Jaguatirica
| Jaguatirica1 | ||||||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Jaguatirica
|
||||||||||||||
|
|
||||||||||||||
| Classificação científica | ||||||||||||||
|
||||||||||||||
|
|
||||||||||||||
| Leopardus pardalis Linnaeus, 1758 |
||||||||||||||
|
|
||||||||||||||
Jaguatirica, ocelote ou gato-do-mato é um felino cujo nome científico é Leopardus pardalis, originariamente encontrado na Mata Atlântica e outras matas brasileiras. Distribuída por toda a América Latina, é encontrada também no sul dos Estados Unidos. De hábitos noturnos, passa a maior parte do dia dormindo nos galhos das árvores ou escondido entre a vegetação. Possuem hábito solitário, só procuram um parceiro na hora do acasalamento.
As fêmeas têm de um a quatro filhotes a cada gestação. Supõe-se que se reproduzem a cada dois anos. O período de gestação varia de 70 a 95 dias. As fêmeas chegam à idade adulta em um ano e meio, os machos aos dois anos. Em cativeiro estima-se que viva cerca de 20 anos, mas é possível que viva menos na natureza.
Alimenta-se de mamíferos pequenos e médios, como roedores, macacos, morcegos e outros. Come também lagartos, cobras e ovos de tartarugas. Caça aves, e alguns são bons pescadores. A jaguatirica mede entre 65 cm e um metro de comprimento, fora a cauda, que pode chegar a 45 cm. Pesa entre 8 e 16 kg. Também é chamado onça-pintada, no entanto a onça (Panthera onca) é maior, podendo atingir 2,10m.
No Brasil, ocorre na Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal e Caatinga.
Seu status é considerado pouco preocupante pela União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais (2002) e em perigo pela USDI (1980), apêndice 1 da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Silvestres Ameaçadas de Extinção. Está desaparecendo pela ação dos caçadores que querem sua pele3 . O mercado negro é alimentado pelo costume adoptado em muitos países de transformá-lo em animal exótico e de estimação.
Índice |
Etimologia [editar]
O termo "jaguatirica" tem origem na língua tupi, através da junção dos termos îagûara ("onça") e tyryk ("escapulir"), significando, portanto, "onça que escapole"4 . Já o termo "ocelote" provém do termo nauatle ocelotl, que significa "onça".
Subespécies [editar]
- Leopardus pardalis pardalis, Floresta Amazônica
- Leopardus pardalis aequatorialis, norte dos Andes
- Leopardus pardalis albescens, México, Texas
- Leopardus pardalis maripensis, Venezuela, Guiana
- Leopardus pardalis mearnsi, América Central
- Leopardus pardalis mitis, Argentina, Paraguai
- Leopardus pardalis nelsoni, México
- Leopardus pardalis pseudopardalis, Colômbia
- Leopardus pardalis puseaus, Equador
- Leopardus pardalis sonoriensis,México
- Leopardus pardalis steinbachi, Bolívia
Referências
- ↑ Wozencraft, W. C.. In: Wilson, D. E., and Reeder, D. M. (eds). Mammal Species of the World. Baltimore: Johns Hopkins University Press, 16 de novembro de 2005. Capítulo: Ordem Carnivora, 539 p. ISBN 0-801-88221-4
- ↑ Caso, A., Lopez-Gonzalez, C., Payan, E., Eizirik, E., de Oliveira, T., Leite-Pitman, R., Kelly, M. & Valderrama, C (2008). Leopardus pardalis (em Inglês). IUCN 2012. Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN de 2012 Versão 2. Página visitada em 22 de dezembro de 2012.
- ↑ Conheça dez dos animais mais famosos da fauna paranaense - Jaguatirica Portal Gazeta do Povo - acessado em 6 de outubro de 2011
- ↑ http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
Ligações externas [editar]