Partido Libertador

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Partido Libertador (PL) foi um partido político brasileiro que existiu durante dois períodos, de 1928 a 1937 e depois entre 1945 e 1965. Defendia o sistema parlamentarista de governo e o federalismo.

O PL foi fundado em 1928 por políticos do antigo Partido Federalista do Rio Grande do Sul, especialmente Joaquim Francisco de Assis Brasil e Raul Pilla. Participou da Frente Única Gaúcha, coligação com o antes adversário Partido Republicano Riograndense para o lançamento de um candidato gaúcho com chances de vitória na eleição presidencial de 1930. Com a derrota do candidato, Getúlio Vargas, do PRR, participou da Revolução Liberal que marcou o fim da República Velha e a chegada de Vargas ao poder. O PL viria, depois, a romper com Vargas, e seria extinto na instauração do Estado Novo.

O Partido Libertador foi refundado em 10 de novembro de 1945, após o fim do Estado Novo, e seu primeiro presidente seria Raul Pilla. Herdeiro da política pré-1930, quando não havia partidos de âmbito nacional e os partidos estaduais eram mais representativos, o PL era forte no Rio Grande do Sul, em especial nas regiões do pampa e da fronteira, e tímido nacionalmente. Pautou sua política e sua atuação no Congresso nacional pela defesa da implantação do parlamentarismo no Brasil. Quando da renúncia de Jânio Quadros, a qual se seguiu a Campanha da Legalidade, pela posse de João Goulart, sugeriu a troca do regime presidencialista pelo parlamentarismo, medida que possibilitou a posse de Jango. O PL foi extinto, juntamente com os demais partidos da época, pelo Regime Militar, por intermédio do AI-2, de 27 de outubro de 1965.

O AI-2 instaurou o bipartidarismo, criando a Aliança Renovadora Nacional, ARENA, partido de sustentação do Regime, e o Movimento Democrático Brasileiro, MDB, de oposição. Durante o regime militar muitos integrantes do PL abandonaram a partipação nas disputas eleitorais. Outros, distribuiram-se entre os novos partidos formados. Um exemplo de egresso do Partido Libertador com longevidade política é Paulo Brossard de Souza Pinto, com militância no MDB, e posteriormente, no Partido do Movimento Democrático Brasileiro, PMDB.

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