Santa Teresa (bairro do Rio de Janeiro)

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Santa Teresa
—  Bairro do Brasil  —
Rua Paschoal Carlos Magno, em Santa Teresa.
Rua Paschoal Carlos Magno, em Santa Teresa.
Santa Teresa.svg
Criado em 23 de julho de 1981
Área
 - Total 515,71 ha (em 2003)
População
 - Total 40,926 (em 2 010)[1]
 - IDH 0,878[2] (em 2000)
Domicílios 16.671 (em 2010)
Limites Alto da Boa Vista, Botafogo, Catete, Catumbi, Centro, Cidade Nova, Cosme Velho, Glória, Humaitá, Laranjeiras e Rio Comprido.[3]
Fonte: Não disponível

Santa Teresa é um bairro da Zona Central da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Possui uma exclusiva localização, no alto de uma serra entre as zonas Sul e o Centro da cidade do Rio, que promove uma privilegiada vista para essas áreas. Assim com os bairros vizinhos Catete e Glória, é conhecido pelas construções históricas do século XIX, além de elegantes casarões construídos até os anos 40. Mas o principal diferenciam do bairro é que foi o último da cidade a fazer uso de pequenos veículos leves sob trilhos, chamados de bondes que circulavam por suas ruas. Também faz limite com os bairros de Laranjeiras, Cosme Velho, Catete, Alto da Boa Vista e Rio Comprido na Zona Norte e Centro, Catumbi, Lapa e Cidade Nova, na Zona Central.[4]

Seu IDH, no ano 2000, era de 0,878, o 34º melhor da cidade do Rio de Janeiro.[5]

História[editar | editar código-fonte]

O bairro de Santa Teresa surgiu a partir do convento de mesmo nome, no século XVIII. Foi inicialmente habitado pela classe alta da época, numa das primeiras expansões da cidade para fora do núcleo inicial de povoamento, no Centro da cidade. Surgiram, então, vários casarões e mansões inspirados na arquitetura francesa da época, muitos dos quais estão em pé até hoje. O bairro de Santa Teresa recebeu ao longo de toda sua existência muitos imigrantes europeus.

Por volta de 1850, a região foi intensivamente ocupada pela população que fugia da epidemia de febre amarela na cidade. Por ficar num local mais elevado, a região era menos atingida pela epidemia do que os bairros que a circundavam[6] .

Em 1872, surgiria o bonde que se tornou o símbolo do bairro, subindo as Ruas Joaquim Murtinho e Almirante Alexandrino. Inicialmente, o bonde era tracionado por muares, depois foi dotado de motores e rede elétrifica. Conforme as fotos antigas as cores variaram, eram verde, prata e azul, mas passou a ser pintado de amarelo após reclamações de moradores que diziam que o bonde "sumia" em meio à vegetação do bairro [carece de fontes?]. O bonde vai do bairro ao Centro da cidade em travessia sobre os Aqueduto da Carioca desde 1896, quando fez sua primeira viagem.

O bairro possui uma das mais antigas associações de moradores do Rio de Janeiro. A Associação de Moradores e Amigos de Santa Teresa foi proposta pela primeira vez em manifestação pública e através de abaixo-assinado, na Praça Odilo Costa Neto, na então famosa Festa Junina de Santa Teresa, em junho de 1978. Seu registro de fundação é de 10 de julho de 1980.

A partir de manifestações organizadas, os moradores conseguiram a preservação do sistema de bondes histórico, através do tombamento e de cobranças constantes do poder público pela liberação de verbas para os bondinhos. Porém, com o trágico acidente ocorrido com o bonde em 27 de agosto de 2011 que matou seis pessoas[7] [8] , o governo estadual, responsável pela operação do bonde, resolveu paralisar temporariamente a sua circulação, até que fossem feitas obras de modernização do sistema[9] .

Revitalização[editar | editar código-fonte]

Com o tempo, Santa Teresa perdeu seu status de bairro nobre assim como os demais bairros históricos da zona sul, mas tornou-se, ao longo dos anos, um bairro de interesse cultural e turístico. A facilidade logística e a localização privilegiada do bairro, desde 2009 começou um projeto de revitalização; foram muradas as favelas do bairro para que não crescessem mais, desde então essa população passou a pagar regularmente Iptu, água, energia e gás, o que tem diminuído o número de pessoas de baixa renda e colaborado para uma manutenção do valor do metro quadrado do bairro, que em 2012 foi apontado como 26º mais caro da cidade, custando em média R$ 5.685. Os bondes foram retirados de circulação em agosto de 2011, após acidente, na Rua Joaquim Murtinho, e deveria ser instalada uma frota mais moderna até janeiro de 2014, promessa que (até meados de junho 2014), ainda não se concretizou.

Modo de vida[editar | editar código-fonte]

Ladeira do Meireles
Placa no bairro de Santa Terasa.
Largo dos Guimarães, em Santa Teresa, em fotografia tirada a partir do Castelo São Fernando
Vista da Zona Sul a partir do Parque das Ruínas
Vista da Zona Central a partir do Museu da Chácara do Céu
Pintura em muro do bairro retratando o bonde com os jogadores da seleção brasileira de futebol

Tradicionalmente vivem em Santa Teresa, muitos intelectuais, acadêmicos, artistas, militares e políticos, atraídos pelas características históricas, culturais e pela qualidade de vida que o bairro proporciona. Em função desse perfil, trata-se de um bairro formador de opinião, com participação política, em movimentos populares ou mobilizações coletivas. Há também um grande número de organizações não governamentais instaladas no bairro, que prestam serviços e dão apoio às comunidades localizadas no entorno do bairro.

Também há, no bairro, um polo gastronômico, principalmente ao redor do Largo dos Guimarães, área boêmia do bairro. Santa Teresa vem se firmando como uma das principais atrações turísticas do Rio de Janeiro, o que faz com que muitos a considerem como "O Montmartre carioca", devido ao grande número de artistas que possuem ateliê e residem no local.

O bairro, carinhosamente chamado pelos cariocas de "Santa", é composto de várias escadarias, ladeiras e vielas tortuosas, que ligam-no aos bairros vizinhos do Centro, Glória, Laranjeiras, [[Bairro de Fatima,Cosme Velho, Catumbi, Catete e Rio Comprido. No alto, há uma impressionante vista, além dos acessos para o Parque Nacional da Tijuca e o Corcovado. O acesso já foi feito pelo bonde com tração animal e elétrica, por muares alugados, linhas de coletivos kombis e ônibus. Hoje se limita aos últimos, automóveis, bicicletas, motocicletas, táxis, veículos turísticos e pedestres.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Cartões postais[editar | editar código-fonte]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Mirantes[editar | editar código-fonte]

Moradores ilustres[editar | editar código-fonte]

Alguns artistas, intelectuais, militares e políticos que residiram no bairro:

Principais vias[editar | editar código-fonte]

  • Escadaria do Convento de Santa Teresa
  • Escadaria do Fialho
  • Escadaria Manoel Lebrão
  • Escadaria Santa Isabel
  • Ladeira do Castro
  • Ladeira dos Guararapes
  • Ladeira do Durão
  • Rua Alice
  • Rua Almirante Alexandrino
  • Rua André Cavalcanti
  • Rua Monte Alegre
  • Rua Cândido Mendes, antiga Rua Dona Luíza.
  • Rua Francisco Muratóri
  • Rua Hermenegildo de Barros
  • Rua Joaquim Murtinho
  • Rua Júlio Otoni
  • Rua Paula Mattos
  • Rua Prefeito João Felipe
  • Rua Santa Cristina
  • Rua Santo Amaro
Commons
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Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]