Nelson Carneiro

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Nelson Carneiro
Coat of arms of Brazil.svg Presidente do Senado Federal do Brasil
Mandato 1989-1991
Antecessor(a) Humberto Lucena
Sucessor(a) Mauro Benevides
Senador pelo  Rio de Janeiro
Mandato 1970 - 1978

1978-1986
1986-1994

Vida
Nascimento 8 de abril de 1910
Salvador,BA
Falecimento 6 de fevereiro de 1996 (85 anos)
Rio de Janeiro,RJ
Nacionalidade  Brasileiro(a)
Partido PMDB
Profissão Jornalista

Nelson de Sousa Carneiro (Salvador, 8 de abril de 1910Niterói, 6 de fevereiro de 1996) foi um político e jornalista brasileiro com larga atuação parlamentar. Tornou-se conhecido pela defesa da causa do divórcio, aprovada no ano de 1977.

[editar] Vida política na Bahia

Nascido em Salvador, filho de Antônio Joaquim de Sousa Carneiro (o primeiro especialista a reconhecer que o óleo de Lobato era petróleo) e de Laura Coelho de Sousa Carneiro, formou-se na Faculdade de Direito da Bahia em 1932. Ainda na universidade iniciou sua vida política ao trabalhar em O Jornal (órgão ligado a oposição democrática na Bahia) a partir de 1929. No mesmo ano de sua graduação foi preso por apoiar a Revolução Constitucionalista contra os esbirros de Getúlio Vargas, cumprindo pena na capital do país.

Com a redemocratização do país em 1945, filiou-se à UDN, pela qual disputou uma vaga na Assembléia Constituinte destinada a elaborar a nova Constituição ficando apenas na suplência. Passada a refrega político-eleitoral, fez a cobertura dos trabalhos constituintes para dois impressos baianos: o Jornal da Bahia e O Imparcial. Convocado para exercer o mandato parlamentar em abril de 1947, foi reeleito em 1950 numa coligação liderada pelo antigo PSD. No ano seguinte apresentou seu primeiro projeto divorcista e um outro desígnio que igualava a mulher casada ao marido, protagonizando debates acerbos com o Padre Arruda Câmara, frontal adversário de tais inovações. Já filiado ao Partido Libertador não foi reeleito em 1954, derrota atribuída à firme oposição da Igreja Católica às teses encampadas por Carneiro.

[editar] Vida política no Rio de Janeiro

Em 1958 Nelson Carneiro transferiu-se para o Rio de Janeiro com o fito de concorrer às eleições pelo então Distrito Federal, apostando que um eleitorado de perfil menos conservador assimilaria suas propostas. Foi eleito deputado federal pelo PSD em 1958 e reeleito em 1962.

Em meio à crise desencadeada pela renúncia do presidente Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961, foi o autor da emenda que instituiu o parlamentarismo no Brasil de modo a assegurar a posse do vice-presidente João Goulart na presidência desde que o governo estivesse nas mãos de um primeiro-ministro, neste caso o mineiro Tancredo Neves. Com a deposição do presidente João Goulart por um golpe militar em 31 de março de 1964 e a subsequente adoção do bipartidarismo, Nelson Carneiro ingressou MDB sendo reeleito deputado federal em 1966. Eleito senador pela Guanabara em 1970, passou a representar o Rio de Janeiro após a fusão entre essas unidades federativas em 1975 em face a uma lei sancionada pelo presidente Ernesto Geisel.

Após vinte e seis anos de espera Nelson Carneiro finalmente obteve a aprovação da lei 6515/77, que instituiu o divórcio no Brasil em 23 de junho de 1977 em virtude de sua tenacidade e ainda beneficiado pela mudança de quórum para aprovação de emendas constitucionais, que passou de dois terços para maioria absoluta dentre o total de parlamentares eleitos graças ao Pacote de Abril baixado pelo governo. Após regulamentação, a matéria foi convertida em lei ao final daquele ano.

Reeleito para o Senado em 1978, Nelson Carneiro prescindiu da orientação do governador fluminense Chagas Freitas que fundou o Partido Popular e aportou no PTB de Ivete Vargas, cuja candidata ao governo do Rio de Janeiro em 1982 era Sandra Cavalcanti, outrora adversária do senador. De volta ao convívio de antigos companheiros ingressou no PMDB e disputou a convenção do partido como candidato ao governo, todavia a vitória de Moreira Franco o levou a disputar seu terceiro mandato como senador em 1986 numa campanha vitoriosa.

Eleito presidente do Senado em 1989, deu posse a Fernando Collor na Presidência da República em 15 de março de 1990, sendo que nesse mesmo ano ficou em terceiro lugar na eleição para governador do Rio de Janeiro num pleito marcado pelo triunfo de Leonel Brizola.

Viúvo, casou-se com Maria Luísa Monteza de Sousa Carneiro, natural do Peru, com quem teve uma filha, Laura Carneiro. Divorciado, veio a casar-se com Carmem Perim Casagrande de Sousa Carneiro.

Em 1994 perdeu a disputa por um novo mandato de senador. Faleceu dois anos depois vítima de parada cardíaca.

Precedido por
Humberto Lucena
Presidente do Senado Federal do Brasil
19891991
Sucedido por
Mauro Benevides
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