Cametá

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Abril de 2008).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Município de Cametá
"Terra do Mapará, e Capital do Carnaval"
Bandeira de Cametá
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 24 de dezembro
Fundação 24 de dezembro de 1635 (378 anos)
Gentílico cametaense
CEP 68400-000
Prefeito(a) Irácio Freitas Nunes (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Cametá
Localização de Cametá no Pará
Cametá está localizado em: Brasil
Cametá
Localização de Cametá no Brasil
02° 14' 38" S 49° 29' 45" O02° 14' 38" S 49° 29' 45" O
Unidade federativa  Pará
Mesorregião Nordeste Paraense IBGE/2008 [1]
Microrregião Cametá IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Limoeiro do Ajuru, Mocajuba, Oeiras do Pará e Igarapé-Miri
Distância até a capital 150 km
Características geográficas
Área 3 081,360 km² [2]
População 120 904 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 39,24 hab./km²
Altitude 10 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,577 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 293 239,827 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 541,58 IBGE/2008[5]
Página oficial
"Cólera morbus", quadro de Constantino Pedro Chaves da Motta pertencente ao acervo do Museu Histórico de Cametá

Cametá é um município do estado do Pará, no Brasil. Localiza-se a uma latitude 02º14'40" sul e a uma longitude 49º29'45" oeste, estando a uma altitude de 150 metros. Sua população estimada em 2006 era de 120 904 habitantes. Possui uma área de 3 122,899 km².

História[editar | editar código-fonte]

Situa-se à margem esquerda do Rio Tocantins, num território habitado antigamente pelos índios caamutás e outras tribos tupinambás.

A denominação "Cametá", de origem tupi, relaciona-se ao fato de os índios camutás construírem, nos troncos das árvores, casas para espera de caça conhecidas como ka'amytá, que, em língua tupi, significa "armação elevada em copa de árvore" (através da junção de ka'a, mata e mytá, plataforma)[6] .

Logo depois da fundação da cidade de Belém, os colonizadores portugueses foram atraídos pelas riquezas da região do Rio Tocantins. Apesar das lutas entre portugueses, franceses e holandeses, empenhados na conquista da Calha Amazônica, os portugueses, utilizando-se da cruz e da espada, fixaram-se à margem esquerda do Rio Tocantins por primeiro.

Em 1617, frei Cristóvão de São José, religioso dos Padres Capuchos da Ordem de Santo Antônio, subiu o Rio Tocantins, desembarcando "numa margem de terra à esquerda do rio". Foi o início da civilização cristã entre os índios camutás. Agindo com persistência e paciência, o religioso atraiu a tribo para próximo da ermida que havia construído. Começaram, então, a serem habitadas as terras que frei Cristóvão havia desbravado. Assentando os alicerces de futuras capitanias, o capitão-mor Feliciano Coelho de Carvalho, no ano de 1632, organizou uma expedição para combater os estrangeiros que invadiam a região. Dois anos depois, o governador da província criou a Capitania de Cametá em favor de Feliciano. O povoado foi elevado à categoria de vila com o nome de "Vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá", em 1635, tendo, como santo padroeiro, são João Batista. Foi elevada a município em 1635. De Cametá, saíram várias expedições exploratórias, como a de Pedro Teixeira, em 1673, com o padre Antônio Vieira. No começo do século XVIII, verificou-se a mudança da vila do local onde havia sido erguida inicialmente para onde hoje está a cidade, lugar chamado pelos índios de "Murajuba" por causa do fenômeno natural da erosão de sua ribanceira (margem).

Em 21 de outubro de 1848, Cametá obteve o status de cidade.

Em 1823, ocorriam, no Pará, lutas entre nacionalistas e conservadores, pois os portugueses continuavam a assumir os cargos de maior expressão no Governo da Província mesmo depois da Independência do Brasil, ocorrida um ano antes. Vários motins se sucederam, ora dirigidos por uma corrente, ora por outra. Nesse mesmo ano, ocorreu um fato que veio a acirrar mais ainda o ódio dos nativos contra os estrangeiros. O fato teve, como principal agente, o oficial inglês John Pascoe Grenfell e constituiu em mortes ocorridas no brigue Palhaço, o que elevou ao auge o descontentamento dos nacionalistas. Nasceu assim a Cabanagem, explosão cívica de maior repercussão revolucionária na história da Amazônia e do Brasil Regência.

A cidade de Cametá teve papel destacado durante todo o movimento. Foi de Cametá que Ângelo Corrêa saiu para Belém, atendendo ao chamado do Governo Cabano chefiado por Antônio Vinagre, para assumir a presidência da província. Após uma série de desentendimentos, no entanto, não pôde assumir o governo. Retornou, então, a Cametá, onde, deliberadamente, tomou posse do cargo perante a Câmara Municipal. Assim, por um breve período, Cametá foi a sede do Governo da Província.

O município passou pelos ciclos econômicos típicos da Amazônia. Assim, favoreceu-se bastante nos ciclos da borracha e do cacau. O último, com bastante importância local, foi o da pimenta-do-reino, embora oficialmente não seja caracterizado propriamente como um ciclo. Esses ciclos geraram algumas melhorias nas condições de vida da população.

Apesar de a cidade de Cametá ter sido declarada Patrimônio Histórico Nacional, poucos são os benefícios advindos disso que possam fomentar a atividade econômica do turismo. Não é visível a preservação dos prédios públicos e, particularmente, dos de real valor histórico no município. A Câmara Municipal está praticamente em ruínas. Alguns documentos históricos estão no Museu de Cametá, embora sem catalogação. Parte do casario antigo da Primeira Rua foi demolido ou assolado pela erosão do rio, que já desgastou muito a orla da cidade. Ainda há a destacar os prédios antigos, como as igrejas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da Aldeia, da Matriz, o Grupo Escolar Dom Romualdo de Seixas e a Prefeitura. Esses prédios integram um roteiro turístico chamado de Museu Contextual, organizado pela Secretaria de Cultura.

Agora, com a tão ansiada energia elétrica de Tucuruí, gerada pelas usinas que represaram o Rio Tocantins, busca-se atrair capital para geração de renda e produção na cidade e nas vilas que também foram beneficiadas.

Um exemplo desse movimento é a Fazenda Dulluca, que, através da fruticultura, busca geração de trabalho e renda para a comunidade Livramento, onde está situada. Atualmente, algo que traz muita renda para a cidade é o carnaval, conhecido como o melhor de todo o Pará. Bastante cultural e alegre, o carnaval de Cametá chega a dobrar o número de habitantes da cidade durante o evento.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município de Cametá é cortado por seis rodovias:

Estrutura Urbana[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Na área da saúde, Cametá conta com:

  • 1 - H.R.C. - Hospital Regional de Cametá.
  • 1 - Hospital R.C.M. Santa Luiza de Marillac.
  • 1 - Hospital Municipal de Cametá.
  • 1 - UPA - Unidade de Pronto Atendimento.
  • 3 - CAPS - Centro de Atenção Psico Social.
  • 1 - Centro Regional de Saúde.
  • 1 - Central do SAMU 192.
  • 1 - C.R.F. - Centro de Reabilitação e Fisioterapia.

Praças[editar | editar código-fonte]

Cametá conta com as seguintes praças:

  • Praça Deodoro da Fonseca.
  • Praça dos Notáveis.
  • Praça da Cultura.
  • Praça da Bandeira.
  • Praça Joaquim Siqueira.
  • Praça Camilo dos Santos.
  • Praça São Benedito.
  • Praça Padre Geraldinho.
  • Praça da Justiça.
  • Praça do Titio.

Principais Avenidas, Ruas e Travessas[editar | editar código-fonte]

Avenidas:

  • Av. Santos Dumont.
  • Av. Inácio Moura.
  • Av. Dep. Euclydes Figueiredo.
  • Av. Deodoro de Mendonça.
  • Av. Perimetral.
  • Av. Conego Siqueira.
  • Av. Angelim.
  • Av. Almirante Tamandaré.
  • AV. Jatobá.
  • Av. Pau D'Arco.

Ruas:

  • Rua Coronel Raimundo Leão.
  • Rua João Batista.
  • Rua Treze de Maio.
  • Rua 24 de Outubro.
  • Rua Cipriano Santos.
  • Rua Gentil Bittencourt.
  • Rua Vinte e Três de Novembro.

Travessas:

  • Travessa Ângelo Correa.
  • Travessa Marques de Pombal.
  • Travessa São Benedito dos Inocentes.
  • Travessa Padre Antônio Franco.
  • Travessa Dom Pedro Primeiro.
  • Travessa Santa Cruz (onde se localiza a Eletrônica Sá)

Agências Bancárias[editar | editar código-fonte]

Cametá conta com os seguintes bancos:

Previdência Social[editar | editar código-fonte]

Cametá conta com uma agência da Previdência Social:

  • INSS - Cametá.

Universidades[editar | editar código-fonte]

Universidades Públicas[editar | editar código-fonte]

Universidades Particulares[editar | editar código-fonte]

  • UNIASSELVE.
  • UNINTER.
  • Centro Universitário Anhanguera.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Emissoras de Televisão[editar | editar código-fonte]

Cametá conta com os seguintes canais de televisão:

  • 1- TV Tocantina - Afiliada a RBATV - Band - Canal 6
  • 2 - TV Nazaré - (Retransmitida de Belém)- Canal 9 - Fora do Ar
  • 3 - TV Record Cametá - Afiliada a Rede Record- Canal 26
  • 4 - TV Liberal - Afiliada a Rede Globo- Canal 19
  • 5 - SBT Pará - Afiliada ao SBT- Canal 13 - Fora do Ar
  • 6 - TV Cultura do Pará - (Retransmitida de Belém). Canal 3
  • 7 - Rede Vida- canal 15

Emissoras de Rádio[editar | editar código-fonte]

Cametá conta com as seguintes emissoras de rádio:

  • 1 - Rádio Nativa FM - 92.5
  • 2 - Rádio Pará FM - 96.5
  • 3 - Rádio Cametá FM - 99.1
  • 4 - Rádio Alfa FM - 102.1
  • 5 - Rádio Aldeia FM - 105.9

Telefonia Móvel e Fixa[editar | editar código-fonte]

Cametá conta com quatro operadoras de telefonia móvel:

  • 1 - Vivo Telefonia Móvel S/A.
  • 2 - TIM Telefonia Móvel S/A.
  • 3 - Oi Telefonia Móvel S/A.
  • 4 - Claro Telefonia Móvel S/A.

Cametá conta com três operadoras de telefonia fixa:

  • 1 - Oi Telefonia Fixa S/A.
  • 2 - TIM Telefonia Fixa S/A.
  • 3 - Embratel Telefonia Fixa S/A.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 21 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. NAVARRO, E. A. Método moderno de tupi antigo: a língua do Brasil dos primeiros séculos. 3ª edição. São Paulo. Global. 2005. 463 p.
Ícone de esboço Este artigo sobre municípios do estado do Pará é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.