Recife
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Nota: Para a formação rochosa, veja arrecife.
| Município do Recife | |||||
| ""Veneza Brasileira" "Mauritsstad", "Mauriceia", "Cidade Maurícia"" |
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A partir da esquerda: Marco Zero; Recife e suas pontes; Vista aérea da Praia de Boa Viagem; Praia de Boa Viagem; Torre de Cristal; e o Rio Capibaribe. |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 12 de março | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 12 de março de 1537 (474 anos) | ||||
| Gentílico | recifense | ||||
| Lema | Ut luceat omnibus (Que a luz brilhe para todos) | ||||
| Prefeito(a) | João da Costa Bezerra Filho (PT) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Metropolitana do Recife IBGE/2008[1] | ||||
| Microrregião | Recife IBGE/2008[1] | ||||
| Região metropolitana | Recife | ||||
| Municípios limítrofes | Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Paulista e Olinda. | ||||
| Distância até a capital | 2 220 km[2] | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 217,494 km² [3] | ||||
| População | 1 546 516 hab. IBGE/2011[4] | ||||
| Densidade | 7 110,61 hab./km² | ||||
| Altitude | 4 m | ||||
| Clima | Tropical As' | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,797 médio PNUD/2000[5] | ||||
| PIB | R$ 24 835 340 mil (BR: 17º) – IBGE/2009[6] | ||||
| PIB per capita | R$ 16 058 89 IBGE/2009[6] | ||||
Recife é um município brasileiro, capital do estado de Pernambuco. Localizado às margens do oceano Atlântico, o município possui uma área de 217,494 km² e uma população de 1.536.934 de pessoas. É sede da Região Metropolitana do Recife, a maior aglomeração urbana do Nordeste brasileiro e quinta maior do país, com 3,7 milhões de habitantes.[7] Classificada pelo IBGE como uma metrópole regional,[8] o Grande Recife é a metrópole de maior densidade populacional do Nordeste brasileiro e terceira mais densamente habitada do país, superada apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, além de ser a cidade nordestina com maior área de influência regional, possuindo a quarta maior rede urbana do Brasil em população.[9].
Desempenha um forte papel de centralizador econômico em seu estado e região, com uma área de influência que abrange outras capitais, como João Pessoa, Maceió, Natal e Aracaju. Sua área metropolitana inclui, além da capital pernambucana, mais 14 cidades do Grande Recife, concentrando 65% do PIB estadual.
A cidade do Recife foi eleita por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo.[10] Apenas cinco cidades brasileiras entraram na lista, tendo Recife recebido a quarta posição, após São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília e à frente de Curitiba.
Destaca-se por possuir o maior parque tecnológico do Brasil, o Porto Digital; o maior número de consulados estrangeiros fora do eixo Rio-São Paulo, sendo inclusive a única cidade, com exceção de São Paulo e do Rio de Janeiro, que tem consulado dos Estados Unidos; o mais importante polo médico do Norte/Nordeste; o maior PIB per capita entre as capitais da Região Nordeste; uma forte indústria de construção civil: a cidade detém grande número de arranha-céus em comparação a outras capitais do país; e sua região metropolitana, o Complexo Industrial de Suape, que abriga, entre outros empreendimentos, o maior estaleiro do Hemisfério Sul.[11][12][13][14]
Com um grande potencial turístico[15] e forte vocação para o turismo de negócios,[16] frequentemente é escolhida como sede de diversos eventos, como simpósios, jornadas e congressos. O Aeroporto Internacional do Recife é o maior da região em capacidade anual de passageiros e está entre os mais modernos do país, tendo sido eleito um dos 5 melhores aeroportos do mundo pelas companhias de aviação.[17] Em seu sistema de transporte público, conta com uma frota de 4.600 ônibus, que transportam 1,7 milhão de passageiros por dia e um eficiente sistema de Metrô, onde embarcam 225 mil pessoas diariamente. Em que pesem os avanços, parte da população do Recife ainda sofre com baixos indicadores sociais, especificamente a parcela que reside das comunidades de baixa renda, um problema comum a outras grandes metrópoles brasileiras.
O nome "Recife" provém da palavra arrecife, grande barreira rochosa de arenito (recifes) que se estende por toda a sua costa, formando piscinas naturais.
Geralmente, o nome do município dentro de frases é antecedido de artigo masculino, como acontece com os municípios do Rio de Janeiro, do Crato, do Cabo de Santo Agostinho e outros. A esse respeito, muitos intelectuais recifenses e pernambucanos já se pronunciaram, entre eles Gilberto Freyre, em seu livro O Recife, sim! Recife, não!, em 1960.[18] Sobre o tema se pronunciou o historiador pernambucano José Antônio Gonçalves de Melo: "Porque se originou de um acidente geográfico - o recife ou o arrecife - a designação do Recife não prescinde do artigo definido masculino: O Recife e nunca Recife."[19] Por outro lado, o gramático Napoleão Mendes de Almeida afirma em longo arrazoado que não se deve usar o artigo definido para fazer referência à cidade, mas apenas ao bairro homônimo: "o bairro do Recife na cidade de Recife".[20]
Índice |
[editar] História
[editar] Inícios
O município do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a "Arrecife dos navios", um lugarejo habitado por mareantes e pescadores.[21][22] O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com a exceção de um período de ocupação holandesa entre 1630 e 1654.
Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização elevada, que facilitava a defesa. Ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster que, com três navios, derrotou a pequena guarnição responsável pela defesa do porto. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da ideia empreendida na Bahia em 1624.
[editar] Governo holandês
No Recife holandês, foi iniciada a construção de Mauritsstad (Cidade Maurícia, ou Mauriceia). O Recife foi a capital do Brasil holandês, tendo sido governada de 1637 a 1644 pelo conde (a serviço da Companhia das Índias Ocidentais - West Indische Compagnie) Maurício de Nassau.[23] O império holandês nas Américas era composto na época por uma cadeia de fortalezas que iam do Ceará à embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas. Os holandeses também possuíam uma série de feitorias na Guiné e Angola, situadas no outro lado do Atlântico, o que lhes dava controle sobre o açúcar e o tráfico negreiro, administradas pela Companhia das Índias Ocidentais.
O conde desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad, que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.
Maurício de Nassau realizou uma política de tolerância religiosa frente aos católicos e calvinistas. Além disso, permitiu a migração de judeus ao Recife e a criação de uma sinagoga, a Kahal Zur Israel, inaugurada em 1642 e considerada o primeiro templo judaico das Américas do Sul e do Norte.
Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar a novo continente. Entre estes destacam-se os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a fauna e a flora, a farmacopeia local e as doenças tropicais.
Nassau retornou à Holanda em 1644, demitido devido a desentendimentos com as autoridades da Companhia, que não se contentaram com o nível de lucros das possessões brasileiras. Os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população, desencadeando a partir de 1643 uma insurreição - a chamada Insurreição Pernambucana - que terminaria com a expulsão definitiva dos holandeses em 1654. A economia açucareira local passou a enfrentar a competição das Antilhas Holandesas, para onde os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar.
[editar] Mascates
Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal - chamados pejorativamente de "mascates" - estabelecem-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates (1710-1711), durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos.[24][25][26][27]
Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, sendo elevado à categoria de vila e concelho, com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto, em 19 de novembro 1709. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas no município, com destaque para o Convento de Santo Antônio (construído majoritariamente no século XVIII), a Capela Dourada (terminada em 1724) e a Igreja de São Pedro dos Clérigos (começada em 1725).
[editar] Revoltas
O início do século XIX no Recife foi marcado por revoltas inspiradas no ideário liberal vindo da Europa: comerciantes, aristocratas e padres, para exigir mais autonomia para a colônia. Entretanto, a classe dominante evitava questões como o fim da escravatura e dispensava a participação popular, temendo revolução.
Nesse mesmo século, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824 e a Revolução Praieira, de 1848. O Recife deixou de ser vila, não se subordinava ao poder central, nem estava subordinado a Olinda. Nesse tempo, iniciou-se um grande período de desenvolvimento do município. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 1823.
[editar] Século XX
No início do século XX, iniciou-se um período de agitação cultural e a encantadora Belle Époque mostrou a busca de novas linguagens para traduzir as velozes mudanças trazidas pelas novas técnicas.
[editar] Geografia
A cidade do Recife está situada sobre uma planície aluvional (fluviomarinha), constituída por ilhas, penínsulas, alagados e manguezais envolvidos por 5 rios: Beberibe, Capibaribe, Tejipió e braços do Jaboatão e do Pirapama, conferindo-lhe características peculiares. Essa planície é circundada por colinas em arco que se estendem do norte ao sul, de Olinda até Prazeres (Jaboatão).[28]
[editar] Clima
| Gráfico climático para o Recife | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| J | F | M | A | M | J | J | A | S | O | N | D |
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103
30
22
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144
30
22
|
264
30
22
|
326
29
22
|
328
28
21
|
389
28
21
|
385
27
20
|
213
27
20
|
122
28
21
|
66
29
21
|
47
29
22
|
65
29
22
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| Temperaturas em °C • Precipitações em mm | |||||||||||
O Recife tem um clima tropical, com alta umidade relativa do ar. Apresenta temperaturas equilibradas ao longo do ano devido à proximidade com o mar. Janeiro possui as temperaturas mais altas, sendo a máxima de 30°C e a mínima de 22°C, com muito sol. Julho possui as temperaturas mais baixas, sendo a máxima de 27°C e a mínima de 17°C recebendo muita precipitação. A temperatura média anual é de 25,2°C. Oficialmente a menor temperatura registrada na cidade foi de 17,1°C em agosto de 1954 e, a maior foi de 35,2°C em fevereiro de 1988. Embora haja registros não-oficiais de que já se tenha feito 16°C nos bairros altos da Zona Norte, como no bairro do Brejo da Guabiraba, e de que já se tenha feito 36°C em bairros mais baixos. Recife é a terceira capital mais chuvosa do Brasil, atrás apenas de Belém, capital do Pará, e Macapá, capital do Amapá. É também a cidade mais chuvosa do Nordeste.
[editar] Vegetação
O Recife possui algumas áreas de Mata Atlântica no seu território entre elas,estão:o Parque Dois Irmãos, o maior parque do município[29],a Mata do Engenho Uchôa[30][31][32][33],na Zona Sul,a Mata de Dois Unidos[34] e a Mata do Engenho São João[35],na Várzea. Além disso, várias áreas do município são de manguezal. As principais encontram-se próximas ao Rio Capibaribe, na Zona Sul e na fronteira com Olinda. Com 215 hectares de área, o Parque dos Manguezais, pertencente à Marinha do Brasil, está situado entre os bairros do Pina, Boa Viagem e Imbiribeira, na Zona Sul do Recife, e é banhado pelos rios Jordão e Pina. É um dos maiores manguezais urbanos do mundo, do qual fazem parte a Ilha de Deus, a Ilha de São Simão e a Ilha das Cabras.
[editar] Hidrografia
O Recife é conhecido como "Veneza Brasileira" graças à semelhança fluvial com a cidade europeia de Veneza. Cercado por rios e cortado por pontes, é cheio de ilhas e mangues. Ali acontece o encontro dos rios Beberibe e Capibaribe que deságuam no Oceano Atlântico. O município conta com dezenas de pontes, entre elas a mais antiga do Brasil, a ponte Maurício de Nassau.
A altitude média em relação ao nível do mar é de 4 metros, porém há algumas áreas do município que se localizam abaixo do nível do mar. O município se localiza na latitude de 8º 04' 03''S e longitude de 34º 55' 00''O.
[editar] Demografia
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Segundo dados do Censo Brasileiro de 2010 do IBGE, o Recife possui 1.537.704 habitantes em uma área de 217,494 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 7.180,23 hab./km². Em 2008, registrou-se um PIB nominal de R$ 22,5 bilhões, obtendo o segundo PIB per capita mais elevado entre as capitais do Nordeste, de R$ 14.485,67.[6]
- Bairros mais populosos: Boa Viagem, Casa Amarela, Várzea
- Composição etária da população (2000):
- 0 a 14 anos: 26,16%
- 15 a 64 anos: 67,33%
- 64 anos e mais: 6,51%
Compõe a economia majoritariamente o comércio, prestação de serviços e o Turismo.
A Região Metropolitana do Recife é a mais populosa da Região Nordeste e a quinta maior do Brasil,[38] além de ser a terceira mais densamente habitada do país, superada apenas por São Paulo e Rio de Janeiro.
- Crescimento anual e densidade
- Taxa de crescimento geométrico anual: 1,09 (2000/2007)
- Bairros com maiores taxa de crescimento geométrico anual (1991/2000): Sítio dos Pintos (9,92), Caçote (6,56) e Passarinho (6,47).
- Bairros mais densos: Alto José do Pinho (299,57); Brasília Teimosa (292,78); Mangueira (290,05)
- Grupos étnicos
A maioria dos brancos do município é de ascendência portuguesa e holandesa.[39]
[editar] Religião
De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE, 53,07% da população do Recife se identifica como católica, 10,36% evangélicos pentecostais, 12,05% outras evangélicas, sem religião (podendo ser ateus, agnósticos, deístas) 13,39%, espíritas 3,60%,afro-brasileira 0,36%, orientais ou asiáticas (como o budismo e o hinduísmo) 0,04%, outras 6,63%.
Os colégios tradicionais recifenses, em sua maioria, são ou eram católicos, como o Colégio Damas da Instrução Cristã, o Colégio Marista São Luís e o Colégio Nóbrega pertecente a congregação dos Jesuítas.[40][41]. Os templos maiores, mais antigos, mais conhecidos,em maior quantidade e mais visitados pelos turistas são da Igreja Católica, como a Basílica da Penha[42], a Basílica do Carmo[43] e a Igreja Madre de Deus, o que se trata de um sinal que o catolicismo romano trata-se da religião mais professada pelos recifenses. Recife está dentro da Arquidiocese de Olinda e Recife comandada atualmente pelo arcebispo Dom Antônio Fernando Saburido.
A maior minoria religiosa do Recife é evangélica; estes são, em sua maioria, pentecostais, que por seguinte, são em sua maioria da Assembleia de Deus, denominação protestante com maior quantidade de fiéis de templos no Estado, atendendo principalmente à baixa renda. Entre as denominações evangélicas tradicionais, a Igreja Batista é a mais presente, cuja Igreja Batista da Capunga possui destaque entre as igrejas protestantes da cidade.[44]
Entre os cristãos não-católicos e não protestantes,destacam-se os espíritas e os Santos dos Últimos Dias, mais conhecidos como mórmons. O templo afro-brasileiro mais conhecido é o Terreiro do Pai Adão, no bairro de Água Fria. Os judeus também estão presentes em menor quantidade. Algumas das personalidades judias que moraram no recife foram a escritora Clarice Lispector e o filósofo Luiz Felipe Pondé.
[editar] Política
De acordo com a Constituição de 1988, o Recife está localizado em uma república federativa presidencialista. A forma de Estado foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito Positivo. O federalismo no Brasil é mais centralizado do que o federalismo estadunidense; os estados brasileiros têm menos autonomia do que os estados norte-americanos, especialmente quanto à criação de leis.[45]
No Recife, o Poder Executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. O Poder Legislativo é constituído à câmara, composta por 38 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição[46]). Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo. O Poder Judiciário, cuja instância máxima é o Supremo Tribunal Federal, por sua vez é responsável por interpretar a Constituição Federal. O município do Recife não possui, assim, constituições próprias. Em vez disso, possui leis orgânicas.[47]
[editar] Cidades-irmãs
São cidades-irmãs do Recife:[48][49]
| País | Cidade | Estado / Região | Vigência |
|---|---|---|---|
| Norte | 1987 | ||
| Pays de la Loire | 2003 | ||
| Guangdong | 2007 |
[editar] Economia
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Ver página anexa: Lista de empresas e órgãos sediados no Recife -
Ver página anexa: Economia de Recife
| Comércio |
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| Indústria |
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| Impostos |
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O Recife registrou um PIB de 22,4 bilhões de reais em 2008.[6] O PIB per capita da cidade atingiu 14.485 reais. Dois terços do PIB são provenientes de comércio e serviços. O PIB da cidade corresponde a um terço do PIB total do estado. O Recife pertence ao Mercado Comum de Cidades do Mercosul.
Destaca-se na reciclagem, estando na quinta posição no ranking das cidades brasileiras com o melhor índice de arrecadação de resíduos sólidos urbanos para a coleta seletiva no país. Com 1.350 toneladas por mês no recolhimento de resíduos na coleta seletiva.[54]
O Recife tem o mais importante polo médico do Norte/Nordeste e o segundo mais importante do Brasil.[55] É formado por 417 hospitais e clínicas e possui um total de 8,2 mil leitos. Os principais hospitais do polo estão nos bairros do Derby e da Ilha do Leite.
Principalmente por conta do Porto Digital, que abriga diversas empresas, a cidade é considerada um dos mais importantes polos de tecnologias da informação do Brasil em quantidade de empresas e faturamento.[56] O Porto Digital, que abriga cerca de cem empresas, entre elas multinacionais como Accenture, Microsoft, Motorola, Borland, Informe Air, Oracle, Sun e Nokia, é reconhecido pela A. T. Kearny como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas,[56] gerando três mil empregos e participando com 3,5% do PIB do Estado de Pernambuco.
Um terceiro destaque está na indústria de construção civil, com centenas de arranha-céus residenciais e comerciais.[57] (considerados pelo site prédios acima de doze andares). A cidade é superada neste indicador apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, que têm áreas municipais mais de cinco vezes superiores a ela.
O Shopping Center Recife, o segundo maior centro de compras do Norte/Nordeste.[60] Conta com 465 lojas, sendo 9 âncoras e 6 megalojas, 5.000 vagas de estacionamento, 10 salas de cinema UCI Multiplex, 17 restaurantes e 4 praças de alimentação. Nele está localizado o Pátio das Esculturas, uma área de exposições múltiplas. Há também os centros de compra Shopping Center Tacaruna, Plaza Shopping Casa Forte, Shopping Paço Alfândega e Shopping Boa Vista.
O Recife foi eleito por pesquisa encomendada pela MasterCard Worldwide como uma das 65 cidades com economia mais desenvolvida dos mercados emergentes no mundo[10]. Apenas cinco capitais brasileiras entraram na lista: São Paulo, que foi a cidade brasileira mais bem colocada, na 12ª posição; Rio de Janeiro (36ª posição); Brasília (42ª); Recife (47ª); e por último Curitiba (49ª). Xangai e Pequim, na China, ocuparam as duas primeiras posições. Para compor o índice que elegeu as cidades com economia mais avançada nos mercados emergentes, foram considerados o ambiente econômico e comercial; crescimento e desenvolvimento econômico; ambiente de negócios; ambiente de serviços financeiros, conectividade comercial; conectividade de educação e TI; qualidade de vida urbana; risco e segurança.
[editar] Infraestrutura
[editar] Educação
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Ver página anexa: Lista de instituições de ensino superior de Pernambuco
| Dado | Valor | |
|---|---|---|
| Analfabetismo (> 15 anos) | 7,13% (IBGE/2010)[61] | |
| Ensino fundamental (IBGE/2003) | ||
| Alunos matriculados | 282.305 | |
| Professores | 12.097 | |
| Ensino médio (IBGE/2003) | ||
| Alunos matriculados | 97.687 | |
| Professores | 5.262 | |
O Recife conta com importantes Universidades públicas e privadas, estando a UFPE entre as 10 melhores Universidades do Brasil[63] e entre as 20 melhores universidades da América Latina segundo o Webometrics Ranking of World Universities 2011, à frente de universidades conceituadas como a Universidade de Concepción, a Universidade Federal Fluminense e a PUC-RS.[64]
A Faculdade de Direito da Universidade Federal de Pernambuco é a segunda melhor do Brasil, com aproveitamento de 78,57% no Exame de Ordem (2011.1), superada apenas pelo curso de Direito da Universidade Federal do Espírito Santo.[65][66] Nela importantes nomes da história brasileira estudaram, destacando, dentre inúmeros outros expoentes, Barão do Rio Branco, Castro Alves, Clóvis Bevilaqua, Tobias Barreto, Joaquim Nabuco, Eusébio de Queirós, Teixeira de Freitas, Marquês de Paraná, Epitácio Pessoa, Assis Chateaubriand, José Lins do Rego e Pontes de Miranda.
A cidade ainda possui o IFPE (pertencente à Rede Federal de Educação Tecnológica e situada ao lado do Campus da UFPE), a ETEPAM, escola técnica estadual e o Ginásio Pernambucano que funciona como um centro de ensino experimental.
Mais de 144 mil estudantes estão matriculados nas Escolas municipais do Recife. No Ensino Fundamental municipal a matrícula é de quase cem mil crianças, e as duas escolas do Ensino Médio municipais contam com aproximadamente 2 mil estudantes. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) possui mais de 25 mil estudantes, a maioria em horário noturno.[67]
- Instituições de ensino superior
- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
- Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
- Universidade de Pernambuco (UPE)
- Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
- Faculdade Maurício de Nassau (FMN)
- Faculdade Integrada do Recife (FIR)
- Faculdade Salesiano (FS)
[editar] Saúde
Possui uma complexa rede de serviços no setor público, ofertados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Existem 118 Unidades básicas de Saúde, estabelecidas na maioria dos bairros da cidade, que ofertam consultas médicas (Criança, Adulto, Idoso), vacinação, pré-natal, planejamento familiar e exame ginecológico. Cerca de metade destas unidades também oferecem consultas odontológicas. As unidades básicas funcionam de 7:30 às 17:00.
Os serviços públicos de urgência 24h realizam atendimento nas áreas de clínica geral, ortopedia e pediatria. São 04 Unidades de Pronto-atendimento (UPA) localizadas em pontos de fácil de acesso (Av. Caxangá, Av. Abdias de Carvalho, Imbiribeira e Nova descoberta). Além destas, existem 05 Policlínicas 24h que realizam atendimento semelhantes e estão localizadas nos bairros de Casa Amarela, Afogados, Parnamirim (apenas pediatria), Campina do Barreto e Ibura. Pessoas com suspeita de infarto ou outro problema cardiológico também podem se dirigir ao Pronto-Socorro Cardiológico de Pernambuco (PROCAPE), unidade de atendimento do SUS e segundo maior hospital de cardiologia da América Latina.
O maior hospital público do município é o Hospital da Restauração. Outros hospitais importantes são: Hospital Ulysses Pernambucano, segundo hospital psiquiátrico do Brasil; Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco; e Hospital Universitário Oswaldo Cruz, sendo os dois últimos grandes hospitais universitários. O Recife tem um total de 8.875 leitos hospitalares, dos quais 6.037 disponíveis para pacientes do sistema único de saúde. Hospital da Restauração, maior emergência pública e mais complexo serviço de urgência e trauma do Norte-Nordeste,[68] recebendo pacientes de todo o estado e de estados vizinhos. O Hospital da Restauração, referência nas áreas de trauma, neurocirurgia, neurologia, cirurgia geral, clínica médica e ortopedia, possui 482 leitos registrados no Ministério da Saúde (MS), mas, incluindo os extras, funciona com um total de 723 leitos para atender a demanda que lhe é submetida. Desde junho de 2010, a antiga Emergência Geral foi desmembrada em três emergências com entradas e espaços independentes: Emergência Pediátrica, Emergência Traumatológica e Emergência Clínica.[68] Os hospitais particulares do Recife, equipados com máquinas de última geração, fazem da capital pernambucana o segundo maior polo médico e hospitalar do Brasil.[69]
Em 2007, de acordo com a Prefeitura do Recife, a mortalidade infantil na capital pernambucana era de 13,0 p/mil.[70]
[editar] Requalificação urbana
Para atender às novas necessidades da metrópole, os governos federal, estadual e municipal, mais diversos órgãos e empresas nacionais e internacionais, estão trabalhando em conjunto para a transformação de vários setores do Recife. Habitação, transporte, turismo, lazer, meio-ambiente, cultura e principalmente segurança (já que a cidade é considerada a capital mais violenta do país[71])são os principais aspectos explorados pelas novas obras e projetos.
- Complexo Turístico Cultural Recife/Olinda - o objetivo central desse projeto é a valorização do patrimônio cultural e material das duas cidades, promovendo a transformação de bairros e a formação de uma Rede de Equipamentos Culturais. O projeto usa o turismo e a cultura como eixos do desenvolvimento econômico e social da região. Contará com investimentos dos governos Federal, Estadual e Municipais das cidades do Recife e de Olinda.[72][73]
- Prometrópole - com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de mais de 35 mil famílias de moradores de favelas e de áreas irregulares da Região Metropolitana do Recife, aumentando o acesso a serviços de água, saneamento, habitação, transporte e escoamento, o projeto inclui um alto grau de participação comunitária e busca realizar melhorias nas edificações e na infra-estrutura das comunidades de baixa-renda na bacia do rio Beberibe dentro da região metropolitana. Serão financiadas obras no sistema hídrico, em saneamento básico, em reassentamento e em projetos-piloto para testar alternativas de parcelamento de terra.[74]
- Via Mangue - o projeto da Via Mangue visa diminuir os problemas de trânsito da Zona Sul recifense. Trata-se de uma avenida que vai ligar o Pina diretamente às ruas que margeiam os canais Setúbal e Jordão, desafogando o fluxo de veículos em toda a região.[75]
- Corredor Leste/Oeste - o Corredor Leste-Oeste é um projeto viário que objetiva reduzir o tempo de viagem entre a zona oeste e o centro da cidade, interligando duas avenidas da cidade, a Caxangá (a segunda mais extensa via urbana em linha reta do Brasil, com 6,2 quilômetros de extensão [76]) e a Conde da Boa Vista.
- Corredor Norte/Sul - Projetado pelo Escritório de Jaime Lerner Ex-prefeito de Curitiba e adaptando o modelo de mobilidade paranaense a realidade pernambucana. Vai interligar as Cidades de Igarassu e Jaboatão dos Guararapes, atravessando o Recife de norte a sul por algumas de suas principais vias, entre elas a Av. Agamenom Magalhães na zona central e Av.Domingos Ferreira na zona sul. Assim como a Av. Caxangá, possuirá uma faixa exclusiva para os ônibus do sistema, e no perímetro da Av. Agamenom Magalhães, será construído um elevado sobre o canal, o que possibilitará um deslocamento mais agíl dos coletivos, já que eles não dividirão espaço com os veículos particulares. Para o usuário do sistema haverá uma economia de tempo e dinheiro, já que ele poderá ir aos extremos da RMR pagando somente uma passagem.
[editar] Transportes
[editar] História
O Recife foi palco da inauguração do primeiro sistema urbano de transporte sobre trilhos, a chamada Maxambomba[78] (do inglês machine pump). Antes, o sistema de transporte era atendido por canoas e, para os mais abastados, cavalos e carruagens. A viagem de Maxambomba era metade do preço da viagem de carruagem e, findavam às 21 horas. Fato este que determinou a mudança do fechamento das lojas para o mesmo horário (antes, fechavam às 18h).[79] O itinerário da maxambomba chegou a ter 22 quilômetros de extensão e 20 estações, até que em 1919 foi substituída por bondes elétricos. Em 1960, os bondes foram substituídos por ônibus elétricos. Paralelamente, houve a implantação de transporte por Ônibus. As linhas de trem da Great Western, antecessora da Rede Ferroviária Federal, também faziam o transporte público urbano. Foram substituídas pelo Metrô do Recife.
Entre 1930 e 1938 o Recife foi uma das primeiras cidades nas Américas com conexão direita (non-stop) para a Europa, especialmente para a Alemanha, por meio de dirigíveis. Atualmente Recife tem a única estação de atracação de dirigíveis no mundo preservada em sua estrutura original, a Torre do Zeppelin.
[editar] Transporte terrestre
O município possui uma frota de aproximadamente 4.600 ônibus, divididos em 18 empresas [80] que transportam diariamente 1,7 milhão de pessoas[81] e o Metrô do Recife (Metrorec), que transporta 205 mil passageiros por dia.[82] As tarifas de ônibus variam entre R$ 2,00 e R$3,10 para o serviço comum e de segunda a sábado, e entre R$2,50 e R$3,75 para os serviços opcionais. Aos domingos, a tarifa comum fica entre R$1,00 e R$ 1,55. O metrô tem a tarifa única de 1,50.[83] Recife também conta com 429 ônibus especiais, adaptados com elevadores na porta central para facilitar o acesso dos usuários de cadeira de rodas.[84]
Recentemente, a cidade recebeu um novo sistema informatizado em seu terminal de ônibus da Avenida Caxangá. O sistema experimental consiste na instalação de rastreadores nos ônibus, que por meio de comunicação permanente com o terminal permitem aos passageiros saberem a hora exata da chegada dos veículos. Os dados são mostrados em telas de LCD localizadas em locais que permitem boa visibilidade.[85]
Devido ao aquecimento da economia brasileira, a cidade tem sofrido um forte aumento no número de automóveis em circulação, o que têm causado problemas para estacionar aos habitantes.[86] De acordo com o relatório do Detran-PE de Março de 2010, o Grande Recife apresenta uma frota de 867 mil veículos.[87] Destes, 43% são emplacados em cidades da RMR, mas circulam pela cidade.
[editar] Transporte marítimo
O Porto do Recife localiza-se no Recife Antigo, ao lado da Praça Rio Branco (Marco Zero). No período holandês, o porto era um dos mais desenvolvidos do Brasil. Atualmente, tem sua base operacional centrada na movimentação de granéis sólidos, compreendendo grãos, clínquer, barrilha e carga geral. Diferencia-se dos demais portos por situar-se num centro urbano e conseguir operar sem interferir no município. Além do transporte de cargas e matérias-primas, o Porto do Recife vêm consolidando-se como local de atracação de importantes cruzeiros marítimos, impulsionando o turismo.
[editar] Transporte aéreo
O Aeroporto Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre, com capacidade anual de 9 milhões de passageiros,[88] conta com 64 balcões de check-in, 11 pontes de embarque, 2.120 vagas de estacionamento e área de compras e lazer com 165 pontos comerciais, seguindo o conceito de Aero Shopping. Segundo a Infraero, é o segundo aeroporto mais movimentado do Norte e Nordeste do país.[89] Conta com um pátio capaz de receber até 26 aeronaves simultaneamente. Realiza voos domésticos regulares para 19 capitais de estados brasileiros e mais oito grandes cidades brasileiras, além de voos internacionais regulares para países da Europa, África e Américas.
O aeroporto foi citado pela Revista TAM entre os cinco melhores do mundo juntamente com os terminais de Madri (Barajas), Munique (Franz Josef Strauss), Singapura (Changi) e Londres (Heathrow). Segundo a publicação, estes são aeroportos que fazem a viagem valer a pena antes mesmo do embarque.[90]
[editar] Cultura
O Recife é berço de escritores, poetas, músicos e vários artistas de muitas formas de expressão. Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Carlos Pena Filho são nomes da poesia do Brasil que retrataram o Recife em suas obras. Além da poesia, surgiram no município nomes como Nélson Rodrigues e Gilberto Freyre na literatura, Lenine, Antônio Nóbrega, Robertinho do Recife e Reginaldo Rossi na música, Francisco Brennand, Vicente do Rego Monteiro e Lauro Villares nas artes plásticas, dentre outros.
O município abriga vários museus, centros culturais como por exemplo o Caixa Cultural, Centro Cultural dos Correios e o Centro Cultural Banco Real e instituições voltadas para a promoção de ações artísticas e culturais tais como a centenária Academia Pernambucana de Letras, Academia de Artes e Letras de Pernambuco e o Instituto Ricardo Brennand[91], um dos mais importantes museus do Brasil, que abriga importante coleção de armaria, gravuras e outras obras de arte abrangendo o período entre a Idade Média e o fim das Invasões holandesas do Brasil. Destacam-se a maior Coleção de pinturas de Frans Post do mundo e as Armaduras Medievais.
As manifestações culturais mais relevantes de Pernambuco ocorrem na capital, ressaltando-se o Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco, que na década de 1980 reuniu grande número de poetas; O Abril Pro Rock[92], que surge como revelador do Movimento Manguebit e revelador nacional de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.
O Frevo surgiu no município há mais de cem anos e durante o Carnaval do Recife é o ritmo musical mais comum com blocos como o Galo da Madrugada.
Entre os museus têm destaque o Museu do Estado de Pernambuco, que guarda acervo histórico sobre o estado e a cidade, o Museu da Cidade do Recife, que, instalado no Forte das Cinco Pontas, conta boa parte da história do Recife, o museu do Memorial da Justiça, instalado na antiga estação de trem do Brum, o Museu do Homem do Nordeste (idealizado por Gilberto Freyre), e o Museu da Abolição, que foi criado em 1957 pelo governo federal para contar a história dos escravos no Brasil e a abolição.
O Teatro de Santa Isabel é o principal teatro do Recife, compondo importante conjunto arquitetônico e paisagístico na Praça da República com Palácio do Campo das Princesas, Palácio da Justiça e o Liceu de Pernambuco
[editar] Gastronomia
O Recife tem o terceiro maior polo gastronômico do Brasil[93][94][95] e a Rua da Hora, no Bairro do Espinheiro, vem se tornando um ótimo reduto dessa ótima fase da culinária recifense.[96][97][98][99][100][101]
Na cozinha pernambucana, existem elementos herdados dos povos africanos, indígenas e europeus. Diversas receitas originais provenientes de outros continentes foram adaptadas com ingredientes encontrados com facilidade na região, resultando em combinações únicas de sabores, cores e aromas.
Existem vários pratos e petiscos típicos e muito apreciados em Pernambuco, como o caldinho de peixe ou camarão, o caranguejo (inteiro), o casquinho de caranguejo, sururu, arrumadinho, escondidinho, carne de sol, charque à brejeira, cozido, peixada pernambucana, caldeirada, bredo de coco, feijão de coco, quibebe, pirão de ovos, bolo pé-de-moleque, bolo de macaxeira, bolo-de-rolo e sarapatel.
[editar] Esportes
O esporte mais popular do município é o futebol, tendo a cidade sido uma das 5 sedes da Copa do Mundo de 1950 onde ocorreu uma partida no Estádio da Ilha do Retiro entre Estados Unidos e Chile, com vitória dos americanos por 5 a 2. O Campeonato Pernambucano de Futebol é disputado desde 1915, tendo como campeão sempre um time da capital.
Os maiores campeões e os principais times do município são o Sport Club do Recife, o que mais títulos possui (39), sendo ainda, Campeão Brasileiro de 1987[102][103] (sendo o mesmo contestado pelo Flamengo) [104] e Campeão da Copa do Brasil 2008, o Santa Cruz Futebol Clube, com 25 títulos pernambucanos , vice - campeão da Série B em 2005 e Série D em 2011 , 3º lugar no Campeonato Brasileiro de 1975 e um título de honra que é o Fita Azul do Brasil, concedido aos clubes de futebol que, após suas excursões internacionais, retornavam invictos ao Brasil, e o Clube Náutico Capibaribe, que detém a marca de mais títulos estaduais consecutivos (Hexacampeão) e 2º lugar na Taça Brasil de 1967 e o titulo de vice - campeão da Série B nos anos de 1988 e 2011. O município foi a única subsede nordestina na Copa do Mundo de 1950, - jogo disputado no Estádio do Sport - e será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014.[105]
O Sport, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, também participa de competições nacionais de voleibol e basquete.
Outros clubes esportivos importantes do município são o Clube Português e o América Futebol Clube (Recife), com seis títulos estaduais de futebol.[106][107][108]
Os três maiores times de Pernambuco possuem estádios próprios, localizados no Recife. O maior e mais recente estádio construído é o Estádio do Arruda, pertencente ao Santa Cruz. Podemos destacar também a Ilha do Retiro, pertencente ao Sport Club do Recife, e o Estádio dos Aflitos, que pertence ao Náutico.
[editar] Pontos turísticos
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Ver página anexa: Lista de consulados no Recife
O Recife atrai turistas de todo o mundo. Destacam-se entre os motivos desta atração as manifestações culturais como o Carnaval e o São João. O Recife é o portão de entrada do litoral de Pernambuco de onde partem os turistas que chegam de avião.
O Recife é um município multicultural, com músicas e danças de origem africana, indígena e brasileira em seu carnaval. O bairro do Recife é o principal conjunto arquitetônico e cultural do município, abrigando galerias, museus e outros espaços culturais. Outros bairros e áreas de interesse são Poço da Panela, Derby, Ponte d'Uchoa, Casa Forte, Santo Antônio, dentre outros.
A cidade abriga a maior agremiação carnavalesca do mundo - o Galo da Madrugada, no qual se estima que participem dois milhões de pessoas (mais que a população do município) vindas de todo o Brasil.
Num passeio de barco é possível conhecer o Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Existe, também, o museu do Instituto Ricardo Brennand.
O litoral do município é completamente urbanizado, com as praias de Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa.
Recife tem o maior número de consulados estrangeiros fora do eixo Rio-São Paulo, sendo inclusive a única cidade, com exceção de São Paulo e do Rio de Janeiro, que tem consulado dos Estados Unidos.[109]
[editar] Principais problemas
[editar] Meio ambiente
Desde o início do povoamento do Recife, o processo de formação e estruturação do Recife ocorre, em grande parte, condicionado pelos recursos naturais, cuja inserção no ambiente construído agrega valor às práticas urbanizadoras, a partir de então, essas práticas, na maioria das vezes, desprezam esses recursos, quer como elemento natural, quer como parte importante da paisagem construída , resultando nos seguintes problemas,persistentes até os dias atuais e ignorados pela maioria das gestões municipais:
- Transformação de ecossistemas frágeis (vegetação fraca) (mangues, matas e estuários) em áreas urbanas;
- Ocupação das várzeas (matas alagadas), margens dos rios e canais;
- Ocupação de áreas de encostas, principalmente pela população pobre,aumentando o rico de deslizamentos;
- Aumento do número de cortiços (habitações onde vivem muitas famílias), sobrecarregando a infra-estrutura existente;[110][111]
- O lançamento de esgoto e lixo nos corpos d’água,como acontece com o rio Capibaribe;[112][113]
- O aumento do número de carros,ônibus,motocicletas e caminhões e o consequente aumento da emissão de gases poluentes provocadores do aquecimento global e aumento dos congestionamentos.[114]
[editar] Espaço público
O espaço público tem sido tratado, muitas vezes, com desatenção. Dessa desatenção resultam espaços qualitativamente pouco expressivos, pobres do ponto de vista urbanístico e, frequentemente, pouco atraentes.[116][117][118][119]
Some-se a esses problemas, a poluição visual[120][121][122] e sonora[123][124][125][126], que vem sido combatido pela Prefeitura do Recife e pelo Governo do Estado.Porém, muitos recifenses continuam achando que não está havendo combate algum por parte das autoridades competentes. Para essas pessoas, a poluição visual e sonora ainda persiste fortemente.
É nos bairros de renda alta e média que estão localizadas as praças em bom e regular estado de conservação.[127][128][129]
[editar] Saneamento básico
Parte significativa da população recifense vive em condições ambientais insalubres, o que repercute sobre a qualidade de vida da população, especialmente para aqueles que habitam nas áreas pobres da cidade. A classe média, através de soluções individuais, consegue manter-se a certa distância desses problemas, o que de certa forma mascara a má gestão pública no setor.
Em 2010, a proporção de domicílios com saneamento básico adequado, ou seja, o percentual de domicílios do Recife com abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede geral ou fossa séptica e lixo coletado diretamente ou indiretamente era de 59,8%; um aumento de exatos 10% em comparação ao percentual registrado em 2000. Já a proporção de domicílios com saneamento semiadequado – entenda-se por saneamento básico semiadequado a presença de pelo menos uma forma de saneamento considerada adequada – era de 39,9%; contra 49,3% registrados em 2000. O percentual de domicílios em que todas as formas de saneamento foram consideradas inadequadas foi de 0,4%, ante 0,9% em 2000.[131]
[editar] Alagamentos
As características peculiares da cidade quanto à sua geomorfologia, aliadas a um processo de urbanização realizado às custas da ocupação do espaço natural das águas apontam para uma crescente dificuldade de escoamento das águas pluviais no território municipal.Esta circunstância sobrecarrega as estruturas do sistema de drenagem e provoca, em muitos casos, inundações indesejáveis, às vezes permanentes, nas áreas mais baixas.
Além do mais, a efetividade desse sistema de macrodrenagem ainda é diminuída pela deficiência do sistema de microdrenagem a montante, pelos problemas de assoreamento e deslizamento dos morros e pelas naturais condições da cidade situada ao nível do mar.No caso das encostas dos morros, a ocupação desordenada e realizada à revelia dos princípios básicos da drenagem, contribui para agravar os problemas relativos à macrodrenagem, além de torná-las áreas de risco, sujeitas a desmoronamentos, ameaçando, dessa forma, as vidas de seus moradores.
[editar] Lixo
Os principais elementos da problemática dos resíduos sólidos no Recife ainda são o alto custo da coleta e do destino final (R$ 4 milhões/mês)e o destino final dos resíduos que fica fora do território municipal no bairro de Candeias, em Jaboatão dos Guararapes, em [[aterro cuja gestão é compartilhada, ficando sob a responsabilidade do Recife as tarefas operacionais; o destino final de resíduos sólidos especiais; os cadáveres de animais recolhidos no Recife ou sacrificados no Centro de Vigilância Animal da Secretaria Municipal de Saúde que atende também ao Município de Olinda; os resíduos hospitalares provenientes das unidades de saúde municipais, estaduais, federais e privadas localizadas no município.
[editar] Verticalização
O processo de verticalização intensificou-se em determinadas áreas da cidade, como nos bairros de Casa Forte, Torre, Madalena e Ilha do Retiro.
Apenas em determinadas áreas não há predominância de área construída em imóveis de até dois pavimentos: em Boa Viagem, na margem esquerda do Rio Capibaribe, em parte da margem direita e em parte do Centro Expandido. Além disso, a área construída dos imóveis residenciais com mais de 20 pavimentos concentra-se, sobretudo, em Boa Viagem e na margem esquerda do Rio, sendo inexpressiva em outros locais.
O grande problema em termos do processo de verticalização e de adensamento construtivo da cidade é que vem se realizando de forma indiscriminada em parte do território da cidade sem, muitas vezes, ocorrer de forma compatível com a paisagem urbana e com a capacidade das estruturas urbanas.[132][133]
[editar] Desvalorização e abandono do Centro
A dinâmica de localização das atividades comerciais, de serviços e industriais, conheceu, ao longo do tempo, profundas transformações. Até a década de 70, o centro abrigava as principais atividades econômicas e institucionais. Com a emergência de um dinâmico mercado imobiliário direcionado às classes médias, os bairros do Espinheiro, Graças e Boa Viagem tornaram-se áreas privilegiadas para esses investimentos imobiliários. Tal processo significou a migração do terciário “nobre” , que se localizava na área central, para esses bairros, particularmente para os seus principais eixos viários. Ao mesmo tempo, contribuiu para a expansão, na área central e seu entorno, das atividades comerciais e terciárias direcionadas para os segmentos populares.
Porém algumas pessoas não observam isso como um problema, e sim, como um sinal de progresso. As pessoas que defendem a teoria da decadência do Centro do Recife diz que o distrito-sede tornou-se bastante desvalorizado e abandonado, fenômeno que também é observado em outras capitais históricas brasileiras, como Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo. Portanto, não existe um consenso (em que todos concordam) sobre a atual situação do centro.
[editar] Áreas urbanizáveis e vazios urbanos
Toda a extensão territorial do município do Recife é considerada Zona Urbana, entretanto ainda existem muitos imóveis rurais[134][135]cadastrados apenas pelo INCRA, alguns com dezenas, ou outros com centenas de hectares, alguns já loteados, outros que ainda resistem ao parcelamento para fins urbanos. Estão localizados nas proximidades das rodovias BR 101, BR 232 e BR 408 (TIP -Curado), a oeste da BR 101 e nos limites com Jaboatão, Camaragibe (Aldeia) e Paulista. Algumas dessas áreas estão protegidas por legislação estadual de proteção de mananciais e reservas ecológicas, o que implicará em parâmetros mais restritivos de parcelamento, ocupação e uso para fins urbanos. Outras, entretanto, integram a fronteira de conurbação e de transbordamento do tecido viário do município do Recife. Nos estudos sobre a dinâmica espacial, constatou-se que o processo de urbanização e ocupação da cidade gerou um tecido com muitos vazios. Além daqueles grandes imóveis rurais situados a oeste da BR 101, das regiões limítrofes com Jaboatão, Camaragibe e Paulista, encontram-se ainda glebas e grandes terrenos vazios ou subutilizados bem localizados e bem servidos de infra-estrutura, em bairros mais centrais do município do Recife.
[editar] Favelas
Nas décadas anteriores, existia a omissão do Estado em relação a uma necessária regulação das propriedades urbanas e sua ação direta, por meio de políticas de desenvolvimento urbano e habitacional, se rebateram numa distribuição seletiva dos investimentos públicos, incentivando a retenção especulativa da terra e restringindo o acesso ao solo urbano e à moradia para a população de baixa renda. Esta população só vem tendo, historicamente, acesso à terra urbana e a alternativas habitacionais mediante ações informais e irregulares de ocupação da terra e padrões de baixíssima qualidade na construção da habitação, em áreas pouco infra-estruturadas e ambientalmente frágeis, com as piores condições de habitabilidade (margens de córregos, áreas de risco geotécnico, entre outras). Porém, desde a década de 2000 a Prefetura vem fazendo investimentos significativos no setor habitacional[136] O Governo Federal em parceria com o Governo de Pernambuco e com empresass do setor imobiliário[137], no final da década de 2000 também investiu na parte habitacional.
[editar] Analfabetismo
Apesar de ter havido uma redução, a taxa de analfabetismo de pessoas com mais de 15 anos de idade ainda é alto em comparação com outras capitais brasileiras. Embora desatualizado, no ano de 2003 10,6% (por cento) das pessoas com mais de 15 anos ainda era analfabeta.[138]
[editar] Criminalidade
Recife durante a década de 1990 e meados dos anos 2000 era considerada a capital mais violenta do Brasil. Porém, com ações sociais do governo de Pernambuco e do governo brasileiro, o Recife foi a capital que mais reduziu a violência, caindo para o segundo lugar, sendo superado apenas por Maceió, embora ainda conte com índices alarmantes.[139][140]
[editar] Ver também
Referências
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