Duque de Caxias (Rio de Janeiro)

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Município de Duque de Caxias
"Cidade dos Varejos"
"Caxias"
Centro Cultural Oscar Niemeyer, na Praça do Pacificador

Centro Cultural Oscar Niemeyer, na Praça do Pacificador
Bandeira de Duque de Caxias
Brasão de Duque de Caxias
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 31 de dezembro de 1943 (70 anos)
Gentílico caxiense ou duque-caxiense
Prefeito(a) Alexandre Cardoso (PSB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Duque de Caxias
Localização de Duque de Caxias no Rio de Janeiro
Duque de Caxias está localizado em: Brasil
Duque de Caxias
Localização de Duque de Caxias no Brasil
22° 47' 09" S 43° 18' 43" O22° 47' 09" S 43° 18' 43" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008 [1]
Microrregião Rio de Janeiro Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes Belford Roxo, Rio de Janeiro, Magé, Miguel Pereira, Nova Iguaçu, Petrópolis e São João de Meriti
Distância até a capital 15 km
Características geográficas
Área 464,573 km² [2]
População 873 921 hab. (RJ: 3º) –  Censo IBGE/2013[3]
Densidade 1 881,13 hab./km²
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,711 (RJ: 52º) – alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 32 266 475,600 mil (BR: 15º) – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[5]
PIB per capita R$ 37 328,52 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[5]
Página oficial
Estádio Romário de Souza Faria


Duque de Caxias é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro, integrante da Região Metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, situado na região da Baixada Fluminense.

Sua população em 2013 foi estimada em 873 921 habitantes[3] , figurando como o terceiro município mais populoso do estado, depois da capital e de São Gonçalo e o mais populoso da Baixada Fluminense;

O nome da cidade homenageia o patrono do Exército brasileiro, Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, também chamado de O Pacificador[6] , nascido na região em 1803.

História[editar | editar código-fonte]

O povoamento da região data do século XVI, quando foram doadas sesmarias da capitania do Rio de Janeiro. Em 1568, Brás Cubas, provedor da Fazenda Real e das capitanias de São Vicente e Santo Amaro, recebeu, em doação de sesmaria, 3 000 braças de terras de testada para o mar e 9 000 braças de terras de fundo para o Rio Meriti, ou, mais propriamente, Miriti, cortando o piaçabal da aldeia Jacotinga. Outro dos agraciados foi Cristóvão Monteiro, que recebeu terras às margens do Rio Iguaçu. A atividade econômica que ensejou a ocupação do local foi a de cultivo da cana-de-açúcar. O milho, o feijão e o arroz tornaram-se também importantes produtos auxiliares durante esse período.

Nos séculos XVII e XVIII, a divisão administrativa de Iguaçu (na ortografia arcaica Iguassú, hoje município de Nova Iguaçu) seguia critérios eclesiásticos, ou seja, a igreja matriz assumia a responsabilidade jurídica e religiosa, administrando as capelas secundárias: as freguesias. Sendo assim, Pilar, Meriti, Estrela e Jacutinga, áreas que atualmente ocupam parte do território de Duque de Caxias, pertenciam a Iguaçu. A região tornou-se importante ponto de passagem das riquezas vindas do interior: o ouro das Minas Gerais, descoberto no momento de crise da lavoura açucareira e o café do Vale do Paraíba Fluminense, que representou cerca de setenta por cento de toda a economia brasileira nessa época.

Sendo os caminhos em terra firme poucos, precários e perigosos, nada mas natural que o transporte fosse feito através dos rios, onde estes existissem. Os rios não faltavam na região e, integrados com a Baía de Guanabara, faziam do local um ponto de união entre esta e os caminhos que subiam a serra em direção ao interior. O Porto da Estrela foi o marco mais importante desse período. À sua volta, cresceu um arraial que, no século XIX, foi transformado em município.

Apesar da decadência da mineração, a região manteve-se ainda como ponto de descanso, de abastecimento de tropeiros, de transbordo e de trânsito de mercadorias. Até o século XIX, o progresso local foi notável. Entretanto, a impiedosa devastação das matas trouxe, como resultado, a obstrução dos rios e consequente transbordamento, o que favoreceu a formação de pântanos. Das águas paradas e poluídas, surgiram mosquitos transmissores de febres.

Muitos fugiram do local que, praticamente, ficou inabitável. As terras, antes salubres e férteis, cobriram-se de vegetação própria dos mangues. Em 1850, a situação era de verdadeira calamidade, pois as epidemias surgiram, obrigando senhores de engenho a fugir para locais mais seguros. As propriedades foram sendo abandonadas. A situação era de grande penúria e assim permaneceria ainda por algumas décadas.

Com a implantação do transporte ferroviário, a situação piorou consideravelmente. A Estrada de Ferro D. Pedro II ligou a capital do império ao atual município de Queimados. A produção do Vale do Paraíba passou a ser escoada por esta via, os rios e o transporte terrestre deixaram progressivamente de serem usados e os portos fluviais perderam importância. A região iguaçuana entrou em franca decadência.

Com a abolição da escravidão em 1888, aconteceram vários transformações na vida econômica e social da Baixada Fluminense. As obras de saneamento foram abandonadas, houve um atraso nas condições propícias à saúde e várias enfermidades surgiram. Entre elas, a malária e a doença de Chagas.

No governo de Nilo Peçanha, Meriti teve uma tímida melhoria na área do saneamento básico, contando, inclusive, com a chegada da água encanada, em 1916, na atual Praça do Pacificador. Mas somente no governo de Getúlio Vargas, que criou a Comissão de Saneamento da Baixada Fluminense, a região avançou. Até 1945, mais de 6 000 quilômetros de rios foram limpos, retirando dos seus leitos 45 000 000 de metros cúbicos de terra. Com este trabalho, os rios deixaram de ser criadouros de mosquito, diminuindo em muito o número de doenças na região.

Quando a ferrovia atingiu o Vale do Meriti, a região começou a sofrer os efeitos da expansão urbana da cidade do Rio de Janeiro. Com a inauguração da The Rio de Janeiro Northern Railway, em 23 de abril de 1886, a região ficou definitivamente ligada ao antigo Distrito Federal. Com a inauguração de novas estações, em 1911, pela Estrada de Ferro Leopoldina, multiplicaram-se as viagens, bem como o número de passageiros em Gramacho, São Bento, Actura (Campos Elísios), Primavera e Saracuruna.

Entretanto, apesar dessa recuperação que a ferrovia trouxera, a baixada continuava sofrendo com a falta de saneamento, fator de estancamento de seu progresso.

No início do século XX, as terras da baixada serviam para aliviar as pressões demográficas da cidade do Rio de Janeiro. Os dados estatísticos revelam que, em 1910, a população era de oitocentas pessoas em Meriti, passando, em 1920, para 2 920. O rápido crescimento populacional provocou o fracionamento e o loteamento das antigas propriedades rurais, naquele momento, improdutivas.

Apenas em 1924, instalou-se a primeira rede elétrica no município. Com a abertura da Rodovia Rio-Petrópolis (hoje Rodovia Washington Luís) em 1928, Meriti voltou a prosperar. Inúmeras empresas compraram terrenos e se instalaram na região devido à proximidade com o Rio de Janeiro.

O processo de emancipação da cidade esteve relacionado à formação de um grupo que organizou a União Popular Caxiense (UPC): jornalistas, médicos e políticos locais. Em 1940, foi criada a comissão pró-emancipação: Sylvio Goulart, Rufino Gomes, Amadeu Lanzeloti, Joaquim Linhares, José Basílio, Carlos Fraga e Antônio Moreira. A reação do governo foi imediata e os manifestantes foram presos.

Na década de 1940, o governo federal promoveu a limpeza de mais de 6 000 quilômetros de rios e construiu mais de duzentas pontes na Baixada Fluminense.

O grande crescimento pelo qual passava Meriti levou o deputado federal Manuel Reis a propor a criação do Distrito de Caxias. Em 14 de março de 1931, através do ato do interventor Plínio de Castro Casado, foi criado, pelo decreto estadual número 2.559, o Distrito de Caxias, com sede na antiga Estação de Meriti, pertencente ao então município de Nova Iguaçu. Em 31 de dezembro de 1943, através do decreto-lei 1 055, elevou-se à categoria de município, recebendo o nome de Duque de Caxias. Já a comarca de Duque de Caxias foi criada pelo decreto-lei nº 1 056, no mesmo dia, mês e ano.

Com a emancipação, o município recebeu grande incentivo em sua economia. Várias pessoas, oriundas principalmente da Região Nordeste do Brasil, chegavam ao Rio de Janeiro em busca de trabalho e estabeleciam residência em Duque de Caxias.

O poder executivo foi instalado oficialmente em 1º de janeiro de 1944, quando o interventor federal Ernani do Amaral Peixoto designou, para responder pelo expediente da prefeitura, o contabilista Homero Lara. Outras nove pessoas foram designadas posteriormente para o mesmo cargo.

O primeiro prefeito eleito foi Gastão Glicério de Gouveia Reis, que administrou a cidade de setembro de 1947 a dezembro de 1950. Depois dele vieram, também pelo voto direto, respectivamente, Braulino de Matos Reis, Francisco Correa, Adolpho David, Joaquim Tenório Cavalcante e Moacir Rodrigues do Carmo.

As eleições em Duque de Caxias foram suspensas, em virtude da Lei nº 5.449, de 4 de junho de 1968, que decretou que o município era Área de Segurança Nacional pelo regime militar, tendo em 1971, tomado posse o presidente da câmara, Francisco Estácio da Silva. A partir daí, por vezes contra a vontade das lideranças políticas e populares da região, foram nomeados interventores (prefeitos), pela ditadura militar, como o general Carlos Marciano de Medeiros, os coronéis Renato Moreira da Fonseca e Américo Gomes de Barros Filho, e o ex-deputado Hydekel de Freitas Lima.

O município conquistou, depois de muita movimentação de lideranças políticas, empresariais, sindicais e comunitárias, a sua autonomia em 1985, tendo sido eleitos, daquele ano em diante, Juberlan de Oliveira, Hydekel de Freitas Lima (em 1990, deixou o cargo para assumir uma cadeira no Senado Federal), José Carlos Lacerda (vice-prefeito de Hydekel, tomou posse após sua renúncia), Moacyr Rodrigues do Carmo, José Camilo Zito dos Santos Filho e Washington Reis de Oliveira, sendo que o penúltimo retornou à prefeitura em 2009. O atual prefeito é Alexandre Cardoso.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município limita-se ao norte com Petrópolis e Miguel Pereira; ao leste, com a Baía da Guanabara e Magé; ao sul, com a cidade do Rio de Janeiro e, a oeste, com São João de Meriti, Belford Roxo e Nova Iguaçu. Caxias possui clima quente, porém os terceiro e quarto distritos (Imbariê e Xerém) têm temperatura amena em virtude da área verde e da proximidade da Serra dos Órgãos.

O Rio Meriti separa o município de Duque de Caxias da cidade do Rio de Janeiro e o Rio Iguaçu delimita Duque de Caxias de Nova Iguaçu. Já o Rio Sarapuí faz a divisão entre o primeiro e o segundo distritos e o Rio Saracuruna separa o segundo do terceiro distrito.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município de Duque de Caxias se divide em quatro distritos e quarenta bairros.

Política[editar | editar código-fonte]


Economia[editar | editar código-fonte]

Economicamente, apresentou um grande crescimento nos últimos anos, sendo a indústria e o comércio as principais atividades. Há cerca de 809 indústrias e 10 000 estabelecimentos comerciais instalados no município. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o município de Duque de Caxias registrou, em 2005, o 46º maior produto interno bruto no ranking nacional[7] e o segundo maior do estado do Rio de Janeiro, com um total de 18,3 bilhões de reais.[5] A cidade ocupa o segundo lugar no ranking de arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços do estado, perdendo somente para a capital. No município, está localizada uma das maiores refinarias da Petrobras, a Refinaria de Duque de Caxias. Possui, ainda, um polo gás-químico e contará com uma usina termelétrica.

Os principais segmentos industriais são: químico, petroquímico, metarlúgico, gás, plástico, mobiliário, têxtil e vestuário.

Empresas de vários segmentos têm se instalado em Duque de Caxias, tais como o jornal O Globo e o Carrefour, aproveitando a privilegiada posição do município, próximo de algumas das principais rodovias brasileiras: Linha Vermelha, Linha Amarela, Rodovia Presidente Dutra, BR-040 e Avenida Brasil, além da proximidade do Aeroporto Tom Jobim e a distância de apenas dezessete quilômetros do Centro da cidade do Rio de Janeiro, levando seus produtos facilmente para grandes centros consumidores: São Paulo, Minas Gerais e Região Sul do Brasil. O maior parque industrial do estado do Rio de Janeiro fica no município, possuindo empresas como Texaco, Shell, Esso, Petróleo Ipiranga, White Martins, IBF, Transportes Carvalhão, Sadia S. A., Ciferal, entre outras. O segmento está mais concentrado nos setores de química e petroquímica, estimulados pela presença da Refinaria de Duque de Caxias, a segunda maior do país. No cadastro industrial da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias ocupa a segunda posição em número de empregados no Rio de Janeiro e a terceira em número de estabelecimentos, atrás apenas da própria capital e de Petrópolis. No Centro da cidade, há intenso comércio popular, a maioria concentrada nas ruas José de Alvarenga e Nilo Peçanha.

No ano de 2003, 53% da população de Duque de Caxias vivia na pobreza, de acordo com o Mapa de Pobreza e Desigualdade dos Municípios Brasileiros, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística[8] . Desta forma, Duque de Caxias posiciona-se como o nono município com maior população vivendo na pobreza entre os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.

Vale destacar, ainda, a presença, no município, do maior aterro sanitário da América Latina: o de Jardim Gramacho. O aterro constitui-se em meio de subsistência de grande número de famílias de catadores, que separam o material suscetível de reciclagem, porém encontra-se atualmente no limite de sua utilização. Os governos estadual e municipal planejam sua desativação em dezembro de 2011 e sua substituição, como destino do lixo da maior parte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, pelo centro de tratamento de resíduos que está sendo construído em Seropédica[9] .

Transporte[editar | editar código-fonte]

São dezesseis as empresas de transporte público que servem ao município, sendo onze empresas de ônibus municipais:

E cinco intermunicipais:

Principais acessos rodoviários

Duque de Caxias também é servido por um ramal ferroviário. Partindo da Estação Central do Brasil, o Ramal de Saracuruna corta o município e se integra com o Ramal de Vila Inhomirim, assim alcançando Magé. Ao todo, são onze estações ferroviárias em Duque de Caxias: Duque de Caxias, Corte 8, Gramacho, Campos Elíseos, Jardim Primavera, Saracuruna, Parada Morabi, Imbariê, Manoel Belo e Parada Angélica.[11]

BRT[editar | editar código-fonte]

A implantação do sistema de Bus Rapid Transit de Duque de Caxias, no qual consta com o TransCaxias, onde ligará a Avenida Brasil até santa cruz da serra . com bilhete único intermunicipal e também eliminando várias linhas intermunicipais que passam na BR-040, onde se instalará esse corredor, mudanças os trajetos dessas linhas a modo de reorganizar-lás e ter menos coletivos circulando na rodovia.

O plano propõe, ainda a substituição gradual da atual frota de ônibus por veículos mais confortáveis e de entrada baixa, que garantem maior acessibilidade; além da reestruturação das atuais linhas de modo a concentrar demandas nos Terminais de Integração. dessa forma, cria-se um sistema de integração física e tarifária através do Bilhete Único Intermunicipal. Os novos modelos, que terão ar-condicionado, piso baixo, câmeras de segurança e adaptação para deficientes físicos, que serão padronizados é que os modelos de alto valor não terão mais cobradores e roletas. A entrada de passageiros será registrada por sensores

Educação[editar | editar código-fonte]

Segundo dados do Centro de Educação a Distância do Estado do Rio de Janeiro, Duque de Caxias possui cem escolas municipais, duas escolas federais, 102 escolas estaduais e 128 escolas particulares. A taxa de alfabetização de pessoas residentes no município com dez anos de idade ou mais está em torno de 92,40%. Algumas instituições de ensino superior atuam na cidade: a Universidade Federal do Rio de Janeiro oferece, em seu polo avançado de Xerém, cursos de graduação e linhas de pesquisa avançada em nanotecnologia, biotecnologia e biofísica, em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. O Colégio Duque de Caxias é uma tradicional instituição de ensino da cidade. Atualmente, o Colégio Duque oferece desde a educação infantil ao ensino pós-médio técnico. O TecnoDuque é o nível médio com ensino técnico nas áreas de : enfermagem, química, formação de professores, informática, propaganda e marketing. A Faculdade de Educação da Baixada Fluminense é uma instituição pública estadual localizada no bairro de Vila São Luís, sendo um campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro na região. Oferece os cursos de graduação em pedagogia, matemática e geografia e também cursos de pós-graduação em: especialização em organização curricular e prática docente na educação básica e mestrado em educação, cultura e comunicação em Periferias Urbanas.

A Fundação Educacional de Duque de Caxias - FEUDUC, foi fundada em 1969. Foi a primeira instituição privada de ensino superior no município. Tendo cursos de graduação nas seguintes áreas: biologia, história, geografia, matemática, português-literatura, português-inglês e bacharelado em sistemas de informação, além de cursos de pós-graduação.

A Universidade do Grande Rio é a maior e mais conhecida instituição de ensino superior de Duque de Caxias. Foi criada na década de 1970 com o nome de Associação Fluminense de Educação, até ser reconhecida como universidade em 1994, quando adotou o nome atual. Sua sede ou campus principal se localiza no bairro Jardim 25 de Agosto, além de unidades no Centro e em Santa Cruz da Serra, possui também campus ou unidades em outros municípios do estado, como cidade do Rio de Janeiro, Silva Jardim, Majé, Campos dos Goitacases, Macaé e São João de Meriti. O município conta também com um campus da Universidade Estácio de Sá, localizado no Jardim 25 de Agosto, onde são oferecidos os cursos de politécnicos, pós-graduação e graduação em administração, direito, informática e letras.

Há ainda a Faculdade de Serviço Social Santa Luzia, uma instituição privada também localizada no bairro Jardim 25 de Agosto. Duque de Caxias abriga uma unidade do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro. Também conta com uma unidade do tradicional Colégio Pedro II[12] . No Centro de Duque de Caxias, existem escolas particulares que se destacam, como, por exemplo, o Colégio Carlos Gomes, que faz intercâmbios com escolas de países da América do Sul[13] .

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cidade conta com o Centro Cultural Oscar Niemeyer, na Praça do Pacificador, no Centro. O centro é composto pela Biblioteca Pública Leonel de Moura Brizola e pelo Teatro Municipal Raul Cortez. A biblioteca contém, aproximadamente, 10 000 obras e o teatro é composto de 440 lugares.

Também no centro de Duque de Caxias está localizada a Sociedade Musical e Artística Lira de Ouro, fundada em 1957 pelo trombonista Acácio de Araújo[14] . Em 2006, foi reconhecida pelo Ministério da Cultura (Brasil) como Ponto de Cultura[15] . O local também abriga o Cineclube Mate com Angu, em atividade desde 2002[16] .

A Câmara Municipal de Duque de Caxias abriga o Instituto Histórico e o Teatro Procópio Ferreira. No dia 11 de dezembro de 1980, através da Resolução 494, o instituto recebeu o nome de Vereador Thomé Siqueira Barreto. Possui, em seu acervo, cerca de 6 000 reproduções fotográficas, mil documentos, 680 livros e periódicos, 1 700 jornais e 85 quadros. Entre as peças do acervo, estão um castiçal e uma imagem de Santo Antônio, remanescentes da antiga Igreja São João Batista de Traiaponga (hoje Santa Terezinha, no Parque Lafaiete), fotos da chegada da água encanada a Duque de Caxias, a construção da Fábrica Nacional de Motores, a visita de Juscelino Kubitschek à Refinaria de Duque de Caxias e o código de postura da Vila Estrela de 1846.

O bairro de Jardim Gramacho foi cenário de dois documentários premiados internacionalmente. Estamira (2004) e Lixo extraordinário (2009) documentam a vida de catadores de material reciclável que trabalham no aterro sanitário localizado nesse bairro.

Patrimônio histórico[editar | editar código-fonte]

Igreja Paroquial Nossa Senhora do Pilar — localizada na Estrada Velha do Pilar, a igreja foi construída em 1720. Possui fortes traços barrocos, similares às construções feitas em Minas Gerais, O material de sua construção veio do mosteiro de São Bento, conforme registro no dicionário Geográfico e Descritivo do Império do Brasil, de 1863. Utilizado por D. Pedro I, o antigo porto do Pilar foi um importante centro de desembarque quando o imperador vinha do Centro do Rio de Janeiro pela Baía de Guanabara e navegava pelo afluente do Rio Iguaçu, até chegar ao Rio Pilar, onde se localizava o porto. O Caminho Novo, como era conhecido, foi aberto em 1704 por Garcia Pais, próximo ao povoado de Nossa Senhora do Caminho Velho. A igreja foi tombada em 25 de maio de 1938.

Fazenda São Bento — a mais antiga fazenda localizada no município surgiu da compra pelo mosteiro de São Bento de partes das terras de Cristóvão Monteiro, em 1591, dando início ao processo de colonização do vale do Rio Iguaçu. Hoje, restam apenas ruínas da capela que data de 1645 e da casa grande construída entre 1754 e 1757, sendo tombados como patrimônio histórico em 10 de junho de 1957.

Teatro[editar | editar código-fonte]

O Teatro da Câmara Municipal foi inaugurado em 28 de fevereiro de 1975. Treze dias depois, foi batizado com o nome de Procópio Ferreira, em homenagem ao grande ator e produtor teatral, através da Deliberação número 1 957, de 1975, assinada pelo presidente da câmara, Luís Braz de Luna. O próprio Procópio Ferreira e sua filha Bibi Ferreira, compareceram ao evento e foram os destaques da festa, ao lado de Nelson Carneiro. Em 1978, a peça Saco de Canudos, encenada no teatro, ganhou o Prêmio Molière na categoria especial, feito anunciado em rede nacional no Jornal Nacional da Rede Globo.

O mais antigo teatro público de Duque de Caxias é o Teatro Armando Melo, fundado em 1967 com o espetáculo Os inimigos não mandam flores, de Pedro Bloch, tendo Barboza Leite como diretor e cenógrafo.

Museu[editar | editar código-fonte]

Luiz Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, patrono do município e do exército, nasceu na Fazenda São Paulo, hoje Taquara, Terceiro Distrito, administrado pela Secretaria de Cultura desde 1994. O antigo casarão da fazenda se tornou o Museu Municipal da Taquara.

Localizado no prédio do antigo fórum, no bairro Jardim 25 de Agosto, foi inaugurado, em julho de 2010, o Museu Ciência e Vida, através de iniciativa da Secretaria Estadual de Ciência e Tecnologia, por meio da Fundação Centro de Ciências e Educação Superior a Distância e com o apoio da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro e de empresas privadas. A primeira exposição do museu, Vias do coração, é uma parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e com o grupo Sanofi-Aventis. Na cerimônia de abertura do museu, esteve presente o astronauta brasileiro Marcos Pontes, que dá nome ao planetário do espaço[17] .

Carnaval[editar | editar código-fonte]

O município conta com uma única escola de samba com sede em Duque de Caxias é a Acadêmicos do Grande Rio, que, atualmente, integra o grupo especial da Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, sendo originária da fusão das antigas escolas de samba União do Centenário, Cartolinhas de Caxias, Capricho do Centenário e Unidos da Vila São Luís.

Além disso há outras entidades carnavalescas. Entre elas, estão os blocos de enredo filiados à Federação dos Blocos Carnavalescos do Estado do Rio de Janeiro: Bloco do China, Esperança de Nova Campina, Flor da Primavera, Império do Gramacho, Simpatia do Jardim Primavera, Unidos do Laureano e Unidos de Parada Angélica e que também desfilam na cidade pela Associação Carnavalesca de Duque de Caxias[18] ., junto com os blocos Lira de Ouro, Imalê Ifé, Império da Leopoldina e Unidos do Jardim Gramacho. sendo que devido a problemas políticos no município, ficou ausente durante cerca de cinco anos, retornando no ano de 2014, aonde foi realizado em Santa Cruz da Serra[19] .

Datas comemorativas[editar | editar código-fonte]

21 de março Dia Municipal da Cultura
30 de abril Dia da Baixada Fluminense
13 de junho Dia do padroeiro do município (Santo Antônio)
25 de agosto Dia do patrono do município - Feriado Municipal (Luís Alves de Lima e Silva)
31 de dezembro Dia da emancipação do município de Duque de Caxias

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

Clubes em atividade no município:

Clube Divisão Estádio Capacidade Localização
Duque de Caxias Rio de Janeiro Campeonato Fluminense
Brasil Série C [20]
Romário de Souza 7 000 Xerém
Tigres do Brasil Rio de Janeiro Campeonato Fluminense - Segunda Divisão
Los Larios 6 300 Xerém
Duquecaxiense Rio de Janeiro Campeonato Fluminense - Terceira Divisão Telê Santana 2 000 Jardim 25 de Agosto

No município, há dois clubes de futebol feminino em atividade: o CEPE Caxias e o Tigres do Brasil. O primeiro já foi tricampeão Campeonato fluminense e, em dezembro de 2010, se sagrou campeão da Copa do Brasil Feminina, conquistando também o direto de representar o Brasil na Taça Libertadores 2011, a maior competição feminina da América do Sul. Já o Tigres do Brasil participa apenas no certame estadual.

Futsal[editar | editar código-fonte]

Dois clubes estão em atividade, mas apenas nas categorias de base: o Clube dos 500 e o Clube Recreativo Caxiense.

Caratê[editar | editar código-fonte]

Nos Jogos Panamericanos de 2007, realizados no Rio de Janeiro, o carateca Juarez Santos conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil na modalidade.

Nos dias 11 e 12 de setembro de 2010, Duque de Caxias sediou, pela primeira vez, uma competição esportiva de nível nacional: o 11º Campeonato Brasileiro de Caratê. A competição foi realizada na Vila Olímpica e reuniu delegações de dezesseis estados e cerca de quinhentos atletas.

Olimpíadas da Baixada[editar | editar código-fonte]

O município detém o recorde de títulos da competição, pois sete vezes se sagrou campeão das Olimpíadas da Baixada, seguido de Nova Iguaçu, que possui seis títulos.

Outros esportes[editar | editar código-fonte]

O município abriga uma Vila Olímpica, localizada no bairro Jardim 25 de Agosto, onde se praticam diversos esportes e que possui o Ginásio Waldir Pereira e o Estádio Mestre Telê Santana da Silva.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. a b Estimativa Populacional 2013 Estimativa Populacional 2013 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (4 de outubro de 2013). Visitado em 4 de outubro de 2013.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 29 de Julho de 2013.
  5. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. http://www.velhosamigos.com.br/DatasEspeciais/diasoldado.html
  7. Posição ocupada pelos 100 de maiores municípios em relação ao Produto Interno Bruto Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007).
  8. IBGE Cidades@ - Mapa de Pobreza e Desigualdade dos Municípios Brasileiros 2003 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (18 de dezembro de 2008).
  9. http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/09/24/prefeitura-decide-implantar-aterro-em-seropedica-em-2011-767771638.asp
  10. http://www.detro.rj.gov.br/empresas.php/
  11. http://www.supervia.com.br/
  12. http://www.cp2.g12.br/ocolegio/enderecos-e-telefones.htm
  13. http://carlosgomes.g12.br/
  14. Acácio de Araújo.
  15. Lista dos Pontos de Cultura.
  16. Histórias de cineclubes - Mate com Angu.
  17. http://www.museucienciaevida.com.br/index.php?option=com_content&view=frontpage&Itemid=1
  18. Associação Carnavalesca de Duque de Caxias
  19. Caminhos do Rio. Flor da Primavera é campeão em Caxias. Visitado em 07/04/2014.
  20. http://www.museucienciaevida.com.br/index.php?option=com_contenteiro de Futebol de 2012

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

*Mapa da cidade (em português)

Tópicos relacionados[editar | editar código-fonte]