Canárias

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Canárias
Canarias, Canarias
Bandeira de Canárias Escudo de Canárias

Bandeira e escudo de Canárias

Hino Arrorró
'

Mapa da localização de Canárias

Capital Las Palmas de Gran Canaria e Santa Cruz de Tenerife

Área
 - Total
 - % de Espanha


7447 km²
1,5%

População
 - Total (2005)
 - % de Espanha
 - Densidade


1 968 280
4,4%
264,30hab/km²

Gentílico canário, -a
Províncias Las Palmas, Santa Cruz de Tenerife
Idioma oficial Castelhano
Festividade
Estatuto de Autonomia 16 de Agosto de 1982
ISO 3166-2 ES-CN

Representação parlamentar
 - Congresso
 - Senado

 

15 1 assentos
13 2 assentos

Presidente Paulino Rivero (CC)
Governo das Canárias
¹ 8 de Las Palmas e 7 de Santa Cruz de Tenerife

² 1 de eleição directa, 3 por Tenerife, 3 por Gran Canaria, 1 por cada uma das restantes ilhas; e 2 de eleição indirecta pela comunidade

As Ilhas Canárias são um arquipélago espanhol no Oceano Atlântico, ao largo de Marrocos, constituindo uma Região Autónoma da Espanha. A área é de 7447 km² (décima-terceira Comunidade espanhola em área); a população em 2003 era de 1 843 755, em 2005 quase 2 000 000, correspondendo à oitava região mais populosa. A densidade demográfica é de 247,58 hab/km²

Para além dos vizinhos continentais, as Canárias são também o território mais próximo do arquipélago da Madeira. Capitais: Las Palmas de Gran Canária e Santa Cruz de Tenerife.

Índice

[editar] O arquipélago das Canárias

Mapa do arquipélago das Canárias.

O arquipélago das Canárias, é constituído por sete ilhas principais, divididas em duas províncias, e várias pequenas ilhas e ilhéus costeiros:

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Há ainda um conjunto de pequenos ilhéus costeiros, penedos e ilhotas (Anaga, Salmor, Garachico).

[editar] História

As ilhas Canárias eram conhecidas desde a mais remota antiguidade, sendo, no período greco-romano da história europeia, conhecidas por Ilhas Afortunadas. Existem relatos fidedignos e vestígios arqueológicos da presença cartaginesa na ilha.

As ilhas foram descritas na literatura clássica greco-latina com base na obra de Juba II, rei da Numídia, que as mandou reconhecer e que, diz-se, por ter encontrado grande números de cães, lhes deu o nome de Canárias (ilhas dos cães).

Depois de algum tempo de isolamento, resultado do desabar do Império Romano e das grandes convulsões da Europa medieval, as ilhas começaram novamente a ser visitadas com regularidade por embarcações européias por meados do século XIII, principalmente maiorquinas, portuguesas e genovesas.

Durante os séculos XIII e XIV, com o consentimento papal e com o apoio da coroa castelhana, organizaram-se várias expedições comerciais em busca de escravos, peles e tinta. Em 1402 inicia-se a conquista destas ilhas com a expedição a Lançarote dos normandos Jean de Bethencourt e Gadifer de la Salle, mas prestando vassalagem aos reis de Castela e com o apoio da Santa Sé. Devido à localização geográfica, à falta de interesse comercial e à resistência dos Guanches ao invasor, a conquista só terminou em 1496 quando os últimos guanches em Tenerife se renderam.

A conquista das Canárias foi a antecedente da conquista do Novo Mundo, baseada na destruição quase completa da cultura indígena, rápida assimilação do cristianismo, miscigenação genética dos nativos e dos colonizadores.

Uma vez concluída a conquista das ilhas, passa a depender do reino de Castela, impõe-se um novo modelo económico baseado na monocultura (primeiro a cana-de-açúcar e posteriormente o vinho, tendo grande importância o comércio com Inglaterra). É nesta época que se constituíram as primeiras instituições e órgãos de governo (Cabildos e Concelhos).

Parlamento das Ilhas Canárias
Parlamento das Ilhas Canárias

As Canárias converteram-se em ponto de escala nas rotas comerciais com a América e África (o porto de Santa Cruz de La Palma chega a ser um dos pontos mais importantes do Império Espanhol), o que traz grande prosperidade a determinados sectores da sociedade, mas as crises da monocultura no século XVIII e a independência das colónias americanas no século XIX, provocaram graves recessões.

No século XIX e na primeira metade do século XX, a razão das crises económicas é a Imigração cujo destino principal é o continente americano.

No inicio do séc.XX é introduzido nas ilhas Canárias pelos ingleses uma nova monocultura: a banana, cuja exportação será controlada por companhias comerciais como a Fyffes. A rivalidade entre as elites das cidades de Santa Cruz e Las Palmas pela capital das ilhas levará que em 1927 se tome a decisão da divisão do arquipélago em províncias. Atualmente a capital esta dividida nas duas cidades.

[editar] Economia

A economia é baseada no sector terciário (74,6%), principalmente turismo que têm proporcionado o desenvolvimento da construção civil, sendo a origem dos turistas: Espanhóis (30%), Alemães, Britânicos, Suecos, Franceses, Russos, Austríacos, Holandeses, Portugueses e de outras nacionalidades européias.

A indústria é escassa, basicamente agroalimentária, de tabaco e de refinação de Petróleo (A refinaria de petróleo de Tenerife é a maior de Espanha). Depois da ocupação do Sara Ocidental por Marrocos, as indústrias de conserva e de salga de pescado desapareceram.

Só esta cultivado 10% do solo sendo a maioria de secano (cevada e trigo), e de regadio uma minoria (tomates, bananas e tabaco), orientados para o comércio com o resto da Espanha e da União Européia. Também se iniciou a exportação de frutas tropicais (abacate e manga) e flores. A pecuária, principalmente a caprina e a bovina, tem sofrido um importante retrocesso nas últimas décadas.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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