Breves

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Município de Breves
"A Capital das Ilhas"
Bandeira de Breves
Brasão de Breves
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 19 de Novembro
Fundação 19 de novembro de 1738 (275 anos)
Gentílico brevense
Prefeito(a) Xarão Leão PMDB (PMDB)
(2009–2012)
Localização
Localização de Breves
Localização de Breves no Pará
Breves está localizado em: Brasil
Breves
Localização de Breves no Brasil
01° 40' 55" S 50° 28' 48" O01° 40' 55" S 50° 28' 48" O
Unidade federativa  Pará
Mesorregião Marajó IBGE/2008 [1]
Microrregião Furos de Breves IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Portel, Bagre e Melgaço
Distância até a capital Não disponível
Características geográficas
Área 9 550,454 km² [2]
População 92 865 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 9,72 hab./km²
Altitude 40 m
Clima Equatorial Af
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,503 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 251 683,918 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 2 536,55 IBGE/2008[5]
Página oficial

Breves é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se ao sudoeste da Ilha de Marajó no estado, a latitude 01º40'56" sul e a uma longitude 50º28'49" oeste, estando a uma altitude de 40 metros. Sua população em 2008 era de 99.223 habitantes, sendo portanto a maior e principal cidade da Ilha de Marajó.

História[editar | editar código-fonte]

Os primeiros habitantes da região foram os índios da tribo dos Bocas. Em 19 de Novembro de 1738, o capitão geral do Pará, João de Abreu Castelo Branco, concedeu aos irmãos portugueses Manuel Breves Fernandes e Ângelo Fernandes Breves uma sesmaria, localizada às proximidades do rio Parauhaú. Com a instalação de um engenho, o lugar passou a ser chamado de “Engenho dos Breves”, em homenagem aos seus fundadores. Em 25 de Outubro de 1851 foi criado o município de Breves. Atualmente, o município de Breves é constituído pela sede e distritos de Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Acesso: A partir de Belém: De barco (viagem com duração de 12 horas, partindo dos portos São Domingos, Bom Jesus, Custódio, Tamandaré, Comercial, Mundurucus e Ankel) ou de avião (saindo do aeroporto Júlio César com duração de cerca de 30 a 45 minutos)

Limites: Ao norte, Afuá e Anajás; ao sul, Melgaço; a leste, Anajás, Curralinho e São Sebastião da Boa Vista; a oeste, Melgaço e Gurupá.

Fauna[editar | editar código-fonte]

O município de Breves possui flora característica da Amazônia, com predominância de florestal tropical. A fauna é marcada pela presença de inúmeras espécies ameaçadas de extinção, como por exemplo: onça-pintada, onça-parda, jaguatirica, preguiça, ariranha; e muitos outros animais de importância na alimentação das populações locais, como: jacarés, paca, cutia, tatu, capivara, anta, macacos etc.

Reserva Extrativista Mapuá[editar | editar código-fonte]

A Reserva Extrativista Mapuá é uma unidade de conservação federal criada por decreto presidencial em 20 de maio de 2005 numa área de 94.463 hectares nas margens do rios Mapuá e Aramã, na porção leste do município de Breves. Ela foi criada com objetivo de garantir meios de vida e a cultura de populações extrativistas tradicionais, assegurando a sustentabilidade dos recursos naturais. Tal reserva vem impactando de forma significativa na preservação da natureza bem como na manutenção do primitivo modo de vida dos ribeirinhos às margens das ribeiras brevenses.

Economia[editar | editar código-fonte]

Baseada no extrativismo, destacando-se açaí, palmito, carvão e madeira(esta última em franca decadência pelas novas políticas ambientais adotadas pelo país). Na agricultura, destaca-se arroz, milho, mandioca, laranja, banana e limão. Na pecuária, destaca-se gado, búfalo e suínos. A capital do município possui agências bancárias do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e do Banco do Estado do Pará - Banpará. Possui ainda correspondentes bancários como Banco Postal (Banco do Brasil) e Banco Popular do Brasil(Banco do Brasil).

Turismo[editar | editar código-fonte]

  • Rio Parauhaú: extenso e navegável em todo o seu percurso.Escala quase obrigatória para as embarcações que navegam pelo rio Amazonas.
  • Rio Pracaxi: no estreito de Breves, destaca-se como rio de grande profundidade. A 30 minutos de voadeira (lancha motorizada) da sede do município.
  • Estreito de Breves: formado por um conjunto de pequenos rios e ilhas, segundo a tradição popular, os navegadores, ao entrarem no estreito, na região de confluência das águas do Amazonas com o rio Pará, devem atirar às águas uma oferenda para as Divindades do fundo do rios para que estas permitam uma viagem segura.
  • Igarapé Grande': destaca-se por sua coloração escura e transparente pela vegetação de suas margens representadas por plantas aquáticas e palmeiras.
  • Rio Mapuá: localizado a 12 horas de barco a partir da cidade, constitui-se em rio estreito cercado por matas virgens com águas escuras e frias que levam até a comunidade de Cumarú, vila onde se pode visitar o Casarão - construção grande (de dois andares) em madeira acapu, datada de 1945 - construção remanescente do período áureo da borracha em função da demanda do produto pelos aliados durante a 2ª Grande Guerra. Possui uma escola de nível básico, um pequeno comércio, energia a motor diesel, uma pequena igreja(capelinha) e recepção de televisão via antena parabólica. Possui um orelhão, que no momento não funciona por falta de manutenção da empresa concessionária.
  • Igreja Matriz de Sant'Ana: localizada na av. Presidente Getulio Vargas, com início de suas obras datado de 1861.
  • Prédio da BISA (Breves Industrial S.A.): construído em 1925, é representante de um período áureo, da cidade, quando Breves ficou conhecida como “Celeiro Mundial da Madeira”. Hoje, o complexo da BISA, deu lugar a outras construções e somente pode ser visualizado em antigas fotografias. Atualmente, a madeira já é considerada como mais um ciclo econômico que passou, sendo que as consequências com o fim recente do ciclo ainda estão latentes na sociedade brevense, visto que hoje vem atravessando uma severa crise econômica com dramática repercussão social, resultando assim em um atual estado natural de calamidade pública oficialmente não declarado.
  • Corcovado': antiga fábrica beneficiadora de borracha, cuja produção atingiu o apogeu durante o período da 2º Guerra Mundial. Ao redor da fábrica desenvolveu-se a Vila de Corcovado onde hoje ainda vivem em humildes casebres os descendentes dos operários que lá trabalharam.
  • Trapiche Municipal: construção em madeira de grande importância histórica para a cidade pois constituiu-se por muitas décadas como principal porto fluvial de embarque e desembarque de passageiros na cidade. A arquitetura segue um padrão bastante eclético e harmonioso.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Utilizada para a realização de eventos culturais no espaço do auditório, a Casa da Cultura é equipado com capacidade para até 120 pessoas.A Divisão de Cultura é um espaço para realização de oficinas de teatro, dança e artesanato, com capacidade para 230 pessoas.

Culinária: os principais pratos típicos são produzidos a partir do camarão, boi, búfalo, peixes, caças e açaí. Podemos citar alguns como o tacacá, cuscuz, entre outros.

Artesanato: entre os materiais produzidos podemos destacar: peneiras, cestas, paneiros, tipiti, matapi, alguidar, panelas de barro, vassouras e outros, produzidos a partir da utilização de cipós, talas de palmeiras, madeira, barro e palha.

Folclore: realiza-se anualmente o Forrozão Marajoara e o Festival Brevense de Folclore, onde são apresentados os inúmeros grupos folclóricos do município, com destaque para: Grupo Folclórico Nheengaibas, Roceiros da Castanheira, Geração Junina, Roceiros do Marajó, Roceiros da Cidade Nova, Mata Velho, Nova Geração Moderna Papy Legal, Sensação Junina do Aeroporto, Boi- Bumba, Pai do Campo, Revelação Junina da Mainardi Guará . Danças apresentadas: Xote, mazurca, carimbó e retumbão.

Calendário de Eventos Culturais

  • 12 a 20 de Janeiro - Festividade de São Sebastião
  • Junho - Forrozão Marajoara
  • 26 de Julho - Festividade de Nossa Senhora de Santa’ana
  • 19 a 22 de Agosto - Festividade Brevense de Folclore
  • 30 de Novembro - Aniversário do Município.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

Hospital Municipal de Breves e atendimento médico e ambulatorial privados. A partir de 25 de setembro 2010 passou a funcionar também o Hospital Regional do Marajó onde atende habitante de todo o arquipelago do marajó que inclui as seguinte cidades (Breves, Portel, Bagre, Melgaço, Curralinho, etc...) Hospital Público cujo Gestor é o Governo do Estado do Pará. A unidade de Saúde é gerenciada por uma Organização Social, o Instituto Nacional de Desenvolvimento Social e Humano, entidade legalmente Habilitada no âmbito do Estado do Pará para atuar na área da saúde. O Hospital Conta com 67 leitos, entre os quais tem UTI adulta, Neonatal e Pediátrica; dispõe de um diversificado parque diagnóstico, composto de Tomografia, Ultrassonografia,Ecografia com dopler, Raios x convencional e em arco, Mamógrafo, Holter, Laboratório Clínico, Agência Transfusional, Endoscopia, Fisioterapia entre outros. Todos os atendimentos são referenciados pela Central de Regulação de Leitos coordenada pela SESPA.

Abastecimento[editar | editar código-fonte]

A cidade é abastecida de água e energia - provido pela concessionária estadual COSANPA (Companhia de Saneamento do Pará) e a empresa REDE-CELPA. A energia é gerada através de usina dieselétrica.

O chamado Linhão do Marajó encontra-se em construção a partir da cidade de Portel com energia vinda da represa de Tucuruí, que dentro em breve estará substituindo a produção de energia por queima de diesel.

Saneamento básico[editar | editar código-fonte]

A população de Breves é precariamente atendida quanto ao abastecimento e a qualidade da água. Curiosamente, trata-se de uma cidade cercada por rios e igarapés. O fato é que ao se abrir uma torneira em qualquer ponto da cidade, obtém-se água de coloração enferrujada e cheiro desagradável, evidenciando a impossibilidade de seu consumo por seres humanos. Outro problema é que apenas menos da metade das residências recebem água encanada.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 22 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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