Garanhuns

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Município de Garanhuns
"Suíça Pernambucana"
"Cidade das Flores"
"Cidade-Jardim"
"Cidade Serrana"
Montagem Garanhuns.jpg

Bandeira de Garanhuns
Brasão de Garanhuns
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 10 de março de 1811 (203 anos)
Gentílico garanhuense
Prefeito(a) Izaías Régis Neto (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Garanhuns
Localização de Garanhuns no/em  Pernambuco
Garanhuns está localizado em: Brasil
Garanhuns
Localização de Garanhuns no Brasil
08° 53' 25" S 36° 29' 34" O08° 53' 25" S 36° 29' 34" O
Unidade federativa  Pernambuco
Mesorregião Agreste Pernambucano IBGE/2008 [1]
Microrregião Garanhuns IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Capoeiras e Jucati (Norte), Lagoa do Ouro e Correntes (Sul), São João e Palmeirina (Leste) e Caetés, Saloá, Paranatama, Brejão e Terezinha (Oeste)
Distância até a capital 228 km
Características geográficas
Área 472,462 km² [2]
Área urbana 7,11 km² est. Embrapa[3]
Distritos Garanhuns, São Pedro, Miracica e Iratama
População 135 138 hab. (PE: 9°) –  estatísticas IBGE/2013[4]
Densidade 286,03 hab./km²
Altitude 842 m
Clima Mesotérmico Cs'a
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,664 (PE: 16°) – médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 1 201 225 mil (PE: 11°) – IBGE/2011[6]
PIB per capita R$ 9 218 71 IBGE/2011[6]
Página oficial

Garanhuns é um município brasileiro do estado de Pernambuco. Pertence à Mesorregião do Agreste Pernambucano e à Microrregião de Garanhuns, distando cerca de 228 km da capital pernambucana, Recife. Ocupa uma área de 458,550 km², sendo 7,11 km² formando o perímetro urbano e 451,44 km² formando a zona rural.[7] Em 2013, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), estimou sua população em aproximadamente 135 138 habitantes, sendo o nono maior município pernambucano, o terceiro maior do interior do estado e o segundo maior da região do agreste pernambucano.[8]

A sede municipal tem uma temperatura média de 21,2 °C,[9] sendo a mata atlântica e a caatinga suas vegetações nativas, estando numa área de transição entre os dois biomas.[10] Cerca de 89,14% da população vive na zona urbana,[11] contando com 75 estabelecimentos de saúde, no ano de 2009.[11] Em 2010, seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) foi calculado em 0,664, considerado médio e abaixo da média estadual, ocupando a décima sexta colocação entre os municípios de Pernambuco.[11]

Originalmente, suas terras eram ocupadas pelos índios do ramo dos cariris, quando, por volta do século XVII, brancos e negros fugidos sujeição dos holandeses, ocuparam as regiões de brejos, lá estabelecendo-se em aldeias esparsas. Em 29 de setembro de 1658, o mestre-de-campo Nicolau Aranha Pacheco, o capitão Cosmo de Brito Cação, Antonio Fernandes Aranha e Ambrósio Aranha de Farias receberam do governador na época em exercício, André Vital Negreiros de Araújo, uma sesmaria com cerca de 20 léguas de extensão, uma se localizava nos campos de Garanhuns e outra em Panema. Nesse mesmo ano, foi fundado o Sítio Garcia, situado na região onde atualmente se localiza o distrito-sede do município.[12]

A cidade de Garanhuns é o centro mais diversificado do agreste meridional, sendo pólo de 32 municípios, concentrando em seu entorno cerca de 1 066 000. Garanhuns é também um centro regional de saúde e educação. Na saúde, diversos hospitais, empresas de saúde e assistência médica estão instaladas. A Universidade de Pernambuco – UPE (CAMPUS Garanhuns); a Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE (Unidade Acadêmica de Garanhuns); a AESGA – Autarquia de Ensino Superior de Garanhuns, que oferecem cursos de graduação e pós-graduação. O município, pelo seu diversificado comércio e oferta de serviços, tem no turismo um importante fator de geração de emprego, renda e desenvolvimento. A cidade detém uma rica cultura de turismo, que é fortalecida graças ao dinamismo da Secretaria de Turismo. Dispõe de uma grande rede de empresas prestadoras de serviços e de hotéis direcionados ao turismo. Em julho, a cidade sedia o Festival de Inverno de Garanhuns, que anualmente atrai milhares de turistas de todo o mundo.[13] [14]

História[editar | editar código-fonte]

Garanhuns surgiu simultaneamente às guerrilhas dos escravos quilombolas. As tropas que combatiam os escravos fugidos se instalaram em 1671 na Sesmaria dos Burgos N.S. do Desterro.[15] A sede da capitania era a Fazenda do Garcia, e posteriormente o Sítio Tapera, adquirido pelo tenente-coronel Manoel Ferreira de Azevedo, marido de Simoa Gomes de Azevedo, neta de Domingos Jorge Velho.

Em 1878, o deputado provincial Silvino Guilherme de Barros, Barão de Nazaré, visitou a então Vila de Garanhuns, interessando-se pela sua potencialidade. Ao retornar a Recife propôs um projeto de lei que elevasse Garanhuns de vila a cidade. A Lei, de número 1309, foi sancionada a 4 de fevereiro de 1879.

A cidade destacou-se na agropecuária e no comércio, acelerados pela instalação da estação ferroviária a 28 de setembro de 1887 (hoje a estação é um centro cultural), que possibilitou a ligação da cidade à capital do Estado, Recife, e diversas cidades e vilas do Agreste e da Zona da Mata.

A cidade abriga uma unidade do Exército Brasileiro, o 71º Batalhão de Infantaria Motorizado (Batalhão Duarte Coelho). Anteriormente havia apenas um Tiro de Guerra (criado pela Portaria Ministerial nº 86, 18 de maio de 1950).[16]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município possui, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, uma extensão territorial de 458 550 km²,[17] sendo 71 100 km² formando a zona urbana e os 25 250 km² restantes a zona rural.[3] Situa-se a 08º 53' 25" de latitude sul e 36º 29' 34" de longitude oeste,[18] estando distante cerca de 209 km da capital estadual.[19] Os municípios limítrofes são Capoeiras e Jucati ao norte; Lagoa do Ouro e Correntes ao sul; São João e Palmeirina ao leste; Caetés, Saloá, Paranatama, Brejão e Terezinha a oeste.[10]

Relevo e hidrografia[editar | editar código-fonte]

O município de Garanhuns encontra-se na unidade geoambiental das Superfícies Retrabalhadas, que é formado por regiões que vem passando acentuado retrabalhamento da sua superfície. Esse tipo é caracterizado pelo relevo muito dissecado e pelos vales profundos. Se localiza no Planalto da Borborema.[10] A altitude medida no marco zero do município é de 842 metros acima do nível do mar, porém, sua altitude varia bastante conforme o local, havendo áreas, como o Monte Magano, onde a altitude chega a 1 030 metros acima do nível do mar.[20] A cidade é cercada pelas seguintes colinas: Antas,Columinho, Ipiranga, Magano, Monte Sinai, Quilombo e Triunfo.[21]

Garanhuns está inserido na bacia hidrográfica do Rio Mundaú, tendo também como principais tributários os rios Canhoto e Inhaúma. Seus cursos d'água tem uma regime intermitente, sendo seu padrão de drenagem o dendrítico. Os principais riachos são: São Pedro, São Vicente, Mimosinho, Seco, Mocambo, Repartição, Imbé, Mochila, Pacheco, das Pedras, Baixa da Lama, Estrondo, da Laje, do Dunga, Periperi e Timbó. Já os açudes de maior importância no município é o Mundaú, com capacidade de 1 968 600 m³ de água, além também do açude Público de Garanhuns.[10]

Vista de uma das regiões do maciço de Garanhuns..
Vista de uma das regiões do maciço de Garanhuns.
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Clima[editar | editar código-fonte]

O clima garanhuense é classificado como subtropical (tipo Cs'a na Classificação climática de Köppen-Geiger), com regime de chuvas de outono-inverno.[10] A temperatura média anual é de cerca de 21,2 °C, possuindo verões quentes e secos e invernos amenos e úmidos. O mês mais quente é o de novembro, quando a temperatura média é de 23,3 °C e o mês de junho o mais ameno, com média de 18,6 °C, sendo mês de setembro com a temperatura mínima média com menor valor, com 15,4 °C e o de novembro com maior valor de máxima média, com 28,9 °C.[9]

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia, o Inmet, a menor temperatura já registrada pela sua estação meteorológica foi de 10,0 °C no dia 23 de setembro de 1978, tendo o mesmo recorde alcançado no dia 5 de julho de 1998.[22] Enquanto a maior temperatura já registrada na cidade, o valor foi de 34,8 °C no dia 22 de janeiro de 2013.[22] O maior acumulado de chuva em milímetros já registrada foi de 100.9 mm, no dia 25 de março de 2005.[22] Os valores extremos de temperatura são contestados por muitos moradores da zona rural, visto que as estações convencional e automática do Inmet estão situadas a 822 metros acima do nível do mar, abaixo da altitude do marco zero da cidade, que é de 842 metros.[22] Há ainda registros não oficiais de que a temperatura já tenha alcançado 9 °C em várias ocasiões.[21]

Dados climatológicos para Garanhuns
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 32 33 34 32 29 27 25 26 28 30 32 34 34
Temperatura máxima média (°C) 27,5 26,7 27,6 24,6 23,9 23 21,2 23,1 23,7 27,1 28,9 28,7 25,5
Temperatura mínima média (°C) 17,2 17,3 18,5 17,7 16,6 16,7 16 15,7 15,4 16,8 17,2 17,7 16,9
Temperatura mínima registrada (°C) 14 15 15 13 12 9 7 9 11 12 13 14 7
Precipitação (mm) 45 57,5 99,8 115,4 104,3 122,2 132,7 73,7 47,4 32,5 18 21,9 870,4
Fonte: Tempo Agora[23] 04 de outubro de 2013
Fonte #2: Jornal do Tempo[24] 04 de outubro de 2013

Ecologia e meio ambiente[editar | editar código-fonte]

No final do ano de 2013, o então prefeito, Izaías Régis, enviou um projeto de lei à Câmara Municipal de Garanhuns que mudava o organograma das secretarias. Antes do projeto a secretaria responsável pelo meio ambiente era a Secretaria de Agricultura, Abastecimento, Recursos Hídricos e Meio Ambiente, após o projeto, a secretaria teve suas atribuições alteradas, passando a abranger apenas a Agricultura e Abastecimento. As pastas Recursos Hídricos e Meio Ambiente haviam sido excluídas, nenhum projeto que abrangesse as duas pastas foram apresentados pelo gestor.[25]

O município possui dois tipos de vegetações nativas e predominantes: a mata atlântica e a caatinga. Com o objetivo de diminuir o impacto ambiental sofrido pela urbanização na cidade, o poder público, sobretudo o municipal criou políticas públicas voltadas para a criação de áreas verdes e espaços de convivência, lazer e contemplação para melhorar a qualidade de vida dos habitantes. A cidade de Garanhuns dispões de três parques municipais: o Parque Euclides Dourado, o Parque Ruber van der Linden e o Parque Natuaral das Nascentes do Rio Mundaú. Os dois primeiro são classificados como unidades de uso sustentável e o último de conservação integral.[26]

Parque Municipal Ruber van der Linden.

O Parque Municipal Euclides Dourado (também conhecido como "Parque dos Eucaliptos") é a principal unidade de uso sustentável e foi o primeiro criado na cidade. Antes da atual situação, a área de 8 hectares formava o horto dos Eucaliptos, até quando foi convertida em parque municipal e jardim zoológico na gestão do prefeito Euclides Dourado na segunda metade da década de 1920, o que posiciona o parque como o quinto mais antiga do país. O parque foi idealizado e construído por Euclides Dourado e seu filho, Luiz Souto Dourado, tendo o último concluído a obra do primeiro. Em 1943, após o falecimento do autor do projeto, o governo municipal renomeou o nome do parque para a atual denominação. A unidade se localiza a uma pequena distância do centro de Garanhuns, no bairro de Heliópolis, sua área é majoritariamente composta por eucaliptos centenários, constituindo a riqueza natural do município. Ao passar dos anos foram adicionados ao parque novas funções de lazer, esportivas e de recreação infantil. O local sedia anualmente um dos principais eventos artísticos-culturais de Pernambuco, o Festival de Inverno de Garanhuns.[27]

O Parque Municipal Ruben van der Linden foi assim nomeado em homenagem a um ilustre cidadão garanhuense formado em Engenharia Elétrica que elaborou e executou o Plano de Abastecimento de Luz e Água da cidade, assumindo o cargo de Gerente Geral da Companhia. A criação do parque foi feito pela decisão do prefeito Luiz da Silva Guerra, quando transformou o sítio Pau-Pombo — local de bela paisagem, com grandes árvores e uma nascente — num parque de visitação pública. Ao longo de muitos anos o local foi melhorado afim de atender à visitação dos habitantes e turistas que o buscavam como local de lazer, diversão e turismo.[28]

Parque Euclides Dourado (Parque dos Eucaliptos).

O Parque Natural Municipal Nascentes do Mundaú está localizado entre a zona urbana e rural da cidade, no bairro da Várzea, onde está sendo desenvolvido o projeto municipal da sementeira, local onde que é usado para a produção de mudas frutíferas arbóreas e ornamentais. O espaço tem 34 hectares e assegura a preservação de 65 espécies de flora e 66 espécies de fauna, segundo catalogado pelos profissionais ligados à antiga Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente e o Conselho Municipal de Defesa ao Meio Ambiente.[28]

A vegetação da parte norte e oeste do município, onde predomina a caatinga, é composta por espécies hiperxerófilas, com a forte presença de arbustos com galhos retorcidos e com raízes profundas. As espécies mais encontradas são os cactos, caroá, aroeira, angico, juazeiro, mandacaru e xique-xique. Ao contrário do que muitos pensam, a fauna da caatinga é bastante rica, tendo centenas de espécies vivendo nesse bioma, como: veado-catingueiro, preá, gambá, sapo-cururu, cutia, tatu-peba, ararinha-azul, asa-branca, sagui-de-tufos-brancos, entre outros.[29]

Já a parte sul e leste, onde predomina a mata atlântica, é constituída por árvores de médio e grande porte, formada por floresta densa e fechada. Sendo muito rica em biodiversidade, as árvores de grande porte formam um microclima dentro da mata, com sombra e muita umidade. As espécies mais comuns são: palmeiras, bromélia, begônias, orquídeas, cipós, briófitas, pau-brasil, jacaranda, peroba, jequitibá-rosa, cedro, andira, ananas e figueiras. Muitas espécies animais que fazem parte desse bioma estão ameaçados de extinção, tais como: mico-leão-dourado, bugio, tamanduá-bandeira, tatu-canastra, arara-azul-pequena e onça-pintada.[30]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1970 71 623
1980 87 038 21,5%
1991 103 341 18,7%
2000 117 749 13,9%
2010 129 408 9,9%
Fonte: Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística
(IBGE)[31]

Segundo a contagem realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano de 2010 o município possuía uma população de 129 408 habitantes, sendo 68 432 habitantes do sexo feminino (52,88% da população) e 60 976}} pessoas do sexo masculino (47,12% da população). Ainda de acordo com os dados do censo, 115 356 habitantes viviam na zona urbana (cerca de 89,14%) e os 14 052 (cerca de 10,86%) na zona rural. No mesmo ano, a taxa de urbanização do município era de 89,14%.[11] Com relação à estimativa populacional do IBGE referente ao ano de 2013, o instituto aferiu a população municipal em 135 138 habitantes, sendo então o nono maior município de Pernambuco em população, apresentando uma densidade populacional de 28 221 hab/km².[8]

Vista parcial do bairro de Heliópolis.

Do total dos habitantes no ano de 2010, 34 399 pessoas (26,58%) tinham menos de 15 anos de idade, 85 293 (65,91%) pessoas tinham idade entre 15 e 64 anos e 9 716 (7,51%) pessoas tinham idade superior a 65 anos. Nesse mesmo ano a esperança de vida no município era de 72,7 anos e a taxa de fecundidade total era de 1,9 filhos por mulher.[11] O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M) de Garanhuns é de 0,664, sendo considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), ocupando a décima sexta colocação entre os municípios pernambucanos, porém, estando abaixo da média estadual, que é de 0,673.[32] Seu índice ainda é muito mais baixo que a média nacional, ocupando a 2802° colocação no ranking entre os 5 570 municípios da União.[5]

Com base nos dados do Censo 2010 do IBGE, com a autodeclaração de cada garanhuense, a população era constituída de 52 678 (40,71%) brancos; 6 166 negros (4,76%); 1 596 amarelos (1,23%); 68 722 pardos (53,10%) e 246 indígenas (0,19%).[33] Considerando-se a região de nascimento, 125 186 eram nascidos do Nordeste (96,74%); 3 375 no Sudeste (2,61%); 110 no Norte (0,08%) e 102 no Centro-Oeste (0,08%). 120 199 eram naturais do estado de Pernambuco (92,88%), e desse total, 91 006 eram naturais de Garanhuns (70,32%).[34] Entre os 9 209 naturais de outras unidades federativas, Alagoas era o estado com maior presença, com 2 968 pessoas (2,29%), seguido por São Paulo, com 2 891 pessoas (2,23%) e pela Paraíba, com 737 habitantes residentes no município (0,57%).[35]

Pobreza e desigualdade[editar | editar código-fonte]

Rua no bairro Heliópolis.

No ano de 2000, 43,3% da população vivia com renda per capita inferior a R$ 140,00, percentual que foi reduzido para aproximadamente 28,3% no ano de 2010. Mesmo com uma variação negativa para a pobreza, cerca de 36 143 pessoas vivem em condição de pobreza. Em 2010, 71,7% dos habitantes do município estavam acima da linha da pobreza e indigência, 20,6% estavam entre a linha e 22,8% estavam abaixo.[36] Neste mesmo ano, o índice de coeficiente de Gini, que mede o nível de desigualdade que há em uma região, era de 0,599, sendo o valor mais próximo a 0,00 o melhor resultado (menos desigualdade) e mais próximo a 1,00 o pior (mais desigualdade).[37] A participação dos 20% mais pobres da riqueza produzida no município passou de 2,7% em 1991 para 2,4% em 2010, tendo, desse modo, um aumento dos níveis de desigualdade. Ainda em 2010, a participação dos 20% mais ricos da riqueza municipal foi de 62,3%, ou seja, 26 vezes superior ao dos 20% mais pobres.[36]

Apesar de apresentar um número de habitantes modesto, existe no município registro de comunidades, regiões degradadas e que não possuem acesso aos serviços básicos, como abastecimento de água potável, rede de coleta e tratamento de esgoto, além de ruas calçadas e pavimentadas. Ainda que haja registro de moradias irregulares, em 2010 o IBGE não contabilizou nenhum domicílio em aglomerado subnormal, visto que o número de aglomerados existentes é bastante pequeno e ainda não preenchem todos os requisitos.[38]

No começo do ano de 2013, a Central Única de Favelas (CUFA) passou a atuar em Garanhuns, a instalação na cidade foi possível graças às reuniões de representantes do projeto com secretários e diretores do governo municipal, nessa ocasião foram acertadas parcerias entre a ONG e poder público. A CUFA passou a agir no município fazendo parcerias com órgãos públicos, sobretudo com as Secretarias de Assistência Social, Direitos Humanos, Saúde, Educação e a Diretoria de Esportes.[39]

Religião[editar | editar código-fonte]

Seminário de São José.

Segundo o Censo demográfico do ano de 2010, o IBGE mostra que a maior parte da população garanhuense se considera católica (76,8% da população), sendo pouco comum encontrar seguidores do espiritismo, sendo 1,01%, e muito comum a presença de evangélicos de diversas denominações, que juntos representam 16,4%. É pequena a representação dos seguidores das religiões de matriz africana, como umbanda (0,01%), não havendo seguidores do candomblé. O mesmo pode se considerar em relação às religiões orientais, como o budismo (0,01%) e o hinduísmo (0,02%) e o islamismo, que não apareceu obteve resultado na pesquisa. Poucos se declararam praticantes das tradições esotéricas, cerca de 0,1%. As pessoas que se declararam sem religião somaram 4,0% da população, ateus e agnósticos somaram 0,14% e 0,1%. Os que não possuíam uma religião determinada ou sentiam múltiplo pertencimento eram 0,15%.[40]

Igreja Católica Apostólica Romana
Igreja Matriz de Santo Antônio, no Centro de Garanhuns.

De acordo com a divisão feita pela Igreja Católica, Garanhuns está localizado na Província Eclesiástica de Olinda e Recife, tendo sua sede em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, fazendo parte da Arquidiocese de Olinda e Recife. A Diocese de Garanhuns foi idealizada por Monsenhor Afonso Pequeno, sendo acolhida pelo então Arcebispo de Olinda e Recife, Dom Sebastião Leme da Silveira Cintra. A Diocese foi, de fato, criada pelo Papa Bento XV, através da bula "Archidioecesís Olindensis et Recifensis", sendo então desmembrada da Arquidiocese da capital pernambucana no dia 2 de agosto de 1918. Nesta mesma bula foram criadas as Dioceses de Nazaré da Mata e Pesqueira. Atualmente a Diocese é formada por 26 municípios pernambucanos, entres ele dois da zona da mata (Quipapá e São Benedito do Sul) e vinte e quatro do agreste, entre os principais estão Bom Conselho, São Bento do Una e Lajedo.[41]

A comunidade é formada por cinco paróquias: Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Santa Teresa do Menino Jesus, Paróquia de Santo Antônio (Catedral), Paróquia de São Sebastião e Paróquia do Sagrado Coração de Jesus.[42]

Igrejas protestantes

Garanhuns possui um número considerável de igrejas evangélicas de diversas denominações, entre elas a que se sobressai em percentual de seguidores é a Igreja Assembleia de Deus, com 3,8% da população, seguido pela Congregação Cristã no Brasil, que corresponde a 0,98%. Outras igrejas evangélicas apareceram com um número de adeptos menos significantes que as anteriores, mas com representatividade na amostra: Igreja Universal do Reino de Deus (0,96%); Igreja Cristã Maranata (0,15%); Igreja do Evangelho Quadrangular (0,08%); Igreja o Brasil para Cristo (0,06%); Igreja Deus é Amor e Igreja Casa da Benção (0,05%); outras igrejas Segundo o IBGE, os evangélicos ainda se classificam em Evangélicas de Missão (4,0%) e Pentecostal (7,6%). Seguidores de igrejas evangélicas sem denominação somaram 4,6%.[40]

Ainda existem minorias cristãs de outras denominações, tais como a seita Testemunha de Jeová, com (representando 0,34% dos habitantes), os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (0,26%), conhecida também como "Igreja Mórmon". Adeptos dos ensinamentos do espiritualismo respresentavam 0,01%.[40]

Política e administração[editar | editar código-fonte]

Palácio Celso Galvão, sede do governo municipal.

A administração do município de Garanhuns se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo. Nas eleições de 2012, o candidato Izaías, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi eleito prefeito ainda no primeiro turno com 36 998 votos, cerca de 57,99% de todos os votos válidos, vencendo o candidato Zé da Luz, do Partido Humanista da Solidariedade (PHS), que obteve 22 499 votos, aproximadamente 35,27% dos votos válidos.[43]

O poder legislativo municipal é formado pela câmara, constituído por 12 vereadores eleitos para um mandato de quatro anos (de acordo com o artigo 29 da Constituição) e está composto da seguinte forma:[44] três cadeiras do Partido Socialista Brasileiro; duas cadeiras do Partido Popular Socialista; duas do Partido da Social Democracia Brasileira; duas do Partido Republicano Brasileiro; uma cadeira do Partido da República; uma do Partido Social Cristão; uma do Partido Social Democrata Cristão. Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias).[45]

O município se rege ainda por uma lei orgânica, promulgada no dia 4 de abril de 1990, entrando em vigor em mesma data.[46] É sede da Comarca de Garanhuns.[47] Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), o município registrou, em 2013, um total de 89 281 eleitores, sendo o décimo maior colégio eleitoral de Pernambuco.[48]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Garanhuns está subdividido em quatro distritos: Miracica, Iratama, São Pedro o distrito-sede.[10] O seu distrito-sede é o mais populoso do município, com 136 016 habitantes, seguido por São Pedro, com 5 967 habitantes, criado pelo Decreto-lei Estadual n.º 952, no dia 31 de dezembro de 1943, mesmo decreto e data em que foi criado o distrito de Iratama. O distrito de Miracica foi criado pelo Decreto-lei n.º 235, no dia 9 de dezembro de 1938.[49] A sede é constituída por 17 bairros.

Distritos de Garanhuns (IBGE/2010)[49]
Distrito
Habitantes
Domicílios
particulares
Homens Mulheres Total
São Pedro 3 044 2 923 5 967 2 064
Miracica 1 923 1 882 3 805 1 366
Iratama 1 796 1 804 3 600 1 182
Garanhuns 54 213 61 823 116 036 38 772

Economia[editar | editar código-fonte]

O turismo movimenta de forma representativa a economia de Garanhuns em alguns períodos do ano. Na foto, o Relógio das Flores.

Segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Produto Interno Bruto (PIB) de Garanhuns é o 413° maior do Brasil e o 11° maior de Pernambuco. Ainda de acordo com os dados das Contas Regionais do IBGE para o ano de 2011, o valor bruto do PIB era de R$ 1 201 225 bilhões, sendo R$ 149 558 milhões impostos sobre produtos líquidos de subsídios a preços correntes. O valor do Produto Interno Bruto per capita foi de R$ 9 218,71 mil.[50]

No ano de 2010, 62,02% da população com idade igual ou superior a 18 anos era economicamente ativa, enquanto que a taxa de desocupação foi de 10,86%.[11] Em 2011, o Cadastro Central de Empresas mostrou que havia cerca de 2 607 unidades locais e 2 469 empresas atuantes, contando com estabelecimentos comerciais. Cerca de 19 059 trabalhadores foram considerados pessoal ocupado e 16 325 foram considerados pessoal ocupado assalariado. Os salários acrescentados a outras remunerações foram calculados em 227 577 mil reais e o salário médio mensal do município foi de 2,0 salários mínimos.[51] Dados do IBGE mostram que em 2010 72,78% dos domicílios sobreviviam com menos de um salário mínimo por morador, 17,77% com entre um ou mais salários mínimos para cada pessoa, 2,84% recebiam entre três e cinco salários, 2,35% tinham rendimento mensal superior a cinco salários mínimos e 4,24% não tinham rendimento.[52]

Setor primário[editar | editar código-fonte]

O setor primário é o menos representativo na economia garanhuense. Do total de toda riqueza gerada no município, apenas R$ 24 628 mil reais é o valor bruto de tudo que é produzido na agricultura e na agropecuária,[50] tendo 14,47% do pessoal ocupado trabalhando neste setor. O Censo pecuário mostrou que em 2012 o município detinha um rebanho de 29 200 bovinos, 510 caprinos, 168 asininos 1 000 equinos, 150 muares, 7 600 ovinos e 2 550 suínos. Contava também com 980 700 aves (galos, frangas, frangos e pintos), 106 600 galinhas, com uma produção de 1 360 ovos de galinha. 5 600 vacas foram ordenhadas, obtendo-se 7 056 litros de leite. Ainda foram extraídos 200 quilos de mel de abelha.[53]

Produção de banana, castanha de caju e café (2012)[54]
Produto Área colhida (hectares) Produção (tonelada)
Banana 60 10
Castanha de caju 56 70
Café 50 70

A região de Garanhuns se destaca pela produção artesanal, semi-artesanal e industrial de derivados do leite. Sua bacia leiteira atende desde a indústria de laticínios à produção de queijo coelho, mussarela, manteiga e ricota, além de outros derivados do leite, como achocolatados, iogurtes e doces. A Parmalat é a principal empresa atendida pela bacia, a unidade é responsável pelo abastecimento de toda região norte e nordeste do país, produzindo produtos como o leite longa vida (UHT), pasteurizado, aromatizado, leite condensado, creme de leite e leite em pó. Toda sua demanda é atendido por 192 produtores do agreste meridional pernambucano.[55] [56] [57]

Segundo o levantamento feito pelo IBGE em 2012, os destaques na produção da lavoura temporária foram as plantações de feijão (418 toneladas, 30 000 hectares plantados e 2 370 colhidos); batata-doce (60 toneladas e 10 hectares plantados); milho (60 toneladas, 1 000 hectares cultivados e 500 hectares colhidos); melancia (36 toneladas e 4 hectares plantados); macaxeira (10 400 toneladas e 1 300 hectares plantados); tomate (9 300 toneladas e 230 hectares cultivados); fumo (2 toneladas e 2 hectares cultivados); fava (2 toneladas, 20 hectares plantados e 10 hectares colhidos).[58] Enquanto que na lavoura permanente, os destaques foram o cultivo da banana (60 toneladas em 10 hectares plantados); castanha de caju (56 toneladas em 70 hectares); café (arábica) (50 toneladas em 100 hectares cultivados); laranja (30 toneladas em 10 hectares); abacate (24 toneladas em 3 hectares); limão (3 toneladas em 2 hectares) e a de tangerina (3 toneladas em 2 hectares).[54]

Setor secundário[editar | editar código-fonte]

No ano de 2011, a indústria foi a segunda maior geradora de riqueza de Garanhuns. Aproximadamente R$ 233 712 mil reais do seu produto interno bruto era o equivalente ao gerado pelo setor secundário.[50] Em 2010, 0,11% das pessoas ocupadas maiores de 18 anos estavam empregadas na indústria extrativa e 7,11% na indústria de transformação.[11] Até o primeiro trimestre de 2014, a cidade não possuía nenhum distrito industrial, o que dificultava a chegada de novas indústrias ao município. Uma das poucas significativas indústrias contidas na cidade está uma unidade fabril da Unilever,[59] além de indústrias direcionadas ao setor alimentício, principalmente laticínios, como as unidades da Parmalat e da marca Bom Gosto, ambas do grupo LBR.[56] [60]

Em 2013, o vereador Haroldo Vicente (PROS) enviou um requerimento à Câmara Municipal de Garanhuns solicitando que o Chefe do Poder Executivo delimitasse uma extensão de terras para a criação um distrito industrial. Ainda no requerimento, o vereador argumentou que um distrito industrial para o município seria um marco para a economia de Garanhuns e que no local a ser delimitado seriam concentrados uma infraestrutura munida de rodovias, eletricidade de alta potência, cabos high-end, comunicações, grande oferta de água e grande suprimento de gás. Ademais de oferecer uma redução de impostos, ser um ambiente atraente para negócios e possuir uma determinada distância da área urbana da cidade, numa forma de tentar reduzir ao máximo o impacto ambiental e social.[61]

Setor terciário[editar | editar código-fonte]

Anúncios comerciais na cidade.

No ano de 2010, segundo dados do Atlas do Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas, 6,59% das pessoas maiores de 18 anos ocupadas trabalhavam no setor da construção civil, 1,30% nos setores de utilidade pública, 21,27% no comércio e 43,64% no setor de prestação de serviços.[11] Em números absolutos, em 2012 cerca de 6 577 pessoas estavam empregadas no comércio e um total de 4 856 pessoas estavam ocupadas na atividade de serviços.[62] De acordo com as Contas Regionais do IBGE no ano de 2011, o setor terciário era o maior gerador de riquezas no município, correspondendo a 75,44% da economia garanhuense, com um valor bruto de R$ 793 327 mil.[50]

O comércio garanhuense é bastante diversificado, característica principal da sua função centralizadora no agreste meridional de Pernambuco.[63] Seu pólo comercial é servido por uma grande variedade de redes nacionais e internacionais, possuindo lojas como: Casas Bahia, Cacau Show, Subway, Lojas Americanas, Eletro Shopping, Insinuante, Magazine Luiza, Farmácia Pague Menos, Todo Dia, Don Pastello, Magazine Pérola, entre outras.[64] No ano de 1876, foi na cidade que o maior varejista de materiais de construção, a Ferreira Costa Home Center, foi fundado pelo imigrante português João Ferreira da Costa.[65]

No ano de 2010, o grupo Tenco anunciou a construção do primeiro shopping do tipo regional no município, localizado às margens da BR-423 no quilômetro 93. A área do terreno do empreendimento foi medida em 54.162 m², sendo 33.452 m² e 21.337 m² de área bruta locável. A unidade possuirá um total de 155 lojas, sendo quatro âncoras, oito mega-lojas, 116 lojas satélites, quatorze estabelecimentos na praça de alimentação, 4 restaurantes, um estabelecimento de lazer e sete lojas de serviços. O centro comercial contará ainda com seis salas de cinema, 900 vagas de estacionamento, totalizando uma média de 5,81 vagas por loja, contando ainda na sua estrutura com sete elevadores e 4 escadas rolantes.[66]

Apesar do shopping ter sido anunciado em 2010 pelo grupo, várias datas foram determinadas para o início da obra, porém, em nenhuma o empreendimento foi tirado do papel. No final de 2013, o grupo responsável pela construção comunicou oficialmente que as obras começarão em abril de 2014, ocorrendo a inauguração em agosto de 2015.[67]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Garanhuns tem treze linhas de ônibus operadas pelas empresas "São Cristóvão" e "Padre Cícero":

Educação[editar | editar código-fonte]

Colégio Santa Sofia, no Centro.
Escola São José, no bairro de Heliópolis.

Garanhuns possui 22 escolas estaduais, várias escolas municipais e particulares nelas se destaca o Colégio Santa Sofia com cerca de mil alunos e mais de cem anos de fundação. Há ainda um projeto de inclusão digital utilizando os serviços de uma parceria com o Ministério das Comunicações, o Programa GESAC, que planeja uma cidade 100% conectada a internet por Wi-Fi, sendo serviço gratuito.

Instituições de Ensino de Nível Superior[editar | editar código-fonte]
  • Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE – UAG.
  • Universidade de Pernambuco - UPE – Campus Garanhuns.
  • Faculdade de Ciências da Administração de Garanhuns - FAGA.
  • Faculdade de Direito de Garanhuns – FDG.
  • Faculdade de Ciências Exatas de Garanhuns - FACEG.
  • Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas de Garanhuns- FAHUG.


TOTAL DE INSTITUIÇÕES: 06

Instituições de Ensino de Nível Técnico[editar | editar código-fonte]
  • Escola Técnica Residência Saúde - (87) 3761-2531
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - IFPE.
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI.
  • Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial - SENAC.
  • Escola Técnica Municipal João Florêncio de Melo.( Não está funcionando)
  • Fundação Bradesco.

TOTAL DE INSTITUIÇÕES: 06

Cultura[editar | editar código-fonte]

Atrativos turísticos[editar | editar código-fonte]

Santuário Mãe Rainha.

O clima de Garanhuns atrai muitos turistas tanto no verão quanto no inverno. Durante o mês de julho, as atividades turísticas se intensificam, devido ao "Festival de Inverno de Garanhuns", realizado desde o ano de 1991. É um dos festivais mais conhecidos no estado de Pernambuco, atraindo artistas e oferecendo shows gratuitos.

Destacam-se vários pontos turísticos, como o Relógio das Flores (Praça Tavares Correia), o Palácio Celso Galvão, o Parque Euclides Dourado (ou Parque dos Eucaliptos), o Parque Ruben Van Der Linden (ou Parque Pau-Pombo), o Castelo de João Capão, o Cristo do Magano, o Mosteiro de São Bento, o Monumento do Ipiranga, o Seminário São José e as Sete Colinas. Tem também o maior Cristo do Brasil em altitude. (Cristo do Magano)

Casa da Cultura[editar | editar código-fonte]

Parque Euclides Dourado (Parque dos Eucaliptos).

A Casa da Cultura, em processo de instalação no antigo Fórum da cidade, deverá reunir o acervo do antigo Museu da Cultura Latino-americana, formado por 2,2 mil peças de 77 cidades pernambucanas e de 12 outros países latino-americanos, e também por outros quatro museus temáticos. A Casa do Artesão, com um acervo de 4 mil peças, também será um dos espaços reintegrados[68] .

Eventos[editar | editar código-fonte]

  • Festival de Inverno de Garanhuns
  • Festival da Jovem Guarda
  • Festival Gastronômico Garanhuns Sabor das Flores
  • Espetáculo Jesus Alegria dos Homens -
  • Garanhuns Jazz Festival
  • Garanhuns Moto Fest
  • Guará Moto Fest
  • Fúria Night
  • Vaquejada Parque Acauã

Referências

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  68. Casa da Cultura abrigará cinco museus temáticos, em Guaranhuns (PE) - Globo News, 18 de março de 2010 (visitado em 26-3-2010)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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