Recife

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Nota: Se procura a formação rochosa, consulte arrecife.

Município do Recife
Bairro de Boa Viagem
"Veneza Brasileira"
"Capital do Nordeste"
"Cidade Maurícia"
Brasão do Recife
Bandeira do Recife
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 12 de março
Fundação 1537
Gentílico recifense
Lema Lucea Omnibus
Prefeito(a) João da Costa Bezerra Filho (PT)
(20092012)
Localização
Localização de Recife
08° 03' 14" S 34° 52' 51" O08° 03' 14" S 34° 52' 51" O
Unidade federativa Bandeira de Pernambuco.svg Pernambuco
Mesorregião Metropolitana do Recife IBGE/2008 [1]
Microrregião Recife IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Recife
Municípios limítrofes Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Paulista e Olinda.
Distância até a capital - km
Características geográficas
Área 217,494 km²
População 1.561.659 hab. est. IBGE/2009 [2]
Densidade 7.180,2 hab./km²
Altitude 4 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,797 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 18.318.451 mil (BR: 17º) - IBGE/2006 [4]
PIB per capita R$ 12.091 IBGE/2006 [4]

Recife é um município brasileiro, capital do estado de Pernambuco. Localizada às margens do oceano Atlântico, a cidade tem uma área de 217,494 km² e uma população de 1.561.659 de pessoas (ou 3,73 milhões, contando a área metropolitana)[2][5]. Em recente estudo do IBGE, o Recife aparece como metrópole da quarta maior rede urbana do Brasil em população[6].

Sua região metropolitana compreende, além da capital pernambucana, catorze cidades do Grande Recife.

Geralmente, o nome do município dentro de frases é acompanhado de artigo masculino, como acontece com os municípios do Rio de Janeiro, do Crato, do Cabo de Santo Agostinho e outros. A esse respeito, muitos intelectuais recifenses e pernambucanos já se pronunciaram, entre eles Gilberto Freyre, em seu livro O Recife, sim! Recife, não!, em 1960 [7]. O vocábulo recife provém da palavra arrecife, grande barreira de arenito (recifes) que se estende por toda a sua costa. Sobre tais temas se pronunciou o historiador pernambucano José Antônio Gonçalves de Melo: "Porque se originou de um acidente geográfico - o recife ou o arrecife - a designação do Recife não prescinde do artigo definido masculino: O Recife e nunca Recife." [8]

Por outro lado, o gramático Napoleão Mendes de Almeida afirma em longo arrazoado que não se deve usar o artigo definido para fazer referência à cidade, mas apenas ao bairro homônimo: o bairro do Recife na cidade de Recife[9].

Índice

[editar] História

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: História do Recife

[editar] Inícios

Vista da Cidade Maurícia (Recife) em uma gravura de Pieter Schenck, baseada em desenho de Frans Post, 1645, para o livro Rerum in Brasilia et alibi gestarum de Caspar Barlaeus. Acervo do Museu Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro.

O município do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a "Arrecife dos navios", um lugarejo habitado por mareantes e pescadores. O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com a exceção de um período de ocupação holandesa entre 1630 e 1654.

Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização elevada, que facilitava a defesa. Ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster que, com três navios, derrotou a pequena guarnição responsável pela defesa do porto. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da idéia empreendida na Bahia em 1624.

[editar] Governo holandês

No Recife holandês, foi iniciada a construção de Mauritsstad (Cidade Maurícia, ou Mauricéia). O Recife foi a capital do Brasil holandês, tendo sido governada de 1637 a 1644 pelo conde (a serviço da Companhia das Índias Ocidentais (West Indische Compagnie) Maurício de Nassau[10]. O império holandês nas Américas era composto na época por uma cadeia de fortalezas que iam do Ceará à embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas. Os holandeses também possuíam uma série de feitorias na Guiné e Angola, situadas no outro lado do Atlântico, o que lhes dava controle sobre o açúcar e o tráfico negreiro, administradas pela Companhia das Índias Ocidentais.

O conde desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad, que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.

Maurício de Nassau praticou uma política de tolerância religiosa frente aos católicos e calvinistas. Além disso, permitiu a migração de judeus ao Recife e a criação de uma sinagoga, a Kahal Zur Israel, inaugurada em 1642 e considerada o primeiro templo judaico da América do Sul.

Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar a novo continente. Entre estes destacam-se os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a a fauna e a flora, a farmacopéia local e as doenças tropicais.

Nassau retornou à Holanda em 1644, demitido devido a desentendimentos com as autoridades da Companhia, que não se contentaram com o nível de lucros das possessões brasileiras. Os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população, desencadeando a partir de 1643 uma insurreição - a chamada Insurreição Pernambucana - que terminaria com a expulsão definitiva dos holandeses em 1654. A economia açucareira local passou a enfrentar a competição das Antilhas Holandesas, para onde os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar.

[editar] Mascates

Decoração barroca da Capela Dourada (início do século XVIII).

Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal - chamados pejorativamente de "mascates" - estabelecem-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates (1710-1711), durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos.

Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, sendo elevado à categoria de vila e concelho, com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto, em 19 de novembro 1709. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas no município, com destaque para o Convento de Santo Antônio (construído majoritariamente no século XVIII), a Capela Dourada (terminada em 1724) e a Igreja de São Pedro dos Clérigos (começada em 1725).

[editar] Revoltas

O início do século XIX no Recife foi marcado por revoltas inspiradas no ideário liberal vindo da Europa: comerciantes, aristocratas e padres, para exigir mais autonomia para a colônia. Entretanto, a classe dominante evitava questões como o fim da escravatura e dispensava a participação popular, temendo revolução.

Nesse mesmo século, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824 e a Revolução Praieira, de 1848. O Recife deixou de ser vila, não se subordinava ao poder central, nem estava subordinado a Olinda. Nesse tempo, iniciou-se um grande período de desenvolvimento do município. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 1823.

[editar] Século XX

No início do século XX, iniciou-se um período de agitação cutural e a encantadora Belle Époque mostrou a busca de novas linguagens para traduzir as velozes mudanças trazidas pelas novas técnicas.

[editar] Geografia

A cidade do Recife está situada sobre uma planície aluvional (fluviomarinha), constituída por ilhas, penínsulas, alagados e manguezais envolvidos por 5 rios: Beberibe, Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do Pirapama, conferindo-lhe características peculiares. Essa planície é circundada por colinas em arco que se estendem do norte ao sul, de Olinda até Prazeres (Jaboatão).[11]

[editar] Clima

Gráfico climático para o Recife
J F M A M J J A S O N D
 
 
53
 
30
25
 
 
84
 
30
25
 
 
160
 
30
24
 
 
221
 
29
24
 
 
267
 
28
23
 
 
277
 
28
23
 
 
254
 
27
22
 
 
152
 
27
22
 
 
64
 
28
23
 
 
25
 
29
24
 
 
25
 
29
24
 
 
28
 
29
25
Temperaturas em °CPrecipitações em mm

O Recife tem um clima tropical, com alta umidade relativa do ar. Apresenta temperaturas equilibradas ao longo do ano devido à proximidade com o mar. Janeiro possui as temperaturas mais altas, sendo a máxima de 30°C e a mínima de 25°C, com muito sol. Julho possui as temperaturas mais baixas, sendo a máxima de 27°C e a mínima de 20°C, recebendo muita precipitação. A temperatura média anual é de 25,2°C.

[editar] Vegetação

O Recife possui uma pequena área de Mata Atlântica no bairro de Dois Irmãos, onde se localiza o Parque Dois Irmãos, o maior parque do município. Além disso, várias áreas do município são de manguezal. As principais encontram-se próximas ao Rio Capibaribe, na zona sul e na fronteira com Olinda.

[editar] Hidrografia

O Recife é conhecido como "Veneza Brasileira" graças à semelhança fluvial com a cidade européia de Veneza. Cercado por rios e cortado por pontes, é cheio de ilhas e mangues. Ali acontece o encontro dos rios Beberibe e Capibaribe que deságuam no Oceano Atlântico. O município conta com dezenas de pontes, entre elas a mais antiga do Brasil, a ponte Maurício de Nassau.

A altitude média em relação ao nível do mar é de 4 metros, porém há algumas áreas do município que se localizam abaixo do nível do mar. O município se localiza na latitude de 8º 04' 03''S e longitude de 34º 55' 00''O.

[editar] Demografia

Crescimento Populacional do Recife
Ano Habitantes
1630[12] 7.000
1654[12] 8.000
1709[12] 12.000
1790[12] 15.000
1810[12] 25.000
1838[12] 60.000
1872 126.671
1890 111.000
1900 113.106
Ano Habitantes
1920 238.843
1940 348.424
1950 524.682
1960 788.336
1970 1.060.701
1980 1.203.899
1990 1.288.607
2000 1.422.905
2006 [13] 1.515.052
2009 [13] 1.561.659
Fotografia aérea da cidade.

Segundo estimativas de 2009 do IBGE, o Recife possuía 1.561.659 habitantes em uma área de 217,494 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 7.180,23 hab./km². Em 2006, registrou-se um PIB nominal de R$ 18,3 bilhões (e per capita de R$ 12.091,00). [4]

  • Bairros mais populosos: Boa Viagem (100.388 hab), Casa Amarela (69.134 hab), Várzea (64.512 hab)
  • Composição etária da população (2000):
    • 0 a 14 anos: 26,16%
    • 15 a 64 anos: 67,33%
    • 64 anos e mais: 6,51%

Com um PIB de mais de dezoito bilhões de reais, a economia é majoritariamente de comércio, prestação de serviços e do Turismo.

A Região Metropolitana do Recife é a segunda mais populosa do Nordeste e a sexta maior do Brasil[14], segundo dados oficiais do IBGE/2009.[carece de fontes?]

Crescimento anual e densidade
Grupos étnicos

A maioria dos brancos do município é de ascendência portuguesa e holandesa[15]. As pessoas pardas são uma mistura de europeu com o negro e índio, variando de claro a escuro, podendo ter uma pele amarelada ou marrom. As pessoas negras são de ascendência africana. Aqueles de origem asiática ou indígena são o menor grupo étnico do município.[carece de fontes?]

[editar] Política

Assembleia Legislativa de Pernambuco.

[editar] Cidades-irmãs

São cidades-irmãs do Recife[16]:

[editar] Economia

Composição econômica da Cidade do Recife[17]
Comércio
66,1%
Indústria
14,9%
Impostos
18,8%

O Recife registrou um PIB de aproximadamente 18,3 bilhões de reais em 2006. [18] O PIB per capita da cidade atingiu 12.091 reais. Dois terços do PIB são provenientes comércio e serviços. O PIB da cidade corresponde a um terço do PIB total do estado. O Recife pertence ao Mercado Comum de Cidades do Mercosul.

Destaca-se na reciclagem, estando na quinta posição no ranking das cidades brasileiras com o melhor índice de arrecadação de resíduos sólidos urbanos para a coleta seletiva no país. Com 1.350 toneladas por mês no recolhimento de resíduos na coleta seletiva[19].

O Recife tem o mais importante pólo médico do Norte/Nordeste[20]. É formado por 417 hospitais e clínicas e possui um total de 8,2 mil leitos. Os principais hospitais do pólo estão nos bairros do Derby e da Ilha do Leite.

Principalmente por conta do Porto Digital, que abriga diversas empresas, a cidade é considerada um dos mais importantes pólos de tecnologias da informação do Brasil em quantidade de empresas e faturamento. [21] O Porto Digital, que abriga cerca de cem empresas, entre elas multinacionais como Microsoft, Motorola, Borland, Informe Air, Oracle, Sun e Nokia, é reconhecido pela A. T. Kearny como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas, [21] gerando três mil empregos e participando com 3,5% do PIB do Estado de Pernambuco, com um superávit anual de 9,6 milhões de reais.

Um terceiro destaque está na indústria de construção civil, com centenas de arranha-céus residenciais e comerciais. [22] (considerados pelo site prédios acima de doze andares). O município é superada neste indicador apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, que têm áreas municipais mais de cinco vezes superiores a ela.

O Shopping Center Recife, o segundo maior centro de compras do Norte/Nordeste[23], conta com 465 lojas, sendo 9 âncoras e 6 megalojas, 5.000 vagas de estacionamento, 10 salas de cinema UCI Multiplex, 17 restaurantes e 4 praças de alimentação. Nele está localizado o Pátio das Esculturas, uma área de exposições múltiplas. Há também os centros de compra Shopping Center Tacaruna, Plaza Shopping Casa Forte, Shopping Paço Alfândega e Shopping Boa Vista.

O Recife ainda ficou entre as 65 cidades mais importantes de Países Emergentes no Mundo, segundo análise do Índice MasterCard de Mercados Emergentes 2008, ficando na sexta colocação na América Latina, e perdendo no Brasil apenas para São Paulo e Rio de Janeiro. O índice MasterCard, busca avaliar e comparar o desempenho destas localidades nas funções mais importantes que interligam os mercados e o comércio no mundo inteiro.[24]

[editar] Infra-estrutura

[editar] Educação

Dado Valor
Analfabetismo (> 15 anos) 10,55% (IBGE/2000)[25]
Ensino fundamental (IBGE/2003)
Alunos matriculados 282.305
Professores 12.097
Ensino médio (IBGE/2003)
Alunos matriculados 97.687
Professores 5.262
Vista parcial do Campus da UFPE.

Recife conta com importantes Universidades públicas e privadas, estando a UFPE entre as 10 melhores Universidades do Brasil.[26] A cidade ainda possui o IFPE que está situado ao lado do Campus da UFPE, o Ginásio Pernambucano que funciona como um centro de ensino experimental e a ETEPAM.

Mais de 144 mil estudantes estão matriculados nas Escolas municipais do Recife. No Ensino Fundamental municipal a matrícula é de quase cem mil crianças, e as duas escolas do Ensino Médio municipais contam com aproximadamente 2 mil estudantes. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui mais de 25 mil estudantes, a maioria em horário noturno.[27]

Instituições de ensino superior

[editar] Saúde

O maior hospital público do município é o Hospital da Restauração.[carece de fontes?] Outros hospitais importantes são: Hospital Ulysses Pernambucano, segundo hospital psiquiátrico do Brasil, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e Hospital Universitário Oswaldo Cruz, dois grandes hospitais universitários. O Recife tem um total de 8.875 leitos hospitalares, dos quais 6.037 disponíveis para pacientes do sistema único de saúde.[carece de fontes?] Alguns hospitais particulares importantes são Real Hospital Português de Beneficência e Hospital de Olhos de Pernambuco dentre outros.

Em 2007, de acordo com a Prefeitura do Recife, a mortalidade infantil na capital pernambucana era de 13,0 p/mil [28] e a esperança de vida ao nascer era de 68,6 anos, de acordo com o censo de 2000 do IBGE.[carece de fontes?]

[editar] Requalificação urbana

A cidade e o rio Capibaribe.

Para atender às novas necessidades da metrópole, os governos federal, estadual e municipal, mais diversos órgãos e empresas nacionais e internacionais, estão trabalhando em conjunto para a transformação de vários setores do Recife. Habitação, transporte, turismo, lazer, meio-ambiente, cultura e principalmente segurança (já que a cidade é considerada a capital mais violenta do país[29])são os principais aspectos explorados pelas novas obras e projetos.

  • Complexo Turístico Cultural Recife/Olinda - o objetivo central desse projeto é a valorização do patrimônio cultural e material das duas cidades, promovendo a transformação de bairros e a formação de uma Rede de Equipamentos Culturais. O projeto usa o turismo e a cultura como eixos do desenvolvimento econômico e social da região. Contará com investimentos dos governos Federal, Estadual e Municipais das cidades do Recife e de Olinda[30][31].
  • Prometrópole - com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de mais de 1,2 milhão de moradores de favelas e de áreas irregulares da Região Metropolitana do Recife, aumentando o acesso a serviços de água, saneamento, habitação, transporte e escoamento, o projeto inclui um alto grau de participação comunitária e busca realizar melhorias nas edificações e na infra-estrutura das comunidades de baixa-renda na bacia do rio Beberibe dentro da região metropolitana. Serão financiadas obras no sistema hídrico, em saneamento básico, em reassentamento e em projetos-piloto para testar alternativas de parcelamento de terra[32].
  • Via Mangue - o projeto da Via Mangue visa diminuir os problemas de trânsito da Zona Sul recifense. Trata-se de uma avenida que vai ligar o Pina diretamente às ruas que margeiam os canais Setúbal e Jordão, desafogando o fluxo de veículos em toda a região. [33]
  • Corredor Leste/Oeste - o Corredor Leste-Oeste é um projeto viário que objetiva reduzir o tempo de viagem entre a zona oeste e o centro da cidade, interligando duas avenidas da cidade, a Caxangá (a mais extensa via urbana em linha reta do Brasil, com 6,2 quilômetros de extensão[carece de fontes?]) e a Conde da Boa Vista.

[editar] Transportes

O município possui uma frota de aproximadamente 4.600 ônibus que transportam diariamente 1,7 milhão de pessoas[34] e o Metrô do Recife (Metrorec), que transporta 205 mil passageiros por dia.[35]

O Recife foi palco da inauguração do primeiro sistema urbano de transporte sobre trilhos, a chamada Maxambomba (do inglês machine pump). Antes, o sistema de transporte era atendido por bondes puxados por burro.[carece de fontes?] A maxambomba foi substituída por bondes elétricos no século XX. Em 1960, os bondes foram substituídos por ônibus elétricos. Paralelamente, houve a implantação de transporte por Ônibus. As linhas de trem da Great Western, antecessora da Rede Ferroviária Federal, também faziam o transporte público urbano. Foram substituídas pelo Metrô do Recife.

De acordo com o relatório do Detran-PE de agosto de 2008, o Recife tem uma frota superior a 445 mil veículos, sendo quase 311 mil automóveis, 51,8 mil veículos de carga, 4,6 mil ônibus, 64,7 mil motos e 12,8 mil na categoria "Outros"[36]

O Porto do Recife localiza-se no Recife Antigo, ao lado da Praça Rio Branco (Marco Zero). No período holandês, o porto era um dos mais desenvolvidos do Brasil.[carece de fontes?] Atualmente, tem sua base operacional centrada na movimentação de granéis sólidos, compreendendo grãos, clínquer, barrilha e carga geral. Diferencia-se dos demais portos por situar-se num centro urbano e conseguir operar sem interferir no município.[carece de fontes?]

[editar] Transporte aéreo

O Aeroporto Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre, com capacidade para atender cinco milhões de passageiros por ano, conta com 64 balcões de check-in, 2.120 vagas de estacionamento e área de compras e lazer com 165 pontos comerciais, seguindo o conceito de Aero Shopping. Segundo a Infraero, é o segundo aeroporto mais movimentado do Norte e Nordeste do país.[37] Conta com um pátio capaz de receber até 26 aeronaves simultaneamente. Realiza vôos domésticos regulares para 19 capitais de estados brasileiros e mais oito grandes cidades brasileiras, além de vôos internacionais regulares para países da Europa, África e Américas.

Entre 1930 e 1938 o Recife foi uma das primeiras cidades nas Américas com conexão direita (non-stop) para a Europa, especialmente para a Alemanha. Atualmente Recife tem a única estação de atracação de dirigíveis no mundo preservada em sua estrutura original, a Torre do Zeppelin.

[editar] Cultura

O Recife é berço de escritores, poetas, músicos e vários artistas de muitas formas de expressão. Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Carlos Pena Filho são nomes da poesia do Brasil que retrataram o Recife em suas obras. Além da poesia, surgiram no município nomes como Nélson Rodrigues e Gilberto Freyre na literatura, Lenine, Antônio Nóbrega, Robertinho do Recife e Reginaldo Rossi na música, Francisco Brennand, Vicente do Rego Monteiro e Lauro Villares nas artes plásticas, dentre outros.

Parque das Esculturas de Francisco Brennand

O município abriga vários museus, centros culturais e instituições voltadas para a promoção de ações artísticas e culturais tais como a centenária Academia Pernambucana de Letras, Academia de Artes e Letras de Pernambuco e o Instituto Ricardo Brennand, um dos mais importantes museus do Brasil, que abriga importante coleção de gravuras e outras obras de arte do século XVII sobre o Brasil.

As manifestações culturais mais relevantes de Pernambuco ocorrem na capital, ressaltando-se o Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco, que na década de 1980 reuniu grande número de poetas; O Abril Pro Rock, que surge como revelador do Movimento Manguebit e revelador nacional de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.

O Frevo surgiu no município há mais de cem anos e durante o Carnaval do Recife é o ritmo musical mais comum com blocos como o Galo da Madrugada.

Entre os museus têm destaque o Museu do Estado de Pernambuco, que guarda acervo histórico sobre o estado e a cidade, o Museu da Cidade do Recife, que, instalado no Forte das Cinco Pontas, conta boa parte da história do Recife, o museu do Memorial da Justiça, instalado na antiga estação de trem do Brum, o Museu do Homem do Nordeste (idealizado por Gilberto Freyre), e o Museu da Abolição, que foi criado em 1957 pelo governo federal para contar a história dos escravos no Brasil e a abolição.

O Teatro de Santa Isabel é o principal teatro do Recife, compondo importante conjunto arquitetônico e paisagístico na Praça da República com Palácio do Campo das Princesas, Palácio da Justiça e o Liceu de Pernambuco

[editar] Esportes

Estádio do Arruda no Recife.

O esporte mais popular do município é o futebol. O Campeonato Pernambucano de Futebol é disputado desde 1915, tendo como campeão sempre um time da capital. Os maiores campeões e os principais times do município são o Sport Club do Recife, o que mais títulos possui (38), o Clube Náutico Capibaribe, o maior campeão em títulos consecutivos (Hexacampeão), e o Santa Cruz Futebol Clube. O município foi a única subsede nordestina na Copa do Mundo de 1950, e será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 [38].

O Sport, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, também participa de competições nacionais de voleibol e basquete.[39]

Outro clube esportivo importante do município é o Clube Português[40].

Os três maiores times de Pernambuco possuem estádios próprios, localizados no Recife. O maior e mais recente estádio construído é o Estádio do Arruda, pertencente ao Santa Cruz. Podemos destacar também a Ilha do Retiro, pertencente ao Sport Club do Recife, e o Estádio dos Aflitos, que pertence ao Náutico.

Em nível nacional, só quem possui títulos relevantes é o Sport, com o título do Campeonato Brasileiro de 1987 e também da Copa do Brasil 2008.

[editar] Pontos turísticos

Crystal Clear app xmag.pngVer artigo principal: Turismo no Recife
O galo na Ponte Duarte Coelho, símbolo do bloco Galo da Madrugada

O Recife atrai turistas de todo o mundo. Destacam-se entre os motivos desta atração as manifestações culturais como o Carnaval e o São João. O Recife é o portão de entrada do litoral de Pernambuco de onde partem os turistas que chegam de avião.

O Recife é um município multicultural, com músicas e danças de origem africana, indígena e brasileira em seu carnaval. O bairro do Recife é o principal conjunto arquitetônico e cultural do município, abrigando galerias, museus e outros espaços culturais. Outros bairros e áreas de interesse são Poço da Panela, Derby, Ponte d'Uchoa, Casa Forte, Santo Antônio, dentre outros.

A cidade abriga a maior agremiação carnavalesca do mundo - o Galo da Madrugada, no qual se estima que participem dois milhões de pessoas (mais que a população do município) vindas de todo o Brasil.

Num passeio de barco é possível conhecer o Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Existe, também, o museu do Instituto Ricardo Brennand.

<- Ao longo do ano, ocorrem diversas exposições no Centro de Convenções, que é o segundo maior do Brasil, entre elas a Bienal do Livro. (Fica em Olinda)

O litoral do município é completamente urbanizado, com as praias de Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa.

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. 2,0 2,1 Estimativas da população para 1º de julho de 2009 (PDF). Estimativas de População. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009). Página visitada em 16 de agosto de 2009.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 4,2 Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2006. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2008). Página visitada em 26 de junho de 2009.
  5. Tabela 793 – População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007). Página visitada em 10 de agosto de 2008.
  6. Regiões de Influência das Cidades - 2008. IBGE (2008). Página visitada em 12 de outubro de 2008.
  7. Sobre a posição correta do artigo masculino antes do topônimo "Recife", veja O Recife, assim seja!, de Leonardo Dantas Silva, da Fundação Joaquim Nabuco.
  8. José Antônio Gonçalves de Melo, em O Recife e os arrecifes.
  9. MENDES DE ALMEIDA, Napoleão - Dicionário de Questões Vernáculas. São Paulo: Editora Ática, 1996. (p. 464, 465 e 466) ISBN 8508059558
  10. José Antônio Gonsalves de Mello. Tempo dos flamengos: influência da ocupação holandesa na vida e na cultura do norte do Brasil.Topbooks, 2001. ISBN 8574750352
  11. *O Recife - Histórias de uma cidade
  12. 12,0 12,1 12,2 12,3 12,4 12,5 Artigo na Revista do Instituto do Ceará - Página consultada em 27 de agosto de 2007.
  13. 13,0 13,1 estimativa - Fonte: IBGE
  14. Tabela 793 - População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007). Página visitada em 22 de maio de 2008.
  15. Pena, Sérgio D. J. et ali (2000). Retrato Molecular do Brasil. Revista Ciência Hoje, nº 156, abril de 2000[1]. Salvo em 21 de dezembro de 2006.
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  17. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php
  18. Cidadesat.
  19. O Recife é uma das melhores em coleta seletiva
  20. Polo médico
  21. 21,0 21,1 Porto Digital. Destaques.
  22. Emporis
  23. Shopping Recife
  24. http://www.metaanalise.com.br/inteligenciademercado/palavra-aberta/analise-setorial/mastercard-lista-economias-emergentes.html
  25. Secretaria de Planejamento do Recife. O bê-a-bá da MISÉRIA. Acesso data: 12 de setembro de 2009.
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  28. Recife reduz mortalidade infantil e atinge meta da ONU
  29. Sociedade - Ranking das capitais - Recife
  30. Complexo Cultural Recife/Olinda (PDF).
  31. Mais turismo e cultura para Olinda e Recife.
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  34. http://jc.uol.com.br/2008/06/27/not_172583.php
  35. Metrorec (publicado=). Sobre a Empresa Metrorec. Página visitada em 22 de maio de 2009.
  36. DETRAN-PE. Frota registrada segundo o tipo. Recife, 1990 - Agosto/2008 (PDF). Página visitada em 14 de outubro de 2008.
  37. Infraero – Movimento nos Aeroportos
  38. http://www.copa2014.org.br/cidades-sedes/RECIFE/
  39. Campeonato Brasileiro de Basquete Feminino.
  40. Clube Português do Recife.

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