Guajará-Mirim

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Município de Guajará-Mirim
"Pérola do Mamoré"
"Cidade Verde"
Bandeira de Guajará-Mirim
Brasão de Guajará-Mirim
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 10 de abril
Fundação 10 de abril de 1929 (82 anos)
Emancipação 21 de setembro de 1943 (68 anos)
Gentílico guajaramirense
Padroeiro(a) Nossa Senhora do Seringueiro
Prefeito(a) Atalibio José Pegorini (PR)
(20092012)
Localização
Localização de Guajará-Mirim
Localização de Guajará-Mirim em Rondônia
Guajará-Mirim está localizado em: Brasil
Localização de Guajará-Mirim no Brasil
10° 46' 58" S 65° 20' 22" O10° 46' 58" S 65° 20' 22" O
Unidade federativa  Rondônia
Mesorregião Madeira-Guaporé IBGE/2008[1]
Microrregião Guajará-Mirim IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Norte: Nova Mamoré e Campo Novo de Rondônia
Leste: Governador Jorge Teixeira e São Miguel do Guaporé
Sul: Costa Marques e República da Bolívia
Oeste: República da Bolívia
Distância até a capital
Características geográficas
Área 24 855,652 km² [2]
Área urbana 14,31 km² (BR: 210º) – est. Embrapa[3]
População 41,933 hab. est. IBGE 2011[4]
Densidade 1,687
Altitude 128 m
Clima Equatorial Am
Fuso horário UTC−4
Indicadores
IDH 0,743 médio PNUD/2000[5]
Gini 0,470 est. IBGE 2003[6]
PIB R$ 506 105,073 mil IBGE/2008[7]
PIB per capita R$ 12 483,78 IBGE/2008[7]

Guajará-Mirim é um município brasileiro do estado de Rondônia. É o segundo maior município do estado em extensão territorial e o oitavo em população. Situada em uma das regiões das mais belas do Estado, Guajará-Mirim ganhou ao longo dos anos o apelido carinhoso de “Pérola do Mamoré”, transformando a cidade em um dos pontos mais apreciados para visitação e turismo.

Em maio de 2009, na cidade do Rio de Janeiro, Guajará-Mirim recebeu o título de Cidade Verde, outorgado pelo Instituto Ambiental Biosfera em razão de seu Mosaico de Áreas protegidas que fazem da Pérola do Mamoré um dos maiores municípios brasileiros em áreas preservadas. Outras 29 cidades brasileiras também receberam o prestigiado prêmio.

Índice

[editar] Geografia

Localiza-se a uma latitude 10º46'58" Sul e a uma longitude 65º20'22" Oeste, estando a uma altitude de 128 metros.

Sua área é de 24.856 km², sendo o segundo maior município do estado em extensão territorial, logo atrás de Porto Velho.

[editar] Clima

Gráfico climático para Guajará-Mirim
J F M A M J J A S O N D
 
 
295
 
31
22
 
 
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30
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190
 
31
22
 
 
95
 
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20
 
 
31
 
30
19
 
 
25
 
32
18
 
 
33
 
33
19
 
 
129
 
33
20
 
 
182
 
33
21
 
 
218
 
32
22
 
 
248
 
31
22
Temperaturas em °CPrecipitações em mm

















[editar] História

O Município de Guajará-Mirim, que em Tupi-guarani significa “Cachoeira Pequena”, tem sua história intimamente ligada à construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré.

[editar] Trajetória

Até o início do século XIX, “Guajará-Mirim era apenas uma indicação geográfica para designar o ponto brasileiro à povoação boliviana de Guayaramerin” (Vítor Hugo – Os Desbravadores). Naquela época, a povoação era conhecida como Esperidião Marques.

Em abril de 1878, em função do Tratado de Ayacucho, foram enviadas para Corumbá-MT as "Plantas Geográficas dos Rios Guaporé e Mamoré", sendo que a cartografia para delimitar os limites fronteiriços dos rios Guaporé e Mamoré foi levantada e apresentada pela 2ª Seção brasileira, sediada na mesma cidade, tendo sido todas chanceladas pelos Delegados brasileiros e bolivianos. Continuando a descrição diz Destas cabeceiras continuam os limites pelo leito do mesmo rio até sua confluência com o Guaporé, e depois pelo leito deste e do Mamoré até sua confluência com o Beni, onde principia o Rio Madeira. Em 1878 e 1879, houve troca de Notas da Chancelaria bolivana com a Embaixada do Brasil em La Paz, acusando o recebimento e aprovando a "Carta Geral", conforme ajustado na 7ª Conferência da Comissão Mista.

Em 17 de novembro de 1903, com a assinatura do Tratado de Petrópolis com a Bolívia, o Brasil se comprometia a construir uma estrada de ferro, ligando os portos de Santo Antônio do Rio Madeira, em Porto Velho, ao de Guajará-Mirim, no Rio Mamoré, destinada ao escoamento dos produtos bolivianos. Os direitos sobre tarifas seriam recíprocos e a localidade foi se tornando conhecida no país com repercussão no exterior.

No ciclo da borracha, a extração do látex foi, sem dúvida, ponto decisivo na vida do município. A construção do transporte ferroviário (Estrada de Ferro Madeira-Mamoré) veio acelerar o povoamento local, contribuindo no incremento da agricultura, além do extrativismo vegetal proporcionado pela vasta e rica vegetação natural existente. Estes e outros fatores, também de relevante importância influíram na subsistência da localidade.

Em 30 de abril de 1912, foi concluída a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré e inaugurada oficialmente em 1º de agosto do mesmo ano. Ainda naquele ano, a 8 de outubro, o Governo da Província de Mato Grosso instalou na localidade um posto fiscal, também com a incumbência de arrecadar impostos, sob as ordens do guarda Manoel Tibúrcio Dutra.

Em abril de 1917, chegou à região de Guajará-Mirim o capitão Manoel Teófilo da Costa Pinheiro, um dos membros da Comissão Rondon. Através dos meandros e lagos do rio Cautário, encontrou apenas algumas poucas centenas de seringueiros mourejando nos barracões da Guaporé Ruber Company, empresa que monopolizava a compra e exportação da borracha produzida na região, na época gerenciada pelo coronel da Guarda Nacional, Paulo Saldanha. Eram os barracões “Rodrigues Alves”, “Santa Cruz”, “Renascença” e outros localizados próximos ao Forte Príncipe da Beira. Nada mais havia, a não ser índios arredios que habitavam a região e, de quando em vez, atacavam os exploradores da seringa, que iam à represália procurando dizimá-los, criando rixas entre os grupos e subgrupos dos jauis, tupis, hauris e outros, sendo os pacaás-novos, do grupo jarú, os mais aguerridos nos combates com os colonizadores extrativistas.

Em 26 de junho de 1922, através da Resolução nº 879, o Presidente da Província de Mato Grosso transformou a povoação de Espiridião Marques em Distrito de Paz do município de Santo Antônio do Rio Madeira. Quatro anos mais tarde, em 12 de julho de 1926, a povoação foi elevada à categoria de cidade, por ato assinado também pelo então Presidente da Província de Mato Grosso, Mário Corrêa da Costa. Em 12 de julho de 1928, pela Lei nº 991, assinada pela mesma autoridade, o Distrito foi elevado à categoria de município e comarca com área desmembrada do município de Santo Antônio do Rio Madeira, tomando o nome de Guajará-Mirim, já usualmente designado pela população. O município foi oficialmente instalado em 10 de abril de 1929.

Em 13 de setembro de 1943, pelos Decretos Lei nº 5.812, o município de Guajará-Mirim passou a fazer parte integrante do Território Federal do Guaporé, criado nessa data. No dia 21 de setembro do mesmo ano, pelo Decreto Lei nº 5.839, a sua área territorial, somada a uma parte da área territorial do município de Mato Grosso-MT (ex-Vila Bela da Santíssima Trindade), passou a compor o novo município de Guajará-Mirim. Esta composição territorial e sua confirmação definitiva como parte integrante do Território Federal do Guaporé se deu em 31 de maio de 1944 através do Decreto-Lei nº 6.550.

Por intermédio do Decreto Lei, nº 7.470, de 17 de abril de 1945, o município de Guajará-Mirim e o município de Porto Velho passaram a fazer parte como os dois únicos municípios da divisão administrativa e judiciária do Território Federal do Guaporé.

[editar] Demografia

Sua população estimada em 2011 era de 41 933 habitantes, sendo assim, o oitavo município mais populoso do estado.

[editar] Economia

O PIB de Guajará-Mirim é de R$ 506.105.073,00 e o PIB Per capita R$ 12.483,78.[8]

Composição econômica de Guajará Mirim
Serviços
88,85%
Agropecuária
6,79%
Indústria
4,36%











Fonte: IBGE

[editar] Turismo

Inegavelmente Guajará-mirim possui a maior oferta de atrativos Turísticos do estado de Rondônia
  • Estrada de Ferro Madeira-Mamoré
  • Hotel Pakaas Palafitas Lodge
  • Atrativos Naturais como rios, mata preservada, balneários e parques
  • A fronteira com o país irmão Bolívia (além de atrações culturais, é possível comprar produtos importados do lado boliviano)
  • Passeios de barcos
  • Artesanato indigena (wariís), ribeirinhos e de seringueiros
Cultura
Atrações naturais
  • Gruta ou caverna dos Pacaás Novos.
  • Alto da Chapada dos Pacaás Novos - Torre da EMBRATEL.
  • Rio Pacaás Novos – apresenta o fenômeno das águas com o rio Mamoré.
  • Cachoeiras e Corredeiras – Guajará Mirim, Guajará-Açú, Bananeira, Pau Grande, Lage, Praia da Pedra da Morte e Praia das Três Bocas.
  • Parque Municipal Natural Serra dos Parecis
  • Praias fluviais durante o verão (de maio a novembro).
  • Mais de 93% da área total do Município é constituída de Unidades de Conservação (Terras Indígenas, Reservas Extrativistas e Biológicas), fazendo de Guajará Mirim um grande santuário de preservação de Fauna e Flora.
Datas comemorativas
Eventos culturais
  • Festas Juninas
  • Biketrilha
  • Boi Bumbá - O Duelo na Fronteira - agosto.
  • Festa da Castanha – julho
  • Expoagum – agosto/setembro
  • Festivais de Praias (Rio Pacaás Novos)
  • Encontro de Filhos e Amigos de Guajará-Mirim
  • Festival de Música Popular de Guajará Mirim – FEMPOGUAM.
  • GuajaráFolia
  • Semana da Pátria - Desfiles Cívicos Militar/Escolar (Bandas e Fanfarras)
  • Domingo da Família - Junho

[editar] Ver também

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Urbanização das cidades brasileiras. Embrapa Monitoramento por Satélite. Página visitada em 30 de Julho de 2008.
  4. Estimativa Populacional 2011. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2011). Página visitada em 13 de setembro de 2011.
  5. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  6. Indice GINI. Cidade Sat. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2000). Página visitada em 06 de agosto de 2011.
  7. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  8. IBGE. Título não preenchido, favor adicionar. Página visitada em 12 de maio de 2011.

[editar] Ligações externas

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