Penha (bairro do Rio de Janeiro)

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Penha
—  Bairro do Brasil  —
Igreja de Nossa Senhora da Penha de França
Igreja de Nossa Senhora da Penha de França
Penha.svg
Criado em 22 de julho de 1919
Área
 - Total 581,13 ha (em 2003)
População
 - Total 78 678 (em 2 010)[1]
 - IDH 0,804[2] (em 2000)
Domicílios 26 403 (em 2010)
Limites Penha Circular, Engenho da Rainha e Olaria[3]
Fonte: Não disponível

Penha é um bairro de classe média Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil.

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,804, o 87º melhor da cidade do Rio de Janeiro.[2]

História[editar | editar código-fonte]

Avenida Braz de Pina vista a partir da Igreja da Penha.

Faz limite com Penha Circular, Engenho da Rainha e Olaria.[4]

O bairro tem quase 80.000 habitantes e com referência central a Igreja da Penha no alto de uma pedra.

A Igreja da Penha é um santuário situado no cima de um outeiro de pedra, na estação do subúrbio da Estrada de Ferro Leopoldina ao qual empresta o nome, próxima da estrada que, partindo da Capital, vai dar em Petrópolis.

A construção do templo data de 1635, pelo capitão Baltasar de Abreu Cardoso, sanhor abastado, «homem dos principais da cidade», proprietário de uma grande quinta dentro da qual se achava o penhasco. Suas terras, segundo indica Vivaldo Coaracy em sua obra «O Rio de Janeiro no século 17», p. 84, lhe foram concedidas por sesmaria em 1613. Para Coaracy, «a devoção dos primitivos moradores do Rio de Janeiro multiplicava capelas e ermidas consagradas à Virgem Maria sob várias invocações, e aos santos de culto mais popular. Baltasar Cardoso decidiu erguer uma capela no alto do morro situado em suas terras e, neste ano de 1635, levou a efeito o seu propósito construindo ali um pequeno templo que foi a origem da Igreja de Nossa Senhora da Penha, que veio posteriormente a dar nome ao bairro.

Não muito longe, outra capela foi erguida mais ou menos pela mesma época: a de Santo António de Lisboa no Engenho da Pedra; não é conhecida a data exata da sua fundação mas existe nos livros da freguesia da Candelária o registro de um batismo ali celebrado em 1638.

A ocupação do bairro da Penha se deu em 1670, quando a Igreja da Penha foi ampliada e, cinco anos mais tarde, com a inauguração de sua longa escadaria - que dizem ter 365 degraus -, facilitou o acesso dos romeiros, que com devoção subiam, escalavrando joelhos, pagando promessas, resgatando pecados, salvando almas.

No final do Século XIX, a Estrada de Ferro do Norte chegou à Penha e, no início do Século XX, foi a vez do bonde elétrico. A oferta de transporte só fez aumentar ainda mais o número de romeiros na região.

Em 1920, do lado oposto da Igreja, foi implantado o Curtume Carioca, que com seu apito caracteristico,chamava à obrigação do trabalho, uma indústria de curtumes, peles e comércio de couros e similares, com construção em estilo Art nouveau. Marcando o caminho, da Estação Ferroviária até a sua porta, foram plantadas Palmeiras Imperiais.

Já enfrentando retração do mercado, pelo surgimento do produto sintético e em função da crise econômica vivida pelas indústrias nacionais, as atividades do Cortume foram encerradas em 1990. O epílogo da história do Cortume Carioca ocorreu em 1998, quando foi decretada a falência. Hoje o local se encontra em processo de demolição, e deve abrigar uma vila olímpica, que deve ajudar a lançar uma nova safra de craques do esporte, algo característico do bairro.

A região onde hoje se encontra o Complexo da Penha é, originalmente da igreja. Trabalhadores do Cortume Carioca começaram a ocupar, irregularmente, no início da decada de 30 os arredores deste terreno, ficando conhecido, na época, como "Vila do Cruzeiro". Porém, na década de 60, a igreja resolveu doar definitivamente aos moradores do local, sofrendo, desde então, uma ocupação desordenada.

Do bairro surgiram os jogadores de futebol Gonçalves, o goleiro Julio Cesar, Athirson e Adriano.

No dia 22 de julho de 1919, o bairro da Penha foi emancipado da Freguesia de Irajá, a partir do Decreto nº 1376.

Reconhecido seu valor histórico e cultural para a Cidade, no mês de junho de 1990, a Igreja da Penha foi tombada mediante o Decreto Municipal nº 9413 de 1990.

O Hospital Estadual Getúlio Vargas, fundado em 3 de dezembro de 1938, e o Parque Ary Barroso se encontram em um terreno doado pela família do pioneiro Lobo Júnior, conhecido como Chácara das Palmeiras.

Nesse bairro, o espírito cultural ainda tenta sobreviver nos eventos como: A Festa da Penha (no início do século XX, o primeiro samba gravado "Pelo Telefone" de Donga foi lançado nesta festa), uma festa colorida, com suas barraquinhas; com música sempre alegre e que envolve os corpos na malemolência da dança a festa que ocorre todo final do ano sempre nos meses de Outubro e Novembro.

No campo Ordem e Progresso, na Vila Cruzeiro, funcionava o espaço Criança Esperança, que foi posteriormente substituído pelo projeto IBISS.

Vista do bairro da Penha e de Igreja de Nossa Senhora da Penha de França.

Lugares relevantes[editar | editar código-fonte]

  • Shoppings: Leopoldina e o Shopping Penha.
  • Parques: Shanghai e Ari Barroso
  • Colégios: Colégio Nossa Senhora da Penha, Colégio Estadual Heitor Lira, Colégio São Fabiano, GAU Sistema de Ensino, E. M. Eurico Dutra, E. M. Conde de Agrolongo, Esil Educacional, Colégio Filadelfo Azevedo, Lumar, C. E. Gomes Freire de Andrade, E. M. Leonor Coelho Perreira, E. M. Monsenhor Rocha, Gama e Souza, entre outros.
  • Igrejas: Igreja N. S. da Penha, Igreja Bom Jesus, Igreja N. S. da Cabeça, ADVEC (Pr. Silas Malafaia) entre outras.
  • Clubes: Centro Cívico Leopoldinense, 30 de Maio, Coimbra, Greip da Penha.
  • Feiras Livres: da Montevidéo, da Macapuri.
  • Mercados: Prezunic, Guanabara, Intercontinental (em três localidades), Supermarket e o Super Prix.
  • Praças: Panamericana, do IAPI da Penha, Caí, Portugal, São Lucas,etc.
  • Comércio: Rua dos Romeiros, Montevidéo, Av. Brás de Pina, Rua Nicarágua, Rua Honório Bicalho ,Rua Conde de Agrolongo (parte), Av. Lobo Jr.

Referências