Pernambuco
| Estado de Pernambuco | |
| Hino: Hino de Pernambuco | |
| Gentílico: Pernambucano (a) | |
| Localização | |
| - Região | Nordeste |
| - Estados limítrofes | Bahia, Piauí, Alagoas, Ceará e Paraíba |
| - Mesorregiões | 5 |
| - Microrregiões | 19 |
| - Municípios | 185 |
| Capital | |
| Governo | 2011 a 2015 |
| - Governador(a) | Eduardo Campos (PSB) |
| - Vice-governador(a) | João Lyra Neto (PDT) |
| - Deputados federais | 25 |
| - Deputados estaduais | 49 |
| - Senadores | Armando Monteiro Neto (PTB) Jarbas Vasconcelos (PMDB) Humberto Costa (PT) |
| Área | |
| - Total | 98 311,616 km² (19º) [1] |
| População | 2010 |
| - Estimativa | 8 796 032 hab. (7º)[2] |
| - Densidade | 89,47 hab./km² (6º) |
| Economia | 2009[3] |
| - PIB | R$78,428 bilhões (10º) |
| - PIB per capita | R$8 901,93 (20º) |
| Indicadores | 2009[4] |
| - Esper. de vida | 69,1 anos (25º) |
| - Mort. infantil | 35,7‰ nasc. (25º) |
| - Analfabetismo | 17,6% (21º) |
| - IDH (2005) | 0,718 (23º) – médio[5] |
| Fuso horário | UTC-3 |
| Clima | tropical atlântico (no litoral) e semi-árido (no agreste e sertão) Am, Bsh |
| Cód. ISO 3166-2 | BR-PE |
| Site governamental | www.pe.gov.br |
Pernambuco é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no centro-leste da região Nordeste e tem como limites os estados da Paraíba (N), do Ceará (NO), de Alagoas (SE), da Bahia (S) e do Piauí (O), além de ser banhado pelo oceano Atlântico (L). Ocupa uma área de 98 311 km² (pouco menor que a Coreia do Sul). Também fazem parte do seu território os arquipélagos de Fernando de Noronha e São Pedro e São Paulo. Sua capital é a cidade do Recife e a sede administrativa é o Palácio do Campo das Princesas.[6][7][8]O atual governador é Eduardo Campos (PSB).[9]
O maior aglomerado urbano de Pernambuco é a Região Metropolitana do Recife (RMR), um dos principais polos industriais do Nordeste.[10] As cidades mais importantes fora da RMR são: Vitória de Santo Antão, Goiana e Carpina, na Zona da Mata; Caruaru, Garanhuns e Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste; e Petrolina, Serra Talhada e Araripina, no Sertão.
Uma das primeiras regiões do Brasil a ser ocupada pelos portugueses, Pernambuco foi também o mais importante núcleo econômico e um dos principais núcleos políticos do período colonial.[11] O estado teve ativa participação em diversos episódios da história brasileira: foi palco das Batalhas dos Guararapes, decisivas na Insurreição Pernambucana e consideradas a origem do Exército Brasileiro; e serviu de berço a movimentos de caráter nativista ou de ideais libertários, como a Guerra dos Mascates, a Revolução Pernambucana, a Confederação do Equador e a Revolta Praieira.[12]
Pernambuco é atualmente o décimo estado mais rico do Brasil; e Recife a cidade com o maior PIB per capita entre as capitais da Região Nordeste.[13] No estado nasceram nomes de destaque da indústria brasileira, como Norberto Odebrecht, José Ermírio de Morais e Antônio de Queiroz Galvão. O nível de desenvolvimento social pernambucano é superior ao dos países menos avançados, mas ainda está abaixo da média brasileira. Não obstante, Pernambuco detém o melhor serviço de coleta de esgoto do Norte, Nordeste e Sul brasileiro segundo o IBGE, e apresenta a terceira melhor qualidade de vida do Norte-Nordeste segundo a FIRJAN.[14][15][16]
Conhecido por sua ativa e rica cultura popular, Pernambuco é berço de várias manifestações tradicionais, como o frevo, o maracatu e os pastoris, bem como detentor de um vasto patrimônio histórico, artístico e arquitetônico, sobretudo no que se refere ao período colonial. Na década de 1990, surgiu em Pernambuco o mangue beat, amálgama do rock, do pop, do rap e do funk com os ritmos locais. O estado também deu origem a grandes literatos brasileiros, como Manuel Bandeira, Nelson Rodrigues, João Cabral de Melo Neto, Joaquim Nabuco, entre muitos outros,[9] e participou do movimento de renovação e internacionalização das artes visuais e design brasileiros, com nomes como Cícero Dias, Romero Britto, Vicente do Rego Monteiro e Andree Guittcis. Pernambuco deu origem ainda a grandes nomes das ciências exatas, como Mário Schenberg, Leopoldo Nachbin, Paulo Ribenboim, Israel Vainsencher, entre outros tantos.
O estado é representado na bandeira do Brasil pela estrela Mµ de Escorpião.[17]
Índice |
[editar] Etimologia
A origem do nome Pernambuco é controversa:
- Alguns estudiosos afirmam que era a denominação nas línguas indígenas locais da época do descobrimento para o pau-brasil;
- Segundo outros, o nome vem do tupi paranãbuka ("furo de mar"), que designa uma passagem entre recifes costeiros[18];
- Pode se originar, ainda, da palavra tupi paranãbuku, que significa "mar comprido", através da junção dos termos paranã ("mar") e puku ("comprido, alto")[19].
[editar] História
[editar] Período pré-colonial
O Nordeste brasileiro concentra alguns dos mais antigos sítios arqueológicos conhecidos do país, com datação superior a 40 000 anos antes do presente.[20] Na região que hoje corresponde ao estado de Pernambuco, foram identificados vestígios seguros de ocupação humana superiores a 11 000 anos, nas regiões de Chã do Caboclo, em Bom Jardim, e Furna do Estrago, em Brejo da Madre de Deus. Nesta última região, foi descoberta uma importante necrópole pré-histórica, com 125 metros quadrados de área coberta, de onde foram resgatados 83 esqueletos humanos em bom estado de conservação.[21][22][23]
Dentre os grupos indígenas que habitaram o estado, identificou-se a tradição cultural Itaparica, responsável pela confecção de artefatos líticos lascados há mais de 6 000 anos.[24] No Agreste pernambucano, conservam-se pinturas rupestres com data aproximada de 2 000 anos antes do presente, atribuídas à subtradição denominada Cariris velhos.[25] Na época da colonização portuguesa, habitavam o litoral pernambucano os Tabajaras e os Caetés, já desaparecidos. Nos brejos interioranos do estado ainda é possível encontrar grupos indígenas remanescentes das antigas tradições, como os Pankararu (em Tacaratu) e os Atikum (em Floresta).[26]
[editar] Período colonial
- Os primeiros anos
Em 1501, ano seguinte ao da chegada dos portugueses ao Brasil, o território de Pernambuco, definido pelo Tratado de Tordesilhas como região pertencente à América portuguesa, é explorado pela expedição de Gaspar de Lemos, que teria criado feitorias ao longo da costa da colônia, incluindo, possivelmente na atual localidade de Igarassu, cuja defesa seria futuramente confiada a Cristóvão Jacques. O povoamento efetivo de Pernambuco, entretanto, inicia-se em 1534, quando a colônia portuguesa é dividida em capitanias hereditárias. O território do atual estado de Pernambuco equivale à quase totalidade da capitania de Pernambuco, doada a Duarte Coelho, e parte da capitania de Itamaracá, doada a Pero Lopes de Sousa. Estendia-se por 60 léguas entre o rio Igaraçu e o rio São Francisco
Em 1535, Duarte Coelho tomou posse da capitania, a princípio batizada de "Nova Lusitânia", mas que pouco tempo depois recebeu a denominação que mantém até hoje. Em 1537, os povoados de Igarassu e Olinda, estabelecidos em 1535, junto com chegada do donatário, foram elevados a vila. Olinda recebeu o status de capital administrativa e seu porto, habitado por pescadores, daria origem à cidade de Recife. As vilas de Igarassu e Olinda, entre os primeiros núcleos de povoamento do Brasil, serviram de ponto de partida de expedições desbravadoras do interior da capitania. Uma dessas expedições, chefiada pelo filho do donatário, Jorge de Albuquerque, penetrou o sertão até o rio São Francisco, assegurando o domínio e expansão do interior do território e combatendo os índios hostis. Duarte Coelho, por sua vez, tratou de instalar em Pernambuco os primeiros engenhos de açúcar da colônia, incentivando também o plantio do algodão.
Em pouco tempo, a capitania de Pernambuco se tornou a principal produtora de açúcar da colônia portuguesa. Consequentemente, era também a mais próspera e influente das capitanias hereditárias. Surge em Pernambuco o protótipo da sociedade açucareira dos grandes latifundiários da cana-de-açúcar, que perdurará de forma majoritária nos dois séculos seguintes. O cultivo da cana-de-açúcar adaptou-se facilmente ao clima pernambucano e ao solo massapê. A maior proximidade geográfica de Portugal, barateando o custo do transporte, a abundância do pau-brasil, o cultivo do algodão e os grandes investimentos feitos pelo donatário na fundação de vilas e na pacificação dos índios são outros fatores que ajudam a explicar o progresso da capitania. Tal prosperidade, entretanto, transformou a capitania em um ponto cobiçado por piratas europeus. Já em 1595, o corsário inglês James Lancaster tomou de assalto o porto de Recife e passou a saquear as riquezas transportadas do interior. Partiu um mês depois, levando as pilhagens em quinze embarcações.
[editar] Invasão holandesa
Em 1630, a capitania foi invadida pela Companhia das Índias Ocidentais. Por ocasião da União Ibérica (1580 a 1640) a então chamada República Holandesa, antes dominados pela Espanha tendo depois conseguido sua independência através da força, veem em Pernambuco a oportunidade para impor um duro golpe na Espanha, ao mesmo tempo em que tirariam o prejuízo do fracasso na Bahia. Em 26 de dezembro de 1629 partia de São Vicente, Cabo Verde, uma esquadra com 66 embarcações e 7.280 homens em direção a Pernambuco. Os holandeses, desembarcando na praia de Pau Amarelo, conquistam a capitania de Pernambuco em fevereiro de 1630 e estabelecem a colônia Nova Holanda. A frágil resistência portuguesa na passagem do Rio Doce, invadiu sem grandes contratempos Olinda e derrotou a pequena, porém aguerrida, guarnição do forte (que depois passaria a ser chamado de Brum), porta de entrada para o Recife através do istmo que ligava as duas cidades.
O governo de Maurício de Nassau ajudou a desenvolver a cidade (Mauritsstad, ou Mauriceia) - até então com poucos habitantes portugueses - com diversas obras de infra-estrutura, benefícios fiscais e empréstimos. Neste período, Recife foi considerada a mais próspera e urbanizada cidade das Américas e com a maior comunidade judaica de todo o continente, sendo construída nessa época a primeira sinagoga da América.[27] A primeira ponte da América Latina também foi construída na gestão de Nassau, em 1643.[28]
Por diversos motivos, sendo um dos mais importantes a exoneração de Maurício de Nassau do governo da capitania pela Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, o povo de Pernambuco se rebelou contra o governo, juntando-se à fraca resistência ainda existente, num movimento denominado Insurreição Pernambucana. Com a chegada gradativa de reforços portugueses, os holandeses por fim foram expulsos em 1654, na segunda Batalha dos Guararapes. Foi nesta ocasião que se diz ter nascido o Exército brasileiro.
Após a expulsão holandesa, o estado passou a declinar junto com restante do Nordeste, devido à transferência do centro político-econômico para o Sudeste, o que resultou em conflitos como a Revolução Pernambucana e a Confederação do Equador, movimento separatista pernambucano. A qualidade do açúcar refinado holandês, agora produzido nas Antilhas, superior ao mascavo brasileiro, também ajudou a acelerar a decadência do estado, que era baseado nos latifúndios de cultivo de cana-de-açúcar. Buscando novos meios de renda, aumenta o comércio no estado gradativamente. Este efeito foi estopim de revoltas como a Guerra dos Mascates.
Atualmente, a maioria dos habitantes do cariri pernambucano é descendente de holandeses.[29]
[editar] Insurreição Pernambucana
Em 15 de maio de 1645, reunidos no Engenho de São João, 18 líderes insurretos pernambucanos assinaram compromisso para lutar contra o domínio holandês na capitania. Com o acordo assinado, começa o contra-ataque à invasão holandesa. A primeira vitória importante dos insurretos se deu no Monte das Tabocas, (hoje localizada no município de Vitória de Santo Antão) onde 1200 insurretos mazombos armados de armas de fogo, foices, paus e flechas derrotaram numa emboscada 1900 holandeses bem armados e bem treinados.
O sucesso deu ao líder Antônio Dias Cardoso o apelido de Mestre das Emboscadas. Os holandeses que sobreviveram seguiram para Casa Forte, sendo novamente derrotado pela aliança dos mazombos, índios nativos e escravos negros. Recuaram novamente para as casas-forte em Cabo de Santo Agostinho, Pontal de Nazaré, Sirinhaém, Rio Formoso, Porto Calvo e Forte Maurício, sendo sucessivamente derrotados pelos insurretos.
Por fim, Olinda foi recuperada pelos rebeldes. Cercados e isolados pelos rebeldes numa faixa que ficou conhecida como Nova Holanda, indo do Recife a Itamaracá, os invasores começaram a sofrer com a falta de alimentos, o que os levou a atacar plantações de mandioca nas vilas de São Lourenço, Catuma e Tejucupapo. Em 24 de abril de 1646, ocorreu a famosa Batalha de Tejucupapo, onde mulheres camponesas armadas de utensílios agrícolas e armas leves expulsaram os invasores holandeses, humilhando-os definitivamente. Esse fato histórico consolidou-se como a primeira importante participação militar da mulher na defesa do território brasileiro.
Devido a Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa, a República Holandesa não pôde auxiliar os holandeses no Brasil. Com o fim da guerra contra os ingleses, a República Holandesa exige a devolução da colônia em maio de 1654. Sob ameaça de uma nova invasão do Nordeste brasileiro, Portugal cede à exigência dos holandeses que Portugal pague 4 milhões cruzados para República Holandesa entre um período de 16 anos. Porém, em 6 de agosto de 1661 a República Holandesa cede formalmente o Nordeste brasileiro à Portugal através da Paz de Haia.
[editar] Brasil imperial
Em meados do século XIX, a Província de Pernambuco era uma das mais importantes do Império, mantendo a primazia em relação às vizinhas províncias do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Alagoas e Sergipe. Todavia, a economia da província é afetada pela decadência do açúcar e do algodão. A estrutura agrária herdada do período colonial se mantém baseada no latifúndio e um pequeno número de famílias proprietárias controlava a maior parte das terras. Nabuco de Araújo afirmava: "Enumerai os engenhos da província e vos damos fiança de que um terço deles pertencem aos Cavalcanti.[30]
[editar] Geografia
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Pernambuco é um dos menores estados do país. Apesar disso, possui paisagens variadas, entre elas estão: serras, planaltos, brejos, semi-aridez no sertão, e diversificadas praias na costa. O estado tem altitude crescente do litoral ao sertão. As planícies litorâneas tem baixa altitude de até 200m, apresentando relevo peneplano (mamelonar), e alguns pontos do planalto da Borborema ultrapassam os 1000m de altitude. Na margem oeste da mesorregião Agreste, há a Depressão Sertaneja, uma depressão relativa com altitude média de 400m que se estende até a margem oriental da Chapada do Araripe.
Faz divisa com Paraíba e Ceará ao norte, Alagoas e Bahia ao sul, Piauí ao oeste e o oceano Atlântico ao leste. Tem 187 km de costa, excluindo a costa do arquipélago de Fernando de Noronha. O arquipélago é visitado por turistas do mundo todo e nativos do estado, que em geral partem do porto do Recife Antigo em cruzeiros internacionais.
Mais da metade do estado é localizado no Sertão, exclusivamente no oeste do estado, é também uma Mesorregião do estado e da Região Nordeste. É um lugar onde há escassez de chuvas, e o clima é semi-desértico (semi-árido), devido à retenção de parte das precipitações pluviais no Planalto da Borborema e correntes de ar seco provenientes do sul da África, está no domínio da caatinga, com período chuvoso restrito a cerca de quatro meses do ano, sendo que em anos periódicos as chuvas podem ficar abaixo da média ou até mesmo acima da média. As médias de precipitaçoes pluviométricas variam entre 600 mm à 800 mm sendo que em trechos da região, podem ser menor que 500 mm, mas também podem se aproximar de 1.000 mm, como em áreas do alto pajeú e chapada do arapipe. No agreste por ter influência das massas de ar úmido com ação no inverno, precipitaçoes entre 600 mm e acima de 900 mm, principalmente em áreas considerados como Brejos de Altitude o litoral e zona da mata do estado tem precipitações médias entre 1500 a 1.800 e acima de 2.000 mm anuais.[31]
[editar] Relevo
O relevo é moderado: 76% do território estão abaixo dos 600m. É formado basicamente por três tipos: (Baixada litorânea), (Planalto da Borborema) e (Depressão Sertaneja). O litoral é uma grande planície sedimentar (Baixadas Litorâneas do Nordeste), quase que em sua totalidade ao nível do mar, tendo alguns pontos abaixo do nível do mar, nessas planícies estão as principais cidades do estado, como Recife e Jaboatão dos Guararapes.
A baixada litorânea no litoral trata-se de uma grande planície costeira de origem sedimentar e altitude que oscila entre 0 a 10 metros, apresenta feiçoes onde sobressaem praias e restingas. A altitude aumenta conforme aumenta a distância da costa, junto a Zona da Mata tem como traço característico de sua paisagem um relevo marcado pela predominância de morros e colinas. A Zona da Mata é marcada por formações onduladas ou melonizadas, características denominadas pelo geógrafo francês Pierre Deffontaines e consagrada pelo geógrafo brasileiro Aziz Ab'Saber, como domínio de Mares-de-Morros, expressão para designar o relevo das colinas.
O Planalto da Borborema é a principal formação geológica na faixa de transição da Zona da Mata para o Agreste é conhecido popularmente como Serra das Russas, tem altitude média de 600m, . Há picos com 1000 m de altitude, e os planaltos tem cerca de 800 m de altitude, com destaque para o maciço dômico de Garanhuns, com altitude média de 800m. Na Microrregião do Pajeú, próximo ao município de Triunfo, localiza-se o Pico do Papagaio com 1.260 metros, no limite com o sudoeste da Paraíba.
O Agreste localiza-se sobre este planalto, sua altitude média é de 400m, podendo passar dos 1000m nos pontos mais elevados. A estrutura geológica predominante é a cristalina, sendo responsável, junto com o clima semi-árido, por formações abruptas (pedimentos e pediplanos).
No Sertão as cotas altimétricas decrescem em direção ao Rio São Francisco, formando, em relação ao Planalto da Borborema uma área de depressão relativa. As formações geomorfológicas predominantes são os inselbergues, serras e chapadas, estas últimas aparecendo em áreas sedimentares. A Chapada do Araripe tem altitude média de 800m.[33]
- Planalto da Borborema
Seu rebordo oriental, escarpado, domina a baixada litorânea com um desnível de 300m, o que lhe confere ao topo uma altitude de 500m. Para o interior, o planalto ainda se alteia mais e alcança média de 800m em seu centro, donde passa a baixar até atingir 600m junto ao rebordo ocidental. Há picos com 1000 m de altitude como é o caso do Pico da Boa Vista 1 196 m e do Pico do Papagaio 1 260 m, o primeiro localiza-se no agreste e o último no sertão. Diferem consideravelmente as topografias da porção oriental e da porção ocidental.
A leste, erguem-se sobre a superfície do planalto cristas de leste para oeste, separadas por vales, que configuram parcos relevos de 300m. Aproximadamente no centro-sul do planalto eleva-se o maciço dômico de Garanhuns, que supera a altitude de 1.000m.
- Baixada Litorânea
Distinguem-se, de leste para oeste: praias protegidas pelos recifes; uma faixa de tabuleiros areníticos, com 40 a 60m de altura; e a faixa de terrenos cristalinos talhados em colinas, que se alteiam suavemente para oeste até alcançarem 200m no sopé da escarpa da Borborema. Tanto a faixa de tabuleiros como a de colinas são cortadas transversalmente por vales largos onde se abrigam amplas várzeas, chamadas planícies aluviais.
Fortes contrastes observam-se entre os solos pobres dos tabuleiros e os solos mais ricos das colinas e várzeas. Nos dois últimos repousa a aptidão do litoral pernambucano para o cultivo da cana-de-açúcar, base de sua economia agrícola.
[editar] Clima
O estado está inserido na zona intertropical, logo apresenta predominantemente temperaturas altas, todavia o quadro climático é bem diversificado devido à interferência do relevo e das massas de ar.
Na Zona da Mata o clima é predominantemente pseudotropical, com fortes chuvas no outono e inverno. Já no Agreste as condições climáticas são diversificadas por ser uma região de ecótone, apresentando áreas mais úmidas e outras mais secas, onde predomina o clima semi-árido. No Sertão, o clima é semi-árido quente, devido à retenção das precipitações pluviais no Planalto da Borborema e correntes de ar seco provenientes do sul da África (tépida caalariana ou TK), entre outros fatores menos importantes.
O estado encontra-se com 89,01% de seu território dentro do polígono das secas, segundo dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO).[36], que se estende do extremo norte de Minas Gerais, até o Piauí e está sujeita a secas periódicas. Essa área corresponde a 87.317 km², ocupando as regiões do agreste e sertão. É a região com as menores e mais irregulares precipitações pluviométricas. Com período chuvoso restrito a cerca de quatro meses do ano, com precipitaçoes pluviométricas entre 600mm a 800mm.
No agreste e sertão aparecem áreas de exceções - principalmente cidades com microclima de altitude, com temperaturas que podem chegar a 8 °C durante o inverno,[37] como Triunfo, Garanhuns e Taquaritinga do Norte, que são considerados Brejos de Altitude. Outra exceção é a mesorregião do São Francisco, mais úmida que as circundantes por conta do Rio São Francisco e a irrigação proveniente dele.
Municípios como Triunfo, Poção, Capoeiras, Caetés, Jupi, Garanhuns, Lajedo e Saloá são classificados como Cw'a ou Cs'a (temperatura média do mês mais frio abaixo de 18 °C[33]). Curiosamente, tais classificações são de clima mediterrânico, incomuns na região.
Por influência das massas de ar úmido com ação no inverno, a Zona da Mata e o Agreste tem chuvas concentradas durante a estação mais fria.
[editar] Vegetação e Hidrografia
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Ver página anexa: Rios de Pernambuco
A cobertura vegetal do estado é composta por vegetação Litorânea, floresta Tropical e Caatinga. A vegetação Litorânea predomina em áreas muito próximas ao oceanos, por isso apresenta, matas, manguezais e cerrados, que recebem a denominação de (tabuleiro). Apresentam árvores com raízes de suporte, adaptadas à sobrevivência neste tipo de ambiente natural, formado por gramíneas e arbustos tortuosos, predominantemente representados, entre outras espécies por batiputás e mangabeiras.
A floresta Tropical originalmente conhecida como floresta Atlântica, é encontrada apenas na faixa leste do estado, cujo espécies se misturam com a caatinga na denominada Áreas de Tensão ecológica (Contatos entre tipos de vegetação), na faixa de transição entre a zona da mata e agreste. Na floresta Atlântica, as matas registram a presença de árvores altas, sempre verdes, como a (peroba) e a (sucupira).
A caatinga, vegetação típica do Sertão, o Agreste apresenta uma vegetação de transição e suas características se misturam com a da Mata Atlântica, na parte mais oriental e com a da Caatinga, na parte mais ocidental. A caatinga pode ser do tipo arbóreo, com espécies como a (baraúna), ou arbustivo representado, entre outras espécies pelo (xique-xique) e o (mandacaru).
É característica do litoral norte suas formações geográficas mais variadas - ilhas fluviais como Itamaracá, diversos rios e suas desembocaduras, bancos de areia, entre outros. A fauna é variada, destacando-se as aves migratórias que periódicamente chegam à ilha Coroa do Avião e Fernando de Noronha. Ambas as ilhas têm estações de pesquisa ambiental.
Quanto à hidrografia, as grandes bacias hidrográficas de Pernambuco possuem duas vertentes: Faz parte da bacia do Atlântico Nordeste Oriental e da Bacia do rio São Francisco. Os rios que escoam para o rio São Francisco formam os chamados rios interiores, cujo todos os rios nascem em municípios limítrofes na divisa de estados da Região nordeste, os rios que escoam para o Oceano Atlântico, constituem os chamados rios litorâneos, fazem parte da bacia hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental, cujo quase todos nascem no planalto da borborema.[38]
Os três maiores reservatórios de água de pernambuco são: Reservatório Eng. Francisco Sabóia em Ibimirim no sertão, na bacia hidrográfica do rio Moxotó, o Reservatório de Jucazinho, localizado na mesorregião Agreste, próximo ao município de Surubim, na bacia do rio capibaribe, e a represa de Itaparica, inserida sobre o rio São Francisco, mediante o represamento das águas do Rio São Francisco, com vistas ao aproveitamento hidroelétrico do rio através da Usina Hidrelétrica de Itaparica, sendo uma das maiores usinas hidrelétricas do Brasil, além desses, existe um conjunto de reservatórios distribuídos por todo o estado.
Na Região Metropolitana do Recife há poucos lagos e reservatórios, destaque para os reservatórios de Tapacurá e Pirapama. Na periferia do município do Recife encontram-se dois belos cartões postais do município, a Lagoa do Araçá de Apipucos e a da Prata, sendo o último pertencente ao Parque Dois Irmãos. Os manguezais são abundantes em todo o litoral, porém foram praticamente extintos na RMR devido à urbanização (com a exceção do maior mangue urbano do Brasil, cercado por bairros da zona sul do município do Recife, como Boa Viagem). Porém, nos anos 90, houve um programa de re-implantação do mangue nas margens do Rio Capibaribe, desenvolvido pela prefeitura do Recife, trazendo de volta a vegetação ao rio por todo o município.
Rio São Francisco, Capibaribe, Ipojuca, Una, Pajeú e Jaboatão são os rios principais. O São Francisco é de importância vital para o interior do estado, principalmente para distribuição de umidade através de irrigação. Veja lista de rios de Pernambuco
[editar] Ecologia
Em Pernambuco, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade administra 11 unidades de conservação: dois parques nacionais, uma estação ecológica, uma floresta nacional, três áreas de proteção ambiental, uma Reserva Extrativista, e três reservas biológicas.[39] A lei estadual 13.787/09, de 08 de junho de 2009, instituiu o Sistema Estadual de Unidades de Conservação (SEUC), sob o qual o estado mantém 66 Unidades de Conservação Estaduais, das quais 25 são de Proteção Integral e 41 de Uso Sustentável. 21 das unidades estaduais pertencem às categorias descritas pelo SEUC; 33 aguardam a recategorização e implantação; e 13 foram criadas para proteger os estuários pernambucanos.
As unidades de conservação administradas pelo governo brasileiro são o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, (em Fernando de Noronha), o Parque Nacional do Catimbau (em Buíque, Ibimirim, Sertânia e Tupanatinga). a Área de Proteção Ambiental de Fernando de Noronha (em Fernando de Noronha), a Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais, (em Barreiros, Rio Formoso, São José da Coroa Grande e Tamandaré). a Área de Proteção Ambiental Chapada do Araripe (em Araripina, Bodocó, Cedro, Exu, Ipubi, Serrita, Moreilândia e Trindade). a Reserva Extrativista Acaú-Goiana (em Goiana). a Floresta Nacional de Negreiros (em Serrita). a Estação Ecológica de Tapacurá (em São Lourenço da Mata). a Reserva Biológica da Serra Negra (em Floresta, Inajá e Tacaratu). a Reserva Biológica de Pedra Talhada (em Lagoa do ouro). a Reserva Biológica de Saltinho (em Rio Formoso e Tamandaré).
[editar] Demografia
| Crescimento populacional | |||
|---|---|---|---|
| Censo | Pop. | %± | |
| 1872 | 841 539 | ||
| 1890 | 1 030 224 | 22,4% | |
| 1900 | 1 178 150 | 14,4% | |
| 1920 | 2 154 835 | 82,9% | |
| 1940 | 2 688 240 | 24,8% | |
| 1950 | 3 395 185 | 26,3% | |
| 1960 | 4 138 289 | 21,9% | |
| 1970 | 5 253 901 | 27,0% | |
| 1980 | 6 173 753 | 17,5% | |
| 1991 | 7 127 855 | 15,5% | |
| 2000 | 7 911 397 | 11,0% | |
| 2010 | 8 796 032 | 11,2% | |
|
|
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Segundo dados estatísticos do IBGE Pernambuco contava no ano de 2010 com uma população de 8.796.032 habitantes, o que correspondia a 4,7% da população brasileira, sendo o estado de Pernambuco uma das unidades da federação de menor superfície 1,2% do território nacional o mesmo não ocorre em relação a sua população absoluta e a sua densidade demográfica visto ser uma das unidades da federação mais populosas bem como um dos primeiros colocados quanto a densidade demográfica no quadro nacional.
Pernambuco é o sétimo estado mais populoso do Brasil, com mais de 8 864 803 habitantes. Desse contingente, no ano de 2008, mais da metade (55,2%) se declaravam pardos, seguidos por brancos (37,9%), negros (6,3%) e indígenas (0,6%), conferindo ao estado a maior população branca e a quarta maior população negra entre as unidades federativas da Região Nordeste.[41]
Na Região Metropolitana do Recife (RMR), se encontram Jaboatão dos Guararapes, Olinda e Paulista, respectivamente segundo, terceiro e quarto municípios mais populosos do estado.[9] Outros municípios importantes são Vitória de Santo Antão, Goiana e Palmares na Zona da Mata; Caruaru e Garanhuns, no Agreste; Petrolina, na Região do São Francisco; e Serra Talhada, Salgueiro, Arcoverde e Araripina, no Sertão.
A importância do estado de Pernambuco no contexto brasileiro é uma decorrência não só do contingente populacional que abriga, mas também pela importância de sua capital, a cidade do Recife, uma das mais populosas do país, com cerca de 1.536.934 habitantes no ano de 2010. E a Região Metropolitana do Recife, que além da capital possui mais 13 municípios, possuía 3.688.428 habitantes no ano de 2010, sendo a 5ª mais populosa do país e a mais populosa do Nordeste brasileiro.[42]
O censo de 2010 revelou que a população urbana de Pernambuco é hoje maior que a população rural, assim como na maioria do país. Cerca de 80,2% dos habitantes do estado moram em zonas urbanas. A densidade demográfica estadual é de 89,5 hab./km².
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, Pernambuco é o segundo maior colégio eleitoral do Nordeste brasileiro, com 6.268.411 eleitores,[43]
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Cidades mais populosas de Pernambuco (estimativa 2011 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)[44] |
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|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
Recife Jaboatão dos Guararapes |
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| Posição | Cidade | Pop. | Posição | Cidade | Pop. | Olinda Caruaru |
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| 1 | Recife | 1 546 516 | 11 | São Lourenço da Mata | 103 854 | ||||||
| 2 | Jaboatão dos Guararapes | 649 787 | 12 | Igarassu | 103 536 | ||||||
| 3 | Olinda | 378 537 | 13 | Abreu e Lima | 94 843 | ||||||
| 4 | Caruaru | 319 579 | 14 | Santa Cruz do Capibaribe | 89 772 | ||||||
| 5 | Paulista | 303 400 | 15 | Ipojuca | 82 276 | ||||||
| 6 | Petrolina | 299 751 | 16 | Serra Talhada | 79 871 | ||||||
| 7 | Cabo de Santo Agostinho | 187 158 | 17 | Araripina | 77 794 | ||||||
| 8 | Camaragibe | 145 676 | 18 | Gravatá | 77 163 | ||||||
| 9 | Vitória de Santo Antão | 130 923 | 19 | Goiana | 75 987 | ||||||
| 10 | Garanhuns | 130 303 | 20 | Carpina | 75 706 | ||||||
[editar] Religião
A religião verificável no estado varia entre católicos e evangélicos ao lado de minorias como espíritas e judeus.A maior religião do estado é a católica de acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), A Igreja Católica divide-se administrativamente em uma arquidiocese: A arquidiocese de Olinda e Recife, e nove dioceses: Afogados da Ingazeira, Caruaru, Floresta, Garanhuns, Nazaré, Palmares, Pesqueira, Petrolina, e Salgueiro.[45][46]Dos 7.918.344 dos habitantes que residiam no estado naquele ano,70 % declaram-se católicos (5,9 milhões) seguidos por evangélicos (1,1 milhões).As principais igrejas protestantes do estado de Pernambuco são:Assembleia de Deus,Igreja Batista,Igreja Presbiteriana e Igreja Universal do Reino de Deus.
[editar] Etnias
| Cor/Raça | Porcentagem | |||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Pardos | 55,2% | |||||||||
| Brancos | 37,9% | |||||||||
| Pretos | 6,3% | |||||||||
| Amarelos e Indígenas | 0,6% | |||||||||
| Fonte: PNAD (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração). |
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- Indígenas
Dentro dos limites, do estado de Pernambuco, contém nove povos Indígenas, distribuindo entre os municípios de Águas Belas, Ibimirim, Pesqueira, Buíque, Cabrobó, Inajá, Petrolândia, Jatobá, Tacaratu, Floresta e Carnaubeira da Penha, cuja população soma num total de aproximadamente 25.726 índios, distribuidos nas seguintes tribos: Pankararu 4.062, kambiwá 1.400, atikum 4.506, xucuru 8.502, fulniô 3.048, truká 2.535, tuxá 47, kapinawá 1.035, e pipipãs 591. A maioria dos grupos indígenas de Pernambuco, tem o mesmo ritmo, só havendo alguns mudanças nas melodias, que imitem palavras de suas línguas matériais.
Há os seguintes grupos indígenas: Fulniô, Xukuru e Kapinawá, que se encontram respectivamente nos municípios de Águas Belas, Pesqueira e Buíque, no agreste do estado e os Kambiwá, Pankararu, Atikum e Truká, que se encontram respectivamente nos municípios de Ibimirim, Tacaratu, Floresta e Cabrobó, no sertão do estado.[47]
A presença autóctone no estado data de mais 10 mil anos. Pinturas rupestres são encontradas em várias áreas do sertão e agreste do estado, sendo as mais conhecidas as do Vale do Catimbau no Município de Buíque, agreste pernambucano.
- Portugueses
O Brasil foi colonizado por Portugal, o qual, além do legado genético, arquitetônico, musical e dialectual, se faz presente, no Recife, com o Clube Português do Recife Clube Português, o Real Hospital Português de Beneficência, o Gabinete Português de Leitura de Pernambuco Gabinete Português de Leitura e o Consulado de Portugal. O surgimento do tradicional hóquei sobre patins em Pernambuco, na década de 1950, por exemplo, é conseqüência da imigração portuguesa.[48]. No sertão do estado, um grupo de 38 famílias portuguesas que vieram do Entre-douro-e-minho em Portugal se estabeleceram na Fazenda Panela d'água (Hoje no município de Carnaubeira da Penha) e de lá se espalharam principalmente pelas microrregiões de Itaparica, Salgueiro e Vale do Pajeú. Entre essas famílias estão: Aguiar, Alencar, Alves, Araújo, Barros, Brito, Brandão, Campos, Carvalho, Coelho, Cruz, Fernandes, Ferraz, Ferreira, Fonseca, Gomes, Gonçalves, Lima, Lira, Lustosa, Machado, Magalhães, Matos, Melo, Medeiros, Mendonça, Menezes, Miranda, Neves, Nogueira, Novaes, Sá, Sampaio, Silva, Silveira, Soares, Torres e Uchoa. Essas famílias se juntaram à outras que cá vieram para trabalhar na abertura de estradas, construções de açudes e na agricultura: Albuquerque, Belfort, Cantarelli, Caribé, Cavalcanti, Candeia, Freire, Leal, Luz, Marques, Moura, Ramalho, Roriz e Trapiá. Juntas, essas famílias correspondem a quase a totalidade dos habitantes da região[49][50].
- Italianos e Espanhóis
Nos primórdios da colonização, junto aos portugueses, os espanhóis também se fizeram presentes.[51] No estado também há um número significativo de descendentes de italianos: cerca de 200 mil.[52]
- Ingleses
No começo do século XIX, quando o príncipe regente D. João abriu os portos do país, os ingleses começaram a chegar ao Brasil - em especial, para Recife, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador. Naquela época, a cidade do Recife possuía aproximadamente 200.000 habitantes, e a colônia inglesa já se apresentava de forma bastante expressiva, com a presença das seguintes firmas, bancos e empresas concessionárias de serviços públicos: a Western Telegraph Company (que possibilitava o contato com o mundo, através do cabo submarino), Pernambuco Tramways and Power Company (que interligava o Recife, com os seus trens, às demais cidades de Pernambuco e do Nordeste), Huascar Purcell, Pernambuco Paper Mills, Western of Brazil Railway Company, Price Waterhouse, Machine Cotton, John A. Thom (negociante de algodão, borracha, açúcar, mamona, cera), Cory & Brothers, Bank of London & South America, London & River Plate Bank, Royal Bank of Canada, Boxwell & Cia. (o maior estabelecimento de enfardamento de algodão), Williams & Cia. (exportadores de açúcar e algodão), Conolly & Cia. (casa de câmbio), Ayres & Son (representante de várias firmas e fabricantes), e White Martins.[53]
- Árabes
O imperador Dom Pedro II, que falava árabe,[54] visitou o Líbano e a Síria em 1876. Em Damasco, capital síria, o imperador escreveu um poema, que enviou ao Visconde de Taunay, onde lia-se: "Damasco dos milênios, berço da civilização, e quem a construiu ajudará a construir o Brasil".[54] O fluxo migratório árabe para o Brasil foi estimulado e intensificado no fim do século XIX.
No Recife, uma das marcas dos imigrantes é o Clube Libanês, erguido pela colônia libanesa, no bairro do Pina. O primeiro contato árabe com o Estado, entretanto, se fez com missionários católicos sírios que chegaram a Pernambuco nas caravanas portuguesas.[55]
- Judeus
O judaísmo em Pernambuco está presente desde o século XVI,quando os judeus convertidos ao cristianismo eram considerados cristãos-novos,sendo muitos deles senhores de engenho.[56] Porém,existia a suspeita de prática escondida da religião judaica. Obtiveram liberdade de professar a religião nos tempos de Maurício de Nassau,que logo foi combatida quando os portugueses voltaram ao domínio da economia açucareira. Com isso muitos imigraram para as Antilhas Holandesas ou para Nova Amsterdã,que viria a ser o bairro de Manhattan futuramente.
A imigração eslava levou famílias judias a Pernambuco,como a da escritora brasileira Clarice Lispector.[57]
- Alemães
Os primeiros registros de alemães datam do século XVII, com a chegada da corte holandesa no Estado, que trouxe alguns alemães. As duas guerras mundiais também impulsionaram a colônia alemã no Recife, que era bastante pequena, contando com exíguos 1,2 mil imigrantes.[58] Esta presença alemã pode ser observada no Deutscher Klub Pernambuco, fundado em 1920, e que antes era restrito apenas à colônia alemã e seus descendentes. Durante a Segunda Guerra Mundial, o Deutscher Klub Pernambuco, que tinha ligação com o Partido Nazista,[59][60][61][62] foi considerado propriedade alemã e sofreu uma desapropriação pelo Governo Federal, sendo reavido à colônia alemã pernambucana com o fim do conflito. A partir de 1960, o clube passou a organizar a sua Oktoberfest, a tradicional festa da cerveja do Sul da Alemanha.[63] Outra Oktoberfest menor é realizada em Olinda, conhecida como Oktoberfest in der Altstadt von Olinda.
Outras instituições que marcam a história alemã no Recife são o Instituto de Cultura Germânica, que era a escola para os filhos de imigrantes alemães e ingleses, e o Centro Cultural Brasil-Alemanha (CCBA), centro que difunde a língua e cultura alemãs na cidade, sendo reconhecido pelo Consulado Geral da República Federal da Alemanha no Recife e pelo Instituto Goethe. A presença alemã na cidade é também responsável pelo fato de o único consulado alemão que tem jurisdição sobre todo o Norte/Nordeste do país estar na capital pernambucana.
- Africanos
Através de carta escrita em 1539, ao Rei D. João III, pelo capitão Duarte Coelho Pereira, foi autorizado a importação de 24 escravos africanos da costa da Guiné.
[editar] Outras etnias
Houve, em menor escala , imigração de outros povos. Famílias de outros países germânicos além de Inglaterra e Alemanha chegaram a marcar presença em Pernambuco. Os holandeses , apesar de terem quase majoritariamente partido do Estado, deixaram algumas famílias na capital . Gilberto Freyre, por exemplo, uma das maiores figuras públicas da história do Estado, certa vez escreveu: "Sou, aliás, descendente de espanhóis , tendo também sangue nórdico, holandês, português e, na quarta geração de antepassados, sangue ameríndio , e nenhum africano, admitindo ainda possível raiz árabe e judia."[64] Em pequeno número , encontram-se ainda descendentes de italianos, japoneses (especialmente no interior, em Bonito e Petrolina)[65] e russos, tendo o primeiro grupo da Rússia chegado, ainda no século XIX , no porto do Recife nos navios Nadejda e Neva. Em escala ainda pequena, existem os descendentes de franceses (Famílias Callou e Belfort) que se estabaleceram na região de Salgueiro, Serrita, Terra Nova e no Cariri cearense. Outra lenda pernambucana, aliás, diz que os passos de frevo teriam sido incorporados à música por influência dos passos da dança folclórica russa quando estes foram convidados pelos recifenses para uma festa .
[editar] Política
Pernambuco é um estado da federação, sendo governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco e outros tribunais e juízes. Também é permitida a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.[66]
A atual constituição do estado de Pernambuco foi promulgada em 5 de outubro de 1989, acrescida das alterações resultantes de posteriores emendas constitucionais.[67]
O Poder Executivo pernambucano está centralizado no governador do estado,[67] que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto, pela população para mandatos de até quatro anos de duração, e podem ser reeleitos para mais um mandato. O primeiro governador do estado foi José Cerqueira de Aguiar Lima, em 16 de novembro de 1889, uma dia após a proclamação da república. Em vários mandatos (incluindo os reeleitos e que ocuparam o cargo em mandatos não consecutivos), várias pessoas já passaram pelo governo do estado, sendo o mais recente deles Eduardo Henrique Accioly Campos, natural de Recife.[68][69] Ele foi eleito no primeiro turno das eleições de 2006,[70] e reeleito nas eleições de 2010, com 3 450 874 votos (82,84% dos votos válidos), derrotando Jarbas Vasconcelos, que foi governador do estado entre 1999 e 2006, quando renunciou para disputar mais um mandato nas eleições daquele ano e obteve apenas 14,06% dos votos válidos (585 724 votos).[71][72] Além do governador, há ainda no estado a função de vice-governador, que substitui o governador caso este renuncie sua posição, seja afastado do poder ou precise afastar-se do cargo temporariamente. Atualmente, o cargo é exercido por João Soares Lyra Neto.[73]
O Poder Legislativo pernambucano é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa de Pernambuco. Ela é constituída por 49 deputados, que são eleitos a cada 4 anos. No Congresso Nacional, a representação pernambucana é de 3 senadores e 25 deputados federais.[67][74]
O Poder Judiciário é exercido pelos juízes e possui a capacidade e a prerrogativa de julgar, de acordo com as regras constitucionais e leis criadas pelo poder legislativo em determinado país. Atualmente a presidência é exercida pelo desembargador José Fernandes de Lemos, além de Jovaldo Nunes Gomes como vice e Bartolomeu Bueno de Freitas Morais como corregedor-geral.[75] Representações deste poder estão espalhadas por todo o estado por meio de Comarcas, termo jurídico que designa uma divisão territorial específica, que indica os limites territoriais da competência de um determinado juiz ou Juízo de primeira instância.[76]
[editar] Símbolos oficiais
Os símbolos oficiais do estado de Pernambuco são a bandeira, o brasão e o hino.[77]
A bandeira de Pernambuco foi originada na revolução de 1817, sendo oficializada pelo decreto nº 459/1917, na comemoração do centenário da mesma revolução, pelo Governador Manuel Antônio Pereira Borba. Ela é formada por duas faixas, uma superior (na cor azul) e uma inferior (na cor branca). A faixa superior do retângulo superior simboliza a grandeza do céu pernambucano, e é formada por um arco-íris que representa a união de todos os pernambucanos, uma estrela que representa o estado no conjunto das unidades federativas do Brasil, que na bandeira nacional é representado por Denebakrab e o Sol representa a força e a energia pernambucana. Na faixa branca inferior, existe uma cruz que representa a fé na justiça e no entendimento.[77]
Por sua vez, o brasão foi oficializado pelo governador Alexandre Barbosa Lima, através da lei estadual nº 75 em 1895. Ele é formado por um leão na parte superior (representando a bravura do povo pernambucano), um escudo contendo ramos de algodão e de cana de açúcar (caracterizando as riquezas), o Sol (representando a luz cintilante do equador), além das estrelas, que caracterizam os municípios pernambucanos.[77]
O hino do estado tem como autor Oscar Brandão da Rocha, compondo a letra, e Nicolino Milano, responsável pela música, O hino é uma poesia que exalta as belezas, as conquistas históricas e o passado de batalhas do povo pernambucano.[77] No total, há quatro estrofes, cada uma contendo contendo seis versos, e um estribilho (refrão).[77]
[editar] Subdivisões
[editar] Mesorregiões, microrregiões e municípios
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Ver páginas anexas: Mesorregiões, Microrregiões e Municípios de Pernambuco por ordem alfabetica e população
Uma mesorregião é uma subdivisão dos estados brasileiros que congrega diversos municípios de uma área geográfica com similaridades econômicas e sociais. Pernanbuco é dividido estatisticamente em 5 mesorregiões. São elas: Agreste Pernambucano, Metropolitana do Recife, São Francisco Pernambucano, Sertão Pernambucano, e Zona da Mata Pernambucana. Além da mesorregião, existe a microrregião, que é, de acordo com a Constituição brasileira de 1988, um agrupamento de municípios limítrofes, com a finalidade é integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum, definidas por lei complementar estadual. O estado é dividido em 19 microrregiões. São elas: Alto Capibaribe, Araripina, Brejo Pernambucano, Garanhuns, Fernando de Noronha, Itamaracá, Itaparica, Mata Meridional, Mata Setentrional, Médio Capibaribe, Petrolina, Recife, Salgueiro, Sertão do Moxotó, Suape, Vale do Ipanema, Vale do Ipojuca, Vale do Pajeú, e Vitória de Santo Antão.[78] No total, Pernambuco está dividido em 185 municípios, sendo a décima primeira unidade da federação com o maior número de municípios e a quinta do Nordeste (atrás da Bahia, Piauí, Paraíba, e do Maranhão).[79]
[editar] Regiões metropolitanas
Uma região metropolitana ou área metropolitana é um grande centro populacional, que consiste em uma (ou, às vezes, duas ou até mais) grande cidade central (uma metrópole), e sua zona adjacente de influência. Geralmente, regiões metropolitanas formam aglomerações urbanas, uma grande área urbanizada formada pela cidade núcleo e cidades adjacentes, formando uma conurbação, a qual faz com que as cidades percam seus limites físicos entre si, formando uma imensa metrópole, que na qual o centro está localizado na cidade central, normalmente aquela que da nome à região metropolitana. Oficialmente, existem uma região metropolitana no estado de Pernambuco: a do Recife, e uma Região integrada de desenvolvimento econômico, a região integrada Polo Petrolina e Juazeiro. A Região Metropolitana do Recife também conhecida como Grande Recife e pelo acrônimo RMR, foi instituída pela Lei Complementar Federal número 14, de 8 de junho de 1973. A metrópole apresenta-se como a mais populosa e densamente povoada área metropolitana do Nordeste, a quinta do Brasil e umas das 120 maiores do mundo, além de ser a terceira metrópole mais densamente habitada do país.[80] A área metropolitana estende-se por 14 municípios: Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista, Igarassu, Abreu e Lima, Camaragibe, Cabo de Santo Agostinho, São Lourenço da Mata, Araçoiaba, Ilha de Itamaracá, Ipojuca, Moreno, Itapissuma e Recife. E a Região Integrada de Desenvolvimento econômico do Polo Petrolina e Juazeiro foi instituída pela Lei Complementar nº 113, de 19 de setembro de 2001, e regulamentada pelo Decreto nº 4366, de 9 de setembro de 2002. Abrange cinco municípios de Pernambuco: Petrolina (maior cidade da RIDE), Lagoa Grande, Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Cabrobó; e quatro municípios da Bahia: Juazeiro, Casa Nova, Curaçá e Sobradinho.[81]
[editar] Economia
A economia de Pernambuco tem como base a (Agricultura, a Indústria e os Serviços.) Desde a época da colonização do Brasil a agricultura pernambucana foi destaque, porém o setor de serviços é atualmente predominante, bem como a indústria (alimentícia, química, metalúrgica, eletrônica, e têxtil).
A economia de Pernambuco, após ter ficado estagnada durante a chamada "década perdida" (1985 a 1995), vem crescendo rapidamente desde o final do século XX. No final da década de 2000 a construção civil liderou o crescimento econômico de Pernambuco, seguida pelo setor industrial e pelo de serviços.[82] O Produto Interno Bruto de Pernambuco foi de R$ 87,170 bilhões em 2010.[83] Em 2009, o PIB per capita foi de 8.901 reais, apresentando um crescimento acelerado em comparação com o valor de 3.673 reais de 2000. Contribuem para esse crescimento econômico mais recente os projetos da Refinaria Abreu e Lima, do Polo Famacoquímico e de Biotecnologia, a Montadora FIAT e do Estaleiro Atlântico Sul.[84]
Em 2005 a composição do PIB foi indústria (33,1%), serviços (57,4%), e agropecuária (9,5%). As exportações foram Açúcar (35,6%), petroquímicos (7,1%), Peixes e Crustáceos (12,3%), Frutas (12,3%), Materiais Elétricos (11,1%), Outros (22,3%).
Desde o início da dominação portuguesa o estado foi basicamente agrícola, tendo destaque na produção nacional de cana-de-açúcar devido ao clima e ao solo tipo massapê. Porém, nas últimas décadas à cana-de-açúcar deixou de ser o principal produto agrícola da Zona da Mata, embora ainda tenha participação significava; A floricultura começa ganhar espaço, com plantações de rosas, gladiolus, e crisântemos, bem como outros produtos agrícolas. A capacidade energética instalada é de 5.740 GWh GWh.[85]
O estado assiste a uma importante mudança em seu perfil econômico com os recentes investimentos nos setores petroquímico, biotecnológico, farmacêutico e automotivo, que está dando novo impulso à economia do estado, que vem crescendo acima da média nacional.[86] Além da importância crescente do setor terciário, sobretudo das atividades turísticas, e o setor industrial em torno do Porto de Suape, fundado em 1978.
Os principais empreendimentos são dos setores alimentício, químico, materiais elétricos, comunicação, metalúrgica, minerais não-metálicos e têxtil. Também tem grande destaque internacional a produção irrigada de frutas ao longo do Rio São Francisco quase que totalmente voltada para exportação concentrada no município de Petrolina, em parte devido ao aeroporto internacional com grande capacidade para aviões cargueiros do município.
Outros polos dinâmicos de desenvolvimento são o polo gesseiro no Araripe, o mármore a pecuária leiteira, e o polo têxtil do Agreste, a cana-de-açúcar e a biomassa na Zona da Mata e os polos de informática, indústria e de serviços na Região Metropolitana do Recife.
[editar] PIB
Pernambuco possuía o décimo maior produto interno bruto (PIB) do Brasil em 2009, com 78,428 bilhões de reais. Em 2010 o PIB pernambucano atingiu 87,170 bilhões de reais, com uma expansão de 15,78%, mais que o dobro da média de crescimento nacional do mesmo ano, que ficou em 7,5%.[83]
| Anos | PIB (em bilhões de reais) |
PIB per capita (em reais) |
|---|---|---|
| 2006 | 55,493 | 6.528 |
| 2007 | 62,256 | 7.337 |
| 2008 | 70,441 | 8.065 |
| 2009 | 78,428 | 8.901 |
| 2010 | *87,170 | *9.910 |
| 2011 | *entre 106 e 110 | *12.450 |
| * Estimativa |
[editar] Setor primário
[editar] Agropecuária
Entre os principais produtos agrícolas cultivados em Pernambuco encontram-se o algodão arbóreo, a banana, o feijão, a cana-de-açúcar, a cebola, a mandioca, o milho, o tomate e a uva. Na pecuária destacam-se as criações de bovinos, suínos, caprinos e galináceos. Merece destaque, em Pernambuco, a expansão que vem tendo a partir dos anos 70 da agricultura irrigada no Sertão do São Francisco com projetos de irrigação hortifrutícolas implantadas com o apoio da CODEVASF. São grandes os investimentos aplicados em uma produção voltada para o mercado externo. Sobressaem-se frutas, como: acerola, graviola goiaba, manga, melão, melancia e a uva.
A cana-de-açúcar, que durante séculos dominou a agricultura de Pernambuco cultivada na chamada zona da mata canavieira, sendo que atualmente a zona da mata pernambucana começa a explorar culturas de subsistência, além de fruticultura, hortaliças e plantações de flores. No agreste cidades como Garanhuns, Chã Grande e Gravatá passam a se dedicar à floricultura o estado se destaca na produçaõ de flores tropicais e tradicionais.
Além das flores, vêm crescendo as lavouras de café e as plantações de seringueiras. A fruticultura irrigada, produz, toneladas de frutas por ano, como uva, manga, melancia e banana. O pólo principal fica em Petrolina, no vale do rio São Francisco. Aumenta também a criação de cavalos e de gado bovino de leite e de corte. Pernambuco é ainda um dos maiores produtor nacional de ovos e de frangos de corte.
Na mineração, destacam-se a argila, calcário, ferro, gipsita, granito, ouro e quartzo. A Microrregião de Araripina destaca-se pela extração mineral da gipsita, onde localizam-se as maiores reservas do país, e é fornecedor de 95% do gesso consumido no Brasil.[90]
[editar] Setor secundário
[editar] Indústria
Entre 1997 e 1999, o Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado no litoral sul do estado, teve crescimento de 16,7%. Suape tem o poder de duplicar a renda de Pernambuco até 2020 e triplicar o PIB até 2030.[92] O estado tem a segunda maior produção industrial do Nordeste, ficando atrás apenas da Bahia. No período de outubro de 2005 a outubro de 2006, o crescimento industrial do estado foi o segundo maior do Brasil - 6,3%, mais do dobro da média nacional no mesmo período (2,3%).[93] A construção do Porto de Suape foi prevista para operar produtos combustíveis e cereais a granel, substituindo o Porto do Recife.
Recentemente Pernambuco foi escolhido para a implantação dos seguintes empreendimentos: Refinaria Abreu e Lima, do Polo Famacoquímico e de Biotecnologia, a Montadora FIAT e Shineray o Estaleiro Atlântico Sul, a Hemobrás, a Novartis, a Bunge, a CSN, a Gerdau, a Mossi & Ghisolfi, a Pepsico, a Amanco, a General Motors e o Terminal ferroviário da Transnordestina.
Em 7 de novembro de 1978, uma lei estadual criou a empresa Suape Complexo Industrial Portuário para administrar o desenvolvimento das obras. Hoje o porto é um dos maiores do Brasil, administrado pelo governo de Pernambuco. Suape opera navios nos 365 dias do ano, sem restrições de horário de marés. O Porto dispõe de um sistema de monitoração de atracação de navios a laser, que possibilita um controle efetivo e seguro, oferecendo condições técnicas nos padrões dos portos mais importantes do mundo.
A matriz da multinacional pernambucana acumuladores Moura S.A. (Baterias Moura) está localizada na cidade de Belo Jardim. A Baterias Moura fornece baterias para a metade dos carros fabricados no Brasil. O conglomerado pernambucano Queiroz Galvão reúne mais de 50 empresas nos segmentos de Construção, Desenvolvimento Imobiliário, Alimentos, Participações e Concessões, Óleo e Gás, Siderurgia e Engenharia Ambiental. O grupo está presente em todos os estados brasileiros assim como em países da América Latina e da África, exportando seus produtos para Estados Unidos, Canadá e Europa, e empregando cerca de 30.000 trabalhadores.[94] O Grupo Industrial João Santos, fundado em Pernambuco, é o produtor do Cimento Nassau e um dos mais importantes conglomerados industriais do país. Controla 24 empresas e mais de 60 estabelecimentos comerciais, com atividades nos ramos de papel e celulose, açúcar, transportes, comunicação e cimento, gerando 10 mil empregos diretos em vários estados brasileiros.[95][96]
[editar] Setor terciário
[editar] Comércio
O RioMaR Shopping, que está sendo construído na Zona Sul do Recife, será o maior centro de compras do Norte-Nordeste.[100] O Grupo JCPM, conglomerado fundado pelo empresário sergipano João Carlos Paes Mendonça e sediado em Recife, é proprietário, entre outros centros comerciais no Nordeste, do Shopping Recife e do Salvador Shopping (dois dos maiores shoppings do país), além do Shopping Villa Lobos em São Paulo. Recife, capital de Pernambuco, foi eleita por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo.[101] Apenas cinco capitais brasileiras entraram na lista: São Paulo, que foi a cidade brasileira mais bem colocada, na 12ª posição; Rio de Janeiro (36ª posição); Brasília (42ª); Recife (47ª); e por último Curitiba (49ª). Xangai e Pequim, na China, ocuparam as duas primeiras posições. Para compor o índice que elegeu as cidades com economia mais avançada nos mercados emergentes, foram considerados o ambiente econômico e comercial; crescimento e desenvolvimento econômico; ambiente de negócios; ambiente de serviços financeiros, conectividade comercial; conectividade de educação e TI; qualidade de vida urbana; e risco e segurança. A Tupan, atacadista distribuidora de materiais de construção fundada em Serra Talhada, no Sertão do estado, é a maior empresa do ramo no Norte-Nordeste e a quinta maior do Brasil segundo o IBOPE.[102] O grupo atende mais de 12.000 clientes lojistas em todo o Norte-Nordeste, contando com três Centros de Distribuição, localizados em Pernambuco e Alagoas (Serra Talhada, Recife e Maceió), além de sete lojas de varejo sendo: quatro em Serra Talhada, duas em Recife e uma em Maceió. Possui ainda uma frota própria de 130 caminhões, 120 Representantes Comerciais e um efetivo de mais de 1.000 colaboradores.[103] Recife abriga o Porto Digital, reconhecido como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas,[98][99] totalizando 173 empresas em 2010, entre elas multinacionais como Motorola, Borland, Oracle, Sun, Nokia, Ogilvy, IBM e Microsoft.[104] Emprega cerca de seis mil pessoas, e tem 3,9% de participação no PIB do estado.[105]
O polo de confecções do Agreste se destaca no cenário nacional na fabricação de confecções com uso de tecnologia, Santa Cruz do Capibaribe é o principal ponto de escoação e vendas de confecções de Pernambuco, que com Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama formam o destacado triângulo das confecções. O Agreste pernambucano é o segundo maior produtor têxtil do Brasil, abarcando 13 cidades, em 2009, que se concentram pouco mais de 18 mil empresas do setor.[106] Com destaque para Santa Cruz do Capibaribe que possuí o maior parque de confecções da América Latina em sua categoria, o Moda Center Santa Cruz. Toritama se destaca na produção de Jeans sendo uma das maiores produtoras do Brasil e possui o Parque de Feiras onde fica concentrado o comércio da cidade, e onde é escoada toda a produção, rapidamente sendo que 15% das confecções feitas com jeans produzido no Brasil vem de Toritama. Já em Caruaru a produção é escoada através da Feira de Caruaru, é conhecida como a maior feira livre do mundo.
Por sua posição geográfica e disposições históricas, o estado atua como um centralizador econômico no Nordeste há séculos, num raio de 300 km do Recife, vivem vinte milhões de pessoas, mais da metade dos centros de pesquisa do Nordeste, quatro grandes portos e dois importantes aeroportos internacionais. Ao estender o raio para 800 km, se concentra 90% do PIB de toda a região Nordeste.[107] Isso se deve principalmente à posição central do estado e da RMR em relação ao Nordeste e da proximidade da cidade do Recife de outras capitais de estado como Natal, João Pessoa e Maceió, além de importantes centros urbanos interioranos como Campina Grande, Caruaru, Garanhuns e Arapiraca.
[editar] Turismo
O turismo no estado de Pernambuco oferece diversas atrações históricas, naturais e culturais. As principais atrações turísticas do estado de Pernambuco são: Caruaru, Fernando de Noronha, Garanhuns, Goiana, Igarassu, Itamaracá, Olinda, Porto de Galinhas, Cabo de Santo Agostinho e Recife. A igreja católica mais antiga do país fica localizada em Igarassu e foi construída em 1535. O Galo da Madrugada é considerado o maior bloco carnavalesco do mundo, reunindo quase 2 milhões de pessoas.
O litoral do estado de Pernambuco tem cerca de 187 km de extensão, entre praias e falésias, zonas urbanas e locais praticamente intocados, faz divisa ao norte com a Paraíba e ao sul com Alagoas. Além das praias, possui o arquipélago de Fernando de Noronha, Patrimônio Natural da Humanidade, e suas 16 praias. Pernambuco oferece dez rotas de turismo que vão do litoral ao interior criada pela EMPETUR , que visam explorar os principais pontos turisticos de cada região do estado, com as mais diversificadas funçoes turísticas como: Rural-Ecoturismo, Religiosas, Históricos-Culturais, Serranas, Praias e Diversificadas.
Entre as praias mais procuradas do estado estão: Boa Viagem, Barra de Jangada, Calhetas, Porto de Galinhas, Serrambi, Guadalupe, Praia dos Carneiros, Maria Farinha, Nossa Senhora do Ó, Ilha de Itamaracá e a Ilhota da Coroa do Avião. O Litoral Sul do estado, que têm cerca de 110 km de praias totalmente protegidas por corais, formando irresistíveis piscinas naturais de águas mornas, é famoso por diversas praias conhecidas nacional e internacionalmente, como Porto de Galinhas. Turistas de todo o país se hospedam nos luxuosos hotéis e resorts do litoral. Atualmente o litoral sul vive uma fase de progresso franco e rápido.
O Litoral Norte do Estado é mais densamente habitado do que o litoral sul, quase urbanizado por completo desde a Região Metropolitana do Recife até a divisa da Paraíba. Tem um dos sítios históricos mais importantes da região, como os municípios de Olinda, Itamaracá e Goiana, que começaram a ser povoados em 1508. Construções do brasil-colônia, como o Forte Orange, são muito visitadas por turistas que passam pela região, além das praias, também é conhecido por ter o Veneza Water Park, um dos maiores parques aquáticos do Brasil, situa-se na praia de Marinha Farinha.
O arquipélago de Fernando de Noronha está ganhando destaque nacional e mundial. Pelas ilhas é possível avistar os golfinhos saltadores, os locais turistico são: Forte de Nossa Senhora dos Remédios de Fernando de Noronha, Vila dos Remédios, Praia da Conceição ou de Italcable, Praia do Boldró, Baía dos Porcos, Baía do Sancho (cercada por falésias cobertas de vegetação), Baía dos Golfinhos ou Enseada de Pedra, Praia da Cacimba do Padre, Praia do Leão, Morro Dois Irmãos, Reduto de São Joaquim de Fernando de Noronha, Reduto de Santa Cruz do Morro do Pico de Fernando de Noronha e Reduto de Santana de Fernando de Noronha. Todo o arquipélago é tombado pelo Patrimônio Natural da Humanidade pela UNESCO.
[editar] Infraestrutura
[editar] Saúde
| Mortalidade infantil (2006) | 37,7 por mil nascimentos[108] |
|---|---|
| Médicos | 12,6 por 10 mil hab. (2005)[109] |
| Leitos hospitalares | 2,7 por mil hab. (2005).[110] |
Em 2005, existiam, no Estado, 4 149 estabelecimentos hospitalares, com 19 204 leitos.[111] Em 2005, da população, 75,1% dos pernambucanos tinham acesso à rede de água,[112] enquanto 40,6% se beneficiam da rede de esgoto sanitário.[113]
Embora tenha logrado notáveis avanços nas últimas décadas, reduzindo por exemplo a mortalidade infantil em quase 50% entre 1990 e 2005[114]e a taxa de analfabetismo (para 17,6% em 2009[115]), segundo o IBGE em 2010 um número considerável dos habitantes do estado ainda vive abaixo da linha da pobreza[116] e seu sistema de saúde pública ainda é precário.[117] Os baixos indicadores são mais presentes nas áreas rurais e em algumas partes do sertão do estado.
Apesar da grande carência de instalações de saúde básicas no interior do estado, a capital possui dezenas de grandes hospitais e três grandes hospitais públicos (da Restauração, Barão de Lucena e Getúlio Vargas; além do Hospital das Clínicas da UFPE). O Hospital da Restauração é a maior emergência pública e o mais complexo serviço de urgência e trauma do Norte-Nordeste,[118] recebendo pacientes de todo o estado e de estados vizinhos. O HR, referência nas áreas de trauma, neurocirurgia, neurologia, cirurgia geral, clínica médica e ortopedia, possui 482 leitos registrados no Ministério da Saúde (MS), mas, incluindo os extras, funciona com um total de 723 leitos para atender a demanda que lhe é submetida. Desde junho de 2010, a antiga Emergência Geral foi desmembrada em três emergências com entradas e espaços independentes: Emergência Pediátrica, Emergência Traumatológica e Emergência Clínica.[118]
Os hospitais particulares do Recife, equipados com máquinas de última geração, fazem da capital Recife o segundo maior polo médico e hospitalar do Brasil.[119][120]
[editar] Educação
-
Ver página anexa: Lista de instituições de ensino superior de Pernambuco
| Ano | Portugues | Redação |
|---|---|---|
| 2006[121] Média |
35,97 (9º) 36,90 |
51,01 (13º) 52,08 |
| 2007[122] Média |
49,75 (10º) 51,52 |
55,35 (12º) 55,99 |
| 2008[123] Média |
40,05 (10º) 41,69 |
57,29 (21º) 59,35 |
As principais instalações educacionais do estado estão concentradas na capital, que conta com a sétima melhor universidade federal do país e a vigésima segunda da América Latina, a UFPE.[124]
Pernambuco tem suas principais faculdades e universidades fundadas no século XIX e XX. Algumas se destacaram nacionalmente. A centenária Faculdade de Direito do Recife, hoje vinculada à UFPE, fundada a 11 de agosto de 1827, foi o primeiro curso superior de direito do Brasil, juntamente com o curso de São Paulo, ainda sob governo de Dom Pedro I. Nela importantes nomes da história brasileira estudaram, destacando, dentre inúmeros outros expoentes, Barão do Rio Branco , Castro Alves , Clóvis Bevilaqua , Solidônio Leite, Tobias Barreto , Joaquim Nabuco , Eusébio de Queirós , Teixeira de Freitas , Marquês de Paranaguá , Epitácio Pessoa , Assis Chateaubriand , José Lins do Rego e Pontes de Miranda. Ainda hoje a festejada faculdade de Direito do Recife, honrando sua tradição, é um centro de excelência no ensino do direito, estando, tanto em nivel de graduação como de pós-graduação, entre os cinco melhores cursos jurídicos do Brasil, segundo a OAB e o MEC.[125]
A UFPE, que, completou 60 anos em 2006, é uma das mais antigas instituições federais do Brasil. Há também a Universidade Federal Rural de Pernambuco UFRPE, fundada em 1912 como Escola Superior de Agricultura, hoje a instituição desenvolve suas atividades voltadas para a busca intensa do conhecimento científico nas áreas de Ciências Agrárias, Humanas, Sociais, Biológicas, Exatas e da Terra. O Estado possui dois Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sertão Pernambucano), antigos CEFETs e escolas técnica e agrotécnicas federais, que além de se dedicarem ao ensino técnico, a quase 100 anos, têm oferecido com excelência cursos superiores tecnológicos. Outra instituição importante é a UPE, Universidade de Pernambuco, antiga FESP, que é uma universidade estadual com campus avançados em várias cidades do interior do estado.[127] A Univasf é a primeira Universidade Federal implantada no sertão nordestino.[128] Está situada nos estados de Pernambuco, Bahia e Piauí, com sede na cidade de Petrolina em Pernambuco. Iniciou suas atividades acadêmicas em 2004.[129]
Pernambuco se destaca no ensino tecnológico. O Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco (CIn UFPE), responsável pelos cursos de Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia da Computação, é grande fornecedor de mão de obra especializada em tecnologia para a Microsoft.[130][131] A UFPE foi uma cinco instituições de ensino selecionadas em todo o mundo para o programa mundial de pesquisas da Microsoft, o que permitiu o seu acesso ao código-fonte dos componentes do Visual Studio. As outras quatro universidades selecionadas foram a Yale University - Estados Unidos; a Monash University - Austrália; a University of Hull - Inglaterra; além da UNESP, sendo o Brasil o único país que teve duas universidades escolhidas.[132] A UFPE foi homenageada pela Microsoft pela participação dos alunos do Centro de Informática da instituição na magine Cup, evento promovido pela empresa que é considerada a "copa do mundo de computação". A homenagem aconteceu durante a apresentação pública dos projetos vencedores do Imagine Cup 2009, e vem se repetindo desde 2003, já que alunos pernambucanos vêm vencendo a competição desde então.[133] Alunos do curso de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Pernambuco participaram em 2011 da Competição Baja Sae Brasil-Petrobras e garantiram vaga para a Baja SAE Kansas, nos Estados Unidos. Apenas a UFPE e duas universidades paulistas, USP e FEI, conquistaram o direito de representar o Brasil na edição internacional da competição.[134]
[editar] Transportes
Pernambuco conta com cobertura de do todos os tipos de transporte como o aéreo, marítimo, rodoviário e ferroviário. No estado a Infraero administra dois aeroporto: O Aeroporto Internacional do Recife - Gilberto Freyre é o maior aeroporto do Norte-Nordeste, com uma pista de 3305 m e capacidade para 9 milhões de passageiros ao ano.[135] É um dos mais modernos aeroportos do Brasil,[136] tendo sido eleito um dos 5 melhores aeroportos do mundo pelas companhias de aviação.[137] O Aeroporto de Petrolina possui a segunda maior pista de pouso do Nordeste e o seu principal emprego é no transporte da produção de frutas do Vale do São Francisco para o exterior. Veja lista de aeroportos de Pernambuco.
Pernambuco apresenta dois portos marítimos: o de Suape, segundo maior do Brasil, localizado no município de Ipojuca, e o do Recife, um dos mais antigos do Brasil, que muitos estudiosos afirmam ter dado início ao Recife, possui também o porto fluvial de Petrolina.
A rede de rodovias em pernambuco apresenta quinze rodovias federais, as rodovias é a principal forma de transporte do estado. As mais importantes são a BR-101, que, avançando pela costa pernambucana, liga o norte ao sul do estado, passando pela RMR, e a BR-232, ligando a capital ao interior do estado, no sentido leste-oeste
- BR-232 - Que se estende em sentido leste-oeste partindo da cidade do Recife, onde começa no trevo da avenida Abdias de Carvalho com a BR-101, com trecho de 150 km duplicados em direção ao interior do estado, passando por cidades importantes como: Vitória de Santo Antão, Gravatá, Caruaru, Belo Jardim, Pesqueira, Arcoverde, Serra Talhada, e Salgueiro
- BR-101 - Na costa do estado, no sentido de norte-sul, com todo seu trecho duplicado passsando pela Grande Recife.
- BR-316/BR-122/BR-407/BR-428/BR-110 - Faz a ligação das localidades da margem esquerda do São Francisco em Pernambuco entre Petrolina e Petrolândia.
Quanto as ferrovias o estado foi o primeiro estado do Nordeste e o segundo do Brasil a ter uma estrada de ferro: a ferrovia Recife-Cabo, inaugurada a 08 de setembro de 1855, com extensão de 31,5 km, ainda no Brasil Império, construída para transporte de passageiros e carga, a novidade provocou curiosidade e festividade entre os recifenses. Em sua estreia, o trem da linha Recife-Cabo, partindo do Forte das Cinco Pontas transportou mais de 400 pessoas. A locomotiva partiu às 12h e 30 minutos depois atingiu o ponto de chegada, onde uma multidão aguardava. Desde então foram contruídos 900 quilômetros de ferrovias, foram iniciados os trechos Ipojuca-Olinda-Escada e em seguida Limoeiro-Ribeirão-Água Preta-Palmares. Em 1882, foi completado o trecho Palmares-Catende, seguido de Garanhuns (1887), Mimoso (1911), Arcoverde (1912) e Salgueiro. Formavam assim três linhas troncos destinavam-se a cidade do Recife. O tronco norte ligava os portos pernambucanos e aos estados da Paraíba e Rio Grande do Norte, com suas respctivas capitais e o tronco sul ligava o sul do estado e às cidades de Maceió(capital de Alagoas) e Aracaju (capital de Sergipe). O tronco oeste ligava os portos da Região Metropolitana de Recife às cidades do interior pernambucano. Durante várias décadas, o transporte ferroviário exerceu decisiva influência na economia do estado, a partir do ano de 1960, foram abandonadas dando espaço às rodovias.
O Metrô do Recife foi inaugurado em março de 1985, com a linha Werneck-Centro, de 6,2 km de extensão. Seguiram-se construções de outras estações, e em outubro de 1986 chegou ao Terminal Integrado de Passageiros, TIP (rodoviária do Recife), o TIP foi inaugurada em outubro de 1986, sendo a segunda maior estação rodoviária do país. É operado pela CBTU Metrorec e é composto atualmente de vinte e oito estações, com linhas que somam 39,5 quilômetros de extensão, transportando cerca de 225 mil usuários por dia, sendo 205 mil na Linha Centro e 20 mil na Linha Sul, ocupa 446.000 m², e possui diversas lojas em seus quatro pisos.[139].
A Transnordestina consiste em 1758 km de ferrovias interligando o porto de suape ao porto de pecém, foi sugerida já no século XIX, mas só em 2006 foi concebido um investimento R$ 1,3 bilhão será uma importante conexão entre o litoral e o Sertão. O projeto é para ser uma estrada de ferro para interligar o Nordeste (pelo centro da região) com o Sudeste do Brasil, com o objetivo de facilitar o escoamento da produção econômica nordestina. Em Pernambuco consiste na construção dos trechos entre os municípios de Petrolina e Salgueiro (231 km), de Salgueiro-Trindade-Araripina (171 km), a partir de Araripina, em direção ao oeste, inicialmente até Eliseu Martins (PI), de Salgueiro-Missão Velha, no Ceará, (114 km), de Salgueiro-Recife (514 km), Recife-Palmares-catende (142 km) a partir de Palmares em direção ao sul inicialmente até Propriá (SE).[140].
[editar] Culinária pernambucana
A culinária pernambucana foi influenciada diretamente pelas culturas portuguesa, africana e indígena. Diversas receitas originais provenientes de outros continentes foram adaptadas com ingredientes encontrados com facilidade na região, resultando em combinações únicas de sabores, cores e aromas.
Os pratos mais conhecidos são: a carne de sol, a tapioca, o arrumadinho de charque, o queijo de coalho, o escondidinho de charque, o sarapatel, o sururu, a caldeirada, o cozido e o feijão de coco, entre outros. Entre as sobremesas podemos citar: o bolo de rolo, bolo pé de moleque, bolo de macaxeira e o sorvete de tapioca.
O bolo de rolo e a tapioca receberam, por lei, status de patrimônio imaterial de Pernambuco e de Olinda, respectivamente.
[editar] Ver também
- Dia de Pernambuco
- Hino de Pernambuco
- Bandeira de Pernambuco
- Municípios de Pernambuco por população
- Municípios de Pernambuco
- Governadores de Pernambuco
- Mesorregiões de Pernambuco
- Região Metropolitana do Recife
- RIDE Petrolina-Juazeiro
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- ↑ Fundação Joaquim Nabuco. Aeroporto Internacional dos Guararapes/Gilberto Freyre.
- ↑ INFRAERO - Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária :::. Página visitada em 2 de abril de 2010.
- ↑ - Aeroporto do Recife eleito um dos melhores do mundo.
- ↑ Aeroporto do Recife entre os 5 melhores.
- ↑ [30]
- ↑ http://www.andrademahn.com.br/hist.htm
[editar] Bibliografia
- Martin, Gabriela. Pré-história do Nordeste do Brasil. Recife: Editora da Universidade Federal de Pernambuco, 1996. ISBN 8573150831
- Vários. Almanaque Abril 2007. São Paulo: Abril, 2007. 692-693 p.
- Vários. Grande Enciclopédia Larousse Cultural. Santana do Parnaíba: Plural, 1998. 4558-1561 p. vol. XIX. ISBN 85-13-00773-0
[editar] Ligações externas
- Governo de Pernambuco
- Legitima Poesia Pernambucana - S.J. Egito
- História de Pernambuco
- Fernando de Noronha
- Página do IBGE sobre Pernambuco
- Poder Judiciário de Pernambuco
[editar] References
Assembleia Legislativa de Pernambuco