Oriente

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Da esquerda para a direita, Baoding, Daruma e Maneki Neko. Ao fundo, miniaturas de vasos chineses.

Oriente quer dizer o lado do sol nascente.

Acepção Político-Cultural[editar | editar código-fonte]

No entanto, para além dessa acepção geográfica, a palavra oriente tem naturalmente uma conotação política e cultural - os ocidentais, ou seja, europeus e americanos consideram os asiáticos como orientais, mas já não consideram assim os australianos, nem mesmo os seus aborígenes. Civilizações Orientais se formaram por milênios com os sumérios, persas, chineses, árabes, indianos, malaios e japoneses. O medievo e a antiguidade pré-clássica Europeu correspondem a dois períodos áureos das civilizações do oriente. O século XXI é tido como o século do ressurgimento oriental.

A divisão do mundo em Ocidente e Oriente é conhecida na Europa desde 292 d.C., quando o imperador romano Diocleciano dividiu o Império Romano em duas partes, cada uma administrada por um Augusto e um César (a Tetrarquia), em que a parte oriental se transformou no Império Bizantino. Já Caio Plínio Segundo (também chamado de Plínio, o Velho) referiu-se às gentes do Oriente em sua Naturalis Historia como os Seres.

A concepção de orientalismo - a mistificação ou redução do oriente a termos de estereótipos - é criticada pelo livro Orientalismo do historiador Edward Said. Said demonstra que o Oriente é uma construção imaginada por autores ocidentais e reúne povos tão distintos que não faz sentido usar o Oriente como uma unidade de análise ou denominador comum.[1]

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. SAID, Edward W. Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.
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