense, veja O Dia (Piauí).
| O Dia | |
|---|---|
| Periodicidade | diário |
| Formato | Berliner |
| Sede | Rio de Janeiro |
| Circulação | Rio de Janeiro |
| Preço | R$ 1,20 (segunda-feira a sábado), R$ 2,40 (domingo) |
| Fundação | 1951 |
| Fundador | Chagas Freitas |
| Presidente | Gigi de Carvalho |
| Dire(c)tor | Eucimar Oliveira |
| Se(c)ções | Cidade, Brasil, Internacional, Polícia, Interior, Economia, Ataque, Caderno D, Internet & Tecnologia, Automania, Astral |
| Editor | Alexandre Freeland |
| Site oficial: | www.odia.com.br |
| Wikiprojeto Jornalismo Portal Jornalismo |
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O Dia é um jornal diário publicado na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.
Índice |
[editar] História
O jornal foi fundado em 5 de junho de 1951 pelo então deputado Chagas Freitas, futuro governador dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro.
Chagas utilizava o equipamento gráfico do vespertino A Notícia (de propriedade do ex-governador paulista Ademar de Barros) para rodar o jornal. Chagas era sócio e aliado político de Ademar na época.
Na ocasião do Golpe de Estado no Brasil em 1964, o jornal publicou reportagem publicada em 2 de abril daquele ano, em que afirmava:
| A população de Copacabana saiu às ruas, em verdadeiro carnaval, saudando as tropas do Exército. Chuvas de papéis picados caíam das janelas dos edifícios enquanto o povo dava vazão, nas ruas, ao seu contentamento | — O Dia[1]
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Em 1983, O Dia foi comprado pelo jornalista e empresário Ary Carvalho. Inicialmente um veículo de forte apelo popular, voltado para notícias policiais e de violência, o jornal passou por ampla reforma no início da década de 1990, com a intenção de competir por leitores com os mais tradicionais Jornal do Brasil e O Globo.
Com o falecimento de Ary Carvalho em 2003, a propriedade da empresa foi divida entre suas três filhas: Ariane, Gigi e Eliane de Carvalho.
Em 2005, Ariane deixou a sociedade para fundar o jornal Q!, levando junto a rádio MPB FM.
Nesta altura, a Editora O Dia incluia ainda o jornal Meia Hora, o portal O Dia Online, a TV O Dia e a rádio FM O Dia, além de uma agência de notícias e do Instituto Ary Carvalho. Em abril de 2010 a Editora O Dia vendeu parte do seu capital para a EJESA, Empresa Jornalística Econômico SA, que publica o Brasil Econômico, por US$ 75 milhões.
Já com a EJESA, a Editora O Dia lança o desportivo MarcaCampeão - em parceria com o jornal líder espanhol Marca.
[editar] Cadernos do Jornal O Dia
[editar] Caderno D
Em meados de 1988, o jornal O Dia apresentou um novo tipo de caderno: o Caderno D, que atualmente é conhecido como O Dia D. O caderno trazia diariamente guias da programação televisiva, piadas, jogo de erros e palavras cruzadas, e também tiras de quadrinhos diárias. As primeiras tiras deste caderno foram:
- Pelezinho: Um personagem do desenhista Maurício de Sousa, que representava o Rei Pelé em sua juventude. Essa série de tiras foi cancelada em 1990, dando lugar a outras. Pelezinho teve suas revistas nos anos 70 e 80 (canceladas em 1987), mas é atualmente um personagem esquecido.
- Vereda Tropical: Uma série de tiras realizadas pelo desenhista Nani, que satiriza a situação político-social cotidiana do Brasil. Os personagens principais são: Veizim, um velho índio amarelo de cabelos brancos; Turuna, um índio de pele alaranjada e cabelos pretos; e Fernandias, um personagem há alguns anos esquecido nessa tira, e que é uma paródia de Fernão Dias. Esta série de tiras é a única que estreou junto com o Caderno D e permanece até hoje no mesmo.
- Dr. Baixada: Uma série de tiras, (hoje já esquecida) realizada pelo desenhista Luscar. Apresentava um personagem chamado Dr. Baixada, um homem baixo, vestido com um chapéu preto, óculos escuros e roupas pretas, que talvez fosse uma paródia do famoso Tenório Cavalcanti. Também retratava situações político-socias cotidianas brasileiras como Vereda Tropical, mas não durou muito tempo, sendo cancelada em 1990.
- Fujoão: Uma série de tiras realizada pelo cartunista Nivaldo, que esteve presente no Caderno D do início até 1990.
[editar] Design de notícias
Já pelo lado visual, o "Caderno D" sempre foi pioneiro e suas capas são referência no cenário do design de notícias brasileiro. A criatividade e a ousadia são características do caderno diário.
[editar] Ver também
Referências
- ↑ O Dia, 2 de abril de 1964.
[editar] Ligações externas
- Página oficial
- "Quem quer comprar O Dia?", por Roberto Porto no Comunique-se
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