Pterossauro

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Como ler uma caixa taxonómicaPterossauro
Ocorrência: Triássico Superior - Cretáceo Superior
Ilustração de um Pteranodon

Ilustração de um Pteranodon
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Ordem: Pteurosauria
Kaup, 1834
Famílias
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Os pterossauros (do latim científico Pteurosauria) constituem uma ordem extinta da classe Reptilia (ou Sauropsida), que corresponde aos répteis voadores do período Mesozóico. Embora sejam seus contemporâneos, estes animais não eram dinossauros [1] . O grupo surgiu no Triássico Superior e desapareceu na extinção K-T, há 65 milhões de anos. Os primeiros pterossauros tinham mandíbulas cheias de dentes e uma cauda longa, enquanto que as espécies do Cretáceo quase não possuíam dentes numa mandíbula que parecia um bico e a cauda estava bastante reduzida. Alguns dos melhores fósseis de pteurossauros vêm do planalto de Araripe no Brasil.

O primeiro fóssil de pterossauro foi descrito em 1784 pelo naturalista italiano Cosimo Collini, que os interpretou como sendo de um animal aquático. Somente em 1809 Georges Cuvier faria a correção ao trabalho de Collini, afirmando tratar-se de um réptil voador, cuja asa era uma membrana corporal em conexão com os dedos da pata anterior, característica esta, que fez Cuvier denomina-lo pterodáctilo (do grego ptero = asas e dáctilo = dedos).[2] .

As asas dos pterossauros eram constituídas por membranas dérmicas, fortalecidas por fibras, ligadas a partir do quarto dedo, que era desproporcionalmente longo. O pulso contém um osso extra, o pteróide, que ajuda a suportar esta membrana. As asas dos pterossauros terminavam nos membros posteriores, ao contrário dos morcegos atuais, onde as asas são braços modificados. Outras adaptações para o vôo incluíam ossos ocos (como as aves modernas) e um esterno em forma de quilha, próprio para a fixação dos músculos usados no vôo. Os pterossauros não tinham penas, mas há evidências de que algumas espécies pudessem ter o corpo coberto de pêlos (no entanto, diferente do dos mamíferos). O estilo de vida destes animais sugere que fossem de sangue quente (endotérmicos).

A estrutura óssea e a dentição dos pterossauros sugere que fossem animais carnívoros. Outras pistas do seu comportamento são oferecidas por algumas descobertas fósseis:

  • No Chile descobriu-se uma jazida com inúmeros pterossauros juvenis, o que sugere que procriassem em colônias como as aves marinhas atuais.
  • Foi encontrado um dente de espinossauro embebido numa vértebra de pterossauro, o que mostra que eram presas pelo menos deste dinossauro.

Filogenia e Classificação[editar | editar código-fonte]

Crâneo de Tropeognathus, gênero de pterossauro que vivieu no Brasil.

Cladística[editar | editar código-fonte]

  Pterosauria  

  Preondactylus  


  Macronychoptera  

  Dimorphodontidae  


  Caelidracones  

  Anurognathidae  


Lonchognatha  

  Campylognathoididae  


Breviquartossa  

  Rhamphorhynchidae  


Pterodactyloidea  
  Ornithocheiroidea  

  Istiodactylidae  


  Euornithocheira  

  Ornithocheiridae  



  Pteranodontidae  




  Lophocratia  
  Ctenochasmatoidea  

  Gallodactylidae  


  Euctenochasmia  

  Pterodactylus  



  Lonchodectes  



  Ctenochasmatidae  




  Dsungaripteroidea  

  Germanodactylidae  



  Dsungaripteridae  



  Azhdarchoidea  

  Tapejaridae  



  Azhdarchidae  










Antiga ilustração (cerca de 1920) retratando Pterodactylus e Rhamphorhynchus, dois gêneros de pterossauros do período Jurássico.

Descobertas na História[editar | editar código-fonte]

A descoberta do maior réptil pré-histórico voador da América do Sul, encontrado no Nordeste do Brasil, foi anunciada em 20 de Março de 2013, pelo Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e o trabalho dos brasileiros foi publicado nesta semana, pela Academia Brasileira de Ciências. O pterossauro media 8,5 metros de uma asa à outra e pesava 70 quilos. A descoberta foi feita na Chapada do Araripe, entre os estados do Ceará, Piauí e de Pernambuco, por três grupos de pesquisadores brasileiros. Eles encontraram 60% do fóssil do animal, incluindo o crânio, em bom estado de preservação. [3] .

Alguns gêneros bem conhecidos[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Palmer, Douglas; Barrett, Peter - Evolução, A História da Vida - Larousse - 2009 - ISBN: 978-85-7635-464-2
  2. Faria, Felipe. Georges Cuvier: do estudo dos fósseis à paleontologia, 2012. [S.l.: s.n.], 2012. ISBN 978-85-7326-487-6
  3. UFRJ descobre no Brasil maior pteros

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Faria, F.Felipe de A.. Georges Cuvier: do estudo dos fósseis à paleontologia, 2012, Editora 34 & Scientiae Studia, p. 201-209. [S.l.: s.n.], 2012. ISBN 978-85-7326-487-6 (http://scientiaestudia.org.br/associac/felipefaria/index.asp)