Especiaria
O termo especiaria, a partir dos séculos XIV e XV na Europa, designou diversos produtos de origem vegetal (flor, fruto, semente, casca, caule, raiz), de aroma e/ou sabor acentuados.[1] Isso se deve à presença de óleos essenciais. O seu uso as distingue das ervas aromáticas, em que usam principalmente as folhas.
Além de utilizadas na culinária, com fins de tempero e de conservação de alimentos, as especiarias eram utilizadas ainda na preparação de óleos, ungüentos, cosméticos, incensos e medicamentos.
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[editar] História
Embora cada região do planeta possua as próprias especiarias, na Europa, a partir das Cruzadas, desenvolveu-se o consumo das variedades oriundas das regiões tropicais, oferecidas pelo mundo islâmico. Para atender a essa demanda, ampliou-se o comércio entre o Ocidente e o Oriente, através de várias rotas – terrestres e marítimas – que uniam não apenas a Europa internamente (pontilhando-a de feiras), mas esta e a China (rota da Seda) e as Índias (rota das especiarias).
A dinâmica dessas rotas (e do abastecimento) variou ao sabor das guerras e conflitos ao longo dos séculos. A partir da criação do Império Mongol, entre os séculos XIII e XIV, com a instauração da pax mongolica, o comércio entre a Europa e o Oriente conheceu um período de prosperidade. Quando os turcos conquistaram Constantinopla (29 de Maio de 1453), os mercadores cristãos assistiram impotentes ao bloqueio de suas principais rotas comerciais.
Na tentativa de uma solução para contornar o problema, Portugal, seguido pela Espanha, organizaram expedições para a exploração de rotas alternativas (um caminho marítimo) para o Oriente. O projeto português previa um ciclo oriental, contornando a África (o périplo africano), enquanto que o projeto espanhol apostou no ciclo ocidental, que supostamente culminou no descobrimento da América. (há inúmeras controvérsias sobre a casualidade desse fato, já que muitos indícios denunciam o conhecimento prévio da existência do continente americano na Europa)
Com o estabelecimento de colônias no continente americano, as nações européias introduziram nelas o plantio das especiarias asiáticas, barateando os custos e tornando-as mais acessíveis para o mercado. Essa divulgação teve como conseqüência levar as próprias colônias a adotar essas especiarias, em detrimento a espécies nativas que apresentavam efeitos similares.
[editar] Principais especiarias
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Ver página anexa: Lista de especiarias
- Outras Especiarias
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Piri-piri (Pimenta malagueta)
[editar] Ver também
[editar] Notas
[editar] Bibliografia
- Corn, Charles. Scents of Eden: A History of the Spice Trade. New York: Kodansha, 1999.
- Czarra, Fred. Spices: A Global History. [S.l.]: Reaktion Books, 2009. 128 p. ISBN 9781861894267[1]
- Dalby, Andrew. Dangerous Tastes: The Story of Spices. Berkeley: University of California Press, 2002.
- Freedman, Paul. Out of the East: Spices and the Medieval Imagination. New Haven: Yale UP, 2008.
- Keay, John. The Spice Route: A History. Berkeley: U of California P, 2006.
- "spice trade". Encyclopedia Britannica. Encyclopædia Britannica. 2002.
- Donkin, Robin A. (August 2003). Between East and West: The Moluccas and the Traffic in Spices Up to the Arrival of Europeans. Diane Publishing Company. ISBN 0-87169-248-1.
- Corn, Charles; Glasserman, Debbie (March 1999). The Scents of Eden: A History of the Spice Trade. Kodansha America. ISBN 1-56836-249-8.
- Collingham, Lizzie (December 2005). Curry: A Tale of Cooks and Conquerors. Oxford University Press. ISBN 0-19-517241-8.
[editar] Ligações externas
- Spice. Enciclopédia de especiarias, misturas por região, o comércio de especiarias. Página visitada em 2008-12-20.
- The Lure and Lore of Spices. "O mundo das especiarias"
- "Bactérias nos alimentos- Pesquisa sobre especiarias mostra a importância do picante em algumas culturas=...alho, cebola, oregãos entre os melhores anti-bactérias". Página visitada em 2008-12-20.
- (março 1998) "Antimicrobial Functions of Spices: Why Some Like it Hot". The Quarterly Review of Biology 73 (1). DOI:10.1086/420058.