Itapiranga (Santa Catarina)

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Município de Itapiranga
"Itapira"
Bandeira de Itapiranga
Brasão de Itapiranga
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 18 de Fevereiro
Fundação 30 de dezembro de 1953 (60 anos)
Gentílico itapiranguense
Lema Progresso e União
Localização
Localização de Itapiranga
Localização de Itapiranga em Santa Catarina
Itapiranga está localizado em: Brasil
Itapiranga
Localização de Itapiranga no Brasil
27° 10' 08" S 53° 42' 43" O27° 10' 08" S 53° 42' 43" O
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregião Oeste Catarinense IBGE/2008 [1]
Microrregião São Miguel do Oeste IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Tunápolis, São João do Oeste, Barra do Guarita e El Soberbio (Argentina)
Distância até a capital 800 km
Características geográficas
Área 280,116 km² [2]
População 16 253 hab. IBGE/2014[3]
Densidade 58,02 hab./km²
Altitude 206 m
Clima Subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,775 (SC: 39º) – alto PNUD/2010[4]
PIB R$ 512 356,511 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 32 345,74 IBGE/2008[5]
Página oficial

Itapiranga é um município do extremo oeste do estado de Santa Catarina, no Brasil.

Toponímia[editar | editar código-fonte]

"Itapiranga" é um vocábulo de origem tupi: significa "pedra vermelha", através da junção de itá (pedra) e pyranga (vermelho)[6] .

História[editar | editar código-fonte]

Itapiranga nasceu da ideia dos dirigentes da Sociedade União Popular, do Rio Grande do Sul, de criar um núcleo de colonização para germânicos católicos na década de 1920. Depois de percorrer 150 quilômetros em embarcações rústicas, navegando pelos rios da Várzea e Uruguai, os desbravadores, chefiados pelo missionário padre Max Von Lassberg, chegaram a Porto Novo, que, em 10 de abril de 1926, se transformaria em Itapiranga.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Itapiranga localiza-se na latitude 27º10'10" sul e longitude 53º42'44" oeste, estando a uma altitude de 206 metros. Sua população estimada em 2014 era de 16 253 habitantes. Possui uma área territorial de 286,16 km².

Economia[editar | editar código-fonte]

A base da economia, que já foi calcada na extração da madeira, é, hoje, a agropecuária e a agricultura, com destaque para o cultivo de milho, soja, feijão e tabaco, além da criação de aves, suínos e principalmente o gado de leite. A diversificação econômica se firma com a instalação de indústrias frigoríficas e com a maior festa do município, a Oktoberfest, sendo a cidade o berço nacional da festa.

Esporte[editar | editar código-fonte]

No esporte, Itapiranga se destaca no Moleque Bom de Bola, onde já ficou 5 vezes campeão estadual, quatro no masculino (2003, 2004, 2007 e 2010) e uma no feminino (2002). Há, também, o Clube de Patinação Danúbio Azul, um dos clubes de patinação mais importantes do estado, que é reconhecido tanto por seu grupo de show que realiza apresentações em toda a região Sul do Brasil e também por patinadores que competem em campeonatos estaduais, nacionais e até convocações para campeonatos internacionais. No futebol se destaca o Clube amador da cidade Esporte Clube Cometa, que levou o titulo de campeão estadual de amadores Fase Oeste no ano de 1990, 2007 e 2009. No ano de 2009 ficou campeão da fase geral estadual do campeonato estadual de amadores. No ano de 2010, se destaca por ter sediado na cidade de Itapiranga, o Sul-Brasileiro de Futebol Amador, onde o time ficou Vice-Campeão. No interior do Município, se destacam o Harmonia de Lª Santo Antonio, Tetra-Campeão municipal. Maringá de Lª Santa Isabel com 2 Títulos. E o Esperança de Lª Sede Capela com os títulos de 2005 e 2007.

Língua minoritária[editar | editar código-fonte]

Itapiranga foi fundada por volta de 1920 por colonos católicos, teutófonos da chamada Altkolonie, a região do estado do Rio Grande do Sul inicialmente colonizada por alemães da região montanhosa do Hunsrück e outras regiões da Alemanha, começando em 1824. Portanto, a língua principal do município até algumas décadas atrás foi o dialeto alemão Hunsrückisch, quando este foi substituído, pela maioria dos seus habitantes, pela língua nacional, o português. Itapiranga tem um histórico similar ao de muitas comunidades no noroeste do Rio Grande do Sul. Em anos mais recentes, vem crescendo o interesse em proteger este regionalimo linguístico; para tal, estão surgindo textos nesta língua, que, até recentemente, permaneceu praticamente ágrafa.

O linguista brasileiro Cléo Vilson Altenhofen nasceu e cresceu em Harmonia, no Rio Grande do Sul, e o dialeto Hunsrückisch é sua língua materna ancestral. Em 2006, Cléo Vilson Altenhofen e a linguista Jaqueline Frey, natural de Itapiranga, também falante nativa do dialeto regional, compuseram um texto que ele proferiu perante o Congresso Nacional do Brasil, reivindicando melhores políticas públicas para com as línguas minoritárias do país. Segue um segmento de sua palestra: ... in mein Gemeind in Itapiranga, Santa Catarina, hott’s eenfach net die Chance gebb, in de Schul Deitsch se lenne - ich menne hiemit Hochdeitsch ... / "... infelizmente não havia a oportunidade de aprender alemão na escola – aqui me refiro ao Hochdeutsch ... " [7]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. Estimativa populacional 2014 IBGE Estimativa populacional 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2014). Visitado em 29 de agosto de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil (PDF) Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 3 de agosto de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
  7. Das bresilionische Deitsch unn die deitsche Bresilioner: en Hunsrickisch Red fo die Sprochrechte, Cléo V. Altenhofen/Jaqueline Frey; Revista Contingentia, Vol. 1, november 2006. 39-50 (ISSN 1980-7589)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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