Floresta da Tijuca

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Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro, com a Pedra da Gávea ao fundo.

A Floresta da Tijuca localiza-se no município do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Integrante do Parque Nacional da Tijuca (3 972 hectares),[1] é a quarta maior área verde urbana do Brasil[2] , atrás apenas do Parque Estadual da Cantareira (7.916,52 ha) [3] , Da Reserva Floresta Adolpho Ducke (10.000 ha) em Manaus/AM [4] . e do Parque Estadual da Pedra Branca (12 500 hectares)[5] [6] .

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Tijuca" é um nome com origem na língua tupi e significa "água podre", de ty ("água") e îuk ("podre")[7] . O nome, porém, se refere à região da Lagoa da Tijuca, que possui muito mangue e água parada e que se localiza no sopé da Floresta da Tijuca[8] . A Floresta da Tijuca ficava no caminho para a Lagoa da Tijuca, razão pela qual acabou por adquirir o nome dessa lagoa.

Características[editar | editar código-fonte]

Trata-se de vegetação secundária, uma vez que é fruto de um reflorestamento promovido à época do Segundo Reinado, quando se tornou patente que o desmatamento, causado pelas fazendas de café, estava prejudicando o abastecimento de água potável da então capital do Império.

A floresta foi devastada para o plantio de cana e café, ela foi replantada em 1862. No início do século XIX, após longo período de devastação para uso da madeira, lavouras de cana e café, o Rio de Janeiro começou a sofrer com a falta de água potável, pois sem a proteção da vegetação as mananciais começaram a secar. Por isso, a partir de 1862, Dom Pedro II ordenou o reflorestamento do local.[9] A missão foi confiada ao major da polícia militar Archer, que iniciou o trabalho com seis escravos. Foram plantadas 100 000 mudas em treze anos, principalmente espécies nativas da Mata Atlântica.

O substituto do major Archer, o barão d'Escragnolle, empreendeu um trabalho de paisagismo, transformando a floresta em um belo parque para uso público, com áreas de lazer, fontes e lagos.

Ao longo do tempo, as administrações apresentaram políticas de manejo da flora diferentes, algumas com ênfase à flora nativa, outras, dirigindo maior importância ao aspecto paisagístico, a começar pela introdução de plantas exóticas.

Exemplo dessa difícil convivência é a jaqueira. Aqui introduzida, demonstrou excelente adaptação, convertendo-se atualmente em um problema, uma vez que, pelo seu porte avantajado e o de seus frutos (dos quais sessenta por cento das sementes vingam), é tida quase como uma praga.

Vive no parque mais de 230 espécies de animais e aves, entre eles macaco-prego, quati, cutia, cachorro-do-mato, sagui, beija-flor e sabiá.[9]

Panorama da cidade do Rio de Janeiro com destaque para as montanhas do Corcovado (esquerda), Pão de Açúcar (centro, ao fundo) e Morro Dois Irmãos (direita) a partir da Vista Chinesa.

Recreação[editar | editar código-fonte]

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Cascatinha da Tijuca, por Nicolas-Antoine Taunay.

A Floresta da Tijuca é uma importante área de lazer com trilhas e espaços privilegiados para prática de esportes, ciclismo, corrida e montanhismo. Dispôe de praças com brinquedos para crianças, espaços reservados para churrascos, confraternizações familiares e comunitárias e restaurantes. De acordo com o ICMBio, é a Área de Conservação federal mais visitada do país[10] , recebendo uma média de 2 milhões de visitantes ao ano.

É um local adequado à educação ambiental de crianças e adultos, possibilitando a integração harmoniosa entre o homem e a natureza. A administração do Parque oferece passeios com guia aos sábados e domingos e, mediante agendamento, para escolas e grupos durante a semana. Diferentes empresas especializadas em turismo de aventura e ambiental também realizam passeios pela floresta. Na área cultural, abriga o Museu do Açude.

Suas inúmeras trilhas são mais ou menos demarcadas e sinalizadas. Algumas permitem passeios sem guia; em outras, este é recomendável. Entretanto, não existem restrições, pois o policiamento atua apenas em caráter informativo.

As trilhas são classificadas por diversos níveis de dificuldade, e permitem o contato com a natureza tanto para crianças e idosos, quanto para aventureiros. O Centro de Visitantes da Floresta comercializa mapas e guias a preço de custo. A obediência às regras do parque é imprescindível para a conservação das matas. Turistas podem informar-se a respeito no Centro de Visitantes.

Principais Atrações[editar | editar código-fonte]

Morros com Vistas Privilegiadas[editar | editar código-fonte]

Estrada do Excelsior, Floresta da Tijuca.
  • Pico da Tijuca (a 1 022 metros acima do nível do mar)[11]
  • Pico da Tijuca-Mirim (contraforte do Pico da Tijuca)
  • Bico do Papagaio (a 975 metros acima do nível do mar)
  • Morro dos Castelos da Taquara
  • Pedra do Conde (a 728 metros acima do nível do mar)
  • Morro da Cocanha
  • Morro do Corcovado (744 metros acima do nível do mar)
  • Morro do Anhanguera
  • Caminho do Inferno

Grutas[editar | editar código-fonte]

  • Gruta Paulo e Virgínia (a 561 metros acima do nível do mar)
  • Gruta Bernardo de Oliveira
  • Furna Luís Fernandes
  • Furna do Belmiro
  • Gruta dos Morcegos

Pontos de Interesse[editar | editar código-fonte]

Açude da Solidão, Floresta da Tijuca.

Trilhas[editar | editar código-fonte]

Cachoeira da Floresta da Tijuca

Existem dezenas de trilhas, entre elas[12] [13] :

  • Caminho das Almas
  • Caminho da Cachoeira
  • Trilha da Caveira
  • Trilha da Cova da Onça
  • Estrada do Excelsor
  • Trilha do Anhanguera
  • Trilha do Tijuca
  • Trilha do Papagaio

Há uma grande diversidade de trilhas, com diferentes trajetos, níveis de dificuldade e duração. Algumas trilhas são circulares, de modo que o caminhante irá terminar a trilha em um ponto diferente do seu início. Em outros casos, os pontos de início e fim da caminhada são os mesmos. De acordo com a disposição do visitante, podem ser realizados circuitos, percorrendo-se grandes extensões no interior do Parque.

Fauna[editar | editar código-fonte]

Cobras, Lagartos, Cotias, Quatis, Beija-Flor, Tucanos, Aranhas, Lagartas, Centopeias, Urubus,Papagaios e alguns outros

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CASTRO MAYA, Raymundo Ottoni de. A Floresta da Tijuca. Rio de Janeiro: Bloch, 1967. 112p. il. mapa.
  • SIMAS AMON, Gabriel. Mirante do Excelsor. Tijuca, Rio de Janeiro: Bloch, 1990. 112p. mapa.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]