Amazonas

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Nota: Para outros significados de Amazonas, ver Amazonas (desambiguação).


Estado do Amazonas
Bandeira do Amazonas
Brasão do Amazonas
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do estado do Amazonas
Gentílico: amazonense

Localização do Amazonas

Localização
 - Região Norte
 - Estados limítrofes Roraima, Pará, Mato Grosso, Rondônia e Acre
 - Mesorregiões 4
 - Microrregiões 13
 - Municípios 62
Capital  Manaus
Governo 2007 a 2011
 - Governador(a) Eduardo Braga (PMDB)
 - Vice-governador(a) Omar José Abdel Aziz (PMN)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
 - Senadores Arthur Virgílio (PSDB)
Jefferson Praia (PDT)
João Pedro (PT)
Área  
 - Total 1.570.745,680 km² ()
População 2008
 - Estimativa 3.341.096 [1] hab. (15º)
 - Densidade 2,05 hab./km² (26º)
Economia 2006
 - PIB R$39.766.086 mil [2] (14º)
 - PIB per capita R$11.829 [2] ()
Indicadores 2005
 - IDH 0,780 (2005) [3] (13º) – médio
 - Esper. de vida 73,4 anos ()
 - Mort. infantil 25,9/mil nasc. (16º)
 - Analfabetismo 7,9% ()
Fuso horário UTC-4
Clima equatorial Af, Am
Sigla BR-AM
Site governamental www.amazonas.am.gov.br

Mapa do {{{nome_pt}}}

O Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a mais extensa delas, ocupando uma área de 1.570.745,680 km², pouco maior que a Mongólia e pouco menor que a área da Região Nordeste brasileira, com seus nove estados.

O estado está situado na região Norte do país e tem como limites a Venezuela e Roraima a norte, o Pará a leste, o Mato Grosso a sudeste, Rondônia a sul, o Acre a sudoeste), o Peru a oeste e a Colômbia a noroeste.

O Amazonas é um dos poucos estados brasileiros que não possuem litoral, mas é um dos que possuem a maior bacia hidrográfica e o maior rio do mundo, a Bacia Amazônica e o rio Amazonas.

Sua capital é a cidade de Manaus e outras localidades importantes são, Coari, Manacapuru, Tefé, Parintins, Itacoatiara, Tabatinga.

A área média dos 62 municípios do estado do Amazonas é de 25.335 km², superior à área do estado de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122.476 km² e o menor é Iranduba, com 2.215 km² e não estão às margens de rios como alguns afirmam, mas, isto sim, são cortados por grandes rios amazônicos, em cujas margens estão as localidades, as propriedades rurais e as habitações dos ribeirinhos.

O nome Amazonas é de origem indígena, da palavra amassunu, que quer dizer "ruído de águas, água que retumba". Foi originalmente dado ao rio que banha o Estado pelo capitão espanhol Francisco Orelhana, quando, ao descê-lo em todo o seu comprimento, em 1541, a certa altura encontrou uma tribo de índias guerreiras, com a qual lutou. Associando-se às Amazonas do Termodonte, deu-lhes o mesmo nome.[4]

Com mais de três milhões de habitantes, é o segundo estado mais populoso do Norte. Sua capital, Manaus, é a maior e mais populosa cidade da Amazônia.

Índice

[editar] História

Ver artigo principal: História do Amazonas
.

Pelo Tratado de Tordesilhas (1494), todo o vale amazônico se encontrava nos domínios da Coroa espanhola. A foz do grande rio só foi descoberta por Vicente Yáñez Pinzón, que a alcançou em fevereiro de 1500, seguido por seu primo Diego de Lepe, em abril do mesmo ano.

Em 1541, outros espanhóis, Gonzalo Pizarro e Francisco de Orellana, partindo de Quito, no atual Equador, atravessaram a cordilheira dos Andes e exploraram o curso do rio até ao Oceano Atlântico. A viagem, que durou de 1540 a 1542, foi relatada pelo dominicano frei Gaspar de Carvajal, que afirmou que os espanhóis lutaram com mulheres guerreiras, as icamiabas, que, das margens do rio Marañón, disparavam-lhes flechas e dardos de zarabatanas.[5]. O mito mulheres guerreiras às margens do rio difundiu-se nos relatos e livros, sem escopo popular algum[6], mesmo assim fazendo com que aquelas regiões viessem a receber o nome das guerreiras da mitologia grega, as amazonas - entre eles o maior rio da região, que passou a ser conhecido como rio das Amazonas.

Ainda no século XVI, registraram-se a expedição de Pedro de Ursua e Lope de Aguirre (1508-1561) em busca do lendário Eldorado (1559-1561).

Sem ocupação efetiva, além de algumas feitorias inglesas e holandesas explorando as chamadas "drogas do sertão", somente durante a Dinastia Filipina (1580-1640) a Coroa hispano-portuguesa se interessou pela região, com a fundação de Santa Maria das Graças de Belém do Grão-Pará (1616), sendo dignas de registro a expedição do Capitão-mor da Capitania do Grão-Pará e Cabo, Pedro Teixeira, que percorreu o grande rio do Oceano Atlântico até Quito, com 70 soldados e 1.200 indígenas, em quarenta e sete canoas grandes (1637-1639), e logo em seguida a de Antônio Raposo Tavares, cuja bandeira, saindo da Capitania de São Vicente, atingiu os Andes, retornando pelo rio Amazonas até Belém, percorrendo um total de cerca de 12.000 quilômetros, entre 1648 e 1651.

Com o objetivo de catequizar os indígenas, vários leigos e religiosos jesuítas espanhóis fundaram várias missões no território amazonense. Essas missões, cuja economia tinha como atividade a dependência do extrativismo e da silvicultura, foram os locais de origem dos primeiros mestiços da região. Sofreram posteriormente seguidas invasões de outros indígenas inconformados com a invasão ao seu território e de conquistadores brancos. Brancos, acompanhados por nativos, aprisionavam índios rivais para vendê-los como escravos. A destruição das missões espalhou a desmatação pelo território.

A partir do século XVIII, o Amazonas passou a ser disputado por portugueses e espanhóis que habitavam a bacia do rio Amazonas. Essa luta desencadeou a disputa pela posse da terra, o que motivou a formação de grandes latifúndios. A região do alto rio Amazonas foi considerada estratégica tanto para a diplomacia espanhola - por representar via de acesso ao Vice-reino do Peru -, quanto para a diplomacia portuguesa, especialmente a partir da descoberta de ouro nos sertões de Mato Grosso e de Goiás, escoado com rapidez pela bacia do rio Amazonas. É nesse contexto que se inserem as instruções secretas passadas por Sua Majestade ao Governador e Capitão General da Capitania do Grão-Pará, João Pereira Caldas, para que fossem fundadas sete feitorias pelo curso dos rios amazônicos, de Belém até Vila Bela do Mato Grosso e à capital da Capitania do rio Negro, para apoiar o comércio (contrabando), com as províncias espanholas do Orinoco (Venezuela), de Quito (Equador), e do Peru, comércio esse que antes se fazia com a Colônia do Sacramento (Instrução Secretíssima, c. 1773. Museu Conde de Linhares, Rio de Janeiro). A assinatura do Tratado de Madrid (1750) ratificou essa visão, tendo a Coroa portuguesa feito valer também na região o princípio do "uti possidetis", apoiado por uma linha de posições defensivas que, mesmo virtualmente abandonadas após o Consulado Pombalino (1750-1777) e durante o século XIX, legariam à diplomacia da nascente República brasileira os seus atuais contornos fronteiriços.

Dentro do projeto de ocupação do sertão amazônico, constituiu-se a Capitania Real de São José do Rio Negro pela Carta-régia de 3 de março de 1755, com sede na aldeia de Mariuá, elevada a vila de Barcelos em 1790. No início do século XIX, a sede do governo da Capitania foi transferida para a povoação da barra do Rio Negro, elevada a Vila da Barra do Rio Negro para esse fim, em 29 de março de 1808.

À época da Independência do Brasil em 1822, os moradores da vila proclamaram-se independentes, estabelecendo um Governo Provisório. A região foi incorporada ao Império do Brasil, na Província do Pará, como Comarca do Alto Amazonas em 1824.

Ganhou a condição de Província do Amazonas pela Lei n° 582, de 5 de setembro de 1850, sendo a Vila da Barra do Rio Negro elevada a cidade com o nome de Manaus pela Lei Provincial de 24 de outubro de 1848 e capital em 5 de janeiro de 1851.

A partir do século XIX, o território começou a receber migrantes nordestinos que buscavam melhores condições de vida na maior província brasileira. Atraídos pelo ciclo da borracha, os nordestinos se instalaram em importantes cidades amazonenses, como Manaus, Tabatinga, Parintins, Itacoatiara e Barcelos, a primeira capital do Amazonas.

[editar] Capitania junto com Grão-Pará

A ocupação do Amazonas se deu em povoamento esparso, por causa da floresta densa.

O Estado do Maranhão virou "Grão-Pará e Maranhão" em 1737 e sua sede foi transferida de São Luís para Belém do Pará. O tratado de Madri de 1750 confirmou a posse portuguesa sobre a área. Para estudar e demarcar os limites, o governador do Estado, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, instituiu uma comissão com base em Mariuá em 1754. Em 1755 foi criada a Capitania de São José do Rio Negro, no atual Amazonas, subordinada ao Grão-Pará. As fronteiras, então, eram bem diferentes das linhas retas atuais: o Amazonas incluía Roraima, parte do Acre e se expandia para sul com parte do que hoje é o Mato Grosso. O governo colonial concedeu privilégios e liberdades para quem se dispusesse a emigrar para a região, como isenção de impostos por 16 anos seguidos. No mesmo ano, foi criada a Companhia Geral do Comércio do Grão-Pará e Maranhão para estimular a economia local. Em 1757 tomou posse o primeiro governador da capitania, Joaquim de Melo e Póvoas, e recebeu do Marquês de Pombal a determinação de expulsar à força todos os jesuítas (acusados de voltar os índios contra a metrópole e não lhes ensinar a língua portuguesa).

Em 1772, a capitania passou a se chamar Grão-Pará e Rio Negro e o Maranhão foi desmembrado. Com a mudança da Família Real para o Brasil, foi permitida a instalação de manufaturas e o Amazonas começou a produzir algodão, cordoalhas, manteiga de tartaruga, cerâmica e velas. Os governadores que mais trabalharam pelo desenvolvimento até então foram Manuel da Gama Lobo d'Almada e João Pereira Caldas. Em 1821, Grão Pará e Rio Negro viraram a província unificada do Grão-Pará. No ano seguinte, o Brasil proclamou a Independência.

Em meados do século XIX foram fundados os primeiros núcleos que deram origem às atuais cidades de Itacoatiara, Parintins, Manacapuru e Careiro e Moura. A capital foi situada em Mariuá (entre 1755-1791 e 1799-1808), e em São José da Barra do Rio Negro (1791-1799 e 1808-1821). Uma revolta em 1832 exigiu a autonomia do Amazonas como província separada do Pará. A rebelião foi sufocada, mas os amazonenses conseguiram enviar um representante à Corte Imperial, Frei José dos Santos Inocentes, que obteve no máximo a criação da Comarca do Alto Amazonas. Com a Cabanagem, em 1835-1840, o Amazonas manteve-se fiel ao governo imperial e não aderiu à revolta. Como espécie de recompensa, o Amazonas se tornou uma província autônoma em 1850, separando-se definitivamente do Pará. Com a autonomia, a capital voltou para esta última, renomeada como "Manaus" em 1856.

[editar] Geografia

Geografia do Amazonas
Ficha técnica
Área 1.570.745,1 km²
Relevo planície, planaltos e depressões no resto do território.
Ponto mais elevado Pico da Neblina (3.014 m).
Rios principais Amazonas, negro, Solimões, Purus, Madeira, Juruá, Içá, Uaupés, Japurá.
Vegetação mata de terra firmes no litoral, Várzea e Igapó no resto do território.
Clima clima equatorial e tropical úmido no Sul do estado.
Municípios mais populosos Manaus (1.709.010), Parintins (105.742), Itacoatiara (87.896), Manacapuru (85.279), Coari (67.055), Tefé (64.703), Maués (48.808), Autazes (48.456), Tabatinga (47.051), Manicoré (45.996) - 2008.
Hora local -4
Gentílico amazonense

O estado do Amazonas caracteriza-se por ser o maior do Brasil, com uma superfície atual de 1.570.745 km². Grande parte dele é ocupado por reserva florística e a outra é representada pela água. O acesso à região é feito principalmente por via fluvial ou aérea. O clima é equatorial úmido, com temperatura média/dia/anual de 26,7 °C, com variações médias entre 23,3 °C e 31,4 °C. A umidade relativa do ar fica em torno de 80% e o Estado possui apenas duas estações bem definidadas: chuvosa (inverno) e seca ou menos chuvosa (verão). É cortado pela linha do equador ao norte e seu fuso horário é de -4 horas em relação a hora mundial GMT. No Brasil, o estado faz parte da região Norte, fazendo fronteiras com os estados de Mato Grosso, Rondônia e Acre ao sul, Pará ao leste e Roraima ao norte, além das repúblicas do Peru, Colômbia e Venezuela ao sudoeste, oeste e norte, respectivamente.

[editar] Relevo

Apresenta um relevo relativamente elevado, já que 85% de sua superfície está entre menos de cem metros de altitude. O ponto mais alto do estado é o Pico da Neblina com 3.014,39 metros de altitude.Tem ao mesmo tempo as terras mais altas, como o pico da Neblina, com 3014m e o pico 31 de Março, com 2.992m de altitude, e uma grande porcentagem de terras baixas, comparando à outros estados do Brasil. Amazonas, negro, Solimões, Purus, Madeira, Juruá, Içá, Uaupés e Japurá são seus rios principais.

O estado do Amazonas está situado sobre uma ampla depressão, com cerca de 600 km de extensão no sentido sudeste-noroeste, orlado a leste por uma estreita planície litorânea de aproximadamente quarenta quilômetros de largura média. O planalto desce suavemente para o interior e se divide em três seções: o planalto, a depressão interior e o planalto ocidental, que formam, ao lado da planície, as cinco unidades morfológicas do estado.

[editar] Geologia

De um modo geral, os solos amazonenses são relativamente pobres. Os solos mais propícios à utilização agrícola encontram-se em Humaitá, Apuí, Lábrea e em outros municípios do Sul do Estado.

[editar] Clima

A imagem mostra o complexo da Região Hidrográfica do Amazonas, a maior bacia hidrográfica do mundo (clique para ampliar e ver detalhes)

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No Brasil, país caracteristicamente tropical, o Amazonas é dominado pelo clima equatorial, predominante na Amazônia. As estações do ano apresentam-se bastante diferenciadas e a amplitude térmica anual é relativamente alta, variando de 28°C no litoral do Pará até 40°C no oeste amazonense. As chuvas, em quase toda a região, distribuem-se com relativa regularidade pelo ano inteiro mas podem-se encontrar também características de tropicalidade no Sul do estado.

Os ventos também afetam as temperaturas. No verão, sopram os ventos alísios vindos do Sudeste, que por serem quentes e úmidos, provocam altas temperaturas, seguidas de fortes chuvas; no inverno, as frentes frias são geralmente seguidas de massas de ar vindas da Linha do Equador e trazem um vento quente.

[editar] Vegetação

Sobressaem matas de terra firme, várzea e igapós. Toda essa vegetação faz parte da extensa e maior floresta tropical úmida do mundo: A Hiléia Amazônica. Os solos são de terra firme – do tipo lateríticos: solos vermelhos das zonas úmidas e quentes, cujos elementos químicos principais são hidróxido de alumínio e ferro, propícios à formação de bauxita e, portanto, pobres para agricultura. Solos de várzea – são os mais férteis da região. São solos jovens, que periodicamente são enriquecidos de material orgânico e inorgânico, depositados durante a cheia dos rios. A flora do Estado apresenta uma grande variedade de vegetais medicinais, dos quais destacam-se andiroba, copaíba e aroeira. São inúmeras as frutas regionais e entre as mais consumidas e comercializadas estão: guaraná, açaí, cupuaçu, castanha-do-brasil (castanha-do-pará), camu-camu, pupunha, tucumã, buriti e taperebá.

A onça-pintada é um mamífero típico da Amazônia brasileira

O Amazonas tem 98% da sua área florestal intacta, pois sua vocação econômica foi desviada para outras atividades a partir da reorganização e ampliação da Zona Franca de Manaus em 1967. Os governos têm procurado incentivar o chamado desenvolvimento sustentável, voltando-se para a preservação do legado ecológico. Existe um esforço para manter os projetos agropecuários dentro dos limites da preservação ambiental, enquanto que a valorização do manejo da floresta como fonte de renda contribuiu para que o Amazonas enfrentasse o desafio de reduzir o desmatamento em 21% em 2003, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – INPE.

[editar] Hidrografia

O Amazonas é banhado pela bacia hidrográfica Amazônica. Os principais rios são: rio Negro (que banha a cidade de Manaus), rio Amazonas, rio Solimões, rio Madeira, rio Juruá, rio Purus, Içá, Uaupés e Japurá todos integrantes da bacia hidrográfica.

Veja a lista de rios do Amazonas.

Aqui, encontram-se os dois maiores arquipélagos fluviais do mundo em quantidade de ilhas, Mariuá, com 1200, e Anavilhanas[7], com 400, situados no Rio Negro.

Encontro das águas
O encontro do Rio Solimões com o Rio Negro, visto do espaço.
Diferentes densidades e temperaturas criam uma "fronteira" por quilômetros rio Amazonas abaixo.

A confluência entre o rio Negro, de água preta, e o rio Solimões, de água barrenta, resulta em um fenômeno popularmente conhecido como Encontro das Águas, que é uma das principais atrações turísticas da cidade de Manaus e Parintins.

Há dezenas de agências de turismo que oferecem passeios regionais, em roteiros que costumam incluir uma volta pelos igarapés da região. Se o passeio for feito em um barco pequeno, o visitante pode pôr a mão na água, durante as travessias, e sentir que, além de cores, os rios têm temperaturas diferentes.

Em Manaus, em frente ao Encontro das Águas, está em construção uma estrutura turística projetada por Oscar Niemeyer, que contém mirantes destinados à contemplação desse magnífico fenômeno natural.

[editar] Ecologia

O Amazonas possui uma grande Reserva Biológica inundada, a Reserva de Desenvolvimento Sustentável de Mamirauá[8].

A vasta fauna possui felinos, como as onças, grandes roedores, como as capivaras, aves, quelônios, répteis e primatas. O maior desses animais é a anta e todos constituem fonte de alimento para as populações rurais. Alguns encontram-se ameaçados de extinção e são protegidos por órgãos especiais dos governos.

Das milhares de espécies de peixes da Amazônia, com algumas ainda desconhecidas ou sob estudo, as mais exploradas são: tambaqui, jaraqui, curimatã, pacu, tucunaré, pescada, dourado, surubim, sardinha e pirarucu (bacalhau da Amazônia).

[editar] Parques nacionais

[editar] Parques estaduais

[editar] Demografia

Demografia do Amazonas
Ficha técnica
Área 1.570.745,680 km²[9].
População 3.341.096 hab. (2007)[10].
Densidade 2,05 hab/km² (2007).
Crescimento demográfico 2,7% ao ano (1991-2000).
População urbana 78,4% (2000).
Domicílios 708.105.627 (2000).
Carência habitacional 50.015 (est. 2000).
Acesso à água 83,05%;
Acesso à rede de esgoto 58% (2005).
IDH 0,780 (2008).
Número de Municípios 62[11].

Segundo estimativas do IBGE, em 2008 o estado do Amazonas possuía 3.341.096 habitantes[1] e uma densidade populacional de 2,05 hab./Km². Toda essa populacão representa 1,8% da população brasileira. O estado alcançou um grandíssimo crescimento populacional no início do século XX, devido ao período da áurea da borracha, e após a instalação do Pólo Industrial de Manaus, na década de 1960. O estado ainda mantém taxas populacionais superiores à média nacional. Na década de 1950 o estado teve um crescimento populacional de 3,6% ao ano, enquanto o Brasil manteve um crescimento de 3,2%. No período compreendido entre os anos de 1991 e 2000, o Amazonas cresceu 2,7% ao ano enquanto a média nacional manteve-se em 1,6%. Para 2010, a estimativa é de 3.473.856 habitantes.

De acordo com o censo de 2000, dos 3,3 milhões de habitantes do estado 78,4% vive em cidades, enquanto 17,3% da população vive no campo. A composição da população amazonense por sexo, mostra que para cada 100 mulheres residentes no estado existem 96 homens, esse pequeno desequilíbrio entre os dois sexos ocorre porque as mulheres possuem uma expectativa de vida oito anos mais elevada que a dos homens. Porém, o fluxo migratório para o estado é de maioria homens.

Ano Habitantes[1]
1872 57.610
1890 147.915
1900 249.756
1920 363.166
1940 438.008
1950 514.099
1960 708.459
1970 955.235
1980 1.430.089
1991 2.103.243
1996 2.389.279
2000 2.813.085
2006 3.311.026
2007 3.221.940
2008 3.341.096

A capital, Manaus, é a maior cidade da Região Norte, com cerca de 1,7 milhão de habitantes,[1] seguida por Belém com 1,4 milhão de habitantes. Manaus, uma das que mais recebem migrantes no Brasil, cresce desordenadamente com muitas áreas ocupadas de forma ilegal por invasões.

O Amazonas é o segundo maior colégio eleitoral do norte brasileiro, com 1.911.593[12] (IBGE/2008) eleitores em todo o estado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

[editar] Etnias

A forte imigração no final do século XIX e início do século XX, trouxe ao estado pessoas de todas as partes do mundo. Dos mais de cinco milhões de imigrantes que desembarcaram no Brasil, alguns milhares se fixou no estado do Amazonas.

A população descende principalmente de imigrantes europeus (sobretudo portugueses, italianos e espanhóis). Também há comunidades de povos do Oriente Médio (árabes e judeus) e Ásia Oriental (japoneses), além de uma pequena comunidade de afrodescendente.

Muitas pessoas de outros estados brasileiros também migram para o Amazonas em busca de trabalho ou melhores condições de vida. Em sua maior parte são pessoas oriundas do Nordeste, nas cidades do interior, e migrantes vindos de São Paulo e do Sul, na região metropolitana.

Cor/Raça Porc. (%)[13]
Parda 70.3%
Branca 21.0%
Preta 4.3%
Amarela ou indígena 4.2%

[editar] Indígenas

Segundo dados apresentados pela Funai o Amazonas possui cerca de 103.066 indígenas, divididos em 65 etnias, que correspondem a 4,0% da população total do estado. O município amazonense que possui o maior número de indígenas é São Gabriel da Cachoeira, onde existem 23 mil índios, e é onde encontramos o segundo idioma mais falado no Brasil, o dos Tucanos.

[editar] Pardos

No estado do Amazonas os pardos são numerosos, sendo que 70% da população é constituída por eles. O mais característico é o caboclo. Inicialmente nascido da mestiçagem entre indígenas e europeus, a partir do século XIX, também miscigenou-se com nordestinos. Os imigrantes sulistas, predominantemente brancos, que chegaram ao estado no final do século XX, têm sido também mestiçados com a população cabocla. O Dia do Mestiço (27 de junho)[14] e o Dia do Caboclo (24 de junho) são datas oficiais no estado.[15]

[editar] Afrodescendentes

Segundo dados do Censo 2000 do IBGE, [16] (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 70,3% dos amazonenses se declararam pardos, 21% brancos, 4,3% negros e apenas 4,2% se avaliaram amarelos ou indígenas. Os afrodescendentes no estado vivem em sua maioria em Manaus.

[editar] Imigrantes

Portugueses

Os portugueses e seus descendentes, formam os principais colonizadores do Amazonas, por serem os únicos que não sofrem restrições numéricas de entrada no Brasil. Aos portugueses, devemos a nossa língua, a religião, a base de nossa organização política, a cultura e a base de nossas instituições jurídicas. Estão presentes em todo o Amazonas.

Espanhóis

No estado do Amazonas, além de se concentrarem na região de Manaus e de Presidente Figueiredo, descendentes de espanhóis são encontrados na fronteira com a Colômbia e a Venezuela, principalmente na região de Tabatinga.

Árabes e judeus

A formação da comunidade árabe e judaica nesta região começou impulsionada pela pobreza e perseguição sofrida pelos judeus e árabes no Marrocos e Oriente Médio. Devido a uma confluência de condições políticas que facilitaram suas saídas para o Brasil, muitos imigraram rumo ao Amazonas, em busca de riquezas e liberdade religiosa. Durante cem anos, de 1810 a 1910, esses imigrantes espalharam-se por diversas cidades da Amazônia, principalmente Belém e Manaus. Ajudaram e participaram da construção da história da região, marcada na época pelo ciclo da borracha. Cerca de 280 mil pessoas possuem origens árabes ou judaicas no Estado.[17]

Japoneses

Os japoneses começaram a se instalar no Amazonas a partir de 1923. Com o fim do ciclo da borracha, era necessário uma nova técnica de cultivo e introdução de produtos agrícolas que se estabelecessem como fonte para o desenvolvimento econômico do estado. Assim, o Governo do Amazonas na época cedeu 1,030 milhão de hectares a serem divididas entre os imigrantes japoneses que desejassem fazer cultivo do solo. Chegaram ao Amazonas os primeiros imigrantes, dirigindo-se a cidades como Maués, Parintins, Itacoatiara, Presidente Figueiredo, Novo Airão e Manaus. Maués era então, a cidade com o maior fluxo de imigração japonesa e onde eles iniciaram o cultivo do guaraná, porém, em 1941, houve uma epidemia de malária matando várias famílias. Outras famílias imigraram para Parintins, onde dividiram vários hectares de terra com os "koutakusseis", jovens europeus estudantes de agronomia, provenientes de famílias de classe alta que imigraram para o Amazonas no intuito de se fixarem para sempre. Estima-se que existam no Amazonas, 160.000 descendentes e imigrantes japoneses.[18].

Chineses

Os chineses, em menor número, concentraram-se mais nas cidades e têm vindo principalmente de Taiwan. Atualmente é difícil encontrar chineses "puros" no Amazonas. A maioria deles já miscigenou-se com brancos, negros e indígenas e tornaram-se mestiços brasileiros.

Africanos

A imigração africana na Região Norte do Brasil foi praticamente inexistente. Alguns milhares de escravos africanos foram trazidos ao Amazonas, muitos eram mulatos miscigenados nos diversos estados por onde passavam.

[editar] Migrantes

Nordestinos

Os nordestinos têm sido, desde o século XIX, o mais numeroso grupo de migrantes nacionais para o Amazonas. Foram decisivos na economia (borracha, juta, comércio) e na constituição da identidade amazonense, mestiçando-se com a população local, além de fundamentais na participação do Amazonas na conquista do Acre. O boi-bumbá é uma marca da influência nordestina no folclore do estado.

Os maranhenses e paraenses são a maioria dos migrantes que vem para o Amazonas em busca de emprego.[19]

Sulistas

Os sulistas estabeleceram-se principalmente em Manaus e na região Sul do estado. Os gaúchos residentes no estado são em sua maioria moradores da Região Metropolitana de Manaus. No sul do estado, também vivem um grande número de migrantes gaúchos e paranaenses.Em Apuí, encontramos fortes traços culturais gaúchos, que para lá migraram na década de 1990 e ainda migram nos dias de hoje. A ocupação do estado por sulistas foi grande, da mesma forma que a migração para os estados de Mato Grosso e Rondônia.

[editar] Religião

Tal qual a variedade cultural verificável no Amazonas, são diversas as manifestações religiosas presentes no estado. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos amazonenses se declara católica, é possível encontrar atualmente no estado dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do judaísmo, do islamismo, espiritismo, entre outras. Nos últimos anos, o budismo, o mormonismo e as religiões orientais tem crescido bastante no Amazonas. Estima-se que encontram-se mais de mil seguidores budistas, seichonoitas e hinduístas pelo território. Também é visível que o estado possua uma enorme quantidade de evangélicos e cristãos.

[editar] Protestantes

A predominância do catolicismo romano, tende a decrescer quando se leva em conta a recente ascensão do protestantismo. A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Presbiteriana, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Evangélica Pentecostal O Brasil Para Cristo,Igreja Internacional da Graça de Deus, Igreja Assembléia de Deus, Igreja de Deus Pentecostal do Brasil, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Metodista, Igreja Adventista do Sétimo Dia e a Igreja Episcopal Anglicana.

Além dessas, grande parte declara-se seguidores de outras religiões, tais como: Os santos dos Últimos Dias ou mórmons; as testemunhas de Jeová; os messiânicos; os judeus; os esotéricos; os muçulmanos e os espiritualistas. Há um considerável avanço dessas religiões. Em Manaus, está sendo construído um templo mórmon, o 6º no Brasil.[20]

[editar] Economia

Ver artigo principal: Economia do Amazonas
Economia do Amazonas
Ficha técnica
Participação no PIB nacional 01.65%% (2006).
PIB per capita R$ 11.829(2006).
Composição do PIB
Agropecuária 6,1% (1999).
Indústria 56,7% (1999).
Serviços 37,2% (1999).
Telecomunicações
Telefonia fixa 1,4 milhão de linhas (est. 2008).
Celulares 700 mil (est. 2008).

Em 2005, posicionou-se como a 14ª unidade mais rica do Brasil em PIB, superando Mato Grosso, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas, Sergipe, Rondônia, Piauí, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.Atualmente, o Amazonas lidera o crescimento e a alta industrial no Brasil[21]

A economia baseia-se na indústria, no extrativismo, inclusive de petróleo e gás natural, mineração e pesca. Com relação ao extrativismo, grande impulso na vida econômica e na colonização da região amazônica foi dado com a exploração do látex, durante o ciclo da borracha.

Na atualidade, através do calendário de feiras nacionais e internacionais da Amazônia, sob a sigla - FIAM - na Suframa, atrai diferentes investidores, brasileiros e de outras nacionalidades, a investir nos diferentes pólos tecnológicos existentes na região e, principalmente, no Pólo Industrial de Manaus (PIM), em franco desenvolvimento, e os estrangeiros podem conhecer grandes oportunidades de negócios que o potencial econômico da Amazônia proporciona e é capaz de oferecer, como sua infra-estrutura, mão-de-obra qualificada e várias outras vantagens competitivas

Evolução do PIB e do PIB per capita do Amazonas
Anos PIB
(em reais)
PIB per capita
(em reais)
2002 21.791.162 7.253
2003 24.977.170 8.100
2004 30.313.735 9.658
2005 33.359.086 10.320
2006 39.766.086 11.829

As feiras promovem o potencial econômico da região, inclusive produtos industrializados de ponta e regionais, feitos com base em matérias-primas locais, assim como atrativos turísticos, visando o desenvolvimento sustentável, estimulando o intercâmbio comercial, cultural, científico e tecnológico. No ano de 2005, o Amazonas registrou o décimo quinto maior PIB do Brasil, estimado em 33,6 bilhões de reais.[2]

[editar] PIB dos municípios

Esta lista se refere aos 6 municípios do estado do Amazonas com PIB superior a R$ 250 milhões de reais. Os valores referem-se ao ano de 2005, segundo o IBGE[2], e os dados demográficos, a 2008.

Posição Cidade PIB em reais População* Base da economia
1 Manaus 27.214.213 1.709.010 Indústria, comércio e turismo
2 Coari 980.166 67.055 Indústria farmoquímica, petróleo e gás natural
3 Itacoatiara 455.619 87.896 Indústria, comércio, prestação de serviços, turismo e agropecuária
4 Parintins 312.226 105.742 Agropecuária, turismo e indústria
5 Presidente Figueiredo 303.882 25.474 Prestação de serviços e turismo.
6 Manacapuru 282.213 85.279 Agropecuária, comércio e prestação de serviços

Manaus é a sétima cidade com maior PIB no Brasil[2].

[editar] Transportes

No Amazonas, os rios são as estradas e as enormes distâncias são medidas em horas ou em dias de viagem de barco.

[editar] Aeroportos

Todos os municípios possuem pistas para operações de aeronaves, sendo que a maioria é servida por aeroportos, havendo em Manaus e Tabatinga os únicos aeroportos internacionais no Amazonas.

Manaus conta com o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, nos moldes dos construídos na década de 1980. É o segundo maior aeroporto da região Norte e o terceiro em movimentação de cargas do Brasil (atrás apenas de Guarulhos e Viracopos)[22].

[editar] Rodovias

[editar] Política

Política do Amazonas
Ficha técnica
Governador Eduardo Braga (PMDB).
Vice-Governador Omar Aziz
Senadores Arthur Virgílio Neto (PSDB)

João Pedro (PT)
Jefferson Praia (PDT)

Deputados federais 08
Deputados estaduais 24
Eleitores 1.911.593 (2008).
Sede do governo
Nome Palácio do Governo
Página governamental
Endereço http://www.amazonas.am.gov.br

A história da política no estado brasileiro do Amazonas confunde-se, muitas vezes, com a política do país - e boa parte dela equivale à mesma, uma vez que o estado pertenceu ao Grão-Pará e a região onde se encontra o Amazonas foi anexado ao Brasil logo após a independência.

Contando sempre com expoentes no cenário político nacional, o Amazonas conta com a menor representatividade comparando aos demais estados da Federação.

Durante o regime militar, o estado ganhou um grandíssimo avanço populacional e econômico, principalmente após a instalação da Zona Franca de Manaus.

[editar] Poder Executivo

O poder executivo é exercido pelo governador Eduardo Braga (no cargo até 2010) e pelo vice-governador Omar Aziz, com o auxílio dos secretários de estado. O Palácio do Governo, situado no bairro da Compensa, é a sede do governo.

[editar] Poder Legislativo

O poder legislativo é exercido pela Assembléia Legislativa, constituída pelos representantes do povo (deputados estaduais) eleitos em votação direta para o mandato de quatro anos. A Assembléia Legislativa do Amazonas possui vinte e quatro Deputados Estaduais.

[editar] Assembléia Legislativa

Cabe à Assembléia Legislativa, com a sanção (aprovação) do governador do estado, dispor sobre todas as matérias de competência do estado e especificamente sobre:

  • Tributos, arrecadação e distribuição de rendas;
  • Planos e programas estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
  • Criação, transformação, extinção de cargos, empregos e funções públicas na administração direta, autárquica e fundacional e fixação da renumeração, observados os parâmetros estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias;
  • Organização judiciária do Ministério Público, da Procuradoria-Geral do Estado, da Defensoria Pública, do Tribunal de Contas, da Polícia Militar, da Polícia Civil e demais órgãos da administração pública;
  • Normas suplementares de direito urbanístico, bem como de planejamento e execução de políticas urbanas.

[editar] Tribunal de Contas

O Tribunal de Contas, através de seus Conselheiros, auxilia a Assembléia Legislativa na apreciação das contas prestadas anualmente pelo governador do estado, no julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis (fundações, empresas etc.) por dinheiro, bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e sociedades instituídas e mantidas pelo Poder Público estadual, e as contas que derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário público.

Além deste, possui o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), que auxilia as Câmaras municipais na apreciação das contas dos respectivos executivos.

[editar] Poder Judiciário

O Tribunal de Justiça possui sede na capital, em prédio denominado Palácio da Justiça, situado no Centro Histórico de Manaus. A justiça do trabalho está ligada a 12ª região, que compreende todo o estado e possui sede na capital. A Justiça Federal está vinculada à primeira região com sede em Brasília.

[editar] Governadores recentes

[editar] Subdivisões

O Amazonas possui em sua divisão política sessenta e dois municípios, agrupados geograficamente pelo IBGE em seis mesorregiões e treze microrregiões.

  • Economicamente e pelo governo do Amazonas na região Metropolitana de Manaus, Baixo Amazonas, Alto Solimões, Alto Rio Negro, Calha do Juruá e Purus.

[editar] Cultura

[editar] Artes

O Teatro Amazonas, mandado construir pelo governador Eduardo Ribeiro, cafuzo natural do Maranhão, é um perfeito exemplo da opulência existente no apogeu do ciclo da borracha. Manaus e Parintins possuem fortes traços da imigração japonesa em sua cultura. O Festival Folclórico de Parintins também é um destaque na cultura amazonense, sendo uma grandiosa referência nacional.

[editar] Lendas

Ver artigo principal: Lendas do Amazonas

[editar] Educação

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006[24]
Média
30,85 (26º)
36,90
49,73 (18º)
52,08
2007[25]
Média
42,87 (26º)
51,52
54,09 (20º)
55,99
2008[26]
Média
34,56 (27º)
41,69
58,50 (14º)
59,35

O Amazonas possui várias instituições educacionais, sendo que as mais renomadas delas estão localizadas principalmente na Região Metropolitana de Manaus e em outras cidades de médio porte. Na lista de estados brasileiros por taxa de alfabetismo, o Amazonas aparece em oitavo lugar, com 7,8% de sua população analfabeta. O estado melhorou significativamente nesse ranking na última década. Em 2001, aparecia em décimo quinto lugar, com 15,5% de sua população analfabeta [27].

[editar] Ensino superior

O estado do Amazonas conta, entre outras, com as seguintes entidades de ensino superior:

Públicas
Privadas
  • Centro Universitário do Norte (Uninorte)
  • Universidade Paulista (UNIP)
  • Faculdade Metropolitana de Manaus (FAMETRO)
  • Centro Integrado de Ensino Superior do Amazonas (CIESA)
  • Uni Nilton Lins
  • Faculdades Salesianas Dom Bosco
  • Faculdades La Salle
  • Faculdades Marta Falcão
  • [Escola Superior Batista do Amazonas (ESBAM)
  • ULBRA

Centro de Ensino Superior Fucapi (CESF)

  • Faculdade de Odontologia de Manaus (FOM-CEPEGRAM )
  • Faculdade Tahirí
  • Faculdades Boas Novas
  • Faculdade CIEC-IAES
  • Faculdade UNIMATERDEI
  • Faculdades Literatus
  • Fundação Getúlio Vargas (ISAE - FGV)
  • IDAAM - GAMA FILHO
  • Faculdade Batista Ida Nelson (FABIN)

[editar] Culinária

Pato no Tucupi, um dos pratos típicos da Amazônia.

Tem sua base na mandioca, influência indígena que trouxe as técnicas de plantio e cultivo. A mandioca acaba transformando-se em farinha-d'água, beijus, pirões e mingaus. Outros pratos típicos amazonenses são:

[editar] Frutas

Açaí, uma das deliciosas frutas amazônicas.

O Amazonas apresenta mais de uma centena de espécies comestíveis, são as denominadas frutas regionais, e em muitas vezes apresentando um exótico sabor para as suas sobremesas.É no Amazonas que se encontra a maior diversidade de frutas do mundo. O Araçá-boi, fruta nativa do Amazonas e da Amazônia Legal, tornou-se bastante apreciada pelo mercado internacional.[28]

A seguir, algumas das frutas nativas:

[editar] Centros urbanos

Cidades mais populosas (IBGE 2008)
Manaus 1.709.010
Parintins 105.752
Itacoatiara 87.896
Manacapuru 85.279
Coari 67.055
Tefé 64.703
Maués 48.808
Tabatinga 47.051
Manicoré 45.996
São Gabriel da Cachoeira 40.806

[editar] Problemas atuais

Os problemas que atualmente assolam o Amazonas estão interligados. Em primeiro lugar, grande parte da população não teve acesso à educação básica, que lhe permitisse ingressar no mercado de trabalho ou desenvolver adequadamente seus negócios próprios. O pouco esclarecimento dos chefes de família, a falta de recursos financeiros e a não organização do Estado para dar educação a todos fez que grande contingente da população não alcançasse o nível de educação desejado.

Esse contingente populacional se obrigou a buscar trabalho mal remunerado, muitas vezes trabalhos como autônomos, o que não dá garantias trabalhistas nem previdenciais e sociais.

Também o abandono da infra estrutura de estradas que interligariam o estado ao restante do país, como por exemplo, a BR-319. Na capital, Manaus, vários bairros surgiram de invasões de terra causadas por famílias sem moradia e a cidade cresceu, em grande parte, desordenadamente, principalmente nas regiões leste e norte da cidade, agravando os problemas pela concentração da pobreza em bairros de posseiros, onde grassam os problemas com alcoolismo, criminalidade e consumo de tóxicos.

Cabe ao Estado reinvestir de forma adequada os recursos provenientes dos tributos, reduzindo a distância entre ricos e pobres. Oferecendo boas condições de educação, saúde e habitação aos menos favorecidos, corrige-se aos poucos a injustiça que ocorre com a predominância de poucos detentores do capital sobre muitos que pouco têm.

Para corrigir os problemas oriundos da pobreza o Estado tem que intervir, fazendo chegar aos menos favorecidos os insumos do desenvolvimento, que são a educação básica e o acesso ao ensino superior gratuito.

[editar] Amazonenses ilustres

O Teatro Amazonas no centro de Manaus.

Entre as personalidades que nasceram no estado, podem ser citados:

Referências

  1. 1,0 1,1 1,2 1,3 Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008).
  2. 2,0 2,1 2,2 2,3 2,4 Produto Interno Bruto de 2006. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de novembro de 2008).
  3. Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
  4. " Amazonas: O portal de entrada da Amazônia. Turismo Amazônico (06 de novembro de 2008).
  5. Prinz, U. "As irmãs selvagens de Pentesiléia" - Instituto Goethe (acessado em 25-07-2008)
  6. CASCUDO, Câmara, Dicionário do Folclore Brasileiro, 10ª ed., Ediouro, Rio de Janeiro, s/d, ISBN 85-00-80007-0
  7. Arquipéelago de Anavilhanas
  8. Reserva de Mamirauá
  9. http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=am
  10. IBGE-Contagem da População do Amazonas em 2007
  11. http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=am
  12. Eleitorado do Amazonas. TRE-AM.
  13. IBGE 2006 - Dados de auto-declaração
  14. " Amazonas vence o racismo e reconhece a identidade mestiça. Fórum Mestiço de Políticas Públicas (3 de dezembro de 2008).
  15. " Amazonas institui Dia do Caboclo. Nação Mestiça (13 de novembro de 2008).
  16. http://www.sidra.ibge.gov.br/bda/tabela/protabl.asp?z=cd&o=7&i=P
  17. Imigração no Brasil. Imigração no Brasil.
  18. Imigração no Brasil. Imigração no Brasil.
  19. Maranhenses e paraenses são a maioria dos migrantes no Amazonas. Portal Amazônia.com.
  20. Templo Mórmon em Manaus. Missão Brasil Manaus.
  21. " Amazonas lidera alta industrial. Globo.com.
  22. Infraero – Movimento nos Aeroportos
  23. Portal Amazônia. "BR 317 ligará Amazonas ao Pacífico"
  24. http://download.globo.com/vestibular/enem2006_desempenhoregiaouf.doc
  25. http://download.uol.com.br/educacao/enem2007_mediasredacao.xls
  26. http://www.inep.gov.br/download/enem/2008/Enem2008_tabelas_01a101.xls
  27. IBGE, Anuário estatístico do Brasil 2001, p. 2-81. Citado em: ADAS, Melhem e ADAS, Sergio. Panorama geográfico do Brasil. 4a. ed. São Paulo: Editora Moderna, 2004. p. 248
  28. " Fruta nativa da Amazônia vira iogurte. Amazônia na mídia (29 de novembro de 2008).

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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