Recife
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| Município do Recife | |||||
| "Veneza Brasileira" "Capital do Nordeste" "Cidade Maurícia" |
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| Hino | |||||
| Aniversário | 12 de março | ||||
|---|---|---|---|---|---|
| Fundação | 1537 | ||||
| Gentílico | recifense | ||||
| Lema | Lucea Omnibus | ||||
| Prefeito(a) | João da Costa Bezerra Filho (PT) | ||||
| Localização | |||||
| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Metropolitana do Recife IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Recife IBGE/2008 [1] | ||||
| Região metropolitana | Recife | ||||
| Municípios limítrofes | Jaboatão dos Guararapes, São Lourenço da Mata, Camaragibe, Paulista e Olinda. | ||||
| Distância até a capital | - quilômetros | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 217,494 km² | ||||
| População | 1.549.980 hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Metro | {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2] | ||||
| Densidade | 7.126,5 hab./km² | ||||
| Altitude | 4 metros | ||||
| Clima | tropical Aw | ||||
| Fuso horário | UTC-3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,797 médio PNUD/2000 [3] | ||||
| PIB | R$ 18.318.451 mil (BR: 17º) - IBGE/2006 [4] | ||||
| PIB per capita | R$ 12.091 IBGE/2006 [4] | ||||
Recife é um município brasileiro, capital do estado de Pernambuco. Localizada às margens do oceano Atlântico, a cidade tem uma área de 217,494 km² e uma população de 1,55 milhão de pessoas (ou 3,73 milhões, contando a área metropolitana)[2][5]. Em recente estudo do IBGE, o Recife aparece como metrópole da quarta maior rede urbana do Brasil em população[6].
Sua região metropolitana compreende, além da capital pernambucana, catorze cidades do Grande Recife.
Geralmente, o nome do município dentro de frases é acompanhado de artigo masculino, como acontece com os municípios do Rio de Janeiro, do Crato, do Cabo de Santo Agostinho e outros. A esse respeito, muitos intelectuais recifenses e pernambucanos já se pronunciaram, entre eles Gilberto Freyre, em seu livro O Recife, sim! Recife, não!, em 1960 [7]. O vocábulo recife provém da palavra arrecife, grande barreira de arenito (recifes) que se estende por toda a sua costa. Sobre tais temas se pronunciou o historiador pernambucano José Antônio Gonçalves de Melo: "Porque se originou de um acidente geográfico - o recife ou o arrecife - a designação do Recife não prescinde do artigo definido masculino: O Recife e nunca Recife." [8]
Por outro lado, o gramático Napoleão Mendes de Almeida afirma em longo arrazoado que não se deve usar o artigo definido para fazer referência à cidade, mas apenas ao bairro homônimo: o bairro do Recife na cidade de Recife[9].
Índice |
[editar] História
[editar] Inícios
O município do Recife tem sua origem intimamente ligada à de Olinda. No foral (carta de direitos feudais) de Olinda, concedido por Duarte Coelho em 1537, há uma referência a "Arrecife dos navios", um lugarejo habitado por mareantes e pescadores. O Recife permaneceu português até a independência do Brasil, com a exceção de um período de ocupação holandesa entre 1630 e 1654.
Durante os anos anteriores à invasão da Companhia das Índias Ocidentais, o povoado do Recife existiu apenas em função do porto e à sombra da sede Olinda, local que a aristocracia escolheu para residir devido à sua localização elevada, que facilitava a defesa. Ergueram-se fortificações e paliçadas em defesa do povoado e do porto do Recife, todas elas voltadas para o mar. Os temores voltavam-se para o oceano por conta dos constantes ataques ao litoral da América Portuguesa pela navegação de corso e pirataria. Ainda no final do século XVI o "povo dos arrecifes" foi atacado e saqueado pelo pirata inglês James Lancaster que, com três navios, derrotou a pequena guarnição responsável pela defesa do porto. Entre os anos de 1620 e 1626 o então governador Matias de Albuquerque procurou estabelecer posições fortificadas no porto do Recife a fim de que se pudesse evitar outro ataque como aquele, bem como dissuadir a Companhia das Índias Ocidentais da idéia empreendida na Bahia em 1624.
[editar] Governo Holandês
No Recife holandês, foi iniciada a construção de Mauritsstad (Cidade Maurícia, ou Mauricéia). O Recife foi a capital do Brasil holandês, tendo sido governada de 1637 a 1644 pelo conde (a serviço da Companhia das Índias Ocidentais (West Indische Compagnie) Maurício de Nassau[10]. O império holandês nas Américas era composto na época por uma cadeia de fortalezas que iam do Ceará à embocadura do rio São Francisco, ao sul de Alagoas. Os holandeses também possuíam uma série de feitorias na Guiné e Angola, situadas no outro lado do Atlântico, o que lhes dava controle sobre o açúcar e o tráfico negreiro, administrada pela
O conde desembarcou na Nieuw Holland, a Nova Holanda, em 1637, acompanhado por uma equipe de arquitetos e engenheiros. Nesse ponto começa a construção de Mauritsstad, que foi dotada de pontes, diques e canais para vencer as condições geográficas locais. O arquiteto Pieter Post foi o responsável pelo traçado da nova cidade e de edifícios como o palácio de Freeburg, sede do poder de Nassau na Nova Holanda, e do prédio do observatório astronômico, tido como o primeiro do Novo Mundo.
Maurício de Nassau praticou uma política de tolerância religiosa frente aos católicos e calvinistas. Além disso, permitiu a migração de judeus ao Recife e a criação de uma sinagoga, a Kahal Zur Israel, inaugurada em 1642 e considerada o primeiro templo judaico da América do Sul.
Nassau era também um entusiasta da ciência e das belas artes. Ao embarcar para o Brasil, trouxe uma plêiade de naturalistas e pintores para retratar e estudar a novo continente. Entre estes destacam-se os pintores Frans Post e Albert Eckhout, que retrataram as paisagens e os exóticos habitantes locais, o médico Willem Piso e o naturalista alemão Georg Marggraf, que estudaram a a fauna e a flora, a farmacopéia local e as doenças tropicais.
Nassau retornou à Holanda em 1644, demitido devido a desentendimentos com as autoridades da Companhia, que não se contentaram com o nível de lucros das possessões brasileiras. Os novos governantes holandeses entraram em conflito com a população, desencadeando a partir de 1643 uma insurreição - a chamada Insurreição Pernambucana - que terminaria com a expulsão definitiva dos holandeses em 1654. A economia açucareira local passou a enfrentar a competição das Antilhas Holandesas, para onde os holandeses levaram a tecnologia da produção de açúcar.
[editar] Mascates
Após a invasão holandesa, muitos comerciantes vindos de Portugal - chamados pejorativamente de "mascates" - estabelecem-se no Recife, trazendo prosperidade à vila. O desenvolvimento do Recife foi visto com desconfiança pelos olindenses, em grande parte formada por senhores de engenho em dificuldades econômicas. O conflito de interesses políticos e econômicos entre a nobreza açucareira pernambucana e os novos burgueses deu origem à Guerra dos Mascates (1710-1711), durante a qual o Recife foi palco de combates e cercos.
Porém, essa revolta não prejudicou o crescimento do povoado do Recife, sendo elevado à categoria de vila e conselho, com o nome de Santo Antônio das Cacimbas do Recife do Porto, em 19 de novembro 1709. Em 1711 moravam cerca de 16 mil pessoas na vila, e em 1745 a população ascendia a 25 mil. Apesar da queda nos preços do açúcar, construíram-se magníficos conventos e igrejas no município, com destaque para o Convento de Santo Antônio (construído majoritariamente no século XVIII), a Capela Dourada (terminada em 1724) e a Igreja de São Pedro dos Clérigos (começada em 1725).
[editar] Revoltas
O início do século XIX no Recife foi marcado por revoltas inspiradas no ideário liberal vindo da Europa: comerciantes, aristocratas e padres, para exigir mais autonomia para a colônia. Entretanto, a classe dominante evitava questões como o fim da escravatura e dispensava a participação popular, temendo revolução.
Nesse mesmo século, ocorreram as revoluções mais conhecidas da História do Recife. A Revolução de 1817, a Confederação do Equador, de 1824 e a Revolução Praieira, de 1848. O Recife deixou de ser vila, não se subordinava ao poder central, nem estava subordinado a Olinda. Nesse tempo, iniciou-se um grande período de desenvolvimento do município. A elevação à categoria de cidade ocorreu em 1823.
[editar] Século XX
No início do século XX, iniciou-se um período de agitação cutural e a encantadora Belle Époque mostrou a busca de novas linguagens para traduzir as velozes mudanças trazidas pelas novas técnicas.
[editar] Geografia
[editar] Clima
| Gráfico climático para o Recife | |||||||||||
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| J | F | M | A | M | J | J | A | S | O | N | D |
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53
30
25
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84
30
25
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160
30
24
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221
29
24
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267
28
23
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277
28
23
|
254
27
22
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152
27
22
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64
28
23
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25
29
24
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25
29
24
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28
29
25
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| Temperaturas em °C • Precipitações em mm | |||||||||||
O Recife tem um clima tropical, com alta umidade relativa do ar. Apresenta temperaturas equilibradas ao longo do ano devido à proximidade com o mar. Janeiro possui as temperaturas mais altas, sendo a máxima de 30°C e a mínima de 25°C, com muito sol. Julho possui as temperaturas mais baixas, sendo a máxima de 27°C e a mínima de 20°C, recebendo muita precipitação. A temperatura média anual é de 25,2°C.
[editar] Vegetação
O Recife possui uma pequena área de Mata Atlântica no bairro de Dois Irmãos, onde se localiza o Parque Dois Irmãos, o maior parque do município. Além disso, várias áreas do município são de manguezal. As principais encontram-se próximas ao Rio Capibaribe, na zona sul e na fronteira com Olinda.
[editar] Hidrografia
O Recife é conhecido como "Veneza Brasileira" graças à semelhança fluvial com a cidade européia de Veneza. Cercado por rios e cortado por pontes, é cheio de ilhas e mangues. Ali acontece o encontro dos rios Beberibe e Capibaribe que deságuam no Oceano Atlântico. O município conta com dezenas de pontes, entre elas a mais antiga do Brasil, a ponte Maurício de Nassau.
A altitude média em relação ao nível do mar é de 4 metros, porém há algumas áreas do município que se localizam abaixo do nível do mar. O município se localiza na latitude de 8º 04' 03''S e longitude de 34º 55' 00''O.
[editar] Demografia
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Segundo estimativas de 2007 do IBGE, o Recife possuía 1.533.580 habitantes em uma área de 217,494 km², o que resulta em uma densidade demográfica de 7.051,17 hab./km². Em 2005, registrou-se um PIB nominal de R$ 16.664.468 mil (e per capita de R$ 11.102,00). [4]
- Bairros mais populosos: Boa Viagem (100.388 hab), Casa Amarela (69.134 hab), Várzea (64.512 hab)
- Composição etária da população (2000):
- 0 a 14 anos: 26,16%
- 15 a 64 anos: 67,33%
- 64 anos e mais: 6,51%
Com um PIB de mais de dezesseis bilhões de reais, a economia é majoritariamente de comércio, prestação de serviços e do Turismo.
A Região Metropolitana do Recife é a mais populosa do Nordeste e a quinta maior do Brasil, segundo dados oficiais do IBGE/2007.[carece de fontes]
- Crescimento anual e densidade
- Taxa de crescimento geométrico anual: 1,09 (2000/2007)
- Bairros com maiores taxa de crescimento geométrico anual (1991/2000): Sítio dos Pintos (9,92), Caçote (6,56) e Passarinho (6,47).
- Bairros mais densos: Alto José do Pinho (299,57); Brasília Teimosa (292,78); Mangueira (290,05)
- Grupos étnicos
A maioria dos brancos do município é de ascendência portuguesa e holandesa[13]. As pessoas pardas são uma mistura de europeu com o negro e índio, variando de claro a escuro, podendo ter uma pele amarelada ou marrom. As pessoas negras são de ascendência africana. Aqueles de origem asiática ou indígena são o menor grupo étnico do município.[carece de fontes]
[editar] Política
[editar] Cidades-irmãs
São cidades-irmãs do Recife[14]:
Porto, Portugal
Guangzhou, China
Nantes, França
Santiago, Cuba (em andamento)
Maputo, Moçambique (em andamento)
Luanda, Angola (em andamento)
[editar] Economia
| Comércio |
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| Indústria |
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| Impostos |
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O Recife registrou um PIB de aproximadamente 16,7 bilhões de reais em 2005. [16] O PIB per capita da cidade atingiu 11.102 reais. Dois terços do PIB são provenientes comércio e serviços. O PIB da cidade corresponde a um terço do PIB total do estado. O Recife pertence ao Mercado Comum de Cidades do Mercosul.
Destaca-se na reciclagem, estando na quinta posição no ranking das cidades brasileiras com o melhor índice de arrecadação de resíduos sólidos urbanos para a coleta seletiva no país. Com 1.350 toneladas por mês no recolhimento de resíduos na coleta seletiva[17].
O Recife tem o mais importante pólo médico do Norte/Nordeste[18]. É formado por 417 hospitais e clínicas e possui um total de 8,2 mil leitos. Os principais hospitais do pólo estão nos bairros do Derby e da Ilha do Leite.
Principalmente por conta do Porto Digital, que abriga diversas empresas, a cidade é considerada um dos mais importantes pólos de tecnologias da informação do Brasil em quantidade de empresas e faturamento. [19] O Porto Digital, que abriga cerca de cem empresas, entre elas multinacionais como Microsoft, Motorola, Borland, Informe Air, Oracle, Sun e Nokia, é reconhecido pela A. T. Kearny como o maior parque tecnológico do Brasil em faturamento e número de empresas, [19] gerando três mil empregos e participando com 3,5% do PIB do Estado de Pernambuco, com um superávit anual de 9,6 milhões de reais.
Um terceiro destaque está na indústria de construção civil, com centenas de arranha-céus residenciais e comerciais. [20] (considerados pelo site prédios acima de doze andares). O município é superada neste indicador apenas por São Paulo e Rio de Janeiro, que têm áreas municipais mais de cinco vezes superiores a ela.
O Shopping Center Recife, o segundo maior centro de compras do Norte/Nordeste[21], conta com 465 lojas, sendo 9 âncoras e 6 megalojas, 5.000 vagas de estacionamento, 10 salas de cinema UCI Multiplex, 17 restaurantes e 4 praças de alimentação. Nele está localizado o Pátio das Esculturas, uma área de exposições múltiplas. Há também os centros de compra Shopping Center Tacaruna, Plaza Shopping Casa Forte, Shopping Paço Alfândega e Shopping Boa Vista.
[editar] Infra-estrutura
[editar] Educação
| Dado | Valor | |
|---|---|---|
| Analfabetismo (> 15 anos) | 10,55% | |
| Ensino fundamental (IBGE/2003) | ||
| Alunos matriculados | 282.305 | |
| Professores | 12.097 | |
| Ensino médio (IBGE/2003) | ||
| Alunos matriculados | 97.687 | |
| Professores | 5.262 | |
- Instituições de ensino superior
- Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
- Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE)
- Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF)
- Universidade de Pernambuco (UPE)
- Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP)
- Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO)
- Faculdade Maurício de Nassau (FMN)
[editar] Saúde
O maior hospital público do município é o Hospital da Restauração.[carece de fontes] Outros hospitais importantes são: Hospital Ulysses Pernambucano, segundo hospital psiquiátrico do Brasil, Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco e Hospital Universitário Oswaldo Cruz dois grandes hospitais universitários. O Recife tem um total de 8.875 leitos hospitalares, dos quais 6.037 disponíveis para pacientes do sistema único de saúde.[carece de fontes] Alguns hospitais particulares importantes são Real Hospital Português de Beneficência e Hospital de Olhos de Pernambuco dentre outros.
Em 1998, de acordo com o Ministério da Saúde, a mortalidade infantil na capital pernambucana era de 38,0 p/mil e a esperança de vida ao nascer era de 68,6 anos, de acordo com o censo de 2000 do IBGE.[carece de fontes]
[editar] Requalificação urbana
Para atender às novas necessidades da metrópole, os governos federal, estadual e municipal, mais diversos órgãos e empresas nacionais e internacionais, estão trabalhando em conjunto para a transformação de vários setores do Recife. Habitação, transporte, turismo, lazer, meio-ambiente, cultura e principalmente segurança (já que a cidade é considerada a capital mais violenta do país[22])são os principais aspectos explorados pelas novas obras e projetos.
- Complexo Turístico Cultural Recife/Olinda - o objetivo central desse projeto é a valorização do patrimônio cultural e material das duas cidades, promovendo a transformação de bairros e a formação de uma Rede de Equipamentos Culturais. O projeto usa o turismo e a cultura como eixos do desenvolvimento econômico e social da região. Contará com investimentos dos governos Federal, Estadual e Municipais das cidades do Recife e de Olinda[23][24].
- Prometrópole - com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de mais de 1,2 milhão de moradores de favelas e de áreas irregulares da Região Metropolitana do Recife, aumentando o acesso a serviços de água, saneamento, habitação, transporte e escoamento, o projeto inclui um alto grau de participação comunitária e busca realizar melhorias nas edificações e na infra-estrutura das comunidades de baixa-renda na bacia do rio Beberibe dentro da região metropolitana. Serão financiadas obras no sistema hídrico, em saneamento básico, em reassentamento e em projetos-piloto para testar alternativas de parcelamento de terra[25].
- Via Mangue - o projeto da Via Mangue visa diminuir os problemas de trânsito da Zona Sul recifense. Trata-se de uma avenida que vai ligar o Pina diretamente às ruas que margeiam os canais Setúbal e Jordão, desafogando o fluxo de veículos em toda a região. [26]
- Corredor Leste/Oeste - o Corredor Leste-Oeste é um projeto viário que objetiva reduzir o tempo de viagem entre a zona oeste e o centro da cidade, interligando duas avenidas da cidade, a Caxangá (a mais extensa via urbana em linha reta do Brasil, com 6,2 quilômetros de extensão[carece de fontes]) e a Conde da Boa Vista.
[editar] Transportes
O município possui uma frota de aproximadamente 4.600 ônibus que transportam diariamente 1,7 milhão de pessoas[27] e o Metrô do Recife (Metrorec), que transporta 205 mil passageiros por dia.[28]
O Recife foi palco da inauguração do primeiro sistema urbano de transporte sobre trilhos, a chamada Maxambomba (do inglês machine pump). Antes, o sistema de transporte era atendido por bondes puxados por burro.[carece de fontes] A maxambomba foi substituída por bondes elétricos no século XX. Em 1960, os bondes foram substituídos por ônibus elétricos. Paralelamente, houve a implantação de transporte por Ônibus. As linhas de trem da Great Western, antecessora da Rede Ferroviária Federal, também faziam o transporte público urbano. Foram substituídas pelo Metrô do Recife.
De acordo com o relatório do Detran-PE de agosto de 2008, o Recife tem uma frota superior a 445 mil veículos, sendo quase 311 mil automóveis, 51,8 mil veículos de carga, 4,6 mil ônibus, 64,7 mil motos e 12,8 mil na categoria "Outros"[29]
O Porto do Recife localiza-se no Recife Antigo, ao lado da Praça Rio Branco (Marco Zero). No período holandês, o porto era um dos mais desenvolvidos do Brasil.[carece de fontes] Atualmente, tem sua base operacional centrada na movimentação de granéis sólidos, compreendendo grãos, clínquer, barrilha e carga geral. Diferencia-se dos demais portos por situar-se num centro urbano e conseguir operar sem interferir no município.[carece de fontes]
[editar] Transporte aéreo
O Aeroporto Internacional dos Guararapes-Gilberto Freyre, com capacidade para atender cinco milhões de passageiros por ano, conta com 64 balcões de check-in, 2.120 vagas de estacionamento e área de compras e lazer com 165 pontos comerciais, seguindo o conceito de Aero Shopping. Segundo a Infraero, é o segundo aeroporto mais movimentado do Norte e Nordeste do país.[30] Conta com um pátio capaz de receber até 26 aeronaves simultaneamente. Realiza vôos domésticos regulares para 19 capitais do Brasil e mais oito grandes cidades brasileiras, além de vôos internacionais regulares para países da Europa, África e Américas.
Entre 1930 e 1938 o Recife foi uma das primeiras cidades nas Américas com conexão direita (non-stop) para a Europa, especialmente para a Alemanha. Atualmente Recife tem a única estação de atracação de dirigíveis no mundo preservada em sua estrutura original, o Torre do Zeppelin.
[editar] Cultura
O Recife é berço de escritores, poetas, músicos e vários artistas de muitas formas de expressão. Manuel Bandeira, João Cabral de Melo Neto e Carlos Pena Filho são nomes da poesia do Brasil que retrataram o Recife em suas obras. Além da poesia, surgiram no município nomes como Nélson Rodrigues na literatura, Lenine, Antônio Nóbrega, Robertinho do Recife e Reginaldo Rossi na música, Francisco Brennand, Vicente do Rego Monteiro e Lauro Villares nas artes plásticas, dentre outros.
O município abriga vários museus, centros culturais e instituições voltadas para a promoção de ações artísticas e culturais tais como a centenária Academia Pernambucana de Letras, Academia de Artes e Letras de Pernambuco e o Instituto Ricardo Brennand, um dos mais importantes museus do Brasil que abriga importante coleção de gravuras e outras obras de arte do século XVII sobre o Brasil.
As manifestações culturais mais relevantes de Pernambuco ocorrem na capital, ressaltando-se o Movimento de Escritores Independentes de Pernambuco que na década de 1980 reuniu grande número de poetas. O Abril Pro Rock que surge como revelador do Movimento Manguebit, revelador nacional de bandas como Nação Zumbi e Mundo Livre S/A.
O Frevo surgiu no município há mais de cem anos e durante o Carnaval do Recife é o ritmo musical mais comum com blocos como o Galo da Madrugada.
Entre os museus têm destaque o Museu do Estado de Pernambuco que guarda acervo histórico sobre o estado e a cidade, o Museu da Cidade do Recife que instalado no Forte das Cinco Pontas conta boa parte da história do Recife e o Museu da Abolição que foi criado em 1957 pelo governo federal para contar a história dos escravos no Brasil e a abolição.
O Teatro Santa Isabel é o principal teatro do Recife compondo importante conjunto arquitetônico e paisagístico na Praça da República com Palácio do Campo das Princesas, Palácio da Justiça e o Liceu de Pernambuco
[editar] Esportes
O esporte mais popular do município é o futebol. O Campeonato Pernambucano de Futebol é disputado desde 1915, tendo como campeão sempre um time da capital. Os maiores campeões e os principais times do município são o Sport Club do Recife, o que mais títulos possui (38), o Clube Náutico Capibaribe, o maior campeão em títulos consecutivos (Hexacampeão), e o Santa Cruz Futebol Clube. O município foi a única sub-sede nordestina na Copa do Mundo de 1950, e será uma das sedes da Copa do Mundo de 2014 [31].
O Sport, em parceria com a Faculdade Maurício de Nassau, também participa de competições nacionais de voleibol e basquete.[32]
Outro clube esportivo importante do município é o Clube Português[33].
Os três maiores times de Pernambuco possuem estádio próprio, localizados no Recife. O maior e mais recente estádio construído é o Estádio do Arruda (foto), pertencente ao Santa Cruz. Podemos destacar também a Ilha do Retiro, pertencente ao Sport Club do Recife e o Estádio dos Aflitos, que pertence ao Náutico.
Em nível nacional, só quem possui títulos relevantes é o Sport, com o título do Campeonato Brasileiro de 1987 e também da Copa do Brasil 2008.
[editar] Pontos turísticos
O Recife atrai turistas de todo o mundo. Destacam-se entre os motivos desta atração as manifestações culturais como o Carnaval e o São João. O Recife é o portão de entrada do litoral de Pernambuco de ondem partem os turistas que chegam de avião.
O Recife é um município multicultural, com músicas e danças de origem africana, indígena e brasileira em seu carnaval. O bairro do Recife é o principal conjunto arquitetônico e cultural do município abrigando galerias, museus e outros espaços culturais. Outros bairros e áreas de interesse são Poço da Panela, Derby, Ponte d'Uchoa, Casa Forte, Santo Antônio, dentre outros.
A cidade abriga a maior agremiação carnavalesca do mundo - o Galo da Madrugada, do qual se estima que participem dois milhões de pessoas (mais que a população do município) vindas de todo o Brasil.[carece de fontes]
Num passeio de barco é possível conhecer o Parque das Esculturas de Francisco Brennand. Existe, também, o museu do Instituto Ricardo Brennand. Ao longo do ano, ocorrem diversas exposições no Centro de Convenções, que é o segundo maior do Brasil, entre elas a Bienal do Livro.
O litoral do município é completamente urbanizado, sendo as praias mais famosas Boa Viagem, Pina e Brasília Teimosa.
Referências
- ↑ 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 2,0 2,1 Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ 4,0 4,1 4,2 Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2006. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2008). Página visitada em 26 de junho de 2009.
- ↑ Tabela 793 – População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007). Página visitada em 10 de agosto de 2008.
- ↑ Regiões de Influência das Cidades - 2008. IBGE (2008). Página visitada em 12 de outubro de 2008.
- ↑ Sobre a posição correta do artigo masculino antes do topônimo "Recife", veja O Recife, assim seja!, de Leonardo Dantas Silva, da Fundação Joaquim Nabuco.
- ↑ José Antônio Gonçalves de Melo, em O Recife e os arrecifes.
- ↑ MENDES DE ALMEIDA, Napoleão - Dicionário de Questões Vernáculas. São Paulo: Editora Ática, 1996. (p. 464, 465 e 466) ISBN 8508059558
- ↑ José Antônio Gonsalves de Mello. Tempo dos flamengos: influência da ocupação holandesa na vida e na cultura do norte do Brasil.Topbooks, 2001. ISBN 8574750352
- ↑ 11,0 11,1 11,2 11,3 11,4 11,5 Artigo na Revista do Instituto do Ceará - Página consultada em 27 de agosto de 2007.
- ↑ estimativa - Fonte: IBGE
- ↑ Pena, Sérgio D. J. et ali (2000). Retrato Molecular do Brasil. Revista Ciência Hoje, nº 156, abril de 2000[1]. Salvo em 21 de dezembro de 2006.
- ↑ Cidades-irmãs do Recife.
- ↑ http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php
- ↑ Cidadesat.
- ↑ O Recife é uma das melhores em coleta seletiva
- ↑ Polo médico
- ↑ 19,0 19,1 Porto Digital. Destaques.
- ↑ Emporis
- ↑ Shopping Recife
- ↑ Sociedade - Ranking das capitais - Recife
- ↑ Complexo Cultural Recife/Olinda (PDF).
- ↑ Mais turismo e cultura para Olinda e Recife.
- ↑ Prometrópole.
- ↑ Via Mangue.
- ↑ http://jc.uol.com.br/2008/06/27/not_172583.php
- ↑ Metrorec (publicado=). Sobre a Empresa Metrorec. Página visitada em 22 de maio de 2009.
- ↑ DETRAN-PE. Frota registrada segundo o tipo. Recife, 1990 - Agosto/2008 (PDF). Página visitada em 14 de outubro de 2008.
- ↑ Infraero – Movimento nos Aeroportos
- ↑ http://www.copa2014.org.br/cidades-sedes/RECIFE/
- ↑ Campeonato Brasileiro de Basquete Feminino.
- ↑ Clube Português do Recife.
[editar] Ver também
- Anexo:Lista de prefeitos do Recife
- Câmara Municipal do Recife
- Anexo:Lista de bairros do Recife
- Região Metropolitana do Recife


