Albert Eckhout

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita nenhuma fonte ou referência, o que compromete sua credibilidade (desde setembro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando fontes fiáveis e independentes, inserindo-as no corpo do texto por meio de notas de rodapé. Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoScirusBing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde setembro de 2012).
Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Tapuia

Albert Eckhout (Groningen, 16101666) foi um pintor, desenhista, artista plástico e botânico holandês. É autor de pinturas do Brasil holandês envolvendo a população, os indígenas e paisagens da região Nordeste do Brasil. Viajou também por outras regiões da América após o que retornou à Europa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Pintor e desenhista holandês nascido provavelmente em Gröningen, Países Baixos, trazidos na comitiva do governador-general Johan Maurits, conde de Nassau-Siegen, o Maurício de Nassau, que dividiu com Frans Post a tarefa de retratar o Brasil para os europeus. Sobrinho do pintor Gheert Roeleffs, morava em Amsterdã trabalhando como ilustrador quando foi convidado por Nassau, para integrar sua expedição ao nordeste brasileiro. Permaneceu no Brasil (1637-1644), especialmente no Recife, como membro de um ativo grupo de estudiosos da corte de Nassau, desenvolvendo um trabalho de valor documental com desenhos e telas essencialmente sobre frutas e flores e animais e índios, trabalho que continuou em Gröningen, após sua volta à Holanda, ainda patrocinado por Nassau.

Com uma obra de grande interesse descritivo, retratou os primeiros habitantes do país, entre os quais mulatos, mamelucos e negros, sendo o quadro A dança dos tapuias, considerado por muitos como sua obra-prima. Depois mudou-se para Amersfoort (1648), cidade onde batizou seus três filhos, e morou em Sachsen, Dresden (1653-1663), contratado por João Jorge II como pintor de sua corte, mas vitimado pela malária adquirida em sua estada na América, voltou para sua cidade natal onde morreu no ano seguinte.

Oito de seus desenhos originais foram presenteados (1679) por Nassau ao rei Luís XIV da França que, mais tarde (1687-1730), foram levados para a manufatura de tapeçarias dos Gobelins, que os reproduziu na série peças denominados de Les anciennes Indes, que se tornaram muito populares no século seguinte (O Masp possui cinco tapeçarias, da primeira série, a Petites Indes).

Como pintor sua obra totalizou oito representações, em tamanho natural, de habitantes locais e uma série de doze naturezas-mortas com frutas tropicais, sendo que essa coleção pertence ao Museu Nacional da Dinamarca, presente de Maurício de Nassau a seu primo Frederico III, rei da Dinamarca (1654). D. Pedro II, imperador do Brasil, encomendou cópias (1876) em escala menor de seus quadros que encontram-se no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no Rio de Janeiro (Na figura mulher afro-brasileira retratada por Eckhout).

Estilo[editar | editar código-fonte]

Os seus personagens, solitários, ocupam exatamente o centro do espaço pictórico e parecem fitar, face a face, o espectador. A técnica e o estilo aplicados nas suas naturezas-mortas eram inovadoras para o século XVII. Entre suas obras destacam-se Dança dos Tapuias, Composição com cabaças, frutas e cactos; Os dois touros; Mameluca; Mulato; Índia Tapuia; Índios; Mulher Africana."Para registrar as realizações de seu governo, preservar em tela a paisagem e a topografia da conquista, bem como os feitos militares e a arquitetura militar e civil do Brasil holandês, o Conde de Nassau contou com os serviços do pintor Frans Post. Para documentar a natureza, contou com o traço seguro de Albert Eckhout, encarregado de retratar figuras de nativos, habitantes do Brasil e originários da África, vegetais, animais, naturezas-mortas e outros trabalhos destinados mais à divulgação científica do que à decoração de ambientes", escreveu Leonardo Dantas Silva no catálogo que demorou dois anos para ser estruturado.(retirado de: http://www.soniasilva.com.br/figuras/Eckhout/eckhout.htm)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Albert Eckhout
Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


"Para registrar as realizações de seu governo, preservar em tela a paisagem e a topografia da conquista, bem como os feitos militares e a arquitetura militar e civil do Brasil holandês, o Conde de Nassau contou com os serviços do pintor Frans Post. Para documentar a natureza, contou com o traço seguro de Albert Eckhout, encarregado de retratar figuras de nativos, habitantes do Brasil e originários da África, vegetais, animais, naturezas-mortas e outros trabalhos destinados mais à divulgação científica do que à decoração de ambientes", escreveu Leonardo Dantas Silva no catálogo que demorou dois anos para ser estruturado.(retirado de: http://www.soniasilva.com.br/figuras/Eckhout/eckhout.htm)