Cará

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Folhas do cará

Folhas do cará
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Liliopsida
Subclasse: Liliidae
Ordem: Dioscoreales
Família: Dioscoreaceae
Género: Dioscorea

O cará é um tubérculo cultivável. As várias espécies de cará pertencem ao gênero Dioscorea, da família Dioscoreaceae. O padre José de Anchieta menciona o cará em seus escritos, louvando seus valores. Seu nome vem de um termo de origem tupi, através do vocábulo ka'rá[1] .

Espécies[editar | editar código-fonte]

Cará subterrâneo

Segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, a espécie Dioscorea trifida (cará doce) é originária da América do Sul, enquanto que outras espécies vêm do oeste da África (como D. rotundata), do sul da Ásia (D. alata) ou da China (D. opposita); foram espalhadas por viajantes portugueses, espanhóis e árabes[2] . O cará doce foi cultivado pela primeira vez pelos índios nas regiões limítrofes entre o Brasil e as Guianas[3] [4] . O cará completava a roça dos índios, junto com a mandioca, amendoim, batata-doce etc. O cará é também chamado de inhame[3] , um nome que se origina de línguas do oeste da África.

Como hortaliça, o cará é um alimento energético. Também destaca-se como fonte de vitaminas do complexo B. Podem ser cultivados o cará subterrâneo e o cará aéreo, comum em algumas regiões do interior do Brasil, mas dificilmente encontrado no mercado das grandes cidades.

Os nomes "cará" e "inhame" são, também, comumente utilizados para se designar espécies de taro (Colocasia)[3] , de Alocasia e de Xanthosoma, porque os tubérculos subterrâneos de todas essas plantas são parecidos e preparados na culinária de modo semelhante. Esses outros gêneros de plantas, no entanto, pertencem a uma outra família de plantas: as Araceae.

Referências

  1. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p. 346
  2. (em inglês) Roots, tubers, plantains and bananas in human nutrition, 1990, ISBN 92-5-102862-1.
  3. a b c Gilberto Pedralli, 2002, Uso de nomes populares para as espécies de Araceae e Dioscoreaceae, in Carmo, C.A.S, Inhame e taro. Sistemas de produção familiar, Vitória: Incaper, p. 15-26.
  4. Ayensu, Coursey, 1972.
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