Francisco de Orellana

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Francisco de Orellana

Francisco de Orellana (Trujillo, 1490rio Amazonas, c. 1550), foi um aventureiro e explorador espanhol.

Em 1535 participou, juntamente com Francisco Pizarro, na conquista do Peru. Entre 1540 e 1541, integrou a expedição de Gonzalo Pizarro que explorou o rio Napo; em seguida, prosseguiu com alguns homens até ao vale do rio Amazonas, tendo sido o primeiro a percorrer integralmente o curso deste rio, desde os Andes ao oceano Atlântico.

Afirma-se que esta expedição de Orellana, polêmica, em 1535, penetrou pela foz do rio Orinoco. Subindo-o, descreveu que numa única viagem, num incrível emaranhado de rios, e afluentes amazônicos, teria encontrado o rio Cachequerique - raríssimo e incomum fenômeno fluvial que une o rio Orinoco ao rio Negro e daí ao Amazonas.

Ao regressar a Espanha, relatou ao rei a viagem, e conseguiu dele a concessão das terras que havia descoberto.

Conforme consta da Relación de frei Gaspar de Carvajal, a viagem empreendida por Orellana em 1541 e 1542 pelo maior rio do mundo, ajudou a recriar a lenda das mulheres guerreiras, as amazonas da mitologia grega clássica. As icamiabas1 eram índias que dominavam a região próxima ao rio Amazonas,2 riquíssima em ouro. Quando Orellana3 desceu o rio em busca de ouro, descendo os Andes (em 1541) o rio ainda era chamado de Rio Grande, Mar Dulce ou Rio da Canela, por causa das grandes árvores de canela que existiam ali. A belicosa vitória das icamiabas contra os invasores espanhóis foi tamanha que o fato foi narrado ao rei Carlos V, o qual, inspirado nas antigas guerreiras hititas4 ou amazonas, batizou o rio de Amazonas. Amazonas (a, "sem" e mazôn, "centro") é o nome dado pelos gregos às mulheres guerreiras.4

Em maio de 1544, saiu de Sanlúcar de Barrameda com quatro navios e 400 homens, mas a nova expedição revelou-se um fracasso: só dois navios chegaram ao Amazonas e mesmo estes tiveram de ser desmontados. Orellana morreu, ainda no rio, enquanto tentava retornar à Europa.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • GIUCCI, Guillermo. Frei Gaspar de Carvajal. São Paulo: Scritta, 1992.
  • PORRO, Antônio. As crônicas do Rio Amazonas. Petrópolis (RJ): Vozes, 1992.
  • PAPAVERO, Nelson et alii. O novo Éden. Belém (PA): Museu Paraense Emílio Goeldi, 2000.


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