Mandioca

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Raízes de mandioca após colheita

Raízes de mandioca após colheita
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Malpighiales
Família: Euphorbiaceae
Género: Manihot
Espécie: M. esculenta
Nome binomial
Manihot esculenta
Crantz


Mandioca (do tupi mãdi'og[1] , mandi-ó ou mani-oca que significa "casa de Mani"[2] ), mandioca-brava ou mandioca-amarga são termos brasileiros para classificar a espécie Manihot esculenta (sinônimo M. utilissima)[3] que possui elevada toxicidade porém são igualmente consumidos após um preparo especial e das quais se produz a maior parte das farinhas e bebidas.[4]

A denominação de "aipim"[5] ou "macaxeira"[5] entre outras são usadas para os tipos com baixa toxicidade e que podem ser consumidos n natura.[6] [7]

O nome dado ao caule do pé de mandioca é maniva, o qual, cortado em pedaços, é usado no plantio. Trata-se de um arbusto que teria tido sua origem mais remota no oeste do Brasil (sudoeste da Amazônia) e que, antes da chegada dos europeus à América, já estaria disseminado, como cultivo alimentar, até a Mesoamérica (Guatemala, México). Espalhada para diversas partes do mundo, tem hoje a Nigéria como seu maior produtor[8] .


Etimologia[editar | editar código-fonte]

"Mandioca" origina-se do termo tupi mãdi'og[9] , mandi-ó ou mani-oca que significa "casa de Mani"[10] , sendo Mani a deusa benfazeja dos guaranis que se transforma em mani-oca. "Aipim" origina-se do termo tupi ai'pi'[11] .

"Maniva" origina-se do termo tupi mani'iwa[12] . Como encontra-se em Casa Grande e Senzala, ao chegarem ao Brasil, os primeiros europeus se espantaram com a fartura da farinha de mandioca, muito mais abundante e fácil de ser obtida que a farinha de trigo europeia.

Cultivo[editar | editar código-fonte]

Espécie[editar | editar código-fonte]

O termo "mandioca" e demais é atribuído à planta Manihot esculenta descrita por Crantz, tanto as mandiocas de uso industriais e tóxicas quanta as de uso doméstico estão enquadradas nessa especíe. especiação.[13]

Economia[editar | editar código-fonte]

Processamento de mandioca - Hanoi, Vietnã

Em 2010, o rendimento médio foi de 12,5 toneladas por hectare de cultura da mandioca em todo o mundo. As fazendas de mandioca mais produtivas em todo o mundo estavam na Índia, com uma produtividade média nacional de 34,8 toneladas por hectare em 2010.[14]

O Brasil ocupa a segunda posição na produção mundial de mandioca, com 12,7% do total.[15] Em 2014, os preços recebidos pelos produtores paulistas de mandioca industrial são os mais elevados dos últimos cinco anos, refletindo a grave estiagem que assola a região Nordeste do país há mais de um ano.[16]

A mandioca desempenha um papel vital na segurança alimentar das economias rurais dos países da África subsariana, devido à sua resistência à seca, baixa fertilidade do solo e pragas.[17]

Utilização[editar | editar código-fonte]

Culinária[editar | editar código-fonte]

Mandioca frita - Guiana
Pudim de mandioca - Belize

Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil Colônia, foi um dos principais alimentos utilizados pelos colonos. Em forma de farinha, integrava vários pratos, como bolo, beiju, sopa, angu e, às vezes, misturada apenas com água ou com feijão e carne, quando havia.[18]

Os tipos de farinhas comuns na região Norte do Brasil:[19]

  • Farinha-d'água
  • Farinha de tapioca
  • Farinha do uarini
  • Farinha suruí

Colômbia[editar | editar código-fonte]

A carimañola é um prato típico colombiano e consiste em um tipo de bolinho de mandioca em forma de torta. Mandioca Breda foi preparado por membros do povo de Saliva na província de Casanare, Colômbia, no início de 1856.[20]

Filipinas[editar | editar código-fonte]

Nas Filipinas, o bolo de mandioca ou Kakanin é uma das sobremesas caseiras mais populares e apreciadas. É feito a partir de mandioca ralada (Kamoteng Kahoy), misturado com leite de coco, ovos e manteiga e coberto com uma mistura de leite cremoso. É também chamado de cassava bibingka.[21]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

LOPES, Sônia (1999), Bio Introdução ao estudo dos seres vivos, Editora Saraiva. ISBN 4. ed., pág 200

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 077
  2. CALDAS TIBIRIÇÁ, L., Dicionário Guarani Português. Editora Traço, ISBN 85-7119-017-8, 174 páginas, 1989.
  3. Embrapa. Mandioca. Embrapa Mandioca e Fruticultura. Página visitada em 27/7/2014.
  4. Sheila Moura Hue; Angelo Augusto Santos; Ronaldo Menegaz (2009). Delícias do descobrimento: a gastronomia brasileira no século XVI. Zahar. p. 60. ISBN 978-85-378-0106-2.
  5. a b Peter Schröder (2003). Economia indígena: situação atual e problemas relacionados a projetos indígenas de comercialização na Amazônia legal. Editora Universitária UFPE. p. 39. ISBN 978-85-7315-195-4.
  6. Almir Dias Alves da Silva e Elton Oliveira Santos (2008). Cultura da mandioca. Instituto Agronômico de Pernambuco. Página visitada em 27/7/2014.
  7. Enciclopédia agrícola brasileira: I-M. EdUSP. 1995. p. 394. ISBN 978-85-314-0719-2.
  8. Variedade Híbrida de Mandioca, por Antônio Abrantes, artigo sobre Nagib Nassar (acessado em fevereiro de 2009)
  9. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 077
  10. CALDAS TIBIRIÇÁ, L., Dicionário Guarani Português. Editora Traço, ISBN 85-7119-017-8, 174 páginas, 1989.
  11. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.71
  12. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 081
  13. Julio Seabra Inglez Souza (1995). Enciclopédia agrícola brasileira: E-H. EdUSP. p. 101. ISBN 978-85-314-0584-6.
  14. Food and Agriculture Organization: FAOSTAT: Production, Crops, Cassava, 2010 data (2011).
  15. Cultivo da Mandioca para o Estado do Pará. EMBRAPA (Jan/2003). Página visitada em 27/82014.
  16. José Roberto Da Silva (27/05/2013). Produção Nacional de Mandioca: 2013. IEA - Instituto de Economia Agrícola. Página visitada em 27/82014.
  17. Dziedzoave, N.T.; Abass, A.B.; Amoa-Awua, W.K.A.; Sablah, M. Quality management manual for production of high quality cassava flour. IITA. pp. 2–. ISBN 978-978-131-282-3.
  18. Lima, Cláudia. Tachos e panelas: historiografia da alimentação brasileira. Recife: Ed. da autora, 1999. 2ª Ed. 310p. ISBN 8590103218
  19. Bruna Trevisani. A Cozinha Amazônica. Editora Melhoramentos. p. 6. ISBN 85-06-06224-1.
  20. Paz, Manuel María. Saliva Indian Women Making Cassava Bread, Province of Casanare. World Digital Library.
  21. Emily Shaw (2014). Recipes from Around the World, Volume 2. Bookpubber. p. 324. GGKEY:G7YNB0CUAZ4.
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