Flamengo (bairro do Rio de Janeiro)

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Flamengo
—  Bairro do Brasil  —
Morro da Viúva e edifícios na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo
Morro da Viúva e edifícios na Avenida Rui Barbosa, no Flamengo
Flamengo.svg
Distrito Botafogo[1]
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 164,63 ha (em 2003)
População
 - Total 50 043 (em 2 010)[2]
 - IDH 0,959[3] (em 2000)
Domicílios 25 854 (em 2010)
Limites Botafogo, Laranjeiras,
Catete e Glória[4]
Subprefeitura Botafogo[1]
Fonte: Não disponível

O Flamengo é um bairro nobre da zona sul do município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Tem, como principal referência, a Praia do Flamengo. Seus limites são os bairros de Botafogo, Laranjeiras, Glória e Catete.[5] É, eminentemente, residencial de classe média, classe média alta e classe alta. A Avenida Rui Barbosa, no bairro, já foi um dos endereços mais nobres da cidade do Rio de Janeiro, mas, com o desenvolvimento de bairros como Copacabana, Ipanema e Leblon no século 20, o bairro perdeu um pouco de seu status.

A estação Flamengo é a estação de metrô que dá acesso ao bairro. As principais ruas do bairro são: Senador Vergueiro, Paissandu, Marquês de Abrantes, Praia do Flamengo e Avenida Infante Dom Henrique. Alguns dos pontos notáveis do bairro são: o Centro Cultural Oi Futuro, o Centro Cultural Arte Sesc, o Castelinho do Flamengo (o qual abriga o Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho) e o Parque Brigadeiro Eduardo Gomes.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Segundo a versão mais difundida, o nome Flamengo é uma referência ao navegador neerlandês Olivier van Noort, que tentou invadir a cidade no século XVI a partir da Praia do Flamengo. Na época, os neerlandeses eram chamados, impropriamente, de flamengos.

Além dessa, há outras origens possíveis para o nome Flamengo, às quais o historiador Brasil Gérson faz alusão em sua obra História das Ruas do Rio.[6] Uma delas se refere à época das invasões neerlandesas ao Brasil. O nome teria origem na denominação dos prisioneiros também conhecidos por flamengos, que moraram na região durante o Seiscentismo (anos que abrangem o período de 1600 a 1699), trazidos de Pernambuco e transferidos para a região.

A segunda está relacionada à presença de muitos flamingos trazidos para o Brasil das regiões banhadas pelo Mediterrâneo. Haveria tantos que um oficial alemão dos batalhões estrangeiros do Primeiro Reinado, Carl Schlichthorst, escreveu, em seu livro de memórias "O Rio de Janeiro como ele é, uma vez e nunca mais":

Cquote1.svg ... e passam voando os flamingos com o esplendor de suas cores brilhantes e borboletas variegadas de tamanho nunca visto... Cquote2.svg

História[editar | editar código-fonte]

O bairro sofreu com a deterioração decorrente das transformações ocorridas no Rio de Janeiro na segunda metade do século XX. Como em todo a cidade, o medo da violência demandou o acréscimo de grades e muros entre as calçadas e as edificações. Não obstante, tem-se verificado, nos últimos anos, uma revitalização em determinadas áreas. O poder público fez três intervenções do Rio-Cidade no bairro: Praia do Flamengo, a mais bem sucedida; Rua Marquês de Abrantes e Rua do Catete e o programa Bairrinho, que foi executado no Morro Azul, com melhoria dos equipamentos públicos da favela e reconhecimento de algumas ruas.

Além disto, os arredores da Praça José de Alencar têm atraído muitos investimentos privados que mostram o surgimento de uma vida noturna mais agitada. Os estabelecimentos antigos consagrados, como o Café Lamas e a Churrascaria Majórica, unem-se aos novos que começam a ganhar visibilidade, como os restaurantes Devassa e Caneco 70.

Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, na sua porção localizada no bairro
A Rua Almirante Tamandaré, próxima ao Largo do Machado

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

O atual alto gabarito (altura) dos prédios da região se iniciou a partir da década de 1940. Embora ainda existam alguns resquícios de construções antigas, mais baixas: são equipamentos urbanos ou simplesmente casas sobreviventes da especulação imobiliária. Alguns exemplos: o edifício da Instituto dos Arquitetos do Brasil (que gerava energia elétrica para funcionamento dos bondes); o Castelinho do Flamengo, do arquiteto Gino Copede, que é um edifício eclético de tendências italianas; o sobrado que abriga o centro cultural Arte Sesc[7] ; a Casa Julieta de Serpa[8] ; o prédio que abriga o centro cultural Oi Futuro Flamengo etc.

Especulação imobiliária[editar | editar código-fonte]

A partir do final do século XIX, o bairro foi alvo de grandes empreendimentos imobiliários, em função de sua localização privilegiada junto ao Aterro do Flamengo, que dá um toque único ao bairro, pela sua beleza natural. Apesar desses contratempos, a venda de imóveis no bairro sofre uma valorização natural de doze por cento ao ano. A diferença de preços dos apartamentos também é notável. Existem desde conjugados de 280 000 reais até apartamentos de luxo de 3 500 000 reais, dependendo da localização, destacando-se o maior cartão-postal do Rio de Janeiro, que é a vista do Pão de Açúcar, na altura da Churrascaria Porcão Rio's.

Segundo a última pesquisa do Instituto Pereira Passos, o Flamengo tem 21 817 domicílios: dentre os quais, 21 109 são apartamentos e apenas 429 são casas.

Violência[editar | editar código-fonte]

No dia 3 de fevereiro de 2014, o bairro ganhou notoriedade nacional por um episódio de violência ocorrido no bairro: um menor infrator foi espancado, despido completamente e acorrentado a um poste pelo pescoço com uma tranca de bicicleta por um grupo de motoqueiros mascarados, que alegou estar fazendo justiça com as próprias mãos. O episódio levantou a discussão no país sobre a conveniência ou não desse tipo de ato.[9]

Economia[editar | editar código-fonte]

Transporte

A estação de metrô originalmente denominada "Morro Azul", localizada no bairro, teve de trocar sua denominação para a denominação atual, "Estação Flamengo", devido à rejeição de parte da população do bairro, que não queria que o nome da estação ficasse associada à Favela Morro Azul, localizada nas proximidades da estação.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Esportes

O bairro serviu como berço para o Clube de Regatas do Flamengo, no número 22 da Praia do Flamengo, em 17 de novembro de 1895[10] . Existem muitas quadras de esporte à disposição da população no Parque Brigadeiro Eduardo Gomes, assim como existem várias academias particulares no bairro.

Museus

O bairro conta com o Museu das Telecomunicações[11] e o Museu Carmen Miranda.[12]

Centros culturais

Existem quatro centros culturais no bairro: o Centro Cultural Oduvaldo Viana Filho, a Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa[13] , o Oi Futuro Flamengo[14] e o Arte Sesc Flamengo[15] .

Religião

O bairro conta com duas igrejas católicas ("Igreja da Santíssima Trindade"[16] e "Igreja Paroquiana Polonesa"[17] ) e um templo evangélico ("Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul")[18] .

Moradores[editar | editar código-fonte]

Alguns moradores e ex-moradores ilustres do bairro são: Zózimo Bulbul, ativista racial, ator, cineasta e roteirista brasileiro, Aluísio de Castro na Rua Ferreira Viana, Angélica Ksyvickis na Rua Senador Vergueiro, Aurélio Buarque de Holanda Ferreira na Avenida Rui Barbosa, Carlos Niemeyer na Rua Silveira Martins, Cartola na Rua Ferreira Viana, Carmen Mayrink Veiga na Avenida Rui Barbosa, Heitor Villa-Lobos na Rua Senador Vergueiro, Dudu Nobre na Rua Gabriela Mistral, Anisio Silva na Rua Correa Dutra, Olavo Bilac, João Carneiro de Sousa Bandeira, Benedita da Silva e as irmãs e atrizes Isabela Garcia e Rosana Garcia na Rua Barão de Icaraí.

Vista panorâmica a partir do Pão de Açúcar. No canto superior à direita, o bairro do Flamengo, com a Praia do Flamengo.
Commons
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Título não preenchido, favor adicionar.
  2. Dados
  3. Tabela 1172 - Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), por ordem de IDH, segundo os bairros ou grupo de bairros - 2000
  4. Bairros do Rio
  5. Bairros do Rio
  6. GERSON, Brasil.História das Ruas do Rio. Quinta edição. Rio de Janeiro: Lacerda Editora, 2000. p. 253
  7. Título não preenchido, favor adicionar.
  8. Título não preenchido, favor adicionar.
  9. Revista de história.com.br. Disponível em http://www.revistadehistoria.com.br/secao/artigos/bandido-bom-e-bandido-oi. Acesso em 16 de março de 2014.
  10. SILVA, S. B. História do Mengão. Disponível em http://www.campeoesdofutebol.com.br/historia_flamengo.html. Acesso em 7 de setembro de 2012.
  11. Museu das telecomunicações. Disponível em http://www.oifuturo.org.br/museu/site.html#/museu/. Acesso em 7 de setembro de 2012.
  12. Museu Carmen Miranda. Disponível em http://www.funarj.rj.gov.br/museus/mcm_01.html. Acesso em 14 de janeiro de 2014.
  13. Casa e arte e cultura Julieta de Serpa. Disponível em http://www.julietadeserpa.com.br/. Acesso em 13 de setembro de 2012.
  14. Oi Futuro Flamengo. Disponível em http://www.oifuturo.org.br/cultura/oi-futuro-flamengo/. Acesso em 13 de setembro de 2012.
  15. Arte Sesc. Disponível em http://www.sescrio.org.br/unidades/arte-sesc. Acesso em 13 de setembro de 2012.
  16. http://www.sstrindade.com/
  17. http://www.brasil.org.pl/pl/stowarzyszenia.html
  18. http://www.comunidadezonasul.com.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10&Itemid=12

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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