Répteis

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Répteis
Período fóssil: Pennsylvaniano – Holoceno 312–0 Ma
A tartaruga-das-galápagos (Geochelone nigra spp.) Harriet (c.1830-2006), que viveu aproximadamente 176 anos
A tartaruga-das-galápagos (Geochelone nigra spp.) Harriet (c.1830-2006), que viveu aproximadamente 176 anos
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
(sem classif.) Amniota
Haeckel, 1866
Classe: Reptilia
Laurenti, 1768
Grupos incluídos
Crocodilia
Sphenodontia
Squamata
Testudines
Dinosauria (extinto)
Grupos excluídos
Aves
Mammalia
Wikispecies
O Wikispecies tem informações sobre: Répteis

Os répteis (latim científico: Reptilia) constituem uma classe de animais vertebrados tetrápodes e ectotérmicos, ou seja, não possuem temperatura corporal constante. São todos amniotas (animais cujos embriões são rodeados por uma membrana amniótica), característica que os permitiu ficarem independentes da água para reprodução, ao contrário dos anfíbios. Os répteis atuais são representados por quatro ordens: Crocodilia, Rhynchocephalia, Squamata e Testudinea.[1]

A pele dos répteis é seca, sem glândulas mucosas, e revestida por escamas de origem epidérmica ou por placas ósseas de origem dérmica. Com tais características a pele dos répteis apresenta grande resistência. Seu sistema respiratório é mais complexo se comparado com dos anfíbios. Nos répteis os sexos são distintos (macho e fêmea) e a maior parte geralmente é ovípara.[1]

Os répteis são encontrados em todos os continentes exceto na Antártida, apesar de suas principais distribuições compreenderem os trópicos e subtrópicos. Não possuem uma temperatura corporal constante, são ectotérmicos e necessitam do calor externo para regulação da temperatura corporal, por isso habitam ambientes quentes e tropicais. Conseguem até um certo ponto regular ativamente a temperatura corporal, que é altamente dependente da temperatura ambiente. A maioria das espécies de répteis são carnívoras e ovíparas (botam ovos). Algumas espécies são ovovivíparas, e algumas poucas espécies são realmente vivíparas.

Os dinossauros, extintos no final do Mesozóico, pertencem à superordem Dinosauria, também integrada na classe dos répteis. Outros répteis pré-históricos são os membros das ordens Pterosauria, Plesiosauria e Ichthyosauria.

A língua portuguesa permite duas ortografias e pronúncias: reptil (oxítona), com plural reptis[2] ; ou réptil (paroxítona), com plural répteis (dissílaba, paroxítona)[3] .

Classificação

Uma serpente.

A classificação lineana dos répteis não inclui grupos que evoluíram a partir deles, aves e mamíferos, sendo por isso um grupo parafilético. Em anos recentes, grande parte dos taxonomistas defendem que a classificação deveria ser monofilética, seguindo a escola de pensamento cladista ou seja, os grupos deveriam incluir todos os descendentes de uma forma particular.[4] Colin Tudge diz:

Os mamíferos são uma clade, e consequentemente os cladistas são felizes em reconhecer a táxon tradicional dos mamíferos. As Aves são também uma clade. Na realidade, Mamíferos e Aves são subclados dentro da clade principal dos Amniotas. Contudo, a classe tradicional Reptilia não é uma clade, mas apenas uma seção da clade Amniotas, que restou após a remoção dos grupos Mamíferos e Aves. Não pode ser definida por sinapomorfias, como seria apropriado. Em vez disso, é definida pela combinação das características que possuem e as que faltam: répteis são os amniotas a que faltam pelos ou penas, ou seja, no máximo poderíamos dizer que os répteis, na definição tradicional são amniotas 'não-aves' e 'não-mamíferos'.[5]

Eles se classificam em :escamosos(lagartos,lagartixas, camaleões), crocodilianos(crocodilos, jacarés) e quelônios.

Evolução

Existem milhares de fósseis de espécies que mostram uma clara transição entre os ancestrais dos répteis e os répteis modernos.

O primeiro verdadeiro réptil é categorizado como Anapsídeo, tendo um crânio sólido com buracos apenas para boca, nariz, olhos, ouvidos e medula espinhal. Algumas pessoas acreditam que as tartarugas são os Anapsídeos sobreviventes, já que eles compartilham essa estrutura de crânio, mas essa informação tem sido contestada ultimamente, com alguns argumentando que tartarugas criaram esse mecanismo de maneira a melhorar sua armadura. Os dois lados tem fortes evidências, e o conflito ainda está por ser resolvido.

Pouco depois do aparecimento dos répteis, o grupo dividiu-se em dois ramos. Um dos quais evoluiu para os mamíferos, o outro voltou a dividir-se nos lepidossauros (que inclui as cobras e lagartos modernos e talvez os répteis marinhos do Mesozóico) e nos arcossauros (crocodilos e dinossauros). Esta última classe deu origem também às aves.

Características

Répteis pré-históricos

Ichthyosaurus, de Heinrich Harder

Ainda que o termo réptil pré-histórico, por definição, remeta-se aos dinossauros, que foram répteis que viveram na Pré-história, costuma-se utilizá-lo também para remeter-se às três outras maiores ordens de répteis extintos que habitaram o planeta Terra no período pré-histórico, coexistindo com os dinossauros: ictiossauros, plesiossauros e pterossauros, que ao contrário dos dinossauros, podiam nadar e voar.

Duria Antiquior, de Henry de la Beche


Entretanto, as quatro categorias acima não foram as únicas a englobar répteis pré-históricos. Houve muitas outras espécies — algumas vieram antes dos dinossauros, como o dimetrodonte, outras foram suas contemporâneas, como o sacissauro.

Taxonomia

Filogenia

  Sauropsida
  |--Anapsida
  |  |--Mesosauridae (Extinto)
  |  `--Parareptilia
  |     |--Millerettidae (Extinto)
  |     |--Bolosauridae (Extinto)
  |     `--Procolophonomorpha
  |        |--Procolophonia
  |        |  |--Procolophonidae (Extinto)
  |        |  `--Pareiasauridae (Extinto)
  |        `?-Testudines (tartarugas)
  `--Eureptilia         
     |--Captorhinidae (Extinto)
     `--Romeriida
        |--Protorothyrididae (Extinto)
        `--Diapsida
           |--Araeoscelidia (Extinto)
           |--Avicephala (Extinto)
           `--Neodiapsida
              |?-Younginiformes (Extinto)
              `--+--Lepidosauromorpha
                 |  |?-Euryapsida
                 |  |  |?-Sauropterygia (Extinto)
                 |  |  `?-Ichthyopterygia (Extinto)
                 |  `--Lepidosauriformes
                 |     `--Lepidosauria
                 |        |--Sphenodontida (incluindo tuataras)
                 |        `--Squamata (incluindo lagartos, mosassauros e serpentes)
                 `--Archosauromorpha
                    |?-Choristodera (Extinto)
                    |--Trilophosauridae (Extinto)
                    |--Rhynchosauridae (Extinto)
                    |--Prolacertiformes (Extinto)
                    `--Archosauriformes
                       |--Proterosuchidae (Extinto)
                       |?-Erythrosuchidae (Extinto)
                       |--Euparkeriidae (Extinto)
                       `--+--Proterochampsidae
                          `--Archosauria
                             |--Crurotarsi (incluindo Crocodylia)
                             `--Ornithodira
                                |--Pterosauromorpha (Extinto)
                                `--Dinosauromorpha (incluindo Dinosauria, o qual inclui as Aves)

Referências

  1. a b Só Biologia. Os répteis (em português) Só Biologia. Visitado em 14/01/2012.
  2. “Réptil” verbete do Moderno Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa acessado a 8 de junho de 2009
  3. “Réptil” verbete do Moderno Dicionário Michaelis da Língua Portuguesa acessado a 8 de junho de 2009
  4. Bigelow, R. S.. (1956-12-01). "Monophyletic Classification and Evolution". Systematic Biology 5 (4): 145 -146. DOI:10.2307/2411915.
  5. Colin Tudge. The Variety of Life. [S.l.]: Oxford University Press, 2000. ISBN 0198604262.

Seres vivos, Carlos Barros e Wilson Paulino, 2013

The Variety of Life Colin Tudge, Oxford University Press, 2000

Ver também

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Répteis

Ligações externas