Nova Holanda

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' Nieuw Holland
Nederlands-Brazilië (Brasil Holandês)
ou Nieuw Holland (Nova Holanda)

Colônia da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais

Flag Portugal (1578).svg
1630 – 1654 Flag Portugal (1578).svg
Flag Brasão
Bandeira Brasão
Continente América do Sul
Região Nordeste do Brasil
Capital Olinda, depois Mauritsstad (atual Recife)
Língua oficial Neerlandês e Línguas indígenas
Religião liberdade de religião e de culto
Governo Colônia
 • 1637 - 1643 Maurício de Nassau
 • 1643 - 1654 WIC
História
 • 1630 Fundação
 • 13 de Agosto de 1645 Batalha do Monte das Tabocas
 • 19 de abril de 1648 Primeira Batalha dos Guararapes
 • 19 de fevereiro de 1649 Segunda Batalha dos Guararapes
 • 1654 Dissolução
Moeda Florim neerlandês

Nova Holanda (em neerlandês: Nieuw Holland), conhecida como Brasil Holandês, foi uma colônia da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais que ocupou grande parte da região Nordeste do Brasil, de 1630 a 1654. O território ocupado correspondia principalmente ao leste da Capitania de Pernambuco, Itamaracá e Paraíba sendo as principais cidades Mauritsstad, Frederikstad (João Pessoa, e Mauritsstad (Recife). A colônia alcançou o seu apogeu durante o Governo de João Maurício de Nassau, um período de grande prosperidade cultural, econômica e de liberdade religiosa. Segundo o sociólogo e historiador pernambucano Gilberto Freyre, no seu Sobrados e Mucambos, Livraria Jose Olimpio Editora, 6° Edição, "Com o dominio holandês e a presença, no Brasil, do Conde Mauricio de Nassau ...o Recife, simples povoado de pescadores, em volta de uma igrejinha, e com toda a sobra feudal e eclesiástica de Olinda para abafá-lo, se desenvolvera na melhor cidade da colonia e talvez do continente. Sobrados de quatro andares. Palácios de Reis. Pontes. Canais. Jardim Botânico. Jardim zoologico. Observatório. Igrejas da religião de Calvino. Sinagoga. Muito judeu. Estrangeiros das procedencias as mais diversas. Prostitutas. Lojas. Armazéns. Todas as condições para uma urbanização intensamente vertical." . Tendo como capital a cidade do Recife, o Brasil Holandês se estendeu pelas capitanias de Pernambuco. Paraíba. Rio Grande do Norte. Ceará, chegando até o Maranhão. A principal urbe real da Nova Holanda era Frederickstadt, a principal vila Olinda, o principal povoado Recife e a principal cidade fundada por não-ibéricos era Maurícia (entidade que nos mapas da altura aparece como diferente do Recife, mas que anacronicamente pseudo-historiadores insistem em sofismar com o Recife, visto que durante a expansão posterior deste avançou sobre as ilhas e territórios de Maurícia que por/pelo direito português da altura pertencia ainda a Olinda, mas de facto tinha soberania dada pelo direito neerlandês.

História[editar | editar código-fonte]

O conflito iniciou-se no contexto da chamada Dinastia Filipina ("União Ibérica", no Brasil), período que decorreu entre 1580 e 1640, quando Portugal e as suas colônias estiveram inscritos entre os domínios da Coroa da Espanha.

À época, os neerlandeses lutavam pela sua emancipação do domínio espanhol. Apesar de algumas províncias terem proclamada a sua independência em 1581, a República das Províncias Unidas, com sede em Amsterdã, apenas teve a sua independência reconhecida em 1648, após o acordo de paz de Münster, quando se efetivou a sua separação da Espanha.

Durante o conflito, uma das medidas adotadas por Filipe II de Espanha foi a proibição do comércio espanhol com os portos neerlandeses, o que afetava diretamente o comércio do açúcar do Brasil, uma vez que os neerlandeses eram tradicionais investidores na agro-manufatura açucareira e onde possuíam pesadas inversões de capital.

Diante dessa restrição, os neerlandeses voltaram-se para o comércio no oceano Índico, vindo a constituir a Companhia Neerlandesa das Índias Orientais (1602), que passava a ter o monopólio do comércio oriental, o que garantia a lucratividade da empresa.

O sucesso dessa experiência levou à fundação da Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (1621), a quem os Estados Gerais (seu órgão político supremo) concederam o monopólio do comércio, por vinte e quatro anos, na América e na África. O maior objetivo da nova Companhia, entretanto, era retomar o comércio do açúcar produzido na Região Nordeste do Brasil.

Vista da Cidade Maurícia (Recife) cerca de 1645. Gravura em água forte de Pieter Schenck baseada em desenho de Frans Post para o livro Rerum in Brasilia et alibi gestarum de Caspar Barlaeus.

Em 1621 os Estados Gerais da República das Sete Províncias Unidas dos Países Baixos concederam à Companhia Neerlandesa das Índias Ocidentais (WIC) o direito exclusivo do comércio com a África e as Antilhas (Caribe). A companhia foi fundada após a expiração do armistício de doze anos com a Espanha, durante a Guerra dos Oitenta Anos. Após a Espanha ter proibido o comércio entre a República Neerlandesa e as colônias portuguesas sob domínio espanhol, a WIC decidiu intervir no Brasil com o objectivo de adquirir uma colônia.

Após Piet Heyn ter atacado com sucesso a frota da prata espanhola em 1628, a WIC possuía capital suficiente para tomar territórios das dominantes potências coloniais de Portugal e da Espanha. Em 1624 e em 1627, pequenos territórios brasileiros foram temporariamente ocupados pelos neerlandeses. Uma expedição militar sob comando de Hendrick Lonck foi bem sucedida e conquistou a capitania de Pernambuco em 1630. No entanto, grande parte do Brasil permaneceu em mãos portuguesas, que foram uma constante ameaça para a conquistada colônia.

No ano de 1636,Johan Maurits Van Nassau (João Maurício de Nassau-Siegen) foi nomeado Governador-Geral da colônia. Ele fundou Mauritsstad, "cidade maurícia" (Recife contemporrâneo) instituiu a liberdade de religião e de culto, estimulou a produção de cana-de-açúcar e construiu casas, canais, diques e pontes. Atraídos pela liberdade de religião concedida, um grande número de judeus de Amsterdã resolveram imigrar para a nova colônia. Lá, fundaram a primeira sinagoga das Américas, Kahal Zur Israel.

Quando em 1640, quase toda a frota luso-espanhola perto de Itamaracá é destruída pela República Neerlandesa, a guerra sobre o Brasil começa novamente.

Maranhão - Em 25 de novembro de 1641, as tropas holandesas enviadas por Nassau desembarcaram em São Luís, na praia do Desterro. Cerca de dois mil soldados em 15 naus, comandados pelo coronel Koin Anderson e pelo experiente almirante Jan Corneliszoon Lichthardt, herói de guerra holandês, que já havia participado de outras batalhas na Bahia, Pernambuco e Paraíba, passaram em frente ao Forte São Luís, sob violento fogo dos canhões adentrando no foz do Rio Bacanga, desembarcaram rapidamente e tomaram a cidade, saqueando-a, sendo que o governador Bento Maciel Parente, conhecido por ser "perseguidor de índios", não pôde oferecer resistência entregando a cidadela ao navegadores flamengos. Os Holandeses tinham como objetivo a expansão da indústria açucareira com novas áreas de produção de cana-de-açúcar. Depois, expandiram-se para o interior da Capitania. Os colonos, insatisfeitos com a presença holandesa, começaram movimentos para a expulsão dos holandeses do Maranhão em 1642. As guerrilhas só acabaram em 1644, após 3 anos intensos, despovoando e destruindo quase toda a vila de São Luis, quando os holandeses, já sem reforços de Holanda, se retiraram do Maranhão. Um dos primeiros nomes a fazer parte da resistência foi Antônio Teixeira de Melo que se destacou como um dos líderes do movimento de expulsão. Era o fim da colônia holandesa no Maranhão.

João Maurício acusado de dar prejuízo financeiro à WIC, não adotando o modelo de exploração e usando dinheiro para construções na colônia, retorna precocemente em 1643 à República Neerlandesa. Com a destituição de João Maurício pela direção da WIC muitos judeus optam em voltar para Amsterdã. Outros firmam-se como plantadores em Suriname e Antilhas Neerlandesas.

Governo[editar | editar código-fonte]

Antes do governo de Maurício de Nassau quase nada se tinha feito na colônia. Maurício de Nassau sempre alegou que amava a colônia devido à sua beleza e seu povo, por isso queria a ela o melhor. Ele organizou uma forma de governo representativo local através da criação de conselhos municipais e conselhos rurais. Através destas, começou a modernizar a colônia, com ruas, pontes e estradas, em Recife. Na ilha de António Vaz, fundou a cidade de Mauritsstad (também conhecido como Mauricia) onde criou um observatório astronômico e uma estação meteorológica, que foi a primeira nas Américas.

Religião[editar | editar código-fonte]

Sinagoga Kahal Zur Israel em Mauritsstad (Recife). A primeira nas Américas.

Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Reformada Holandesa (em holandês: Nederlandse Hervormde Kerk ou NHK) instalou-se no Brasil. Foram fundadas 22 igrejas protestantes no Nordeste, sendo que a maior era a do Recife e contava, inclusive, com uma congregação inglesa e uma francesa. Esta se reunia no templo gálico, que tinha no conde Maurício de Nassau seu membro mais ilustre. Segundo o professor Alderi Souza de Matos, "As igrejas foram servidas por mais de 50 pastores (“predicantes”), além de pregadores auxiliares (“proponentes”) e outros oficiais. Havia também muitos “consoladores dos enfermos” e professores de escolas paroquiais".[1] A Igreja Cristã Reformada batizou índios, lutou por sua libertação e pretendia traduzir a Bíblia para o tupi e ordenar pastores indígenas. Esse período se encerrou com a guerra de Restauração portuguesa. Quando não houve mais condições de manter Recife, o Nordeste foi devolvido a Portugal e foi o fim da Igreja Reformada Holandesa no Nordeste.[2]

Sob proteção de Maurício de Nassau, judeus portugueses que tinham sido forçados a se converter ao cristianismo e tinham se refugiados nos Países Baixos vieram para a colônia para que vivessem sem perseguições, por esses judeus foi criada a Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das Américas. A mesma liberdade religiosa era dada a outras religiões.

Economia[editar | editar código-fonte]

Nessa altura o Nordeste era tão relevante para a economia portuguesa que trocou as próprias Molucas para garantir que os holandeses não mais tentariam retoma-lo na segunda metade do século XVII, o que indicava que a exportação de açúcar dava mais lucros ao reino que as especiarias das Índias Orientais (Java, Molucas, Indonésia). Uma obra datada de 1618 denominada Diálogo das Grandezas do Brasil dá muitos detalhes que as descrições de décadas posteriores dos neerlandeses tais como Elias Herckmanns iriam reproduzir, o que evidencia que esta pode ter tido peso decisivo para que os neerlandeses fizessem tal incursão cientes de todos os dados.

Colonos[editar | editar código-fonte]

Cerca de oitenta mil holandeses estiveram no nordeste durante este período.[3] Os colonos neerlandeses foram divididos em dois grupos distintos, o primeiro dos quais era conhecido como "Dienaaren". Dienaaren eram soldados, burocratas e ministros calvinistas empregado pela WIC.

Os vrijburghers foram o segundo grupo de colonos neerlandeses que se estavam todos os outros colonos neerlandeses que não se enquadram na categoria de Dienaaren. Os vrijburghers eram em sua maioria ex-soldados e ex-empregados da WIC. Outros neerlandeses deixaram os Países Baixos para encontrar uma nova vida na Nova Holanda. Este grupo foi o mais importante economicamente em Nova Holanda já que a maioria do comércio estava sob seu controle.

Fim da colônia[editar | editar código-fonte]

Por um decreto da coroa portuguesa em 1649, é fundada a Companhia Geral do Comércio do Brasil para apoio da insurreição em curso desde 1645 em Pernambuco. Em virtude da Primeira Guerra Anglo-Neerlandesa, a República Neerlandesa não pôde auxiliar os neerlandeses no Brasil e em 1654 a colônia é finalmente reconquistada pelos portugueses. A soberania portuguesa não foi reconhecida e em maio de 1654, após o tratado de paz com a Inglaterra ter sido assinado, a República Neerlandesa exige a devolução da colônia. Sob ameaça da frota marinha neerlandesa, Portugal cede à exigência da República Holandesa. Em 1656 eclodiu uma guerra entre a República Neerlandesa e Portugal, que resultou no bloqueio da costa oeste portuguesa em 1657 (quando a frota da prata vinda do Brasil foi conquistada) e em 1658 e na expulsão dos portugueses de Ceilão e da Índia. Em 6 de agosto de 1661 foi então, assinado um acordo de paz em Haia, a Paz de Haia. Portugal paga à República Neerlandesa o equivalente a 63 toneladas de ouro como forma de compensação pela perda da colônia. Esta quantia foi paga anualmente por Portugal em parcelas ao longo de quatro décadas e sob ameaça de invasão de Lisboa e da região Nordeste do Brasil. Ademais, Portugal cedeu o Ceilão (atual Sri Lanka) e as ilhas Molucas à República Neerlandesa e ainda concedeu privilégios sobre o comércio açucareiro ao país.


Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1630 - nova força de assalto da WIC, transportada por cinquenta e seis navios, sob o comando de Diederik van Waerdenburgh e Hendrick Lonck, conquista Olinda e Recife, na Capitania de Pernambuco. Sem recursos para a resistência, Matias de Albuquerque retira a população civil e os defensores, e incendeia os armazéns do porto de Recife, evitando que o açúcar ali aguardando o embarque para o reino caísse em mãos do invasor. Imediatamente organiza a resistência, a partir do Arraial Velho do Bom Jesus.
  • 1632 - Domingos Fernandes Calabar, conhecedor das estratégias e recursos portugueses, passa para as hostes invasoras, a quem informa os pontos fracos da defesa na região nordeste do Brasil. Atribui-se a essa deserção a queda do Arraial (velho) do Bom Jesus (1635), permitindo às forças neerlandesas estenderem o seu domínio desde a Capitania do Rio Grande (do Norte) até à da Paraíba (1634).
  • 1634 - Em retirada para a Capitania da Bahia, Matias de Albuquerque derrota os neerlandeses em Porto Calvo e, capturando Calabar, julga-o sumariamente por traição e executa-o.
  • 1635 - Forças neerlandesas, comandadas pelo coronel polonês Crestofle d'Artischau Arciszewski, capturam o Arraial do Bom Jesus, após um longo assédio. Quase ao mesmo tempo outra força, comandada pelo coronel Sigismund van Schkoppe, cerca e captura o Forte de Nazaré, no Cabo de Santo Agostinho.
  • 1636- Arciszewski derrota D. Luís de Rojas y Borja na batalha da Mata Redonda.
  • 1637 - A administração dos interesses da WIC no nordeste do Brasil é confiada ao Conde João Maurício de Nassau Siegen, que expande a conquista até Sergipe (a sul).
  • 1638 - Maurício de Nassau desembarca na Bahia, mas não consegue capturar Salvador.
  • 1640 - Uma forte armada luso-espanhola, comandada pelo Conde da Torre, falhou em sua intenção de desembarcar em Pernambuco e sofreu uma derrota estratégica ante a armada holandesa. Com a Restauração portuguesa, Portugal assinou uma trégua de dez anos com os Países Baixos. Nassau conquista os centros fornecedores de escravos africanos de São Tomé e Príncipe e de Angola.
  • 1641 - Firmado um Tratado de Aliança Defensiva e Ofensiva entre Portugal e a República Holandesa, porém o tratado não é cumprido por ambas as partes e em consequência não tem efeito nas colônias portuguesas sob domínio neerlandês no Brasil e na África. No mesmo ano, as tropas holandesas invadem São Luís, sede da Capitania do Maranhão.
  • 1644 - Com sua destituição, Nassau é chamado de volta aos Países Baixos pela WIC.
Batalha dos Guararapes, por Victor Meirelles de Lima.

Nesse mesmo ano, os holandeses se retiraram do Maranhão.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • BARLÉU, Gaspar. História dos feitos recentemente praticados durante oito anos no Brasil. Belo Horizonte: Editora Itatiaia; São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 1974. 418 p. il.
  • BENTO, Cláudio Moreira (Maj. Eng. QEMA). As Batalhas dos Guararapes - Descrição e Análise Militar (2 vols.). Recife: Universidade Federal de Pernambuco, 1971.
  • BOXER, C. R.. Os holandeses no Brasil (1624-1654). São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1961.
  • Freyre, Sobrados e Mucambos. Rio de Janeiro. Jose Olimpio Editora. 6a. Edição. 1981.
  • MELLO, Evaldo Cabral de. O Negócio do Brasil. Portugal, os Países Baixos e o Nordeste, 1641-1669. Rio de Janeiro: Editora Topbooks, 1998.
  • LIMA, Carlos de. História do Maranhão, a colônia. V. 1. São Luís: Instituto GEIA, 2006.
  • MELLO, José Antônio Gonsalves de (ed.). Fontes para a História do Brasil Holandês (Vol. 1 - A Economia Açucareira). Recife: Parque Histórico Nacional dos Guararapes, 1981. 264p. tabelas.
  • ROSTY, Claudio Skora. As Invasões Holandesas (Insurreição Pernambucana): A Batalha do Monte das Tabocas, o Inicio do Fim. Recife: 2002. 166p. il.
  • DI PACE, Viottorio. Napoletani in Brasile nella guerra di liberazione dall'invasione olandese (1625 - 1640). Nápoles: Fausto Fiorentino, 1991. (edição bilingue)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  • Cabral de Mello, Evaldo, O Negócio do Brasil - Portugal, os Países Baixos e o Nordeste 1641-1669. Rio de Janeiro: Topbooks, 1998.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]