Niterói

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Município de Niterói
"Cidade-Sorriso"
"Niquíti"
"NitiCity"/"NickCity"
"Terra de Arariboia"
"Capital estadual da qualidade de vida"
À esquerda, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Ao fundo, a Praia de Icaraí.

À esquerda, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói. Ao fundo, a Praia de Icaraí.
Bandeira de Niterói
Brasão de Niterói
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 22 de novembro
Fundação 22 de novembro de 1573 (440 anos)
Gentílico niteroiense
Prefeito(a) Rodrigo Neves (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Niterói
Localização de Niterói no Rio de Janeiro
Niterói está localizado em: Brasil
Niterói
Localização de Niterói no Brasil
22° 52' 58" S 43° 06' 14" O22° 52' 58" S 43° 06' 14" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Metropolitana do Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Microrregião Rio de Janeiro IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Rio de Janeiro
Municípios limítrofes São Gonçalo, Maricá e Rio de Janeiro
Distância até a capital 10,9 km
Características geográficas
Área 129,3 km² [2]
População 494 200 hab. Censo IBGE/2013[3]
Densidade 3 822,12 hab./km²
Altitude 2 m
Clima Tropical[4] [5]
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,837 (RJ: 1º) – muito alto PNUD/2010 [6]
PIB R$ 11 214 103,000 mil Aumento (BR: 45º) – IBGE/2010 [7]
PIB per capita R$ 23 026,90 IBGE/2010
Página oficial
Prefeitura www.niteroi.rj.gov.br

Niterói ("'''Águas Escondidas'''" no idioma [[tupi-guarani]]) é um município do Estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Conta com uma população estimada em 487 327 habitantes (2010)[8] e uma área de 129,3 km², sendo a quinta cidade mais populosa do estado e a de maior Índice de Desenvolvimento Humano. Integra a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Foi a capital da província (e, a partir de 1892, Estado) do Rio de Janeiro de 1834 até a fusão em 1975 do Estado do Rio de Janeiro com o Estado da Guanabara, quando a capital estadual foi transferida para a cidade do Rio de Janeiro. Tem os apelidos de "Cidade-Sorriso", "Niquíti" e "Terra de Arariboia"[9] [10] . Dista 10,9 Km da capital fluminense. Seus principais acessos são a Ponte Rio-Niterói e as linhas de barcas até a cidade do Rio de Janeiro.

A cidade de Niterói é um dos principais centros financeiros, comerciais e industriais do Rio de Janeiro, sendo a 12ª entre as 100 melhores cidades brasileiras para negócios[11] . Niterói vem acompanhando um alto índice de investimentos na cidade, como imobiliário e de comerciário, tanto advindos da herança de ter sido, até a metade da década de 1970, a capital estadual, como por sua proximidade geográfica à cidade do Rio de Janeiro, como também pelo intenso desenvolvimento das atividades de exploração de petróleo offshore da Bacia de Santos e Bacia de Campos[12] . Escritórios de serviços especializados, hospitais, universidades, museus, grandes redes de supermercados, shoppings-centers, inúmeras agências de automóveis, centenas de bares e restaurantes, etc., proporcionam muitas opções de entretenimento e prestação de serviços às famílias e às pessoas. Ao mesmo tempo, o Município está absorvendo uma série de investimentos industriais importantes nos setores ligados à cadeia produtiva de petróleo e gás. Destaque-se a reinauguração de estaleiros, com a reforma e a manutenção de plataformas e estruturas off-shore, além da construção de embarcações para o transporte de passageiros[13] .

Segundo dados do IBGE/2010, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal de Niterói foi de R$11,2 bilhões[14] , figurando como o quinto município com maior PIB do Rio de Janeiro, depois da capital, a cidade do Rio de Janeiro, de Duque de Caxias, Campos dos Goytacazes e Macaé, além de ser o 45º município mais rico do Brasil. Somente no setor de petróleo, a região responde por 70% do parque instalado fluminense do setor[15] , concentrando desde empresas de offshore a estaleiros. A cidade é o segundo maior empregador formal do Estado do Rio de Janeiro, embora ocupe o 5º lugar quanto ao número de habitantes, que correspondentes a 4,11% do total da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.

Niterói possui o melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado e terceiro do país de acordo com estudo feito pela Fundação Getúlio Vargas em junho de 2011[16] classificou Niterói como "a cidade com população mais rica do Brasil", por possuir 30,7 por cento dela inserida na classe A. Considerando as classes A e B, Niterói também aparece em primeiro lugar, com 42,9% de sua população inserida nessas classes. Está entre as cidades mais alfabetizadas do Brasil, além de apresentar a menor incidência de pobreza, a população com maior renda mensal per capita e o maior índice de longevidade municipal do Estado do Rio de Janeiro.

Niterói é a segunda cidade do mundo, superada apenas por Brasília, com a maior quantidade de obras projetadas pelo arquiteto Oscar Niemeyer. Em terrenos à beira mar, foram erguidos um complexo arquitetônico de arte e cultura de caráter popular com edificações que juntas com o Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC) formam ao longo da orla o Caminho Niemeyer. Composto por sete equipamentos urbanos, o Caminho abriga o Centro de Memória Roberto Silveira, a Fundação Oscar Niemeyer, e o Teatro Popular de Niterói. Ele continua pela orla da Baía de Guanabara, passando pela Praça Juscelino Kubitschek, o Museu Petrobras de Cinema até chegar ao MAC[17] .

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Niterói" (anteriormente escrito "Nictheroy" ou "Nitheroy") era o nome indígena da região atualmente ocupada pela cidade do Rio de Janeiro, no século XVI[18] . Foi adotado como nome da então "Vila Real da Praia Grande" em 1834, quando a cidade se tornou a capital da Província do Rio de Janeiro. Existem várias explicações sobre o significado do termo na língua tupi:

  • "água que se esconde"[19] ;
  • "porto sinuoso"[20] [21] ;
  • "rio verdadeiro frio", pela junção dos termos 'y (rio), eté (verdadeiro) e ro'y (frio)[22]

História[editar | editar código-fonte]

França Antártica[editar | editar código-fonte]

No ano de 1555, o navegador francês Nicolas Durand de Villegaignon se aliou aos índios tupinambás que dominavam a Baía de Guanabara e instituiu uma colônia francesa na região, a França Antártica. A região era evitada pelos portugueses por causa da hostilidade dos tupinambás.

A região desenvolveu-se sob o comando de Villegaignon, que planejou construir uma cidade na região. Passado algum tempo, calvinistas que haviam imigrado da França para a colônia regressaram à França, onde acusaram Villegaignon de preconceito contra os protestantes e de má administração. O navegador francês teve de voltar à França para explicar-se.

Na ausência do governador francês, em 1560, Mem de Sá atacou e destruiu o forte francês que se localizava na Baía de Guanabara, o Forte Coligny, sem, contudo, conseguir expulsar definitivamente os franceses da região. Estácio de Sá, sobrinho de Mem de Sá, que continuaria com o comando da guerra, recorreu à ajuda do chefe dos índios temiminós, Arariboia (que é um termo tupi que significa "cobra de água de arara"). Arariboia havia sido expulso pelos franceses de sua terra natal, a ilha de Paranapuã (hoje Ilha do Governador) e se refugiara na Capitania do Espírito Santo, onde se aliou aos portugueses e os ajudou a expulsar invasores neerlandeses. Arariboia aceitou o pedido do governador para ajudar os portugueses a expulsar os franceses da Baía de Guanabara, na esperança de reconquistar a ilha-mãe.

Com o fim da guerra, em 1567, Arariboia recebeu o nome cristão de Martim Afonso. Mas Estácio de Sá resolveu ocupar a ilha de Paranapuã, tornando-a a Ilha do Governador. Para manter a segurança na Baía de Guanabara, Estácio de Sá insistiu com Arariboia para não voltar para a Capitania do Espírito Santo e convenceu-o a ocupar o lado direito da entrada da Baía de Guanabara, no lado oposto à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro fundada por Estácio em 1565. Dessa forma, a entrada da baía ficaria totalmente protegida contra invasões. O local a ser ocupado por Arariboia era conhecido como Banda d’Além e foi para lá que Arariboia levou sua tribo, fundando a vila de São Lourenço dos Índios.

Elevação a capital[editar | editar código-fonte]

No início, as atividades navais foram as maiores responsáveis pelo progresso da região, que se desenvolveu e adquiriu importância até tornar-se a Vila Real da Praia Grande, em 1819, quando foi reconhecida pelo Reino de Portugal, que estava sediado naquele momento na cidade do Rio de Janeiro.

Em 1834, o Ato Adicional à Constituição de 1824 fez da Vila Real da Praia Grande a capital da província do Rio de Janeiro e transformou a cidade do Rio de Janeiro, então capital do império, em um município neutro.

No ano seguinte, 1835, a cidade passou a se chamar Nictheroy, que quer dizer águas escondidas em tupi. Era esse o nome que os índios tupis davam à entrada da Baía de Guanabara. A condição de capital trouxe uma série de desenvolvimentos urbanos como a barca a vapor, iluminação pública a óleo de baleia, abastecimento de água e novos meios de transporte para ligar a cidade ao interior da província.

Nove anos depois, o imperador dom Pedro II concedeu à cidade de Niterói o título de Imperial Cidade. A nomeação era dada às cidades mais importantes, conferindo-lhes certa autonomia e poder regional.

No fim do século XIX, por volta de 1885, foram fundados alguns sistemas de bonde, o que possibilitou a expansão da cidade para bairros como Icaraí, Ponta d’Areia e Itaipu. A Revolta da Armada, em 1893, prejudicou as atividades produtivas e forçou a transferência da sede da capital para Petrópolis.

Em 1903, Niterói voltou a ser a capital do estado fluminense. Isso ocasionou um novo impulso de modernização na cidade com construção de praças, deques, parques, estação hidroviária e rede de esgotos, além de alargamentos das ruas e avenidas principais.

História Recente[editar | editar código-fonte]

O bairro de São Domingos, preserva trilhos do antigo bonde em Niterói.

Os anos seguintes foram considerados os anos do desenvolvimento que resultaria na atual Niterói, com o melhor Índice de Desenvolvimento Humano do Rio de Janeiro. Isso se deu por intermédio do trabalho de alguns prefeitos. Paulo Pereira Alves, defensor do meio ambiente e incentivador do potencial turístico da Região Oceânica, foi idealizador da avenida na Praia de Icaraí. João Pereira Ferraz teve gestão marcada pela urbanização e Feliciano Sodré continuou o trabalho com objetivo de embelezar e também foi responsável pela implantação da rede de saneamento em alguns bairros. Ernani do Amaral Peixoto era o governador do estado quando houve o aterro da Praia Grande, os parcelamentos de áreas na Região Oceânica e a construção de avenida que ganhou seu nome.

O aterro da Praia Grande possibilitou grandes obras de potencialidades econômicas e turísticas, como o Caminho Niemeyer, a Praça Juscelino Kubitschek e a Estação das Barcas.

Mas o maior marco para o crescimento econômico da cidade viria em plena ditadura militar (1964-1985), quando foi inaugurada a Ponte Presidente Costa e Silva, mais conhecida como Ponte Rio - Niterói, em 1974. Foi o sinal para o redirecionamento de investimentos públicos, da especulação imobiliária, da infraestrutura e ocupação de bairros da Região Oceânica.

Com a fusão do estado da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro, em 1975, Niterói deixou de ser a capital, transferindo o título para o Rio de Janeiro.

Hoje, a cidade apresenta o terceiro melhor índice de desenvolvimento humano do Brasil[23] .

Em abril de 2010, houve uma grande tragédia na cidade, no Morro do Bumba, onde 267 pessoas morreram após as chuvas que causaram o desabamento de encostas. As casas do local foram construídas em cima de um lixão desativado, num terreno fragilizado e que não suportou a quantidade de chuvas de verão. Inclusive, os bairros próximos são bairros com o menor índice de desenvolvimento humano da cidade.

Após o deslizamento do Morro do Bumba, a cidade passou a esbarrar em outro problema: o crescimento acelerado e desordenado iniciado na década dos anos 2000, principalmente impulsionado pela chegada de novos moradores, provenientes da cidade do Rio de Janeiro. Eles emigraram para Niterói com o objetivo de fugir da violência urbana, que tinha níveis elevados. Com isso, bairros como Icaraí passaram a registrar um aumento exponencial de construções de prédios de condomínios ao mesmo tempo em que o crescimento populacional passou a atingir também bairros afastados como a Região Oceânica como um todo, além da região da Pendotiba.

De modo a tentar resolver esses problemas, a última administração do prefeito Jorge Roberto Silveira (2009-2012) tomou algumas medidas para tentar melhorar o fluxo de veículos nos horários de pico, como a conversão da Avenida Roberto Silveira em mão única e a construção de um mergulhão ligando as avenidas Jansen de Melo e Marquês de Paraná, sendo esta cercada de muitas controvérsias e cuja conclusão ainda está bastante incerta. Há ainda a construção do Corredor Metropolitano da Alameda São Boaventura, que consiste em uma pista exclusiva para ônibus, de forma a desafogar esta via.

Na eleição municipal de 2012, Jorge Roberto abdicou da candidatura a reeleição, alegando estar tratando um câncer de garganta, e lançou Felipe Peixoto, jovem Deputado Federal pelo PDT, que teve como concorrentes Rodrigo Neves, Flávio Serafini e Sergio Sweitzer. Em uma disputa acirrada, Rodrigo Neves, do PT, venceu com 52,55% dos votos válidos, o pedetista Felipe Peixoto.

Política[editar | editar código-fonte]

Câmara Municipal de Niterói, órgão legislativo do município.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

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O município é dividido em 52 bairros que são agrupados em cinco regiões de planejamento.

Região População Nº de bairros Bairros
Praias da Baía 191 464 17 Boa Viagem, Cachoeiras, Centro, Charitas, Fátima, Gragoatá, Icaraí, Ingá, Jurujuba, Morro do Estado, Pé Pequeno, Ponta d'Areia, Santa Rosa, São Domingos, São Francisco, Viradouro e Vital Brazil
Norte 156 996 12 Baldeador, Barreto, Caramujo, Cubango, Engenhoca, Fonseca, Ilha da Conceição, Santa Bárbara, Santana, São Lourenço, Tenente Jardim e Viçoso Jardim
Região Oceânica 55 790 11 Cafubá, Camboinhas, Engenho do Mato, Itacoatiara, Itaipu, Jacaré, Jardim Imbuí, Maravista, Piratininga, Santo Antônio e Serra Grande
Pendotiba 49 620 9 Badu, Cantagalo, Ititioca, Largo da Batalha, Maceió, Maria Paula, Matapaca, Sapê e Vila Progresso
Leste 5 581 3 Muriqui, Rio do Ouro e Várzea das Moças
Total 459 451 52
  • Regiões Administrativas

A prefeitura costuma trabalhar com a divisão do município em doze regiões administrativas, porém essa divisão existe apenas para efeito técnico e estatístico, não sendo usada nem conhecida pela população. O nome da região normalmente é o mesmo do maior bairro inserido nela. As doze regiões administrativas são: Barreto, Centro, Engenhoca, Fonseca, Icaraí, Ingá, Pendotiba, Região Oceânica, Rio do Ouro, Santa Bárbara, Santa Rosa e São Francisco.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Região Oceânica
Estrada Fróis, via com casas localizada num morro
Niterói - Vista do Parque da Cidade
  • Região Oceânica

A Região Oceânica é o grande ponto de belezas naturais, pois conta com as melhores praias - Praia de Fora e Praia do Imbuí, com seus valores históricos; Praia de Piratininga, Praia de Camboinhas, Praia de Itaipu e Praia de Itacoatiara, as mais famosas e visitadas, Praia do Sossego, Praia Adão e Eva e Prainha, locais calmos e paradisíacos; além, da Lagoa de Piratininga e a Lagoa de Itaipu.

Niterói tem uma área de 129,375 quilômetros quadrados localizada entre a Baía da Guanabara (oeste), o Oceano Atlântico (sul), Maricá (leste) e São Gonçalo (norte).

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo é constituído por terrenos cristalinos, divididos em maciços e colinas costeiras. Os maciços predominam no sul e formam as serras do Malheiro, do Calaboca e da Tiririca, onde está a Pedra do Elefante, ponto mais alto do município, a 412 metros acima do nível do mar.

As planícies costeiras são constituídas de sedimentos localizadas, obviamente, próximas ao mar. A mais extensa abrange toda área das lagoas de Piratininga e Itaipu.

Fauna e Flora[editar | editar código-fonte]

À época do descobrimento, predominava a Mata Atlântica, que, hoje, só está preservada em poucos locais, como, por exemplo, na Serra da Tiririca. Há, também, áreas de restinga e de mangue.

O Horto Botânico de Niterói (Também conhecido por Jardim Botânico de Niterói), no bairro do Fonseca, foi criado, por decreto do governador Nilo Peçanha, em maio de 1906, com a finalidade de cultivar e distribuir aos lavradores sementes e mudas de frutíferas e plantas medicinais. Sua história é marcada por sucessivas fases de prestígio e declínio e sofreu duas grandes reformas, em 1950 e 1975.

Com mais de um século de existência, o horto conta com espécies de plantas e árvores como jatobás, jequitibás, jacarandás e sapucaias e também com espécies raras, como o pau-mulato, só encontrado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro e na Amazônia.

Com área de 258 000 metros quadrados, recebe, diariamente, cerca de trezentas pessoas em busca de ar puro, contato com a natureza e tranquilidade para práticas esportivas e de lazer.

Funciona no local, também, o Jardim Zoológico de Niterói, onde animais machucadas são tratados e, depois, muitas vezes, devolvidos a natureza.

Reserva biológica e florestal do município numa altitude de 270 metros, ocupando uma área de 149 388,90 metros quadrados, que possui um mirante da onde pode-se ter uma visão panorâmica da Região Oceânica e Icaraí, da Baía de Guanabara e do mar aberto.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Praia de Itaipu
  • Praia do Sossego
  • Praia de Icaraí
  • Praia da Boa Viagem
  • Praia de Camboinhas
  • Praia de São Francisco
  • Praia Adão e Eva
  • Praia da Maçã
  • Praia da Várzea
  • Praia da Areia Grossa
  • Praia de Fora
  • Praia de Imbuí
  • Praia de Piratininga
  • Praia da Charitas
  • Praia de Itacoatiara
  • Praia de Caximbau - Ilha da Conceição

Clima[editar | editar código-fonte]

Gráfico climático para Niterói[24]
J F M A M J J A S O N D
 
 
114
 
29
23
 
 
104
 
30
23
 
 
104
 
29
23
 
 
137
 
28
22
 
 
86
 
27
21
 
 
81
 
25
19
 
 
56
 
26
18
 
 
51
 
26
19
 
 
86
 
25
19
 
 
89
 
26
20
 
 
97
 
27
22
 
 
170
 
29
22
Temperaturas em °CPrecipitações em mm

O clima de Niterói é tropical do tipo Aw[4] [5] , com verões quentes e invernos moderados. Sua temperatura média é de 22,6°C, sendo 20,2°C a temperatura média do mês mais frio (julho) e 25,6°C do mês mais quente (fevereiro).[25] A pluviosidade tem média de 1 093 mm anuais.[25] Não há estação seca no município, apenas uma redução no regime de chuvas durante o inverno.

No inverno, compreendido entre junho, julho, agosto e setembro, a presença de frentes frias oriundas do avanço de massas polares ocasionam quedas bruscas de temperatura, amenizadas pela maritimidade. Neste período a estiagem é bastante comum, podendo ficar semanas sem chover devido a essa presença de massas secas de origem polar e seus centros de alta pressão atmosférica que, por sua vez, divergem os ventos e dificultam a formação de nuvens de chuva. Outro evento bastante comum é a formação de nevoeiro durante a madrugada pelo resfriamento atmosférico e ausência de ventos, muita das vezes ocasionando o fenômeno da inversão térmica. Algumas madrugadas, porém, podem não ser tão geladas para os padrões niteroienses. Isso ocorre quando há uma frente fria estacionada no local, suas nuvens funcionam como um cobertor impedindo que o calor absorvido durante o dia possa retornar à atmosfera durante a noite. Um exemplo de temperatura baixa recentemente registrada foi de 11,2°C durante o inverno de 2010.[26] Entretanto, a temperatura mais baixa registrada recentemente foi de 1°C nas redondezas de Niterói em 2000. [27]

No verão, compreendido entre dezembro, janeiro, fevereiro e março, a influência de massas equatoriais e dos ventos provenientes da Amazônia formam um canal de umidade entre o Norte e o Sudeste, determinando o clima quente e úmido desta época do ano com suas típicas tempestades vespertinas. As manhãs costumam ser calorosas e abafadas, durante a tarde costuma-se ter formação de tempestades com ventos fortes e pela noite o tempo volta a abrir. Há picos comuns de trinta graus centígrados e, devido à alta umidade, sensações térmicas superiores.

O outono, entre março e junho, é marcado por dias limpos de céus azuis e temperaturas frescas, principalmente pela manhã. As massas polares começam a atingir a região com significância e as temperaturas caem progressivamente. Algo curioso de se ressaltar é quando o intervalo entre essas frentes frias é muito grande e, já que formam contínuos centros de alta pressão divergindo as nuvens, sua umidade despenca e a temperatura pode atingir picos de até trinta graus centígrados em pleno outono, caracterizando o fenômeno conhecido como veranico.

A primavera, compreendida entre os meses de setembro, outubro, novembro e dezembro, é chuvosa, pois ainda são sentidas frentes frias tardias deixadas pelo inverno, a temperatura não sobe muito, até se aproximar dezembro (verão). As massas úmidas equatoriais oriundas da amazônia também começam a agir, causando uma forte instabilidade atmosférica, sendo o tempo modificado várias vezes em um mesmo dia.

As duas estações acima são meramente de transição, sentidas apenas pelos habitantes (queda de temperatura no outono e aumento térmico na primavera), porém raramente pelas plantas. É comum ver algumas plantas perderam folhas ou florescerem em todas as estações do ano. Importante ressaltar, também, que a vegetação dominante em Niterói (Mata Atlântica) é uma floresta com características tropicais, ou seja, é perenifólia (não costuma perder suas folhas).

Outro ponto importante é a demora do aquecimento térmico até o verão e a lentidão do resfrimento das temperaturas até chegar o inverno, como mostra o gráfico climático. Isso se deve ao fato de Niterói se localizar no hemisfério sul com presença de grandes oceanos e massas de água. A água, por sua vez, tem um calor específico alto, cerca de 1 cal/g.°C, o que conserva energia térmica e então demora na absorção e perda de calor. Por isso, pode-se observar queda de temperatura com frentes frias ainda durante o verão e dias de calor abafado ainda durante o inverno.[28]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional de Niterói (fonte:IBGE)
Ano Habitantes
1980 397 123
1991 436 155
1996 450 364
2000 459 461
2005 476 669
2010 487 327

O município possui uma população de 487 327 habitantes,[8] segundo dados de 2010.

Em um relatório divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, no ano 2000, Niterói apresentou um índice de desenvolvimento humano entre os mais elevados do país (o quinto lugar dentre os 5 700 municípios brasileiros),[29] de acordo com os padrões da Organização das Nações Unidas. No relatório pulicado em 2010, Niterói perdeu duas posições, aparecendo agora em sétimo lugar [6] .

Economia[editar | editar código-fonte]

Niterói é um dos principais centros financeiros e comerciais do estado do Rio de Janeiro. O município vem acompanhando um alto índice de investimentos na Região Metropolitana da cidade do Rio de Janeiro, com quem é altamente conurbada, como investimentos no setor imobiliário, atividades financeiras e comerciário. Segundo os dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010, a cidade é a que possui a maior renda per capita domiciliar do Brasil, com média de R$3.037,30 por pessoa, fazendo com que seja considerada a "cidade com a população mais rica do Brasil"[30] .

Em 2009, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Produto Interno Bruto (PIB) nominal de Niterói foi de R$10,8 bilhões[31] , figurando como o terceiro município com maior PIB do Rio de Janeiro, depois da cidade do Rio de Janeiro e de Duque de Caxias[32] e o 41º município mais rico do Brasil. Em 2009, o setor que mais predominou na economia da cidade, e que foi o responsável por 90,1% do PIB é o de setor de comércio e serviços, seguido do setor industrial, com cerca de 9,9% e do setor agricola, com menos de 0,001%.

Crescimento do PIB de Niterói (fonte:IBGE)
Ano PIB nominal
(em milhares de R$)
2005 6 884 677
2006 7 460 317
2007 8 870 068
2008 9 232 172
2009 10 809 670
2010 11 840 004

Transporte[editar | editar código-fonte]

Ônibus

O serviço de ônibus urbanos consiste no único meio de transporte público intramunicipal da cidade de Niterói. Há pouco menos de cinquenta linhas em atividade, todas operadas por empresas particulares. A maior parte das linhas de ônibus municipais têm ponto final no Centro (no Terminal Rodoviário João Goulart), ou passam pelo Centro.

Transporte marítimo

A travessia marítima entre Niterói e o município do Rio de Janeiro é feita por duas rotas, ambas tendo como destino a estação carioca da Praça 15 de Novembro. As estações, em Niterói, localizam-se na Praça Arariboia, no Centro e no bairro de Charitas.

A travessia entre a Praça Arariboia e a Praça 15 de Novembro é feita por barcas de grande porte, com capacidade para até 2 000 passageiros, num trajeto que dura cerca de vinte minutos.

Desde 2006, as barcas vêm sendo, gradativamente, substituídas por catamarãs de grande porte, com capacidade inferior (até 1 200 passageiros), porém perfazendo um tempo de travessia menor, entre doze e quinze minutos.

Além disso, há o transporte seletivo (com passagens mais caras), feito por catamarãs de menor porte e lanchas rápidas. O tempo de travessia é de, aproximadamente, nove minutos.

A travessia entre a estação de Charitas e a da Praça 15 de Novembro é feita por catamarãs de pequeno porte, sendo esse serviço também considerado transporte seletivo.

Estação das Barcas, em Niterói

Transporte ferroviário

Existe um ramal ferroviário para transporte de passageiros, com 33 km de extensão, ligando Niterói ao município de Itaboraí, passando por São Gonçalo. O ramal, operado pela empresa estatal Central (sucessora do espólio da Flumitrens que não foi privatizado) encontra-se em decadência. São realizadas apenas duas viagens diárias, uma em cada sentido, utilizando um trem obsoleto dos anos 1950.

sendo que no futuro utilizar o leito desse ramal para a implantação de parte da projetada Linha 3 do Metrô.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Pedra do Índio com edifícios de Icaraí ao fundo.
Vista da Praia de Itacoatiara do Morro do Costão

Niterói é a terceira cidade que mais recebe turistas do Estado do Rio de Janeiro, atrás apenas da capital e de Búzios. A cidade atrai basicamente pelos seus centros culturais e históricos e pelas sua praias oceânicas. Paralelamente, a rede de hotelaria da cidade é bem restrita. Isso se dá pelo fato de que a maioria dos turistas vem a Niterói como uma extensão ao passeio pela cidade do Rio, ou seja, passam apenas um ou dois dias na cidade, mas se hospedam na capital.

Entre suas atrações mais visitadas, estão a Praia de Icaraí, principal bairro de Niterói, com as pedras de Itapuca e do Índio; o Caminho Niemeyer, conjunto arquitetônico que contém, como centros culturais, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, a Praça Juscelino Kubitschek, o Teatro Popular de Niterói, a Estação Hidroviária de Charitas, a Fundação Oscar Niemeyer e outros quatro projetos em andamento e o Complexo dos Fortes de Niterói.

Principais pontos turísticos[editar | editar código-fonte]

  • Icaraí

Principal bairro de Niterói, possui belo urbanismo e contém dois monumentos naturais famosos, as pedras de Itapuca e do Índio, pontos para pescadores locais e apreciadores da Praia de Icaraí e do resto da Baía de Guanabara. Ostenta o título de ser um dos mais belos, cosmopolitas e pujantes bairros da cidade.

  • Caminho Niemeyer

Um complexo arquitetônico e um corredor de aparelhos culturais sob o projeto arquitetônico de Oscar Niemeyer, concentrado no Centro da cidade mas com alguns edifícios em outros bairros, especialmente pela orla prainan. É composto pelo Museu de Arte Contemporânea de Niterói (o prédio mais famoso), o Memorial Roberto Silveira, a Fundação Oscar Niemeyer, o Teatro Popular de Niterói, a Praça Juscelino Kubitschek, o Museu Petrobras do Cinema Brasileiro (em construção) e a futurista Estação de Barcas de Charitas.

  • Cantareira

A Cantareira é como popular e festivamente é chamada a Praça Leoni Ramos e seus arredores, no histórico bairro de São Domingos. Também é chamada de "Lapa de Niterói", em comparação ao bairro da Lapa na cidade do Rio de Janeiro, reduto da boêmia, à medida que em volta da Praça Leoni Ramos há vários bares, pubs e restaurantes em construções históricas, frequentados por jovens e estudantes universitários. Ainda nas nas casas da vizinhança abrigam dezenas de atelieres de artes plásticas, formando um corredor cultural e artístico, que lembra o bairro carioca de Santa Teresa. Abriga o espaço cultural Estação Cantareira - em um edifício histórico que deu apelido ao lugar - restaurado e adaptado a esse fim.

  • Fortaleza de Santa Cruz

A Fortaleza de Santa Cruz, com seu complexo arquitetônico imponente e grandioso, causa ao observador o impacto do susto e o apaziguamento da beleza. As celas de prisioneiros, a lembrança das câmaras de tortura, as grades impenetráveis que miram a antiga forca vigiada por guarita interna, as marcas de fuzilamento no paredão; a capela de Santa Bárbara, em estilo colonial, são elementos que constituem a Fortaleza.

  • Forte do Pico e Forte São Luís

As construções do pico ainda preservam com imponência e grandiosidade guaritas e muros de pedra já cobertos de vegetação, dois imponentes portões de acesso, corredores, galerias e túneis carregados de mistério e largos pátios rochosos.

  • Costão de Itacoatiara

Este monolito rochoso adentra o oceano, formando a Ponta de Itacoatiara. Com aproximadamente 250m de altura, esta rocha pertence ao Parque Estadual da Serra da Tiririca e possui uma vegetação predominantemente rupícola, com muitas bromélias e orquídeas, além de dois "oásis" de Mata Atlântica, um em seu cume e outro em sua encosta leste.

  • Morro do Santo Inácio
  • Pedra do Elefante
  • Morro do Cantagalo
  • Campo de São Bento

O parque, grande área verde do bairro Icaraí, é freqüentado assiduamente pela população. Abriga um pequeno parque de diversões e nos finais de semana uma feira de artesanato. Oferece inúmeras atrações, como retrata, encontros do Clube do Curió, reuniões do grupo Otakontro em Niterói, exposições, lançamentos de livros, shows, cursos e apresentação de filmes e vídeos.

  • Enseada de Jurujuba

Possui trezentos metros de extensão, margeada por estreita calçada. Jurujuba é uma colônia de pescadores, que é cenário da Festa de São Pedro dos Pescadores, realizada anualmente em 29 de Junho. Além da Igreja de São Pedro dos Pescadores, na orla há vários restaurantes típicos de frutos do mar.

Educação[editar | editar código-fonte]

Niterói tem o melhor nível de alfabetização do estado do Rio de Janeiro.[33] É nessa cidade que se encontram as principais estruturas da Universidade Federal Fluminense, bem como a maioria de seus cursos.

A educação no município é marcada pela presença do Colégio Pedro II - UNED, única escola secundarista federal da cidade e pela Faetec Henrique Lage, que, por sua vez, são os melhores colégios públicos da região. De resto, também há a Fundação Municipal de Educação, que atua em noventa unidades escolares da Rede Municipal de Educação; 36 creches comunitárias; dezoito Unidades de Educação Infantil; 36 unidades com ensino Fundamental; na Educação de Jovens e Adultos (EJA), atendida em quinze Unidades de Ensino fundamental; no Programa de Educação; na Leitura e Escrita –PELE, em cinquenta Instituições e/ou escolas (875 alunos), (dados de julho 2007) e cem por cento das unidades escolares possuem alunos com necessidades especiais (cerca de setecentos alunos).

Em 2007, foi concluído o projeto municipal para erradicar o analfabetismo, que apesar da redução do índice, nao atingiu o objetivo. Niterói conta com 3,55% de analfabetos[34] (pessoas com mais de quinze anos), enquanto que a estarrecedora média nacional é de 13,63% (que obviamente nao pode ser usada para uma boa referência comparativa).[33]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Praça Leoni Ramos, com mesas de xadrez no bairro de São Domingos

Niterói é um dos maiores centros históricos-culturais do Brasil, pois tem sua cultura caracterizada por vilas de pescadores (Jurujuba), fortalezas, museus e monumentos futuristas, como o Museu de Arte Contemporânea, o símbolo do município, construído pelo arquiteto modernista Oscar Niemeyer e o Teatro Popular de Niterói.

A arquitetura de Niterói é caracterizada por um contraste entre o passado e o presente. Edifícios históricos, como a Biblioteca Pública Estadual de Niterói, o Fórum, os Correios, o Teatro Municipal de Niterói, a Estação Cantareira, o Palácio do Ingá, o Solar do Jambeiro e a Câmara Municipal de Niterói, ficam lado a lado com obras de vínculo futurista, como, por exemplo, o Museu de Arte Contemporânea, o Teatro Popular de Niterói e o resto do Caminho Niemeyer e a Praça Juscelino Kubitschek.

As igrejas católicas também expressam bastante a cultura niteroiense. A Igreja de São Lourenço dos Índios, o marco de fundação do município, a Igreja de São Sebastião de Itaipu, a Igreja da Boa Viagem e a Basílica Nossa Senhora da Auxiliadora embelezam as ruas com suas arquiteturas barrocas, clássicas e coloniais.

A cultura social se baseia numa população muito hospitaleira, que resultou no apelido de Niterói: "Cidade-sorriso".

  • Centro de Artes Universidade Federal Fluminense

O Centro de Artes UFF é um centro cultural, organizado e mantido pela Universidade Federal Fluminense, localizado no prédio da Reitoria da UFF, bairro de Icaraí, reunindo a Orquestra Sinfônica Nacional (OSN-UFF), a Galeria de Arte UFF, o Espaço UFF de Fotografia, o Espaço Aberto UFF, o Cine Arte UFF e o Teatro da UFF.

  • Cantareira

A Cantareira (ou Catarreira) é como é chamada a Praça Leoni Ramos e seus arredores, no histórico bairro de São Domingos. Seu nome se deve à Estação Cantareira, um centro cultural e casa de show (com funcionamento intermitente) construído nas ruínas da antiga estação de barcas e estaleiro possuído pela empresa Cantareira e Viação Fluminense. Também é chamada de "Lapa de Niterói", em comparação ao bairro carioca da Lapa, pois em volta da praça há vários bares, pubs, prostíbulos e restaurantes em casarões históricos que reúnem muitos jovens. Nas casas pelas vizinhanças do bairro de São Domingos, atualmente, funcionam vários ateliês de artes plásticas, formando um plano cultural e artístico. Ainda pode-se encontrar trilhos de bonde em trechos de ruas em suas cercanias, recentemente redescobertos pela Prefeitura, e um casario antigo com grande valor arquitetônico.

Religião[editar | editar código-fonte]

É uma pequena comunidade judaica da cidade, integrada à Federação Israelita do Rio de Janeiro.

  • Matriz São Lourenço da Várzea

Igreja do século XIX, destaca-se por sua grande volumetria. O seu interior é amplamente decorado. O altar-mor tem colunas salomônicas ladeando o nicho, onde se encontra a imagem de São Lourenço vinda de Portugal em 1897.

  • Igreja de São Lourenço dos Índios

É considerado o monumento de fundação da cidade de Niterói. Sua arquitetura jesuíta é do século XVII. No altar-mor, encontra-se um retábulo que é um precioso exemplar da arte barroca do fim do século XVI, assim como outras peças históricas toralmente restauradas.

  • Centro Evangelístico Internacional

Uma das principais igrejas evangélicas da cidade, presidida pelo pastor Custódio Rangel Pires, que também é o líder mundial da Associação de Homens de Negócios do Evangelho Pleno[35] .

  • Igreja Presbiteriana

Foi uma das primeiras igrejas protestantes a se instalarem na cidade, fruto do trabalho missionário da Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Sua organização deu-se em 1 de fevereiro de 1899. Seu primeiro templo estava situado na Rua São Sebastião com Rua General Andrade Neves. Segundo historiadores, o templo foi vendido para uma empresa do setor hoteleiro. Seu templo atual, situado a Rua 15 de Novembro, é de estilo moderno. Seu primeiro pastor foi o reverendo Erasmo Braga, sendo o atual, em 2009, o reverendo Fernando Cabral. A Igreja Presbiteriana de Niterói é uma igreja histórica. Possui, para acompanhar seus cultos, um órgão litúrgico Hammond. É de linha tradicional, ligada ao Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil, sínodo Leste fluminense, presbitério de Niterói.

  • Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora

Com data de lançamento da Primeira Pedra em 8 de dezembro de 1901, um ano após a inauguração do Monumento de Maria Auxiliadora. Foi inaugurada no dia 24 de dezembro de 1918. Seus quatro sinos da torre pesam 2 220, 1 160, 685 e 480 quilos, com tonalidades , mi, sol e , que é o início da antiga melodia gregoriana Salve, Regina.

  • Capela Nossa Senhora da Conceição

Lançamento da Pedra Fundamental no dia 30 de setembro de 2000.Está situada no alto de uma ladeira na Estrada Matapaca, em Pendotiba. A origem desta Capela está num grupo de católicos do Rio, reunidos em torno da pessoa de um grande escritor e jornalista, falecido em 1978, chamado Gustavo Corção. A obra deste escritor foi relegada ao esquecimento, devido à sua posição católica tradicional, defensor de tudo o que se relaciona com o nome católico, combativo polemista contra os progressistas que conseguiram desfigurar completamente a Igreja, espalhando pelo mundo uma doutrina contrária ao que a Igreja ensinou ao longo de dois mil anos.[36] Com a Missa tradicional tridentina (em latim)e canto gregoriano, a Capela Nossa Senhora da Conceição destaca-se pela vivência católica familiar tradicional e ensino do catecismo.

  • Igreja Cristã Maranata
  • Centro Israelita De Niterói
  • Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem
  • Igreja Nossa Senhora da Conceição
  • Igreja São Lourenço dos índios
  • Igreja Messiânica Mundial do Brasil - Johrei Center Niterói
  • Primeira Igreja Evangélica e Congregacional de Niterói
  • Primeira Igreja Batista de Niterói
  • Igreja Metodista Central de Niterói
  • Igreja Metodista Wesleyana
  • Centro Evangelístico Vida Nova de Itaipu
  • Igreja Batista Betânia em Icaraí
  • Igreja Universal do Reino de Deus
  • Igreja Nova Vida Ministério É de Deus
  • Primeira Igreja Batista em Jurujuba
  • Igreja Adventista do Sétimo Dia

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

A gastronomia de Niterói é bem marcante, pois atravessa gostos diversos, desde frutos do mar e cozinha mineira até as cozinhas portuguesa e australiana.

A orla de São Francisco e Charitas são dominadas por restaurantes e bares, servindo de point noturno, o mesmo acontecendo nass ruas do Jardim Icaraí[37] , nos bairros de Icaraí e Santa Rosa, que transformou-se em um polo gastronõmico. Por sua vez, nos arredores da Cantareira, no bairro de São Domingos, há um intensa atividade boêmia, com vários restaurantes e bares.

Os restaurantes de frutos do mar de Jurujuba são símbolos do intenso sistema pesqueiro da vila de Jurujuba. Outra dica gastronômica é o Mercado de São Pedro[38] , um mercado público de peixe e frutos do mar de dois andares, com 39 boxes do segmento e mais sete ambientes divididos em restaurantes, mercearias, quiosques e lojas de conveniência. No andar de baixo, bancas de temperos e frutos do mar dos mais diversos. No andar de cima, você come tudo o que vê nas bancadas inferiores e pode, inclusive, mandar fazer o seu prato com sua própria compra.

No Centro e na Ponta d'Areia (no trecho conhecido como "Portugal Pequeno"), há vários restaurantes e bares de cozinha portuguesa e de cozinha de boteco.

Teatro[editar | editar código-fonte]

  • Teatro Popular de Niterói

O Teatro Popular de Niterói é um moderno teatro pertencente ao Caminho Niemeyer.

Teatro antigo totalmente restaurado e modernizado. Joia da história do teatro brasileiro.

Teatro pertencente ao Centro de Artes UFF.

Museus[editar | editar código-fonte]

Museu de Arte Contemporânea de Niterói
  • Museu de Arquelogia de Itaipu

Inaugurado em 1977, o Museu de Arqueologia de Itaipu desenvolve um programa educativo-cultural voltado para as escolas e para a comunidade local, tendo como tema central a arqueologia pré-histórica e histórica. O seu acervo, composto por objetos dos povos indígenas que viveram no litoral fluminense antes de 1500, tem como destaques blocos-testemunho (entre os quais o do Sambaqui de Camboinhas, datado de 6000 a.C.), machados de pedra e material lítico em geral, pontas de ossos, lascas de quartzo, polidores, peças de cerâmica e conchas. O museu organiza cursos e exposições, recebe visitas guiadas e promove diversos eventos culturais. As visitas podem ser feitas de quarta-feira a domingo, das 13h às 17h.

  • Museu de Arte Contemporânea de Niterói

Projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, construído no Mirante da Boa Viagem, local privilegiado que se debruça sobre as águas da Baía de Guanabara e que leva o olhar do visitante até o outro lado, onde estão o Corcovado e o Pão de Açúcar. Niemeyer afirmava que, ao visitar o local, "imaginou o museu como qualquer coisa solta na paisagem, um pássaro branco a se lançar sobre o céu e o mar de Niterói".

  • Museu Antônio Parreiras

O Museu Antônio Parreiras conta com o maior acervo do pintor Antônio Parreiras, instalado em seu antiga residência.

Palácio neoclássico no bairro do Ingá, que abriga acervo histórico, belas-artes e artes populares, instalado na antiga sede do governo do estado do Rio de Janeiro (Palácio do Ingá), antes da fusão com o estado da Guanabara e transferência da capital para a cidade do Rio de Janeiro.

  • Museu de Arte Sacra de Niterói

Mantido com o acervo da Arquidiocese de Niterói, o museu é situado no salão nobre da Igreja Nossa Senhora da Conceição[39] , Rua da Conceição, 216, no centro de Niterói[40] . Possui rico acervo de valor histórico e religioso, como uma Pia Batismal em mármore do século XVIII, pratarias do século XIX, imagens de arte imaginaria dos santos esculpidas em madeira do século XIX, entre outros, incluindo, a peça de maior importância, um Relicário do século XVIII, com fragmentos da Cruz de Cristo, que na Sexta-Feira da Paixão, sai para veneração[41] . Funciona no primeiro domingo de cada mês, das 9h às 11h, com entrada franca.

Esporte e Carnaval[editar | editar código-fonte]

A cidade de Niterói também marca sua presença na história do esporte e do carnaval carioca.

No esporte, além de ser cidade natal de craques como Edmundo e Gérson, a cidade é também terra natal do Canto do Rio Football Club, fundado em 1913 e que era o único clube de fora da cidade do Rio de Janeiro a participar do Campeonato Carioca nos anos 1940. O clube teve, inclusive, seu hino composto por Lamartine Babo, compositor dos hinos de Vasco, Flamengo, Botafogo, Fluminense e América, além de outros cinco clubes. Lamartine compôs hinos para os onze participantes do campeonato carioca de 1941 devido a uma campanha de uma rádio. O alvi-anil de Niterói está afastado da elite do campeonato estadual desde 1964, quando um incidente no Estádio Caio Martins num jogo contra o Fluminense resultou no afastamento do clube niteroiense da primeira divisão. A última participação do "Cantusca" no campeonato estadual foi em 2008, na terceira divisão. O clube foi impedido de participar da terceira divisão de 2009 pela FFERJ devido a uma confusão no jogo contra o La Coruña.

Outros clubes de futebol da cidade são o Fonseca Atlético Clube, que, recentemente, anunciou o seu retorno ao futebol profissional e o Rio Cricket and Athletic Association, que participou do primeiro campeonato carioca, ficando em terceiro e tendo o campeonato definido em seu estádio. O Rio Cricket participou, também, da (possivelmente) primeira rivalidade do futebol carioca, com o Paissandu Atlético Clube, clube da cidade do Rio de Janeiro que foi fundado por fundadores do Rio Cricket e que possui um título carioca de futebol.

A cidade possui também o Estádio Caio Martins, situado no bairro de Santa Rosa e que foi, por anos, a casa do Canto do Rio e, mais recentemente, do Botafogo nos anos 2000. Em 2007, o ginásio do estádio foi palco da final da Superliga Feminina de Vôlei, que terminou com vitória da equipe do Rio de Janeiro. Hoje em dia, o estádio é usado para treinos do Botafogo e em jogos marcados pela FFERJ. Em sua maioria, em campeonatos de divisões inferiores.

No carnaval, a cidade marca presença com seus blocos e com escolas de samba, principalmente a Unidos do Viradouro.

A Viradouro foi fundada em 1946 mas começou a participar dos desfiles na elite do samba carioca apenas em 1991, depois de ser dezoito vezes campeã em Niterói e campeã do grupo de acesso carioca. Apenas seis anos depois de estrear na Passarela Darcy Ribeiro como escola do grupo especial, a vermelho-e-branco de Niterói foi campeã do carnaval carioca com o enredo "Trevas! Luz! A Explosão do Universo!" com desfile assinado pelo carnavalesco Joãosinho Trinta e com uma paradinha de funk na bateria comandada por Mestre Jorjão[42] , algo inovador e surpreendente na época e que é muito copiado até hoje. Pela escola passaram, além de Joãosinho Trinta, Dominguinhos do Estácio, Juliana Paes, Mestre Ciça e o grande nome da nova geração de carnavalescos, Paulo Barros, que inovou na escola, colocando a bateria em um carro alegórico pela primeira vez.

A escola participou dez vezes do desfile das campeãs, sendo oito seguidas, de 1997 a 2004. A partir de 2008, a escola começou uma reformulação, demitindo Paulo Barros e Dominguinhos do Estácio. Em 2009, perdeu Mestre Ciça. Todas essas mudanças foram ruins para a Viradouro, visto que, em 2010, a escola foi rebaixada ao grupo de acesso com o enredo "México, o Paraíso das Cores, sob o Signo do Sol", depois de dezenove anos no grupo especial.

A Acadêmicos do Cubango é outra escola de destaque na cidade. A escola foi quinze vezes campeã em Niterói até que, nos anos 1980, passou a desfilar no Rio de Janeiro. Esse ano, se manteve no grupo de acesso e, em 2011, estará nesse mesmo grupo com a Viradouro.

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

Números[editar | editar código-fonte]

  • Cerca de 100% do município tem água tratada.
  • 97% do território de Niterói é coberto pelo tratamento de esgoto, enquanto a média nacional é inferior a 20%;
  • 97,45% da população acima de quinze anos é alfabetizada; censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010.

Grande Niterói ou Leste Metropolitano do Rio de Janeiro[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro é vasta e agrupa uma variedade de municípios com trajetórias históricas e urbanas distintas. Além da capital, da Baixada Fluminense, também agrupa um conjunto de municípios chamados de Leste Metropolitano do Rio de Janeiro, como também é chamado a sub-região da Região Metropolitana II, ou simplesmente Leste Metropolitano Fluminense, reunindo os municípios da porção leste da região e margem oriental da Baía de Guanabara.

Esta sub-região corresponde a antiga região da Grande Niterói, região que durante o extinto Estado do Rio de Janeiro (antes da fusão em 1975 com o Estado da Guanabara para formar o atual Estado do Rio de Janeiro) reunia a cidade de Niterói, sua então capital, e as cidades vizinhas. Era, portanto, composta além de Niterói, pelos municípios de São Gonçalo, Maricá,Itaboraí e Rio Bonito. A Grande Niterói, contrapunha-se a região do Grande Rio Fluminense, isto é, aos municípios do extinto Estado do Rio de Janeiro (os municípios da Baixada Fluminense) que conformavam uma aglomeração metropolitana com a cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal (até 1960) e depois Estado da Guanabara (1960-1975).

De certa maneira, Niterói continua polarizando os municípios vizinhos, e tenha uma dinâmica econômica e urbana própria, fazendo com que a porção leste da Região Metropolitana do Rio de Janeiro seja identificada como parte distinta[43] ou demande planejamento urbano ou políticas públicas próprias e que frequementemente tal sub-região seja mesmo hoje em dia chamada de Grande Niterói.

Por sua vez, esses municípios possuem relações com os da Região dos Lagos e Mesorregião das Baixadas Litorâneas, conformando a chamada região do Leste Fluminense.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa Populacional 2013. Estimativa Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (4 de outubro de 2013). Página visitada em 4 de outubro de 2013.
  4. a b Koppen climate map. Página visitada em 13 de março de 2011.
  5. a b Koppen's classification map. Página visitada em 13 de março de 2011.
  6. a b Ranking do IDH-M dos municípios do Brasil 2010. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 23 de Novembro de 2013.
  7. ftp://ftp.ibge.gov.br/Pib_Municipios/2010/pdf/tab01.pdf
  8. a b IBGE Censo Demográfico 2010 - Niterói. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 19 de novembro de 2013.
  9. VIII Arariboia Cine - Festival de Niterói. Disponível em http://npdniteroi.blogspot.com.br/2009/11/viii-arariboia-cine-festival-de-niteroi_23.html. Acesso em 29 de julho de 2012.
  10. DUNCAN, Z. Eu não sou daqui. Disponível em http://letras.mus.br/zelia-duncan/127696/. Acesso em 29 de julho de 2012.
  11. Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) - Ranking com as 100 melhores cidades do Brasil para se morar
  12. Fundação CEPERJ - Anuário Estatístico 2009
  13. Divisão Regional do Rio de Janeiro - Fundação CEPERJ http://www.ceperj.rj.gov.br/ceep/info_territorios/divis_regional.html
  14. ftp://ftp.ibge.gov.br/Pib_Municipios/2010/pdf/tab01.pdf
  15. dados do IBP http://www.niteroi.rj.gov.br/downloads/pdf/revista.pdf
  16. Niterói lidera lista da riqueza: http://oglobo.globo.com/economia/mat/2011/06/27/niteroi-lidera-lista-da-riqueza-segundo-fgv-924784036.asp
  17. Caminho Niemeyer, um dos principais pontos turísticos da cidade e assinado pelo famoso arquiteto, vai ser aberto à visitação pública e guias bilíngues agora acompanham o público durante trajeto http://www.ofluminense.com.br/editorias/cidades/visitas-guiadas-no-cartao-postal-de-niteroi
  18. STADEN, H. Duas Viagens ao Brasil. Porto Alegre: L&PM Editores, 2010. p. 101
  19. http://niteroi.dreamhosters.com/luis-antonio-pimentel
  20. http://www.ferias.tur.br/informacoes/6989/niteroi-rj.html Niterói: Região Metropolitana: História da Cidade
  21. http://www.museusdoestado.rj.gov.br/mhaerj/pdfs/niteroi/NITEROI%20-%20ORIGEM.pdf Niterói – Origem
  22. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  23. O Globo
  24. Título não preenchido, favor adicionar.
  25. a b Título não preenchido, favor adicionar.
  26. Título não preenchido, favor adicionar.
  27. [1]
  28. Título não preenchido, favor adicionar.
  29. Ranking do IDH-M dos municípios do Brasil 2000. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 23 de Novembro de 2013.
  30. http://oglobo.globo.com/economia/niteroi-lidera-lista-da-riqueza-segundo-fgv-2757154
  31. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/pibmunicipios/2005_2009/tabelas_pdf/tab01.pdf
  32. http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/pibmunicipios/2005_2009/tabelas_pdf/tab01.pdf
  33. a b Fundação Municipal de Educação de Niterói
  34. http://niteroi.rj.gov.br/portal3/modules.php?name=News&file=article&sid=218
  35. http://www.adhonep.org.br/br/
  36. http://www.capela.org.br/historico.htm
  37. http://turismoemniteroi.wordpress.com/2010/08/15/turismo-em-niteroi-o-novo-polo-gastronomico-da-cidade/
  38. http://www.etur.com.br/conteudocompleto.asp?idconteudo=9652
  39. Nikiti Guia
  40. Niteroi Turismo
  41. Jornal O Fluminense
  42. Lívia Torres (23/12/2009). Inventor da 'paradinha' funk da Viradouro promete surpresa na Sapucaí. Portal G1.
  43. http://extra.globo.com/casos-de-policia/ana-paula-miranda/grande-niteroi-399274.html

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Tópicos relacionados[editar | editar código-fonte]