Espinossauro

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Como ler uma caixa taxonómicaEspinossauro
Ocorrência: Inferior-Cretáceo Superior, 130
Spinosaurus1DBa.png

Estado de conservação
Extinta (fóssil)
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Superordem: Dinosauria
Ordem: Saurischia
Subordem: Theropoda
Infraordem: Tetanurae
Micro-ordem: Carnosauria
Família: Spinosauridae
Género: Spinosaurus
Espécie: S. aegyptiacus
Theropods.png

O Espinossauro (Spinosaurus aegyptiacus) cujo nome significa Lagarto Espinho, foi uma espécie de dinossauro carnívoro aquático que andava como um quadrúpede e como um bípede, era retratado como um bípede completo antes por causa do filme Jurassic Park 3 de 2001, mas novas descobertas dizem que se locomovia mais em posição quadrúpede em terra firme. Ele viveu durante o período Cretáceo, principalmente na região que é hoje o norte da África. Foram descobertos dentes e vértebras de espinossauros no Brasil também, especialmente na região que atualmente corresponde ao estado do Ceará.

O Espinossauro foi o maior dinossauro terópode que já existiu, com adultos medindo em torno de 6 metros de altura no máximo com sua postura bípede, e estimativas dizem que ele podia chegar até 17 metros de comprimento e pesando possivelmente até 7 toneladas. Possuíam grandes prolongações espinhais nas vértebras de suas costas, as maiores podendo chegar a 2 metros o que lhe conferiu o nome de "lagarto espinho". Esses prolongamentos são recobertos por uma pele fina. Os cientistas cogitam como possíveis funções (independentes, mas não mutuamente exclusivas) dessa vela dorsal, a termorregulação (armazenando o calor do sol, dando-lhe a vantagem de ser mais ágil que os outros répteis), exibição (sexual ou para intimidação de rivais) ou apenas um efeito visual durante o nado. Seus braços eram extremamente longos que serviam para pegar grandes peixes. Ele foi o primeiro dinossauro aquático a ser descoberto.

Gigante Perdido[editar | editar código-fonte]

Esqueleto reconstruído de um subadulto, com elementos fósseis autênticos.

Até hoje, nunca foi encontrado um material fóssil muito completo sobre o Espinossauro. O Espinossauro foi descoberto pelo paleontólogo alemão Ernst Stromer em 1912, no Egito. Stromer divulgou um estudo sobre alguns ossos de Espinossauro e sustentou a tese de que o animal podia ter sido maior do que o Tiranossauro rex. No entanto, estes fósseis foram destruídos em 1944 num bombardeio contra um museu de Munique, na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, os cientistas só descobriram ossos isolados de esqueletos de Espinossauro.

Recentemente, foi encontrado um fragmento do crânio de Espinossauro medindo um metro de comprimento. Comparado com crânios já conhecidos, estima-se que tivesse no total cerca de 3 metros. Baseado nessas dimensões e em outros esqueletos da mesma espécie, os cientistas calculam que essa criatura teria 18 metros de comprimento e pesava 15 toneladas, sem dúvida o maiores predador que já andou pela terra e deixou vestígios. Desta maneira, este dinossauro supera o Tiranossauro rex, cujo maior fóssil já encontrado até agora, batizado como "Sue", mede 12,8 metros de comprimento 5 metros de altura e pesava 8,4 toneladas (segundo recentes pesquisas).

Em Setembro de 2014 foi encontrado no Marrocos um fóssil de Espinossauro bem conservado, que mostrou que ele tinha adaptações para viver bem na água. Isso significa que o Espinossauro tinha uma vida semiaquática passando a maior parte de seu tempo na água. As extremidades de seus ossos o ajudavam na água mas não na terra, seu centro de gravidade era deslocado para trás, por isso quando estava em terra firme andava mais como um quadrúpede do que como um bípede.

Tamanho[editar | editar código-fonte]

Comparação do tamanho dos grandes dinossauros terópodes relacionados com o S. aegyptiacus.
  Homem
Theropods.png

Desde sua descoberta, o Espinossauro foi considerado como um dos mais longos e possivelmente o maior dos terópodes, embora este fato não fosse de conhecimento popular até sua aparição no filme Jurassic Park III onde batalha com um T-Rex e ganha. Ambos Friedrich von Huene[1] e Donald F. Glut,[2] em diferentes décadas, haviam listado o Espinossauro como um dos mais pesados terópodes pesando 9 toneladas. Em 1988, Gregory S. Paul listou-o também como o terópode mais longo com tamanho estimado de 15 metros de comprimento.[3] Estimativas mais recentes, baseadas em novos espécimes, listam Spinosaurus com 18 metros de comprimento e com 15 toneladas totais.[4]

François Therrien e Donald Henderson, em um artigo de 2007, usando uma estimativa de tamanho baseada no comprimento do crânio, desafiaram estimativas anteriores, considerando o comprimento pequeno demais e o peso muito grande. Suas estimativas foram de 12,6 a 14,3 metros de comprimento e uma massa de 12 a 17,9 toneladas.[5] Esse estudo tem sido criticado pela escolha dos terópodes usados para a comparação (a maioria dos esqueletos de terópodes usados para definir as equações iniciais eram de tiranossaurídeos e carnossauros, que têm uma constituição diferente dos espinossaurídeos) e por questões relacionadas a reconstrução de sua vela dorsal. Esse estudo pode não ter fundamento, pois os espinossauros não tinham nenhuma semelhanças com os dinossauros comparados[6] . A resolução depende de vestígios mais completos.

Alimentação[editar | editar código-fonte]

Há indícios de que os espinossauros se alimentavam de peixes. Esse animal possuía as tradicionais características dos outro predadores, a não ser os dentes que eram retos e não curvados e os braços um pouco maiores. Em 2004 a revista Nature anunciou a descoberta de um dente de espinossauro embebido numa vértebra de pterossauro, o que sugere a existência de uma relação predador-presa.
Espinossauro era na verdade um pescador, como indicado por suas maxilares alongadas, dentes cônicos e narinas levantadas. A evidência mais direta para sua dieta vem de uma espécie relacionada, o Baryonyx, que foi encontrado com os ossos de peixes e de um jovem Iguanodon em seu estômago. Quando um dente de um espinossauro foi encontrado nos restos de um pterossauro, foi sugerido que o espinossauro seria um predador generalizado e oportunista. Assemelhando-se aos grandes ursos polares, sendo inclinado para a pesca,embora nada realmente foi provado.

Estudos realizados pelo paleontólogo Thomas R. Holtz mostram o espinossauro como um super predador, extremamente bem adaptado ao seu ambiente de caça, munido de eficazes armas de caça, como seus poderosos antebraços, mais longos que os de qualquer outro predador da época, além de uma mordida fatal, garantindo que a presa não se soltasse de sua mandíbula.

Outro fato intrigante é de estarem presentes na ponta do focinho do espinossauro, orifícios que provavelmente eram conectados ao cérebro do animal, assim como os crocodilos de hoje, o que garante ao espinossauro: eficiência na caça em rios e lagos.

Os paleontologistas descobriram um fossil de espinossauro no Marrocos em 2014, ele mostrou que o espinossauro tinha adaptações para passar bastante tempo debaixo d'água e assim podia pescar os enormes peixes do cretáceo e também podia ir para a terra caçar outros dinossauros. Com essa descoberta ficou claro que o espinossauro alternava entre seus ambientes de caça, na água competindo com enormes crocodilianos e na terra competindo com outros enormes terópodes.

Cultura Popular[editar | editar código-fonte]

Cabeça de S.aegypticus baseado na reconstrução de Dal Sasso (2005).
Cartaz do filme Jurassic Park 3 no qual o Spinosaurus é o principal antagonista.

O Espinossauro foi caracterizado como o antagonista principal no filme Jurassic Park III. Mostrado como maior e mais poderoso do que um tiranossauro. Em uma cena que descreve uma batalha entre os dois predadores ressuscitados, o Espinossauro emerge vitorioso após ter quebrado o pescoço do adversário, um tiranossauro jovem. Na realidade, tal batalha só poderia ter ocorrido mesmo na ficção, pois o Espinossauro e o Tiranossauro viveram em lugares diferentes, separados pelo oceano Atlântico e/ou o mar do Caribe(o Tyrannosaurus viveu na América do Norte; enquanto o Spinosaurus viveu no norte da África). Mas o Espinossauro, já tinha que competir por comida com outro grande predador, o carcharodontossauro que era maior que o T-rex. No entanto, convém ressaltar que os animais (T-rex e Espinossauro) que habitavam a ilha no filme eram frutos de clonagem, e na obra de ficção não há nenhum laço de contemporaneidade entre os dinossauros reais.

Após aparecer em Jurassic Park III, o espinossauro foi caracterizado em uma grande variedade de mercadorias relacionadas ao filme. Também foi caracterizado no documentário de televisão Os Dinossauros perdidos do Egito, no qual era visto caminhando através dos pântanos do Egito no Cretáceo. Ele também foi mostrado no documentário Criaturas Titânicas como o maior, mais terrível e estranho dinossauro terópode. Embora muitos afirmarem que ele também aparece no filme A ERA DO GELO 3, o dinossauro que atacou a doninha Buck não é o Espinossauro, pois o mesmo não possuía a sua grande espinha. Talvez seja um Baryonix, um "primo" do Espinossauro, parecido com um crocodilo, que não era tão grande quanto um T-rex como mostrado no filme.


Além destas aparições o Espinossauro também aparece na série Terra Nova, no episódio 7 (Nigth Fall), no qual é atiçado pelo grupo Os sextos para atacar o acampamento TerraNova, que estava sem energia devido à queda de um meteorito. Enquanto o acampamento se ocupava em espantar o Espinossauro, os sextos invadiam o local sem que ninguém percebesse.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. von Huene, F.R.. (1926). "The carnivorous saurischia in the Jura and Cretaceous formations principally in Europe". Rev. Mus. La Plata 29: 35–167.
  2. Glut, D.F.. The New Dinosaur Dictionary. Secaucus, NJ: Citadel Press, 1982. 226–228 pp. ISBN 0-8065-0782-9.
  3. Paul, G.S. (1988). Predatory Dinosaurs of the World. New York: Simon and Schuster. 464 pp.
  4. dal Sasso, C.; Maganuco, S.; Buffetaut, E.; and Mendez, M.A.. (2005). "New information on the skull of the enigmatic theropod Spinosaurus, with remarks on its sizes and affinities". Journal of Vertebrate Paleontology 25 (4): 888–896. DOI:[0888:NIOTSO2.0.CO;2 10.1671/0272-4634(2005)025[0888:NIOTSO]2.0.CO;2].
  5. Therrien, F.; and Henderson, D.M.. (2007). "My theropod is bigger than yours...or not: estimating body size from skull length in theropods". Journal of Vertebrate Paleontology 27 (1): 108–115. DOI:[108:MTIBTY2.0.CO;2 10.1671/0272-4634(2007)27[108:MTIBTY]2.0.CO;2].
  6. Mortimer, Mickey (2007-03-25). Comments on Therrien and Henderson's new paper Dinosaur Mailing List. Visitado em 2007-07-04.