Roque Gonzales

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Município de Roque Gonzales
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Fundação 12 de Julho de 1965
Gentílico roque-gonzalense
Lema Terra e sangue das Missões
Prefeito(a) Sadi Wust Ribas (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Roque Gonzales
Localização de Roque Gonzales no Rio Grande do Sul
Roque Gonzales está localizado em: Brasil
Roque Gonzales
Localização de Roque Gonzales no Brasil
28° 07' 51" S 55° 01' 33" O28° 07' 51" S 55° 01' 33" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Cerro Largo IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Porto Xavier, São Paulo das Missões, São Pedro do Butiá, Rolador, São Luiz Gonzaga, Dezesseis de Novembro Pirapó e Itacaruaré  Argentina.
Distância até a capital 547 km
Características geográficas
Área 346,622 km² [2]
População 7 206 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 20,79 hab./km²
Altitude 151 m
Clima Subtropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,749 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 87 288,584 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 735,49 IBGE/2008[5]
Página oficial

Roque Gonzales é um município do noroeste do estado brasileiro do Rio Grande do Sul.

Colonização e dialetos[editar | editar código-fonte]

Roque Gonzales foi colonizada inicialmente, em boa parte, por teuto-brasileiros (Deutschbrasilianisch) oriundo das antigas colônias alemãs (conhecidas como Altkolonien, em alemão) do leste do estado. Essa colonização teve seus princípios na primeira parte dos anos 1900 quando da instalação de uma usina hidrelétrica junto ao Salto Pirapó, Rio Ijuí.

Ainda hoje são falados os dialetos pomerano (Pommersch) e o Riograndenser Hunsrückisch ou Hunsrückisch platt. Estas são duas variantes dialetais do idioma alemão historicamente bem reconhecidas no sul do país. Esses dialetos regionais brasileiros têm as suas origens na região do Hunsrück, localizada no sudoeste da Alemanha, e na Pomerânia (Pommern), localizada no nordeste da Alemanha e no noroeste da Polônia, junto ao Mar Báltico.

Muito embora o bilingualismo esteja passando por um sério declínio no município de Roque Gonzales e em seus arredores, desde as últimas décadas, ainda assim, existem pessoas que sabem falar nos antigos dialetos regionais que tanto caracterizaram historicamente a região.

Outras etnias/idiomas de imigrantes como o polonês e o talian (um regionalismo italiano unicamente sul-brasileiro freqüentemente equiparado ao dialeto vêneto da Itália por causa de suas origens nele) também se fizeram presentes ao longo de sua história e desenvolvimento, mesmo que em menor escala.

Logicamente, os elementos luso e nativo sul-brasileiro também sempre estiveram presentes na história do município, sendo que o cultivo às tradições gaúchas é legendário em Roque Gonzales.

Entidades sociais do município[editar | editar código-fonte]

Veja abaixo algumas das mais importantes entidades sociais do município:

  • Centro de Tradições Gaúchas (CTG) Sentinela das Cascatas
  • Clube XV de Novembro
  • Esporte Clube Olaria
  • Roque Futebol Clube

Breve história[editar | editar código-fonte]

Antes da chegada dos imigrantes europeus, o povo mbyá-guarani habitava a região. A existência de artefatos, pedras-bolas e também lascas de pedra trabalhadas para sua incorporação em armas ou em ferramentas para a preparação de peles e outros produtos animais e vegetais na esfera doméstica são provas concretas da existência deste povo na região.

Outros grupos ou nações indígenas podem ter habitado a região no passado e provavelmente o fizeram. O povo mbyá-guaraní em seu sistema de crenças acreditava num e conceito da terra sem male. A vida nômade e/ou semi-nômade propiciava ou ajudava a construir estes valores. A natureza e os seus ciclos e a harmonia com todas as coisas de todos os reinos, do animal, do vegetal, inanimado, etc... tudo fazia parte da ampla estrutura espiritual indígena.

Mais tarde chegariam os padres jesuítas da Companhia de Jesus.

Religiosidade[editar | editar código-fonte]

O município de Roque Gonzales é ainda muito jovem. Inicialmente as igrejas Católica e Luterana foram as tradições dominantes na área. Mas nos últimos anos houve um aumento considerável de evangélicos pentecostais no município, destacando-se a igreja Assembleia de Deus. Existem ainda outros grupos religiosos minoritários.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Roque Gonzales é um município que conta com as águas do rio Uruguai e do Rio Ijuí. Roque Gonzales tem fronteira fluvial com a Argentina através do rio Uruguai e, conseqüentemente, mantém constante contato com pessoas da Argentina que por ali passam a caminho de outras partes do Brasil.

O Salto Pirapó é uma das belezas naturais da região, localizado não muito distante da cidade. A Usina Elétrica Pirapó faz parte da história do lugar, sendo que foi construída nos primórdios da colonização da região. Hoje o local também dispõe de duas áreas para acampamento, sendo que uma delas permite aos visitantes banhos de rio. O local é ideal para explorar a fauna e a flora às margens do Rio Ijuí.

Aspectos culturais[editar | editar código-fonte]

As emissoras de rádio argentinas, sobretudo com seus programas musicais de tango, chamamé, etc fazem parte da vida na região missioneira de Roque Gonzales.

Roque Gonzales também é a terra natal e de residência do escritor Nelson Hoffmann, autor de Eu Vivo de Ternuras, traduzido ao italiano como Io vivo di tenerezze. Nelson Hoffmann também é autor de várias outras obras literárias mais. O dístico Roque Gonzales, Terra e Sangue das Missões, adotado oficialmente pelo município de Roque Gonzales, também é de sua autoria.

Ao discutir Roque Gonzales, merece destaque o Premio Missões de literatura (antologias coletivas) organizado por João Weber Griebeler, editor do jornal local, o Jornal Igaçaba. João Weber Griebeler é autor do romance histórico Párias da História, seu segundo livro. O Jornal Igaçaba tem como um de seus grandes colaboradores o professor aposentado Egídio Irineu Szinvelski, residente em Rincão Vermelho, distrito de Roque Gonzales. Os seus artigos, depoimentos, críticas e elogios retratam exatamente o povo e a cultura de nossa região.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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