Guerra dos Palmares

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Guerra dos Palmares
Domingos Jorge Velho.jpgZumbidospalmares.jpg
Domingos Jorge Velho e Zumbi
Data século XVII-1695
Local Alagoas Quilombo dos Palmares,Brasil
Desfecho Derrota de Zumbi, e o quilombo desfez-se por completo.
Intervenientes
Quilombo dos Palmares Flag Princes of Brazil.svg Colônia do Brasil
Principais líderes
Zumbi Flag Princes of Brazil.svgCaetano de Melo e Castro
Flag Princes of Brazil.svgDomingos Jorge Velho
Flag Princes of Brazil.svgBernardo Vieira de Melo
Forças
3200 homens em 1695 6 mil homens em 1695
Vítimas
1787 mortos,500 feridos,352 prisioneiros 1500 mortos,1000 feridos,100 prisioneiros

Denomina-se Guerra dos Palmares ao conjunto de campanhas militares que culminou na erradicação do Quilombo dos Palmares, no Brasil, na segunda metade do século XVII.

O quilombo localizava-se na serra da Barriga, região hoje pertencente ao estado de Alagoas, tendo se constituído no mais emblemático de seu género no período colonial, tendo resistido por mais de um século. O seu mito alçou-o à categoria de moderno símbolo brasileiro da resistência do africano à escravatura, ainda que, paradoxalmente, tenha-se conhecimento do uso de escravos em muitos quilombos.[1]

[editar] História

Após várias investidas relativamente infrutíferas contra Palmares, o governador e Capitão-general da capitania de Pernambuco, Caetano de Melo e Castro, contratou o bandeirante Domingos Jorge Velho e o Capitão-mor Bernardo Vieira de Melo para erradicar de vez a ameaça dos escravos fugitivos na região.

O quilombo passou a ser atacado pelas forças do bandeirante e, mesmo experientes na guerra de extermínio, tiveram grandes dificuldades em vencer as táticas dos quilombolas, mais elaboradas que a dos indígenas com quem haviam tido contato. Adicionalmente, tiveram problemas para contornar a inimizade surgida com os colonos da região, vítimas de saques dos bandeirantes em diversas ocasiões.

Em janeiro de 1694, após um ataque frustrado, as forças do bandeirante iniciaram uma empreitada vitoriosa, com um contingente de seis mil homens, bem armados e municiados, inclusive com artilharia. Um quilombola, Antônio Soares, foi capturado e, mediante a promessa de Domingos Jorge Velho de que seria libertado em troca da revelação do esconderijo do líder, Zumbi dos Palmares foi encurralado e morto em uma emboscada, a 20 de novembro de 1695.

A cabeça de Zumbi foi cortada e conduzida para Recife, onde foi exposta em praça pública, no alto de um mastro, para servir de exemplo a outros escravos.

Sem a liderança militar de Zumbi, por volta do ano de 1710, o quilombo desfez-se por completo.

Notas

  1. Libby, Douglas Cole e Furtado, Júnia Ferreira. Trabalho livre, trabalho escravo: Brasil e Europa, séculos XVIII e XIX. págs. 321-322. Annablume, 2006 - ISBN 8574196274, 9788574196275

[editar] Ligações externas

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