Marrocos

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde janeiro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
المملكة المغربية
ⵜⴰⴳⵍⴷⵉⵜ ⵏ ⵓⵎⵔⵔⵓⴽ

Reino de Marrocos
Bandeira de Marrocos
Brasão de armas de Marrocos
Bandeira Brasão de armas
Lema: Allāh, al Waţan, al Malik
em (Deus, Nação, Rei)
Hino nacional: Hymne Chérifien
Gentílico: Marroquino(a)

Localização de Marrocos

Localização de Marrocos e do Sahara Ocidental
Capital Rabat
Cidade mais populosa Casablanca
Língua oficial Árabe, Berbere
Governo Monarquia constitucional
 - Rei Maomé VI
 - Primeiro-ministro Abdelilah Benkirane
Formação 789[1] [2]  
 - Unificação da Dinastia Saadiana 1554 
 - Dinastia Alauita (presente) 1666 
 - Independência da França 2 de Março de 1956 
 - Independência da Espanha 7 de Abril de 1956 
Área  
 - Total 446 550 km² (57.º)
 - Água (%) 250
 Fronteira Argélia, Saara Ocidental e Espanha
População  
 - Estimativa de 2007 33 757 175 hab. (37.º)
 - Densidade 70 hab./km² (122.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2013
 - Total US$ 181 900 milhões * US$[3]  (56.º)
 - Per capita US$ 5300 (114.º)
IDH (2013) 0,591 (130.º) – médio[4]
Moeda Dirham marroquino (MAD)
Fuso horário (UTC+0)
 - Verão (DST) EST (UTC+1)
Clima Mediterrânico (no norte) e desértico
Cód. ISO MAR
Cód. Internet .ma
Cód. telef. +212
Website governamental www.maroc.ma

Mapa de Marrocos

O francês é amplamente utilizado em textos oficiais do Governo, e pela comunidade empresarial, embora não seja oficial. O árabe marroquino, uma variante da língua árabe, é o idioma nativo mais comum. Também são faladas várias línguas berberes.

Marrocos (em árabe: المغرب; transl.: al-Maġrib; em berbere: Amerruk / Murakuc), oficialmente Reino de Marrocos[5] (em árabe: المملكة المغربية; transl.: al-Mamlakah al-Maġribiyya; em tifinagh: ⵜⴰⴳⵍⴷⵉⵜ ⵏ ⵓⵎⵔⵔⵓⴽ; transl.: Tageldit n Umerruk) é um país localizado no extremo noroeste da África, estando limitado a norte pelo estreito de Gibraltar (por onde faz fronteira com a Espanha e Gibraltar), por Ceuta, pelo Mediterrâneo e por Melilha, a leste e a sul pela Argélia, a sul pelo Mauritânia através do Saara Ocidental (território maioritariamente por si controlado) e a oeste pelo oceano Atlântico. A capital do país é a cidade de Rabat. Marrocos retirou-se da União Africana, quando a República Árabe Saaráui Democrática foi aceite como membro.

História[editar | editar código-fonte]

Marrocos, tal como grande parte do Norte de África esteve sucessivamente sob o domínio dos fenícios, do Império Romano e do Império Bizantino até à chegada dos árabes, que trouxeram o Islão e fundaram o reino de Nekor, nas montanhas do Rife, no século VIII.

Os berberes, no entanto, assumiram o controle no século XI e governaram, não só Marrocos (agregando-lhe reinos vizinhos), mas também a parte sul da península ibérica, até ao fim do século XII.

Em 1415, Portugal vira os olhos para a África e empreende a conquista de Ceuta e, no século seguinte, a maior parte do litoral marroquino estava nas mãos de portugueses e espanhóis. Ceuta continua sob soberania espanhola até hoje.

Em 1904, na Conferência de Algeciras, a Inglaterra concedeu à França o domínio de Marrocos, cujo sultão tinha contraído uma grande dívida com aquele país da Europa (em troca, a França concordou que o Reino Unido governasse o Egito). Em 1859, a Espanha anexara Marrocos, anexação essa que terminaria quando o sultão marroquino Moulay Abd al-Hafid aceitou em 1912 o estatuto de protetorado francês.

A seguir à Segunda Guerra Mundial, de acordo com a Carta do Atlântico (assinada em 1941 por Winston Churchill e Franklin Delano Roosevelt), as forças vivas de Marrocos exigiram o regresso do sultão Maomé V e em 1955 a França, que já se encontrava a braços com insurreição na Argélia, concordou com a independência da sua colónia, que foi celebrada dia 2 de Março de 1956. A mudança do controle francês sobre Marrocos para as mãos do sultão e do partido independentista Istiqlal decorreu pacificamente.

Em Agosto de 1957, Maomé V transformou Marrocos num reino, passando a usar o título de rei. Quando, em 1959, o Istiqlal se dividiu em dois grupos: um abrangendo a maioria dos elementos do partido, conservador e obediente a Mohammed 'Allãl al-Fasi, apoiante do rei; outro, de carácter republicano e socialista, que adoptou o nome de (União Nacional das Forças Populares), Muhammed aproveitou a oportunidade para distanciar a figura do rei dos partidos, elevando-o a um papel arbitral.

Tal manobra política contribuiu decisivamente para o fortalecimento da monarquia, como se verificou no referendo de 1962, já com Mulay Hassan, filho de Maomé V (falecido em 1961), como rei Hassan II, em que foi aprovada uma constituição de cariz monárquico-constitucional. Um ano depois foram realizadas eleições parlamentares que levaram a conjuntura política a um beco sem saída. Tal facto permitiu a concentração de poderes em Hassan II, como ficou demonstrado na Constituição de 1970, que não sobreviveu a uma tentativa de golpe de Estado, em 1971. Sucedeu-lhe uma outra Constituição em 1972, que só foi implementada efectivamente após outra tentativa de golpe de Estado em Agosto desse ano.

O ano de 1974 marcou o início de uma nova orientação da política de Hassan II, a partir do momento em que Marrocos declarou a sua pretensão sobre o Saara Espanhol, rico em minérios (sobretudo fosfato), pretensão essa que foi concretizada em Novembro de 1975, com o avanço da "Marcha Verde", constituída por 350 000 voluntários desarmados, sobre o protetorado da Espanha, que evitou o conflito e conduziu à assinatura de um acordo em que eram satisfeitas as ambições de Marrocos.

No entanto, muitos têm sido os obstáculos à política marroquina: primeiro, a luta da guerrilha Polisário (Frente Popular para a Libertação de Saguia e do Rio do Ouro), apoiada pela Argélia e, mais tarde, também pela Líbia, que recusou, inclusive, os resultados de um referendo promovido por Hassan II em 1981; segundo, a condenação por parte das Nações Unidas; e, terceiro, a criação da República Árabe Saaráui Democrática em 1989, que tem obtido o reconhecimento de um número crescente de países.

Em 1994, o secretário-geral das Nações Unidas, Boutros Boutros-Ghali, propôs um aprofundamento das negociações com o objectivo de promover um processo de recenseamento eleitoral o mais completo possível, de modo a um futuro referendo ter uma legitimidade aceitável por ambas as partes.

Por último, é de salientar o papel que Marrocos tem desempenhado no importante processo de paz na Palestina, através de um relacionamento equilibrado entre Hassan II e as partes beligerantes, a Organização de Libertação da Palestina (OLP) e Israel, que permitiu, nomeadamente, o estabelecimento de interesses económicos naqueles países.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Imagem de satélite do território marroquino

Localizado no Magrebe, o reino de Marrocos é banhado pelo oceano Atlântico a oeste, e pelo mar Mediterrâneo a norte, e faz fronteira com a Argélia a leste, a sul e sudeste com a Mauritânia. Abrange uma área total de 446 550. A capital, Rabat, com uma população de 1 618 700 habitantes (2004), destacando-se também outras cidades, como Casablanca, a maior do país, com 3 741 200 habitantes, Tânger (629 800 habitantes) e Fez (1 019 300 habitantes).

Marrocos caracteriza-se por ser um país montanhoso, destacando-se quatro grandes cadeias montanhosas: o Rife, com a orientação noroeste-sudeste, que faz, geologicamente, parte das cordilheiras do sul da península Ibérica, e que tem como ponto mais alto o monte Jbel Tidirhine com 2 456 m, o Médio Atlas, o Alto Atlas e o Anti-Atlas. As três últimas integram a Cordilheira do Atlas, que se estende desde a costa atlântica até até à Tunísia, atravessando a Argélia. O Médio Atlas situa-se no centro-norte do país, imediatamente a sul do Rife, do qual está separado pela zona de planície conhecida como corredor de Taza. O Alto Atlas, a cadeia com as montanhas mais altas do país, onde se encontra o Jbel Toubkal (4 165 m), o pico mais alto do Norte de África, situa-se a sul do Médio Atlas. O Anti-Atlas é a cordilheira mais meridional e mais árida, que faz fronteira com o deserto do Saara. A região nordeste é ocupada pela bacia do rio Muluya, uma região de terras baixas, semiárida, criada pela erosão do rio. Mais a leste e a sudeste, encontram-se os altos planaltos, com cerca de 1 000 metros de altitude.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Grupos étnico-linguísticos em Marrocos em 1973

Em 2003, a população era de 31 689 263 habitantes, que viviam principalmente nas áreas planas a norte e oeste da cadeia do Atlas. As taxas de natalidade e de mortalidade eram, respetivamente, 23,26‰ e 5,78‰.

A esperança média de vida era 70,04 anos. O valor do Índice do Desenvolvimento Humano (IDH) era 0,654 e o valor do Índice de Desenvolvimento ajustado ao Género (IDG) era 0,590 (2001).

Estima-se que, em 2025, a população seja de 42 553 000 habitantes.

Os árabes representam cerca de 70% da população e os berberes 30%; todas as outras etnias não chegam a corresponder a 1%.[carece de fontes?] A religião dominante é a muçulmana sunita (99%). A língua predominante no país é a variante marroquina do árabe.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Pew Research Center, em 2010, a afiliação religiosa no país foi estimada em 99,9% muçulmanos, com todos os demais grupos religiosos representando apenas 0,1% da população.[7] As estimativas mais recentes colocam o tamanho da comunidade judaica em Casablanca em cerca de 2500, e as comunidades judaicas de Rabat e Marrakech em cerca de 100 membros cada. O restante da população judaica está disperso por todo o país.[8] Os muçulmanos sunitas formam a maioria, com 67% de adeptos, e os muçulmanos não-confessionais compõem 30% dos seguidores do Islã.[9]

A comunidade cristã, entre católicos romanos e protestantes, é constituída por cerca de 5.000 fiéis. A maioria dos cristãos residentes no Marrocos são estrangeiros, vivendo em centros urbanos como Casablanca, Tânger e Rabat. Alguns líderes cristãos locais estimam que existam até 4.000 cidadãos cristãos (na sua maioria berberes), vivendo predominantemente no sul do país. Outros líderes cristãos locais estimam que pode haver até 8.000 seguidores do Cristianismo em todo o país.[8]

Há uma estimativa de 3.000 a 8.000 muçulmanos xiitas, a maioria deles imigrantes do Líbano e Iraque, mas também alguns cidadãos convertidos. Seguidores de várias regiões do Magrebe e da África Ocidental realizam peregrinações anuais conjuntas para o país. A comunidade Baha'i, localizados em áreas urbanas, é estimada em 350 a 400 seguidores.[8]

Política[editar | editar código-fonte]

Marrocos é uma monarquia constitucional, com um parlamento eleito democraticamente, mas em que o rei é igualmente o chefe do governo.[10]

A aliança de forças políticas que patrocinaram a independência manteve-se no poder até 1958, quando o Partido Istiqlal assumiu o governo. Pouco depois, o partido dividiu-se em duas facções. A ala esquerda, excluída da administração central, venceu as eleições legislativas realizadas em 1960, tornando-se importante força de oposição ao governo conservador então no poder. Em 1961, com a morte do Rei Maomé V, subiu ao trono seu filho, Moulay Hassan, que passou a governar com o nome de Hassan II.

No seu conjunto, a política externa de Marrocos pode ser qualificada de "ecuménica", na qual cabem relações, embora frias, com Israel, e bom entendimento com os Estados Unidos, excepto no que diz respeito a diferenças quanto ao Oriente Médio. Além disso, Marrocos vem ampliando o escopo de sua actuação diplomática, mediante a intensificação das relações com a América Latina e o Extremo Oriente – especialmente com a República Popular da China e Coreia do Sul. Maomé VI está pessoalmente empenhado em diversificar e intensificar a presença marroquina no cenário internacional.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Regiões de Marrocos

Marrocos está dividido em 16 regiões (capitais entre parênteses):

  1. Chaouia-Ouardigha (Settat)
  2. Doukkala-Abda (Safim)
  3. Fez-Boulemane (Fez)
  4. Gharb-Chrarda-Beni Hssen (Kenitra)
  5. Grande Casablanca (Casablanca)
  6. Guelmim-Es Semara (Guelmim) (*)
  7. Laâyoune-Boujdour-Sakia El Hamra (Laâyoune) (*)
  8. Marrakech-Tensift-Al Haouz (Marrakech)
  9. Meknès-Tafilalet (Meknès)
  10. Oriental (Oujda)
  11. Oued Ed-Dahab-Lagouira (Dakhla) (*)
  12. Rabat-Salé-Zemmour-Zaer (Rabat)
  13. Souss-Massa-Drâa (Agadir)
  14. Tadla-Azilal (Beni Mellal)
  15. Tânger-Tetuão (Tânger)
  16. Taza-Al Hoceima-Taounate (Al Hoceima)

(*) As regiões indicadas por asteriscos estão parcialmente ou totalmente localizadas no Saara Ocidental.

Economia[editar | editar código-fonte]

Uma turista anda de dromedário. O turismo tem sido uma fonte de rendimento para muitos marroquinos.

A economia deste país baseia-se na agricultura, nos serviços, na indústria transformadora e na exploração mineral.

A terra arável abrange 8,5 milhões hectares e proporciona produções de trigo, milho, cevada,arroz citrinos, cana-de-açúcar e algodão, entre outras. A exploração mineral centra-se na extracção de fosfatos no Saara Ocidental.

As principais produções das indústrias transformadoras são os produtos alimentares, os têxteis, os artigos de couro e os adubos. O turismo constitui uma importante fonte de receitas. Os principais parceiros comerciais de Marrocos são: Portugal,França, Espanha, Estados Unidos e Alemanha.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Erg Chebbi, uma das duas zonas de dunas do Saara marroquino

Um dos grandes eventos de Marrocos é a ultra-maratona na areia, que é disputada no sul do país. Os competidores percorrem 206 quilómetros em seis etapas. Os participantes carregam uma mochila com todo o material necessário, mas só podem beber nove litros de água por dia. Tempestades de areia e bolhas nos pés são os maiores obstáculos. Em 1994, o vencedor foi o russo Andrei Derksen, com dezasseis horas e 55 minutos.

No jantar marroquino, as mesas geralmente não ficam preparadas, pois os pratos são trazidos pouco a pouco. Uma empregada ou um membro mais jovem da família (sempre uma mulher) traz uma bacia de metal com sabão no meio, às vezes feito de esculturas artesanais, e água em volta. As mãos são lavadas e uma toalha é oferecida para secá-las.[carece de fontes?] Os marroquinos têm o costume de beber chá verde com hortelã (menta) e açúcar antes e depois da refeição. Agradecem a Deus dizendo bismillah. Eles comem primeiramente de um prato comunitário, com a mão direita, o polegar e os dois primeiros dedos. No fim das refeições, agradecem novamente dizendo all hamdu Lillah, que quer dizer: "graças a Deus" e repetem o ritual de lavar as mãos.[carece de fontes?]

Desportos[editar | editar código-fonte]

No desporto, teve como grande astro o atleta Hicham El Guerrouj, o mais rápido meio fundista de todos os tempos, detentor de três recordes mundiais homologados pela IAAF: 1 500 metros, milha (1 609 metros) e 2 000 metros.

Feriados[editar | editar código-fonte]

Data Nome em português Nome em árabe
2 e 3 de março]] Independência عيد الاستقلال
1 de maio Dia do Trabalhador عيد العمال
23 de maio Dia da Nação يوما للأمة
9 de julho Dia da Juventude يوم الشباب
13 de julho Coroação do rei Maomé VI يوم تتويج الملك
30 de julho Festa do Trono L'Aïd el Arch الطرف على العرش
14 de agosto Dia da Lealdade أيام المعرض
20 de agosto Aniversário do Rei الذكرى السنوية للملك

Referências

  1. - "tradition (...) reaches back to the origins of the modern Moroccan state in the ninth century Idrisid dynasty which founded the venerable city of. Fes", G Joffe, Morocco: Monarchy, legitimacy and succession, in : Third World Quarterly, 1988
  2. "The Idrisids, the founder dynasty of Fas and, ideally at least, of the modern Moroccan state (...)", Moroccan dynastic shurfa’‐hood in two historical contexts: idrisid cult and ‘Alawid power, in : The Journal of North African Studies Volume 6, Issue 2, 2001
  3. Morocco. International Monetary Fund. Página visitada em 18 de abril de 2012.
  4. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Relatório de Desenvolvimento Humano 2013 – Ascensão do Sul: progresso humano num mundo diversificado (14 de março de 2013). Página visitada em 15 de março de 2013.
  5. "Conventional long form: Kingdom of Morocco - Conventional short form: Morocco - Local long form: al-Mamlakah al-Maġribiyya - Local short form: al-Maġrib" - CIA World Factbook
  6. Geonames[fonte fiável?]
  7. Religious Composition by Country (PDF) (em inglês). Pew Research Center. Página visitada em 12 de maio de 2014.
  8. a b c International Religious Freedom Report for 2011 – Morocco (em inglês). U.S Department of State. Página visitada em 12 de maio de 2014.
  9. Pew Forum on Religious & Public life. 9 de agosto de 2012.
  10. Moroccan king in referendum win (em inglês)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Marrocos