Ruanda
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| Republika y'u Rwanda République du Rwanda Republic of Rwanda República de Ruanda |
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| Lema: "Ubumwe, Umurimo, Gukunda Igihugu" ("Unidade, Trabalho, Patriotismo") | |
| Hino nacional: "Rwanda rwacu" ("Bela Ruanda") | |
| Gentílico: ruandês(a)[1] | |
| Capital | Kigali |
| Cidade mais populosa | Kigali |
| Língua oficial | Kinyarwanda, francês e inglês |
| Governo | República presidencialista |
| - Presidente | Paul Kagame |
| - Primeiro-Ministro | Bernard Makuza |
| Independência | da Bélgica |
| - Data | 1º de julho de 1962 |
| Área | |
| - Total | 26.338 km² (144º) |
| - Água (%) | 5,3 |
| Fronteira | Uganda (N), Tanzânia (E), Burundi (S), e República Democrática do Congo (W) |
| População | |
| - Estimativa de 2008 | 10.186.063 hab. (79º) |
| - Densidade | 320 hab./km² (21º) |
| PIB (base PPC) | Estimativa de 2007 |
| - Total | US$: 8.576 bilhões (145º) |
| - Per capita | US$: 899 (164º) |
| Indicadores sociais | |
| - Gini (2000) | 46.8 [2] – alto |
| - IDH (2006) | 0,435 (165º) – baixo |
| - Esper. de vida | 46,2 anos (185º) |
| - Mort. infantil | 83.42/mil nasc. (21º) |
| - Alfabetização | 64.9% (145º) |
| Moeda | Franco ruandês (RWF) |
| Fuso horário | (UTC+2) |
| - Verão (DST) | não observado (UTC+2) |
| Clima | Tropical |
| Org. internacionais | ONU, UA, Francofonia |
| Cód. ISO | RWA |
| Cód. Internet | .rw |
| Cód. telef. | +250 |
| Website governamental | http://www.gov.rw/ |
Ruanda (em kinyarwanda, francês e inglês: Rwanda) é um pequeno país montanhoso da África, encravado entre o Uganda, a norte, a Tanzânia, a leste, o Burundi, a sul e a República Democrática do Congo, a oeste. Sua capital é Kigali.
Índice |
[editar] História
Ao contrário dos seus vizinhos, Ruanda, que era um reino centralizado, não teve a sua “sorte” decidida na Conferência de Berlim (de 1885) e só foi entregue à Alemanha (juntamente com o vizinho Burundi) em 1890, numa conferência em Bruxelas, em troca de Uganda e da ilha de Heligoland. No entanto, as fronteiras desta colônia – que, na altura incluíam também alguns pequenos reinos das margens do Lago Vitória – só foram definidas em 1900.
Depois da derrota da Alemanha na Primeira Guerra Mundial, o protectorado foi entregue à Bélgica, por mandato da Liga das Nações. O domínio belga foi muito mais directo e duro que o dos alemães e, utilizando a Igreja Católica, manipulou a classe alta dos tutsi para reprimir o resto da população - majoritariamente hutus e demais tutsis - incluindo a cobrança de impostos e o trabalho forçado, criando um fosso social maior do que o que já existia.
Depois da Segunda Guerra Mundial, Ruanda tornou-se novamente um protectorado, pelas Nações Unidas, tendo a Bélgica como autoridade administrativa. Através de uma série de processos, incluindo várias reformas, o assassinato do rei Mutara III Charles, em 1959 e a fuga do último monarca do clã Nyiginya, o rei Kigeri V, para Uganda, os hutus ganharam mais poder e, na altura da independência, em 1962, os hutus eram os políticos dominantes. Em 25 de Setembro de 1960, a ONU organizou um referendo no qual os ruandeses decidiram tornar-se uma república. Depois das primeiras eleições, foi declarada a República de Ruanda, com Grégoire Kayibanda como primeiro-ministro.
Após vários anos de instabilidade, em que o governo tomou várias medidas de repressão contra os tutsis, em 5 de Julho de 1973, o major general Juvénal Habyarimana, que era ministro da defesa, destituiu o seu primo Grégoire Kayibanda, dissolveu a Assembleia Nacional e aboliu todas as actividades políticas. Em Dezembro de 1978 foram organizadas eleições, nas quais foi aprovada uma nova constituição e confirmado Habyarimana como presidente, que foi reeleito em 1983 e em 1988, como candidato único mas, em resposta a pressões públicas por reformas políticas, Habyarimana anunciou em Julho de 1990 a intenção de transformar o Ruanda numa democracia multipartidária.
No entanto, nesse mesmo ano, uma série de problemas climáticos e econômicos geraram conflitos internos e a Frente Patriótica Ruandesa (RPF), dominada por tutsis refugiados nos países vizinhos lançou ataques militares contra o governo hutu, a partir de Uganda. O governo militar de Juvénal Habyarimana respondeu com programas genocidas contra os tutsis. Em 1992 foi assinado um cessar-fogo entre o governo e a RPF em Arusha, Tanzania.
Em 6 de Abril de 1994, Juvénal Habyarimana e Cyprien Ntaryamira, o presidente do Burundi, foram assassinados quando o seu avião foi atingido por fogo quando aterrisava em Kigali. Durante os três meses seguintes, os militares e milícianos ligados ao antigo regime mataram cerca de 800.000 tutsis e hutus oposicionistas, naquilo que ficou conhecido como o Genocídio de Ruanda. Entretanto, a RPF, sob a direção de Paul Kagame ocupou várias partes do país e, em 4 de Julho entrou na capital Kigali, enquanto tropas francesas de manutenção da paz ocupavam o sudoeste, durante a “Opération Turquoise”.
Ainda trabalha-se para julgar os culpados pelo massacre de Ruanda. Até 2001, 3 mil foram julgados, com 500 penas máximas.
Paul Kagame ficou como vice-presidente e Pasteur Bizimungu como presidente mas, em 2000, os dois homens fortes entraram em conflito, Bizimungu renunciou à presidência e Kagame ficou como presidente. Em 2003, Kagame foi finalmente eleito para o cargo, no que foram consideradas as primeiras eleições democráticas depois do Genocídio. Entretanto, cerca de 2 milhões de hutus refugiaram-se na República Democrática do Congo, com medo de retaliação pelos tutsis. Muitos regressaram, mas conservam-se ali milícias que têm estado envolvidas na guerra civil daquele país.
Dois filmes ajudam a entender a amplitude do conflito e a interferência internacional durante a formação, o decorrer e o fim do Genocídio, o primeiro é "Hotel Ruanda", que conta a história de um hoteleiro chamado Paul Rusesabagina, que enfrenta a difícil tarefa de defender sua família e amigos tutsis, da repressão hutu, e acaba por abrigar diversos refugiados, em miséria e pavor, em seu hotel antes destinado aos turistas e missionários na região. A história é baseada em fatos reais. O segundo filme, "Aperte as mãos do diabo", é uma adapatação da autobiografia do general Romeo Dallaire. O filme conta a jornada de Dallaire no genocídio de 1994 em Ruanda, e de como seu pedido de mais ajuda à Organização das Nações Unidas foi ignorado. Uma curiosidade é que ambos os filmes destacam a tentativa estado-unidense, apoiada pelos britânicos, de impedir a veiculação do termo genocídio, o qual obrigaria uma intervenção internacional com a participação tanto dos EUA, quanto do Reino Unido.
[editar] Política
O Ruanda é uma república unitária, com um regime político democrático, do tipo presidencial, com forte componente militar.
[editar] Subdivisões
Obs.: o trecho seguinte está "compactado" de modo a despoluir visualmente o contexto da página toda.
Antes de Janeiro de 2006, o Ruanda estava dividido em 12 intara, partidos em 160 akarere, que foram compartimentados em 1545 umujyi, foram ainda divididos em 9165 partes. As intara eram:
- Butare
- Byumba
- Cyangugu
- Gikongoro
- Gisenyi
- Gitarama
- Kibungo
- Kibuye
- Kigali
- Província de Kigali Rural
- Ruhengeri
- Umutara
O Ruanda está dividido em 5 províncias (intara), as quais estão por sua vez divididas em distritos. As províncias são:
[editar] Geografia
Ruanda é um país localizado no interior da África. Faz fronteira ao norte com Uganda, ao sul e a leste com Tanzania e a oeste com a República Democrática do Congo. A fronteira com a República Democrática do Congo está estabelecida em grande parte pelo lago Kivu, sendo parte do Vale do Rift.
É um país muito acidentado, com muitas montanhas e vales, pelos quais é conhecido como o país das mil colinas.
Embora localizado somente a dois graus ao sul do equador, a elevada altitude de Ruanda torna o clima temperado. A temperatura média próxima ao lago Kivu, a uma altura de 1.463 metros é de 23°C. Durante as duas estações chuvosas (Fevereiro-Maio e Setembro-Dezembro), ocorrem enchentes prolongadas, alternadas com o tempo ensolarado. As médias pluviométricas anuais são de 80 centímetros, mas são mais intensas nas montanhas ocidentais e do noroeste do que nos savanas orientais.
Principais indicadores sobre o Ruanda:
- PIB: 5172 milhões USD
- PIB por habitante: 660 USD
- PNB por volume: 5,6 mil milhões USD
- PNB por habitante: 230 USD
- Taxa de inflação: 10% (1998)
- Dívida externa: 1,2 mil milhões USD(1998)
- Moeda: franco ruandês - câmbio: 10.000 franco ruandes = 32.69860 Real brasileiro ou 12.76154 Euro (19 de Novembro de 2007)
[editar] Economia
Ruanda é um país rural com aproximadamente 90% da população trabalhando na agricultura. É o país mais densamente povoado da África, tem poucos recursos naturais e um setor industrial extremamente pequeno. As exportações de Ruanda se resumem em café e chá.
A base econômica frágil de Ruanda se agravou em 1994, quando a população do país, especialmente as mulheres, foi severamente castigada, num dos episódios de genocídio mais brutais da história. Isso corroeu a habilidade do país em atrair o investimento privado e externo.
Entretanto, Ruanda fez progresso significativo em estabilizar e em revigorar sua economia nos últimos 10 anos.
- Moeda: franco da Ruanda.
- PIB: US$ 2 bilhões (1998).
- PIB agropecuária: 47% (1998).
- PIB indústria: 21% (1998).
- PIB serviços: 32% (1998).
- Crescimento do PIB: -3,2% ao ano (1990-1998).
- Renda per capita: US$ 230 (1998).
- Força de trabalho: 4 milhões (1998).
- Agricultura: banana-da-terra, batata-doce, mandioca, feijão, café, chá, sorgo, piretro.
- Pecuária: bovinos, ovinos, caprinos.
- Mineração: gás natural, cassiterita, berilo.
- Indústria: bebidas, tabaco, alimentícia, têxtil, petroquímica (plástico).
- Exportações: US$ 63 milhões (1998).
- Importações: US$ 287 milhões (1998).
- Principais parceiros comerciais: Holanda (Países Baixos), Bélgica, Luxemburgo, Alemanha, Suíça, Tanzânia, Uganda.[3]
[editar] Demografia
Informações sobre a demografia de Ruanda:
- População: 8 154 993
- Superfície: 26 338 km²
- Religiões: 65% católica; 9% protestante; 1% muçulmana; 25% crenças nativas.
- Número de missionários brasileiros no país: 4
- Índice de pobreza: 51,2% (1993 est.)
- Taxa de alfabetização: 60,5% (1995 Est.)
- Índice de Desenvolvimento humano: (IDH) 0,450 (2006)
[editar] Cultura
| Data | Nome em português | Nome local | Observações |
|---|---|---|---|

