Quati-de-cauda-anelada

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Coati2.jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 LC pt.svg
Pouco preocupante (IUCN 3.1)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Carnivora
Família: Procyonidae
Género: Nasua
Espécie: N. nasua
Nome binomial
Nasua nasua
Linnaeus, 1766
Distribuição geográfica
South American Coati area.png

O quati (Nasua nasua), também chamado quati-de-bando,[1] é uma espécie que habita predominantemente as selvas sul-americanas e a parte meridional da América Central.

Identificação[editar | editar código-fonte]

É um mamífero relacionado com o guaxinim, mas esta espécie caracteriza-se por possuir um focinho comprido, algo semelhante a um porco e garras de urso. A sua pelagem é castanha clara ou negra, com o ventre mais claro, e frequentemente anéis brancos na cauda. A sua cabeça é delgada, com um longo nariz, orelhas pequenas, patas negras e cauda longa não preênsil usada para se equilibrar e fazer sinais.

Os adultos medem entre quarenta e 67 centímetros da cabeça à base da cauda, tendo esta de quarenta a sessenta centímetros adicionais. Medem cerca de trinta centímetros de altura nas espáduas e pesam entre três e oito quilogramas. O macho chega a atingir o dobro do tamanho da fêmea, apresentando caninos grandes e afiados. Tem membros fortes para subir às árvores e para escavar e é considerado inteligente. O seu habitat é muito variado, desde as florestas tropicais às pradarias de erva, do nível do mar até a alta montanha.

Alimentam-se à base de insectos que procuram no solo, entre ramos, folhas mortas e erva; comem também frutos e pequenos vertebrados. Caminham sobre os pés, tal como o urso-cinzento, mas, ao contrário do seu enorme parente, consegue descer das árvores de cabeça para baixo, graças às suas flexíveis articulações. Preferem dormir ou descansar em lugares elevados e em nichos. Dão à luz ninhadas de uma a seis crias num ninho construído num tronco de árvore, entre Outubro e Fevereiro.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 427