Idade Antiga

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Na periodização das épocas históricas da humanidade, Idade Antiga, ou Antiguidade é o período que se estende desde a invenção da escrita (de 4 000 a.C. a 3 500 a.C.) até a queda do Império Romano do Ocidente (476 d.C.). Embora o critério da invenção da escrita como balizador entre o fim da Pré-História e o começo da História propriamente dita seja o mais comum, estudiosos que dão mais ênfase à importância da cultura material das sociedades têm procurado repensar essa divisão mais recentemente. Também não há entre os historiadores um verdadeiro consenso sobre quando se deu o verdadeiro fim do Império Romano e início da Idade Média, por considerarem que processos sociais e econômicos não podem ser datados com a mesma precisão dos fatos políticos[1] .

Também deve-se levar em conta que essa periodização está relacionada à História da Europa e também do Oriente Próximo como precursor das civilizações que se desenvolveram no Mediterrâneo, culminando com Roma. Essa visão se consolidou com a historiografia positivista que surgiu no século XIX, que fez da escrita da história uma ciência e uma disciplina acadêmica. Se repensarmos os critérios que definem o que é a Antiguidade no resto do mundo, é possível pensar em outros critérios e datas balizadoras[2] .

No caso da Europa e do Oriente Próximo, diversos povos se desenvolveram na Idade Antiga. Os sumérios, na Mesopotâmia, foram a civilização que originou a escrita e a urbanização, mais ou menos ao mesmo tempo em que surgia a civilização egípcia. Depois disso, já no I milênio a. C., os persas foram os primeiros a constituir um grande império, que foi posteriormente conquistado por Alexandre, o Grande. As civilizações clássicas da Grécia e de Roma são consideradas as maiores formadoras da civilização ocidental atual. Destacam-se também os hebreus (primeira civilização monoteísta), os fenícios (senhores do mar e do comércio e inventores do alfabeto), além dos celtas, etruscos e outros. O próprio estudo da história começou nesse período, com Heródoto e Tucídides, gregos que começaram a questionar o mito, a lenda e a ficção do fato histórico, narrando as Guerras Médicas e a Guerra do Peloponeso respectivamente.

Na América, pode-se considerar como Idade Antiga a época pré-colombiana, onde surgiram as avançadas civilizações dos astecas, maias e incas. Porém, alguns estudiosos considerem que em outras regiões, como no que hoje constitui a maior parte do território do Brasil, boa parte dos povos ameríndios ainda não havia constituído similar nível de complexidade social e a classificação de Pré-história para essas sociedades seria mais correta.

Na China, a Idade Antiga termina por volta de 200 a.C., com o surgimento da dinastia Chin, enquanto que no Japão é apenas a partir do fim do período Heian, em 1185 d.C., que podemos falar em início da "Idade Média" japonesa.

Algumas religiões que ainda existem no mundo moderno tiveram origem nessa época, entre elas o cristianismo, o budismo, confucionismo e judaísmo.

Índice

Antiguidade oriental[editar | editar código-fonte]

Civilização Egípcia[editar | editar código-fonte]

Mapa do Antigo Egito.

O Antigo Egito se localizava no nordeste da África, onde é hoje a República Árabe do Egito. O rio que cortava o Antigo Egito é o grande Nilo, com 6 500 km e 6 cataratas. Os dois desertos que ladeavam o Antigo Egito são os da Líbia e da Arábia. Ao norte, as duas vantagens favorecidas pelo Mar Mediterrâneo foram a viagem por mar e a atividade comercial com as demais civilizações. A leste, o Mar Vermelho era a segunda via de comunicação depois do Mar Mediterrâneo.[3]

O rio Nilo era a fonte vital dos antigos egípcios, cuja principal atividade econômica era a agricultura. Entre junho e setembro, no tempo em que ocorriam as enchentes, a força das chuvas causava a inundação do rio; este causava o transbordamento e fazia a cobertura da grandeza das terras extensas que se localizavam nas suas margens. Estas águas davam fertilidade ao solo, porque eram condutoras de limo e matéria orgânica, esta última transformada em fertilizante de excelência. Além de fertilizantes, no rio eram trazidos peixes em quantidades em quantidades abundantes e possibilitada a navegação de milhares de barcos.[3]

Na opinião dos egípcios, o rio Nilo era verdadeiramente abençoado pelos deuses. Ou melhor, o próprio rio era uma divindade geográfica.[3] Porém, o Egito não era apenas essa dádiva do Nilo. Eram necessários homens inteligentes, trabalhadores, aplicados e organizados.[3] No tempo em que ocorria a estiagem, enquanto trabalhavam para unir forças e conjunto, os egípcios tiravam proveito das águas do rio para irrigar terras de maior distância ou trabalhar na construção de diques para fazer o controle das enchentes.[3]

Depois das enchentes, as águas tiveram diminuição, fazendo o desmanche dos limites que demarcavam as fazendas. Dessa forma, havia necessidade do homem trabalhador para fazer a medição e o cálculo e por essas atividades foram desenvolvidas a geometria e a matemática. Esse trabalho frequente e a unidade geográfica tornaram fácil a unicidade e a centralização de um governo.[3]

Períodos históricos do Egito[editar | editar código-fonte]

Os egípcios habitaram o vale do rio Nilo a partir do Paleolítico. Ao longo do tempo, houve o surgimento de comunidades dotadas de organização e independência que se chamam nomos. Os nomos foram agrupados em ambos os reinos (no Norte e do Sul) e no ano de 3200 a.C., o chefe de Estado que unificou a totalidade dos reinos num único reino foi o faraó Menés. Com o faraó, propriamente dito, tiveram início as grandes dinastias (famílias reais governantes do Egito por mais ou menos 3 000 anos).[3]

A História do Egito é habitualmente dividida na periodização de três grandes etapas:[3]

No fim do Médio Império, o povo que imigrou pacificamente ao Egito foram os hebreus, vindo a ser entregues à escravidão e ganhando de novo a liberdade para irem de volta à pátria de onde originaram. Após os hebreus, o povo invasor do Egito foram os hicsos, sendo ali estabelecidos por uma duzentena de anos. Os hicsos foram os introdutores dos carros de guerra, que os egípcios desconheciam e o fato de hicsos serem expulsos do Egito iniciou o Novo Império.[3]

No fim do Novo Império, o Egito foi enfraquecendo aos poucos e seu declínio tornou fácil para que o país mais antigo do mundo fosse invadido e dominado por outras civilizações, como persas, gregos, romanos e muçulmanos. Nos tempos da modernidade contemporânea do século XX, os países que dominavam politicamente o Egito foram a França e o Reino Unido, até o seu povo ver proclamada a sua independência nacional em 1962, como país moderno com governo próprio.[3]

Sociedade egípcia[editar | editar código-fonte]

A sociedade egípcia era dividida em certos níveis, cada um com funções de boa definição. Nessa sociedade, a mulher era muito prestigiada e autoritária.[4]

O faraó era a representação da própria vida que passava no Egito. Era monarca e deus vivo. Fruto de adoração, reverência. Tinha o direito de possuir várias esposas, muitas delas sendo parentes, para dar garantia ao sangue real em família. Mas, apenas uma era detentora do título de rainha e dela ocorria o nascimento do herdeiro.

No ponto mais alto da pirâmide está o faraó, sem limites de poderes. Isso porque os egípcios viam o faraó como uma santidade, divindade e aceitavam como uma pessoa que descendia de deus ou como o próprio deus (sociedades secretas como a Maçonaria e a Antiga e Mística Ordem Rosa Cruz se referem ao criador espiritual como [Grande Arquiteto do Universo]]). É o sistema de governo chamado teocracia, ou seja, o governo em que deus é regente.[4]

  • O faraó era um rei todo-poderoso, que governava a totalidade do país como sua propriedade. Os campos, os desertos, as minas, os rios, os canais, os homens, as mulheres, o gado e a totalidade dos animais — eram todos pertencentes ao faraó. Ele era, em igual tempo, rei, juiz, sacerdote, tesoureiro, general. Era ele que tomava as decisões e fazia a direção de tudo, porém, não sendo possível a sua presença na totalidade dos locais, dava a distribuição de encargos para mais de cem funcionários que o davam auxílio para administrar o Egito. Na visão dos egípcios, o próprio faraó sobreviveria e esperava ser feliz.[4]
  • Os sacerdotes eram enormemente prestigiados e poderosos, tanto espiritualmente como materialmente, porque eram administradores das riquezas e dos bens dos vastos e preciosos templos. Eram também os egípcios que sabiam muito, guardavam os mistérios científicos e religiosos que se relacionavam com sua grande quantidade de deuses.
  • Os escribas, que vieram das famílias dotadas de riqueza e poder, eram aprendizes da leitura e da escrita e tiveram dedicação ao registro, à documentação e à contabilidade de documentos e atividades da vida do Egito.[4]
  • Os artesãos e os comerciantes. Os artesãos eram os trabalhadores exclusivos dos reis, da nobreza e dos templos. Durante o exercício dessa profissão, eram feitas belas peças de adorno, utensílios, estatuetas, máscaras funerárias. Faziam um excelente trabalho com madeira, cobre, bronze, ferro, ouro e marfim. Já os comerciantes tiveram dedicação ao comércio em nome dos reis ou em nome próprio, fazendo a compra, a venda ou a troca de produtos com as demais civilizações, como cretenses, fenícios, povos da Somália, da Núbia, etc. No comércio os egípcios foram forçados a construir a grandeza dos barcos de carga.[4]
  • Os camponeses foram a classe social pela qual era formada a maioria da população. Os trabalhos campestres eram feitos sob organização e controle dos funcionários do faraó, porque a totalidade das terras pertenciam ao governo. As enchentes que ocorriam no NIlo, os trabalhos de irrigar, semear, colher, armazenar os grãos fizeram com que os camponeses fossem obrigados à trabalhar duramente e receber pouca remuneração. Em geral, os camponeses eram pagos com uma pequena parte dos produtos que colhiam e somente o suficiente para a sua sobrevivência. Passavam a sua vida na humildade das cabanas e usavam vestidos de grande simplicidade. Os camponeses faziam prestação de serviços também nas terras que pertenciam aos membros da nobreza e nos templos. A principal atividade econômica do Egito era a agricultura, porque não havia terra de sobra e suficiência de vegetação para a criação de mais rebanhos. Como os camponeses eram pobres, cultivavam cevada, trigo, lentilhas, árvores frutíferas e videiras. Eram feitos pão, cerveja e vinho. O Nilo era oferecedor de peixes em quantidades abundantes.[4]
  • Os escravos eram, na maior parte, vítimas da captura entre os que perdiam nas guerras. O faraó obrigava com dureza que os escravos trabalhassem como construtores das grandes pirâmides, por exemplo.[4]

A importância de alguns faraós[editar | editar código-fonte]

Numerosos faraós foram governantes do Egito no decorrer da sua história. Poucos são merecedores de algum destaque.[5]

  • Djoser (Zozer), reino no qual foi construído o primeiro edifício monumental em pedra do mundo, a pirâmide de Djoser, cuja medida é feita em degraus.[5]
  • Quéops, Quéfren e Miquerinos ganharam fama como os faraós que construíram as três maiores pirâmides do Egito, na planície de Gizé. Pai de Quéfren, foi sucedido em seu trono e também foi construtor da sua pirâmide a uma certa distância em metros da do pai. Após Quéfren, Miquerinos foi governante do Egito e ordenador da construção de sua pirâmide próxima das demais, porém, com uma pequena diferença de tamanho.[5]
  • Amenófis IV, que também chamava-se de "sacerdote do deus Sol", ganhou fama como o faraó unificador da religião egípcia, obrigando à força que venerassem a uma única divindade, o Sol, que chamava-se de Aton. Seu nome foi mudado de Amenófis (cujo significado é "Amon tem satisfação") para Aquenaton (cujo significado é "aquele que serve Aton"). Tornou-se antipático pelos sacerdotes e pelo fanatismo do povo e este, após morrer o faraó, teve retorno aos antigos cultos.[5]

Religião e mitologia egípcias[editar | editar código-fonte]

Os egípcios acreditavam profundamente na religião. Isso era importante porque a fé formava uma sociedade civilizada e organizada. Foram adotantes do politeísmo (acreditar numa variedade de deuses). A partir dos tempos de maior antiguidade, os egípcios eram adoradores de uma grande quantidade e estranheza de deuses. Os mais antigos deuses foram animais e toda a pessoa era protegida por animal-deus. Eram adoradores de gatos, bois, serpentes, crocodilos, touros, chacais, gazelas, escaravelhos, etc.[5]

Dentre os animais de maior adoração, o de maior fama foi o bois Ápis que, durante a sua morte, era provocador de luto na totalidade do Egito e os sacerdotes estavam à procura nos campos de um substituto que tivesse a mesma semelhança física. Baseavam sua crença na possível reencarnação de um deus num animal de vida própria.[5] O rio Nilo, com a periodicidade de suas cheias, e o calor do vento do deserto, agente destruidor das colheitas, eram forças naturais as quais os egípcios adoravam.[5]

Os egípcios baseavam sua crença na vida após a morte, por essa razão eram prestadores de culto às pessoas que morreram. Cada localidade era protegida por seus deuses, com diferença de características, sendo certos metade homem e metade animal (em geral, corpo de homem e cabeça de animal — antropomorfismo).[5]

Deuses do Egipto[editar | editar código-fonte]
Rá, o deus Sol.

Segue abaixo a descrição de cada deus egípcio e suas prerrogativas atributivas:[6]

: o deus Sol, que na união com o deus Amon (Amon-Rá) era o mais importante deus egípcio.[6]
Nut: é o firmamento, cuja representação é um individuo do sexo feminino como os membros inferiores no Hemisfério Oriental e as mãos no Hemisfério Ocidental. Os corpos celestes realizam a viagem ao longo do seu corpo. Seu filho, Rá (o Sol), é engolido por ela durante o período noturno e é renascido por ela a cada período diurno.[6]
Babuíno divino: aquele que provou que a viagem da barca solar era verdadeira.[6]
Barca solar de Rá, que na eternidade de uma viagem, diariamente o traz à Terra e no período noturno o leva novamente à vida eterna.[6]
Ísis: seu marido é Osíris e seu filho era Hórus. Ísis era divindade feminina protetora da vida vegetal, das águas (das enchentes do Nilo) e das sementes. As precipitações pluviométricas seriam os fluídos lacrimais de Ísis à procura de seu marido, Osíris, que também é uma personificação do rio Nilo.[6]
Néftis: irmã de Osíris, seu marido era Set.[6]
Maat: divindade da justiça, da verdade, e do equilíbrio universal. Era uma das suas penas longas que tinha peso no Julgamento de Osíris.[6]
Hórus: a divindade falconídea, cujos pais eram Osíris e Ísis, também era prestado culto em sua homenagem como o nascer do Sol.[6]
Osíris: no seu hábito em forma de múmia, era a divindade dos que perderam a vida, da vida vegetal, da fecundidade. Também era prestado culto em sua homenagem como o pôr do Sol. Era ele que vinha à procura das almas que perdiam a vida para passarem por julgamento no seu tribunal (Tribunal de Osíris).[6]
Sekhemkhet: divindade com corpo feminino e cabeça leonina. Divindade protetora dos conflitos militares que, por ser forte, se encarregou de ser a destruidora dos inimigos de Rá.[6]
Ptá: divindade de Mênfis, se considerava o Grande Arquiteto do Universo, conforme teriam dito os membros da maçonaria, e protegia os que trabalhavam com artesanato.[6]
Knum: deus pastor, divindade das nascentes e das enchentes do Nilo.[6]
Anúbis: deus chacal, guardava os túmulos, deus da vida após a morte, mediava entre o firmamento e o nosso planeta, ajudou Ísis quando esta resolveu fazer a união dos bocados do corpo de Osíris e deu-lhe ressurreição.[6]
Toth: divindade do conhecimento, dos poderes mágicos, foi o criador da escrita. Se considerava o escriba divino e protegia os escribas.[6]
Hator: divindade feminina apresentada com ambas as formas: como uma fêmea do boi com os chifres e o Sol entre eles e como uma mulher tendo o Sol entre os chifres. Se considerava a divindade feminina dos vaidosos, dos músicos, dos felizes, dos prazerosos e dos apaixonados.[6]
Set: grande inimigo de Osíris (o Nilo), se considerava o calor do vento que veio do deserto. Sendo, portanto, o diabo encarnado, provocava raios e trovôes seguidos de chuva e protegia as armas de fogo.[6]
Amon (de Tebas): divindade das divindades da mitologia egípcia, depois prestado culto em sua homenagem juntamente com Rá, sendo denominado de Amon-Rá.[6]
Bes: espírito (ou demônio) dotado de monstruosidade e malefício, habitante do inferno.[6]
Tueris: uma divindade feminina com o formato de um hipopótamo, protegia as mães com o bebê no útero.[6]
Bastet: divindade feminina que se parece com uma gata, transmissora das boas influências da divindade solar para as pessoas.[6]
Templos egípcios[editar | editar código-fonte]

Os templos egípcios não se assemelhavam às igrejas atuais. Tinham grandiosidade, eram enormemente dimensionados, com um portão dotado de imponência e a amplitude dos pátios com abertura própria. As gigantescas colunas sustentavam os templos. Na parte do fundo estava situada a estátua que representa o deus local e na parte dos lados os demais poucos deuses. Nas partes da frente, o colosso das estátuas dos faraós que deram ordem para a construção dos templos. No interior dos templos, os inúmeros sacerdotes passavam sua vida, com raspão no cabelo e se vestiam com uma única túnica. Do Antigo Egito existem poucos restos das ruínas da grandiosidade de ambos os templos, o templo de Luxor e o templo de Karnak.[7]

Cerimônias fúnebres[editar | editar código-fonte]
Múmia dentro do sarcófago.

Quanto às múmias, os egípcios baseavam-se na crença de que o ser humano se constituía de (o corpo) e de (a alma). Na opinião deles, quando morria, o corpo (Ká) era deixado pela alma (Rá), mas era possível a continuidade da vida da alma (Rá) no reino de Osíris ou de Amon-Rá. Isso podia acontecer se o corpo, tendo como dever a sustentação da alma, passasse por conservação. Daí vinha ser importante o embalsamamento ou a mumificação do corpo para dar impedimento à decomposição do mesmo. Para a garantia de que a alma sobrevivesse, em caso de destruição da múmia, era colocadas no túmulo estatuetas que representavam a pessoa que morreu.[7]

O túmulo era onde habitava um morto assim como a casa é onde habita um vivo, com mobiliários e alimentos provisionados. As pinturas que aparecem nas paredes são imagens representativas das cenas da vida de um morto à mesa, na perseguição aos animais e na atividade pesqueira. Eles tinham a crença na magia dos poderes dessas pinturas, pois na opinião deles, isso representava o sentimento de felicidade e serenidade da alma durante a sua contemplação perante às imagens. A alma da pessoa que morreu era apresentada ao Tribunal de Osíris, onde era feito o julgamento por suas obras, para ver se era possível a sua admissão no reino de Osíris.[7]

Os túmulos eram moradias de eternidade. Para melhorar a proteção dos corpos, colocavam-se as múmias em sarcófagos com fechamento hermético. Os faraós, os nobres, os ricos e certos sacerdotes trabalhavam como construtores da grandeza dos túmulos feitos de pedras para a garantia de que os corpos fossem protegidos contra ladrões e profanadores. Sua finalidade era a garantia do fato de se esperar por muito tempo até o retorno da alma.[7]

Assim, construíram-se mastabas, pirâmides e hipogeus com rico adorno.[7]

Cultura egípcia[editar | editar código-fonte]

Durante a antiguidade, a cultura egípcia era o conjunto de manifestações culturais desenvolvidas no Antigo Egito. Sem falar nas pirâmides, mastabas, hipogeus e na grandeza dos templos, a arte do Antigo Egito também era vista como uma manifestação artística nos palácios, na grandiosidade das colunas e obeliscos, nas esfinges, na estatuária e na arte decorativa em baixo-relevo. Listados abaixo:[8]

  • Mastabas: As mastabas eram túmulos com revestimento de lajes rochosas ou feitos de tijolo especial. Eram integradas por uma capela, a câmara mortuária e demais compartimentos.[8]
  • Hipogeus: Escavação de túmulos nas rochas, nas imediações do talvegue do Nilo. O hipogeu de maior fama foi de Tutancâmon, que situa-se no Vale dos Reis.[8]
  • Esfinge: Nas esfinges guardavam-se os templos e as pirâmides. A esfinge na parte dianteira da pirâmide de Quéfren tem cabeça humana e corpo leonino.[8] Sua frase célebre é "Decifra-me ou te devoro".[9]
  • Obelisco: Monumento cuja matéria-prima trata-se de uma única pedra no formato de agulha para fazer a marcação de algum fato ou realização. É também o monumento representativo de um raio da divindade solar.[8]
Pirâmides[editar | editar código-fonte]
Nas pirâmides reais, havia corredores secretos, galerias, câmaras, portas e passagens falsas para enganar ladrões, cripta, corredores de ventilação e a câmara do rei.

No antigo Egito foram realizadas as construções de centenas de pirâmides. As três grandes incluem-se entre as Sete Maravilhas do Mundo antigo. Até hoje as pirâmides são oferecedoras de certos mistérios para a mente humana. Assim na moderna engenharia não foi conseguida ainda a explicação de como os escravos, naquele momento, tiveram a capacidade de transporte de blocos rochosos de 2 a 10 ou mais toneladas que vieram de longe até o deserto onde são encontradas as pirâmides. A maior dificuldade ainda é a explicação de como foi conseguido o carregamento de pedras acima de pedras até uma altura de 146 metros (a altura da grande pirâmide de Quéops). Outro segredo é a explicação do motivo de que as pirâmides tiveram sua construção com seus lados voltados com rigor para os quatro pontos cardeais. Hoje em dia, uma quantidade astronômica de pessoas no mundo inteiro aceitam como crença que existe um misterioso poder de concentração enérgica e conservativa no interior das pirâmides. Assim, não haveria o estrago de determinadas coisas perecíveis que fossem colocadas dentro, na posição que a câmara do rei ocupa.[10]

Para isso, ajudando com uma bússola, é preciso fazer a orientação das bases piramidais posicionando nos quatro pontos cardeais. Também há uma crença de que o resultado de curar ou melhorar a saúde é influenciado pelo uso de uma pirâmide de cobre em situações condicionais para o abrigo de um ser humano dentro de uma pirâmide propriamente dita.[10]

As ciências egípcias[editar | editar código-fonte]

Não é à toa que as sete maravilhas do mundo antigo estão no Egito, que legou à humanidade grandes conhecimentos. Os egípcios são conhecidos por serem os desenvolvedores da arquitetura, da matemática, da astronomia, da medicina e da engenharia, além do ano dividido em 365 dias, 12 meses com 30 dias. Eles foram os utilizadores dos relógios solares, estelares e à base de água para realizar a medição do tempo.[11]

Na matemática, foram os grandes desenvolvedores da geometria, porque foram necessárias a medição das terras rurais e o levantamento das construções de grandeza.[11] Na medicina, foram responsáveis pelo tratamento de uma variedade de doenças, além de trabalharem como cirurgiões, inclusive utilizando-se de anestésicos.[11] Mas, a medicina egípcia era mais esotérica que científica, por acompanhar-se de magias e por ser também invocativa dos deuses.[11]

Especializaram-se em mumificação de corpos por meio de recursos de embalsamamento pelos quais foi conservado um sem-número de corpos nos dias atuais. De acordo com Heródoto, um historiador grego de muita fama, o processo de mumificar o corpo era feito da seguinte forma:[11]

Cquote1.svg "Tiram-lhe primeiro o cérebro, com ferro recurvado, que introduzem nas narinas e com o auxílio de drogas, que injetam na cabeça. Fazem em seguida uma incisão no ventre, com uma pedra cortante da Etiópia. Tiram por esta abertura os intestinos, que são lavados, passados por vinho de palma e por aromas, enchem, seguidamente, o ventre de mirra (resina de uma árvore utilizada como incenso ou perfume), canela e outros perfumes, depois o costuram cuidadosamente. Terminado isto, salgam o corpo e cobrem-no de natrão (carbonato de sódio natural) durante setenta dias. Acabado este prazo, lavam o corpo e o envolvem inteiramente em faixas de linho." Cquote2.svg
Heródoto, historiador grego

[11]

Depois colocavam o corpo no sarcófago. Os pobres possuíam processos de mumificação muito mais simples.[11]

Língua e literaturas egípcias[editar | editar código-fonte]
Hieróglifos em uma estela funerária.

Os egípcios foram uma das primeiras civilizações utilizadoras da escrita no mundo. Foram os desenvolvedores de três alfabetos:[12]

  • O alfabeto hieróglifo era uma escrita consideradamente religiosa;
  • O alfabeto hierático, de maior simplicidade, era uma escrita que os nobres e os membros do sacerdócio utilizavam.
  • O alfabeto demótico era um tipo de escrita utilizada pela maioria da população. Era utilizada pelas classes economicamente menos privilegiadas da sociedade egípcia.

Na época da campanha de Napoleão Bonaparte no Egito, o francês especialista em arqueologia Jean François Champollion levou para França, no ano de 1799, um documento rochoso do aglomerado urbano de Roseta. Nesta rocha estão escritos três tipos de alfabeto. São eles: hieróglifo, grego e demótico. Em 1822, Champollion, com a comparação do texto em língua grega clássica com o tema exatamente igual em hieróglifos. Conseguiu fazer a decifração do alfabeto egípcio. Isso foi uma contribuição dada por Champollion para os trabalhos intelectuais sobre a civilização egípcia.[12]

Os egípcios praticavam a escrita principalmente numa planta que chama-se papiro. Esta planta era encontrada em abundância às margens do rio Nilo. Cortava-se o miolo do papiro. Suas partes ligavam-se umas com as outras e prensavam-se. Eram formados assim rolos que inclusive exportavam-se para as civilizações vizinhas. Os egípcios eram contribuintes de vários livros escritos. A maioria dessas publicações trata de temas relacionados à religião. Um famoso exemplo é o Livro dos mortos.[12]

Música egípcia[editar | editar código-fonte]

Pelos documentos que os arqueólogos encontraram, como músicas fragmentadas e instrumentos, a arte musical começaria na Mesopotâmia e no Antigo Egito. De fato, em 1950 os arqueólogos foram os descobridores de uma canção de origem assíria datada de 4000 a.C., com gravação numa tabuleta feita de argila.[13]

Os egípcios foram os utilizadores da música em quaisquer das ocasiões religiosas ou da sociedade, como casamentos, festas, canções de guerra, de vitória, ou para a expressão de sentimentos tristes e fúnebres. Eram tocadores de instrumentos musicais como lira, cítara, oboé, címbalo, harpa e outros que possuíam caixa de ressonância. Era de praxe o dom musical das mulheres que ganhavam dinheiro. Juntamente com a música, foram desenvolvidas a dança e a coreografia, Os mesopotâmios e os egípcios foram os conquistadores da escrita da música de sinais próprios para a sua execução pública.[13]

Influência da civilização egípcia sobre outras civilizações[editar | editar código-fonte]

Os egípcios eram influentes no processo evolutivo de uma diversidade de povos limítrofes ou longínquos. Em sua maioria, os eruditos dos demais outros povos da antiguidade eram o público pelos quais iam ser buscados os seus conhecimentos no Egipto, onde trabalhavam como estagiários. Foram os inventores de várias ciências tais como a geometria, que depois os gregos passaram a seguir, assim como outros povos e países.[13]

A medicina foi influenciada quase totalmente pelos egípcios. De fato, os antigos egípcios são o povo pelo qual foram ultrapassados todos os conhecimentos médicos dos povos antigos, como tentativa de cura para todas as doenças que existiam na antiguidade oriental.[13]

No que diz respeito à religião, seus deuses e suas crenças passaram a ser espalhadas por toda a parte. O mundo foi impressionado pelas pirâmides, e considerava-se a alma imortal como um espírito avançado.[13]

No que tange à escrita, lançavam novas ideias na arte de escrever, os sinais e marcas tiveram sua chegada à Fenícia, onde simplificaram-se, fato que deu origem ao atual alfabeto latino, utilizado na maioria das línguas europeias, como o português. O que os egípcios mais contribuíram às civilizações antigas foi o fornecimento de papiro à totalidade do mundo antigo para que sejam escritos os seus livros, formadas as suas bibliotecas e fornecido material para que os seus sábios estudem.[13]

Civilização Mesopotâmica[editar | editar código-fonte]

Mapa geral da Mesopotâmia.

A Mesopotâmia se situa na fertilidade das planícies que os rios das bacias hidrográficas dos rios Tigre e Eufrates banham. Suas águas são lançadas no Golfo Pérsico. A Mesopotâmia é correspondente, em sua maioria, ao atual território da República do Iraque.[14]

A palavra Mesopotâmia tem origem na língua grega clássica e pode ter o significado de "terra entre rios", ou seja, nesse caso, trata-se de uma região que compreende a bacia hidrográfica dos rios Tigre e Eufrates. Mas, como visto nos mapas históricos, a extensão da Mesopotâmia ia além desses rios.[14]

Venerador mesopotâmico de 2750-2600 a.C.

Foi uma diversidade de povos que lutavam para tomar posse sucessiva dessa região do Oriente Médio, famosa pela fertilidade (Ásia Menor). Dentre eles, podem ser citados os sumérios, os elamitas, os hititas, os acádios, os amoritas, os cassitas, os assírios, os babilônios, os caldeus, entre outros.[14]

É desconhecida a origem dos sumérios, mas é sabido que, por volta de 3000 a.C., eles foram estabelecidos na parte meridional da Mesopotâmia, próximo ao Oriente Médio.[14]

Política mesopotâmica[editar | editar código-fonte]

Os sumérios foram os fundadores iniciais de uma variedade de comunidades que, aos poucos, foram transformadas em cidades-estados. Assim, houve o surgimento das cidades de Ur, Uruk, Lagash, Nippur. A principal delas foi Ur.[14]

A região que os sumérios ocuparam não era possuidora de um poder central pelo qual fosse dada unidade política. Qualquer cidade era a mesma coisa que um país, com governo próprio. Há dois governantes em uma cidade-estado: um civil (patesi) e um sacerdote. As cidades-estado lutavam constantemente. E o rei Sargão I conseguiu unificar o reino da Suméria, durante a fundação do novo país. A extensão do reino da Suméria era compreendida entre a Mesopotâmia e o Mar Mediterrâneo. Depois que morreu Sargão I, o reino decaiu e foi invadido por outros povos.[14]

Babilônios[editar | editar código-fonte]

Uma inscrição do Código de Hamurabi.

O líder dos babilônios foi Hamurábi. Os babilônios tomaram posse da Suméria. Foram os fundadores do Império Babilônico, por volta de 1700 a.C. Hamurábi foi o elaborador do primeiro código de leis conhecido da história da humanidade. Na leis que esse código contém eram determinados direitos e deveres do povo e das autoridades. Porém, em conformidade com a classe social, havia igualdade de direitos entre as pessoas no Império Babilônico. Por exemplo, os babilônios não consideravam os escravos como pessoas, mas sim como qualquer coisa que tinha dono. Afinal, nas civilizações antigas era permitida a escravidão e dos prisioneiros de guerra, ao invés de morrerem, tirava-se proveito como escravos para trabalhos forçados. Hamurábi criou a lei do talião: "Olho por olho, dente por dente". Em outra lei foi estabelecido que se houvesse a entrada de um homem e a sua perseguição durante o roubo, a obrigação dessa pessoa era o seu pagamento ao dono do pomar de uma certa quantia em prata. Esse código influenciou bastante as leis de outros povos.[15]

O Império Babilônio declinou e os assírios conquistaram. Os assírios foram um povo militarmente muito organizado. Foram, também, os primeiros utilizadores dos carros de guerra sob tração animal, notadamente os cavalos. A crueldade e a violência eram a sua principal característica psicológica dos assírios, civilização conquistadora de uma diversidade de povos e povo dominador da região por 500 anos.[15]

Posteriormente, por volta de 612 a.C., o Império Babilônico foi reorganizado (Segundo Império Babilônico) e após a sua chegada ao apogeu com Nabucodonosor, responsável pelo embelezamento da cidade, foram construídos os Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo, e foi mandado construir uma grande zigurate, chamado pela Bíblia de Torre de Babel. Factualmente, no ano de 1889, quando a Torre de Babel foi escavada, descobriu-se um gigantesco zigurate antes pensado como a Torre de Babel, com 90 metros de base e outro tanto de altura e azulejos com esmalte em azul.[15]

Escrita cuneiforme[editar | editar código-fonte]

Escrita cuneiforme com gravação num numa escultura feita durante o século XXII a.C. (Museu do Louvre, Paris). A linguagem escrita resulta do fato de que o homem necessita da garantia de se comunicar e desenvolver a técnica.

Os sumérios e acádios praticavam a escrita em tabletes feitos à base de barro. Foram os inventadores de um tipo de escrita no formato de cunha, por isso chama-se escrita cuneiforme. Esses tabletes eram conhecidos pelo seu peso e dificuldade de manuseio, porém, eram vantajosos em duração de século ou milênios com direito à legibilidade de escrita. Muitos tabletes de argila, propriamente ditos, foram encontrados pelos estudiosos do final da década de 1980 e desse modo foi possível a descoberta de uma grande quantidade de coisas da primeira civilização do mundo. Na cidade de Nínive, o rei Assurbanipal foi o criador de uma biblioteca com um acervo contado em 22 mil tabletes de argila (barro) onde os sumérios e babilônios escreveram uma variedade de assuntos. Dentre os demais assuntos, nos tabletes são mostrados como se negociava e se comerciava naquela época. Por exemplo, um médico relaciona receitados a seus clientes. Num dos tabletes de maior interesse, são relatados os deveres de um menino, na escola, há 3000 anos atrás. O dever do menino foi a pressa para evitar atraso na sua chegada à escola, senão o professor aplicaria castigo físico com uma palmatória. O professor era utilizador, também, da palmatória para aplicar a punição de alunos para ensinar-lhes que não são permitidas a conversa entre pessoas da mesma sala de aula e a saída da escola ou a lição que não foi devidamente caprichada.[15]

Religião mesopotâmica[editar | editar código-fonte]

Tanto os sumérios como os babilônios eram praticantes do politeísmo, ou seja, baseavam sua crença numa variedade de deuses. Toda a cidade era protegida por um deus. Por exemplo, na Babilônia, Marduque é o deus protetor. Baseavam sua crença nas forças dos astros da natureza e eram adoradores do céu (Anu), a Terra (Enlil), a Lua (Sin), o raio e a tempestade (Hadad), o fogo (Gibil), entre outros.[16]

A religião se cultuava nos templos, que se chamavam zigurates. Os zigurates eram construções medidas em degraus no formato de uma pirâmide. Os mesopotâmios baseavam sua crença nos astros que influenciavam na vida do homem, originando assim a astrologia. Os sacerdotes e adivinhos dedicados ao estudo dos astros eram muito prestigiados. Os povos que habitavam a Mesopotâmia contribuíram em muito ao conhecimento dos astros, e através desse conhecimento, os sacerdotes conseguiam fazer a previsão das cheias que transbordavam os rios Tigre e Eufrates.[16]

Contribuições dos sumérios e babilônios[editar | editar código-fonte]

Deusa Ishtar, estatueta representativa do século IV a.C.

Foi muito valiosa a herança deixada pelos sumérios e acádios para os povos vindouros. Dentre outras as demais contribuições, podem ser apontadas:[16]

  • Organizaram social e politicamente as cidades;
  • Criaram um código de direitos e deveres;
  • Organizaram a produção de alimentos: já na época, foram empregados o arado e máquinas de irrigação, por exemplo;
  • Construíram a beleza dos templos e a imponência dos palácios;
  • Os sumérios foram os inventores da escrita, pela qual foi permitido o saber da época;
  • Inventaram a roda e os carros por tração animal;
  • Criaram a astronomia (ciência que estuda os astros);
  • Astrologia, ou seja, o estudo dos astros que influem acima do destino das pessoas.

Os povos antigos da Mesopotâmia não baseavam sua crença na alma imortal, eram religiosamente pessimistas, viviam sem preocupações com a morte e com o que as pessoas viam com os seus próprios olhos depois que morriam. Estavam à procura da sua proteção contra as forças malignas, fazendo-se uso de amuletos e da sorte de magia em sua totalidade.

Uma das divindades de maior culto era a deusa Ishtar, encarnação do planeta Vênus. Era a deusa que protegia o amor e a guerra.[16]

Civilização Hebraica[editar | editar código-fonte]

Abraão e os três Anjos as portas do purgatório segundo descrição de Dante Alighieri em 1250. Gravura de Gustave Doré (1832-1883).

As origens de maior antiguidade do povo hebreu (ou israelita) ainda não se conhecem. A Bíblia sempre é a mais importante fonte para se estudar a respeito desse povo. As origens tiveram início com Abraão, que chefiava uma tribo onde viviam pastores seminômades. Recebendo os conselhos de Deus, foi deixada a cidade de Ur na Mesopotâmia, perto das margens do rio Eufrates, caminhou em direção para Haran e depois foi estabelecido na terra de Canaã, no litoral leste do Mar Mediterrâneo (hoje Israel). O caráter dessa corrente migratória era religioso e teve grande duração até a sua chegada à terra que Deus prometeu.[17]

Abraão, contrariamente aos demais homens de sua época, baseava sua crença num só Deus, que criou o mundo, dotado de invisibilidade e que tinha dado ordens para a sua partida à Canaã. Premiado por ser obediente e por ser crente, Deus prometeu que sua família originaria um povo que se destinasse a ser possuidora da terra de Canaã, onde de acordo com a Bíblia, eram brotados leite e mel. Renovou-se essa promessa a seu filho Isaac e mais tarde a Jacó (neto de Abraão), sendo que um anjo deu a ele o nome de Israel, que tem o significado de "o forte de Deus". Porém, só se conquistou definitivamente Canaã no século XIII a.C., quando da saída de Moisés do Egito e da condução da totalidade do povo hebreu para a Terra Prometida, em 1 250 a.C.[17]

Os patriarcas[editar | editar código-fonte]

São chamados de patriarcas os três homens que chefiavam o povo israelita: Abraão, Isaac e Jacó. A vida do primeiro passava em Ur, na Mesopotâmia. Deus lhe dá ordens para a sua partida à Canaã e faz a sua promessa de que sua descendência terá um futuro muito bom. Após a partida, Abraão é estabelecido na terra de Canaã com sua família. Depois que Abraão morreu, é sucedido em seu lugar pelo seu filho Isaac e depois sucede-lhe Jacó, cujo pai foi Isaac.[18]

Os filhos de Jacó são em doze pessoas, que vão originar as doze tribos de Israel. José, o mais novo deles, é o protegido dos pais. José é invejado pelos irmãos a tal ponto que é vendido como escravo para mercadores do Egito. No Egito, José vai ser trabalhador na corte do faraó. Depois de ser um grande aventureiro ele é nomeado primeiro-ministro. Nesse tempo, é sobrevinda uma grande fome em Israel e o estabelecimento de sua família no Egito é conseguido por José.[19]

Moisés[editar | editar código-fonte]

Moisés com as Tábuas da Lei, por Rembrandt.

A vida dos hebreus no Egito foi pacífica por uma grande quantidade de gerações. Porém, um faraó ficou inquieto porque a população aumentou e o Egito tornou-se poderoso: suas decisões foram a transformação da população em trabalhadores braçais da escravidão e a exigência do extermínio da totalidade dos meninos que nasceram há pouco tempo. Ora, naquela época ocorreu o nascimento, numa família israelita, do pequeno Moisés. Para dar a salvação ao menino, sua mãe fez a acomodação numa pequena cesta de papiro e o menino foi escondido por entre os caniços do rio Nilo. A filha do faraó recolheu o bebê e o educou na corte. Quando chegou à idade adulta, Moisés se revoltou com o seu povo miserável e teve isolamento no deserto do Sinai. Lá, Deus foi revelado a ele e lhe prometeu duplamente: tornou livres os israelitas e lhes foi dado o país de Canaã. Desde então, a grandiosidade da missão de Moisés é essa: servir como guia do povo de Israel até a Terra Prometida e ser o transmissor aos homens da mensagem de Deus que os dez mandamentos contém.[19]

Na sua volta ao Egito, Moisés, juntamente com o faraó, lhe fez um pedido para que fosse permitida a partida dos escravos israelitas para a sua terra, porque Deus ordenou. Sabendo que o faraó recusou, Deus aplica o castigo ao Egito com dez terríveis pragas, com narração na Bíblia. Finalmente o trono do faraó foi cedido e houve a partida em liberdade do povo de Israel: é o Êxodo, ou seja, a saída do Egito.[19]

Moisés foi o condutor dos hebreus por meio do deserto do Sinai. Secundariamente, Deus foi revelado a ele e foram dadas à Moisés as Tábuas da Lei, com os dez mandamentos, e Moisés se aliou e se pactuou com os israelitas. Ele os deu proteção até entrar na terra de Canaã, porém, foi exigido em troca que seu povo obedecesse absolutamente as suas leis. Deus, com efeito, fez o ditamento à Moisés das leis que serviram de regência à vida dos israelitas. As 10 primeiras são de importância particular: são os Dez Mandamentos da Lei de Deus.[19]

Conquista de Canaã[editar | editar código-fonte]

Após a sua saída do Egito, o mar Vermelho foi atravessado pelos hebreus que foram errantes pelos desertos da Líbia e Arábia por quarenta anos; finalmente, tiveram sua chegada às fronteiras da Terra Prometida (atualmente Estado de Israel). Moisés perde a vida. Por vontade de Josué, que sucede o falecido Moisés, é lançada uma guerra santa contra os cananeus, que, por sua vez, é declarado vencedor. O país dos cananeus é convertido no então país de Israel. Deus cumpriu o que prometeu.[19]

Juízes[editar | editar código-fonte]

Uma vez que já se estabeleceram na terra de Canaã, era preciso uma autoridade para ser o seu líder nas batalhas contra os inimigos e seu coordenador das atividades do povo. Foram os juizes, e dentre eles mereceram destaque Josué, Sansão, Gideão e Samuel. Após os juízes, foi fundado o reino de Israel, já sob o comando de um rei.[19]

Monarcas[editar | editar código-fonte]

David representado por Michelangelo.

Davi e Salomão foram os reis de maior glória da história de Israel. No reinado de Davi foi concluída a conquistada terra de Canaã e fundado o reino de Israel. Foram expulsos os filisteus que provocavam temor e escolhida Jerusalém para capital. Foi um rei autor de poemas e escritor de uma grande quantidade de salmos (hinos religiosos) encontrados na Bíblia.[20]

Quando Salomão (filho de Davi) reinou Israel, o país teve grande progresso. No reinado de Salomão foram construídos palácios, fortificações e o Templo de Jerusalém. No interior do templo estava localizada a Arca da Aliança, onde foram contidas as Tábuas da Lei, que guardavam os Dez Mandamentos que Deus tinha dado o ditamento para Moisés no Monte Sinai, quando da vinda dos hebreus do Egito para Canaã.[20]

A maior parte do material que utilizou-se nas construções importou-se de Tiro, na Fenícia. Exagerou-se muito nas importações de madeira (em especial o cedro-do-Líbano), ouro, prata e bronze. Tudo isso tornou o país pobre. Não havia suficiência de arrecadação do dinheiro com os impostos para fazer o pagamento das dívidas. Para que sejam sustentados os gastos e o luxo da corte, no reinado de Salomão foram aumentados os impostos e a população foi obrigada a servir como trabalhadora em obras públicas. Além do mais, a cada três meses 30 mil hebreus foram revezados para trabalhar nas minas e nas florestas da Fenícia para extrair madeira, como forma de pagar a dívida externa de Israel com a Fenícia.[20]

A administração de Salomão foi motivo de descontentamento do povo, mas ele foi considerado historicamente como um rei que construiu muito e, em especial, como um rei muito sábio.[20]

Invasões estrangeiras[editar | editar código-fonte]

Israel foi invadida por outros povos por uma variedade de vezes. Depois que Israel foi dividida numa rivalidade de ambos os Estados - Israel ao norte e Judá ao sul -, os assírios e babilônios aprisionaram os hebreus. Depois, dentre os demais dominadores, foi invadida pelos persas e romanos. No ano 70 d.C., o imperador romano Tito foi o destruidor completo da cidade de Jerusalém. O povo judeu, desde então, foi espalhado pelo mundo (foi o que chamou-se Diáspora) e só foi conseguida a reunião no território de hoje, em 1948, quando da fundação do Estado de Israel.[21]

Religião judaica[editar | editar código-fonte]

Dotados de grande fraqueza do ponto de vista militar, os hebreus foram, numa variedade de vezes, submetidos às conquistas por outros povos e até os invasores levarem como escravos para a Babilônia (o cativeiro da Babilônia). Mas tiveram resistência à um grande quantidade de dificuldades no decorrer dos séculos, e se unindo em torno de seus preceitos religiosos, tiveram a sua continuidade como povo ainda nos tempos atuais.[22]

Tiveram o desempenho de uma função de grande importância na parte religiosa e moralista, tendo influído enormemente na totalidade do mundo ocidental, a partir da Europa em direção às Américas.[22]

Eram praticantes do Monoteísmo, acreditando em Jeová (ou Javé), Deus que criou tudo, universal, dotado de invisibilidade, espírito de total poder, que não podia ser a representação através de estátuas ou imagens. Os judeus tiveram o dever de adorarem "em espírito e verdade". Os sacerdotes também se chamavam de levitas, porque eram pertencentes à Tribo de Levi, uma das doze tribos de Israel.[22]

Nos mil anos anteriores à época em que nasceu Jesus Cristo, os hebreus tiveram fixação por escreverem sua história, suas leis e suas crenças. Esses dados, na sua totalidade, são encontrados na primeira parte da Bíblia, que se chama de Antigo Testamento, que é a parte que os hebreus seguem. A Bíblia é um livro sagrado não só do judaísmo como também do cristianismo.[22]

O povo que destruiu o monumental Templo_de_Jerusalém foram os romanos, no ano 70. Atualmente é restante somente uma parte do muro que servia de cercania do templo. Nesse muro, os hebreus ainda atualmente vão fazer a lamentação do templo destruído e o seu povo que se espalhou pelo mundo. Esse muro se conhece pelo nome de Muro_das_Lamentações.

No que diz respeito às festas e dias santificados, o judeus consagram o sábado à vida religiosa. A lei de Deus proíbe a totalidade dos trabalhos que podem ser realizados apenas em cinco dias úteis. Os judeus reservam esse dia para se encontrarem com pessoas que fazem parte da família, para orar e estudar a Bíblia (Antigo Testamento).[22]

Geralmente, nas festas israelitas são comemoradas, fatos que aconteceram na história, na religião e na agricultura. A de maior solenidade delas é o Yom Kippur (o Grande Perdão): a pessoa fica arrependida de que pecou e é perdoada por Deus se o fato de se arrepender tiver sinceridade.[22]

Numa época antiga, entre os judeus, dava-se honra a Deus através de animais sacrificados (holocaustos) e através de coisas a ofertar. Hoje em dia, com a Diáspora (dispersão pelo mundo), os judeus participam da reunião em lugares de culto que se chamam sinagogas. Os trabalhos de orar e ler a Bíblia (Antigo Testamento) são transformados em atos de essência na vida judaica.[23]

Na totalidade da história de Israel, certos homens estavam no exercício de influírem especialmente: são os profetas. Os profetas são pessoas que Deus inspirou, são os porta-vozes dele. Desde o século VII a.C., eles já deram anunciação à grandeza de uma pessoa que esperavam: esperavam que viesse o Messias, um enviado de Deus, para realizar a transformação do mundo, fazer o reino da paz, da justiça e do amor e convocar uma nova reunião do povo de Israel para a vida pacífica em sua própria terra. O povo de Israel dá a continuidade ainda hoje ao aguardo de um messias salvador, que segundo os cristãos acreditam têm vindo na pessoa de Jesus Cristo.[23]

Esperando o messias, o judeu deve ter tendência ao fato de ser santificado, tendo a observação da lei e das regras de vida (a moral judaica). As leis contém num livro que se chama Torá. Elas são referentes à totalidade dos aspectos da vida: cultuar, trabalhar, viver em família, alimentar-se, vestir, punir as faltas, etc. Os religiosos quem explicam as leis do Torá são mestres que se chamam rabinos. Os comentários que os rabinos explicam nessas leis contém na enormidade de um livro que se chama Talmud.[23]

Civilização Fenícia[editar | editar código-fonte]

Os fenícios foram um povo que se originou no Oriente Médio, desde uns 3000 a.C., numa estreita faixa de terra que se situa no litoral leste do Mar Mediterrâneo, na região que o Líbano e a Síria ocupam atualmente.[24]

Comércio fenício.

Tendo como propriedade uma escassez de terras e aridez dos solos, os fenícios não eram dedicados à agricultura. Como cercavam-se de montanhas ao norte, ao sul e a leste, só lhes era restado o aproveitamento do mar. Contatando com o mar, foram os descobridores precoces, da construção de navios e da navegação. Dessa maneira, suas cidades mais importantes, como Tiro, Sídon, Biblos e Ugarit, foram transformados em portos que serviram de ponto de partida para navios que comerciavam mercadorias próprias ou de demais países. Suas galeras viveram aventuras pelos mares na ousadia das viagens, em conquista de novos mercados.[24]

Foi desse modo que os fenícios, além de serem os exploradores do Mar Mediterrâneo, comerciando com as ilhas do Chipre, Creta, Sicília, Córsega e Sardenha, atingiram o oceano Atlântico, na chegada ao mar Báltico, no norte da Europa, e no percurso do litoral da África. Os fenícios foram o povo que mais navegou e explorou durante a Antiguidade. Em 600 a.C., O faraó Necao pediu que os fenícios circunavegassem o litoral da África, viajando no mesmo trajeto que seria feito por Vasco da Gama no sentido oposto. Existe, ainda, a afirmação de alguém que considera a chegada dos fenícios até o litoral brasileiro.[24]

Produtos económicos fenícios[editar | editar código-fonte]

Numerosos foram os produtos que os fenícios comercializavam. Os fenícios compravam certos deles dos demais países e revendiam nos demais locais. Mas a maior parte eram produtos fabricados propriamente, como tecidos, corantes destinados para tingimento de tecidos (como a púrpura), cerâmicas, armas, peças de metal, vidro transparente e colorido, jóias, perfumes, especiarias, etc. Seus artesãos imitavam e falsificavam com habilidade produtos dos demais povos. Também os cedros das montanhas fenícias eram produtos de exportação. Os fenícios, também, foram o povo que mais comercializou escravos à época. Foram os fundadores de uma variedade de feitorias (onde se armazenavam produtos) e a maioria das colónias nas demais regiões, como as ilhas de Malta, Sardenha, Córsega e Sicília, e, também, os fundadores, ao norte da África, da famosa cidade de Cartago.[24]

Organização política fenícia[editar | editar código-fonte]

Os fenícios se organizavam em cidades-estados, ou seja, cada cidade fenícia era constituída num centro comercial dotado de independência, possuía administração política própria. O governo dessas cidades encontravam-se sob exercício de comerciantes de influência que se chamavam sufetas. Na maioria das vezes, as cidades chocavam-se entre si porque o comércio era muito concorrido. Certas delas passar mesmo a fazer o pagamento de tributos a fim de preferirem e protegerem seus produtos.[24]

Cultura fenícia[editar | editar código-fonte]

Evolução das letras que compõem o nome hebraico do rei Davi a partir do alfabeto fenício, passando pela escrita hebraica antiga pré-exílio chegando as letras hebraicas atuais (denominadas de "letras quadráticas" ou "escrita assíria").

Inicialmente, os fenícios fizeram uso da escrita cuneiforme da Mesopotâmia. Após essa utilização, começaram a fazer uso dos hieróglifos dos egípcios. Porém, esses sistemas de escrita não estavam dando satisfação às suas necessidades de comércio. Desse modo, ocorreu o surgimento da ideia de simplificação da escrita e invenção do alfabeto, que tornou-se a invenção que os fenícios mais contribuíram para o mundo, na área da cultura.[24]

O nascimento da importância dessa descoberta ocorreu porque era necessário tornar fácil o trabalho de contabilizar e elaborar contratos comerciais com os demais povos. Desse modo, os fenícios foram os inventores de 22 sinais que representam as consoantes; posteriormente, os gregos foram os aperfeiçoadores do alfabeto fenício, com o acréscimo das vogais, e começou a ser adotado pelos demais povos.[24]

Na cidade de Ugarit encontrou-se uma biblioteca com numerosos tabletes de argila, com escritos a respeito da administração, da religião e da mitologia da fenícia.[24]

Religião fenícia[editar | editar código-fonte]

O tipo de religião adotado pelos fenícios era o politeísmo, ou seja, eram adoradores de uma variedade de deuses, como Astarte, deusa protetora da fecundidade; Baal, deus protetor do trovão; Melkart, deus dotado de violência e guerra; Ishtar, deusa protetora da Mesopotâmia, que os fenícios também cultuavam, entre as demais divindades.[25]

Como curiosidade, na religião dos fenícios, é que eles, como navegadores, não eram possuidores de divindades do mar e os sacerdotes, em cerimônias rituais, eram sacrificadores de homens e crianças homenageando os deuses, em especial Moloc.[25]

Desenvolvimento científico fenício[editar | editar código-fonte]

Os fenícios não tiveram originalidade no campo científico, sendo copistas dos demais povos do que era possível ser de grande utilidade para eles. Como comerciantes, o setor mais desenvolvido por eles foi o de construir navios e navegar. Conheciam muito bem matemática para construir navios e servirem como astrônomos para observarem a estrelas, o que lhes davam auxílio para navegar os mares.[25]

Civilização Persa[editar | editar código-fonte]

O Império de Alexandre, o Grande.

O Império Persa teve início em 549 a.C., depois que Ciro, o Grande o conquistou, e término em 330 a.C., quando Alexandre Magno, da Macedônia, foi o vencedor de Dario III. O Império Persa, portanto, teve duração de aproximadamente dois séculos e sua área compreendida propriamente dita foi a totalidade da Ásia Menor. Se localizava na área onde ocupam os seguintes países: Irã, Iraque, Síria, Líbano, Jordânia, Israel, Egito, Turquia, Kuwait,Cazaquistão, Turcomenistão, Azerbaijão, Palestina, Geórgia, Chipre, Afeganistão, parte do Paquistão, da Grécia e da Líbia. Foi o império mais extenso que se conheceu até a época. Os persas, da mesma forma que os medos, eram ambos os povos que originaram na raíz indo-europeia e estabelecidos no planalto do Irã há aproximadamente um milênio antes de Cristo.[26]

Reis persas[editar | editar código-fonte]

Ciro II.

Os maiores monarcas que reinavam o Império Persa foram três: Ciro, o Grande, Cambises I e Dario I. Sob a habilidade do comando que pertencia ao general Ciro, o Grande, ambos os povos, medos e persas foram unidos por volta do século VI a.C. e têm formado a grandeza de um império: o Império Persa. Ao longo dos 25 anos em que governou, Ciro, o Grande tem conseguido não apenas a conquista da Mesopotâmia como também a conquista da totalidade da Ásia Menor.[26]

Como se diferenciava de outros conquistadores, Ciro, o Grande era respeitador dos povos que dominava, tornando possível a eles que vivessem com grande normalidade, sendo livres para agir, serem empregados, ter fé. Mais por motivos de governo do que de religião, Ciro, o Grande, em alguns momentos, entrou num templo religioso local a fim de cultuar os deuses. Deu permissão à liberdade de culto e proibição aos seus soldados que se tornassem ladrões forçados das imagens sagradas que os fiéis veneravam nos templos babilônicos. Com grande liberalismo e generosidade, deu permissão aos hebreus da escravidão na Pérsia que tivessem o direito de retorno ao país de onde originaram, a Palestina.[26]

Mas sua administração não tinha concordância com as ideias que os outros tiveram, ou seja, tinha intransigência, em dois pontos: Os povos dominados se obrigavam ao serviço militar e ao pagamento de pesados tributos. A morte de Ciro, o Grande ocorreu durante uma batalha no ano de 529 a.C.[27]

O primeiro homem que sucedeu Ciro, o Grande foi seu filho Cambises, que era dotado de crueldade e violência, mandando, inclusive a cometer o assassinato de seu próprio irmão. Em 525 a.C., foi conquistado por Cambises o Egito, mas sua morte foi um mistério quando do seu retorno ao país de onde partiu.[27]

Dário.

Dario I era um das pessoas que pertenciam à família de Cambises e tem assumido o poder em 521 a.C. Foi ampliado ainda mais o grande Império Persa, com conquista do vale do rio Indo e da parte setentrional da Grécia, mas Dário I teve infelicidade na Batalha de Maratona, quando os atenienses o derrotaram. A maior coisa que Dario I contribuiu para a história, foi, provalvelmente, a rigidez de uma organização político-administrativa que fora imposta à imensidão do Império Persa.[27]

Política persa[editar | editar código-fonte]

Como um poderoso exército que o apoiava, foi firmemente governado por Dario I o Império Persa mas ao mesmo tempo benevolentemente, ou seja, com bondade. Para que seja facilitada a administração pública, foi dividido o império em vinte províncias que se chamavam satrapias. Em cada satrapia governava um sátrapa. Quem nomeava cada sátrapa era o rei, o chefe de Estado do Império Persa, e suas principais atribuições eram:[27]

  • Fazer a justiça;
  • Cobrança de impostos;
  • Administração das obras públicas;
  • Manutenção da ordem.

Para evitar o abuso do poder dos sátrapas, foram nomeados pelo rei para cada província um secretário e um general que o informavam dos acontecimentos de cada satrapia. Por sua vez, quem fiscalizava os sátrapas, generais e secretários eram os enviados do rei, os inspetores, que fizeram a visita periódica das províncias. O apelido dado a esses inspetores era chamado de "os olhos e os ouvidos do rei". Para que sejam facilitadas as transações comerciais, foi criada por Dario uma moeda (em ouro ou prata) para a totalidade do império: o dárico. Só o rei tinha autorização para mandar fazer a cunhagem de moedas.[27]

Transportes e comunicações persas[editar | editar código-fonte]

Os persas foram os construtores de vias de transporte entre as cidades mais populosas do Império. A utilização destas vias de transportes era feita pelo sistema de correio que Dário criou. Aproximadamente, a cada 20 quilômetros havia estações de descanso com hospedaria e cocheira. Era feita pelos mensageiros do rei a troca de cavalo a cada estação, de maneira que teriam a possibilidade de cobertura de prolongamento e de rapidez das distâncias. Eles têm conseguido o transporte de uma mensagem da cidade de Susa a Sardes num período de tempo menor que duas semanas, com o percurso de uma distância de 2 400 quilômetros.[28]

Economia persa[editar | editar código-fonte]

As principais atividades da economia do Império Persa foram a agricultura e o comércio. O povo, embora se responsabilize pela rica agricultura do país, era completamente miserável, tendo a obrigação de entrega aos fazendeiros a maioria dos seus produtos. Além do mais, tinha a obrigação de trabalho, gratuito, em obras públicas, como construir de palácios, estradas e canais de irrigação, atividades agrícolas que a religião dava grande valor.[28]

O governo foi o explorador da totalidade da sociedade com o peso dos impostos, a fim da manutenção do exército e do luxo. O Império Persa se relacionava comercialmente com o Egito, a Fenícia e a Índia.[28]

Religião persa[editar | editar código-fonte]

Faravahar (ou Ferohar), representação da alma humana antes do nascimento e depois da morte, é um dos símbolos do zoroastrismo.

Os persas foram os seguidores da religião que Zoroastro (ou Zaratustra) pregava. Zoroastro nasceu na Ásia Central, em data que desconhece de 1700 até 1000 a.C.. A doutrina pregada por Zoroastro foi a de que o deus do bem (Mazda) lutava constantemente pela vida contra o deus do mal (Arimã). Foram veneradores também do Sol (Mitra), da Lua (Mah) e da Terra (Zan).[28]

Sua crença se baseava num deus que criou o céu, a terra e o homem e numa vida depois de que uma pessoa morria. Os corpos dos mortos que os persas consideravam com impureza não se enterravam para não provocar a maculação da mãe-terra sagrada. Os agentes funerários colocavam para os abutres, na altura das torres, ou os protegiam totalmente com cera antes dos agentes funerários enterrarem. Não eram existentes templos nem estátuas, mas eram responsáveis por manter o acendimento do fogo sagrado que era o símbolo do deus do bem e da pureza. Além do mais, a pregação do zoroastrismo (religião persa que também se chamava de mazdeísmo) era a bondade, a justiça e a retidão. Essa rigidez de dualidade entre o bem e o mal deu grande influência ao cristianismo, ao judaísmo e de maneira futura, ao islamismo de Maomé.[28]

Cultura persa[editar | editar código-fonte]

Os persas tiveram principal distinção na arquitetura, com a construção da beleza dos palácios, como os de Persépolis e Susa. Tiveram notabilidade nos trabalhos de tijolos que se pintavam em cores vivas. Na escultura, foram utilizadores dos baixos relevos. Foram imitadores, na arte, dos egípcios e dos assírios. Escreviam letras cuneiformes, a da Mespotâmia.[29]

Civilização chinesa[editar | editar código-fonte]

Mapa histórico da China durante a dinastia Han.

A China é um país dotado de imensidão, do ponto do vista geográfico, que se localiza no extremo leste do mundo. Este isolamento geográfico é a explicação de tudo aquilo que os chineses descobriram e inventaram no Oriente, como a pólvora, a bússola e o papel, tem custado a chegada no Ocidente, por causa que é enormemente distante e ali as coisas ficavam difíceis. A China, da mesma forma como a Índia, foi o lugar que os mercadores de especiarias procuravam.[30]

Na região norte, nas imediações do rio Amarelo (Huang-Ho), as chuvas foram a causa da frequência de inudações e desastres. Consequentemente, a agricultura e certos produtos, como a soja, devia ter tratamento bastante cuidadoso, e longe das áreas onde ocorriam inundações, dando obrigação, dessa forma, ao luxo de irrigar artificialmente com a paciência de um trabalho de tratar o solo.[30]

Nas montanhas do centro-sul, que o rio Azul (Yang Tsé Kiang) domina, contrariamente, o clima era de calor e umidade e tem favorecido trabalho de cultivar o arroz. A região era, de igual maneira, aquela que bem se servia com uma rede de canais artificiais.[30]

Sociedade chinesa[editar | editar código-fonte]

A gigantez da muralha da China teve sua construção no século III a.C., na dinastia Tsing, para a defesa do império chinês contra os hunos invasores. Sua medidas são de aproximadamente 2 400 km de comprimento e hoje em dia é uma importante atração turística.

A civilização chinesa é de muita antiguidade. Ela foi desenvolvida no Período Paleolítico nas planícies do rio Amarelo. Tem possibilidade a reconstrução da história da antiga sociedade chinesa com a ajuda do tanto de material arqueológico que os arqueólogos encontraram. Com a civilização dos babilônios e dos faraós, sua principal atividade econômica foi a agricultura, que os antigos considerava a mais antiga das artes. Para dar o exemplo ao povo, o próprio imperador (o "o filho do céu") tem pegado no arado e lavrado a terra uma vez a cada ano.[31]

Na proximidade aos 1 500 a.C., a China teve boa organização em um reino, dominado pela dinastia Shang, que teve seu reinado entre os séculos XII e III a.C. Houve uma sucessão de uma variedade de dinastias, com as classes divididas.[31]

O período da dinastia Shu (século III a.C. intensificou a cultura. Houve o surgimento de uma variedade de correntes de pensamentos, que vieram a serem chamados de Centros Escolares, que se destinavam a exercício do pensamento e ao estudo da milenar história da China. Destas escolas houve o surgimento da grandeza de pensadores como Confúcio e Lao-Tsé.[31]

Filosofia chinesa[editar | editar código-fonte]

A filosofia chinesa destacava-se através da obra dos seguintes pensadores:

  • Confúcio (Kung Fu-Tsé = o mestre; 551 a.C. - 497 a.C.). Foi um famoso profissional da filosofia chinês; tem vivido e viajado pelas cortes dos reis, com o oferecimento de serviços e ensinar o que sabia aos soberanos e príncipes. Viveu muito tempo com seus ensinamentos. Não foi o fundador de religião, mas os chineses consideravam um mestre vital. A chave das coisas que ensinava foi exemplificar a virtude vinda das alturas. A idealização da sociedade, para ele, é aquela que respeitava e ordenava do soberano para seus súditos, de pais para filhos, de marido para mulher, e entre amigos. Portanto, se não houver o respeito dessas normas, haverá a queda da sociedade na desordem e na violência.[31]
  • Lao-Tsé (século VI a.C.). Foi o criador de uma religião que se chamava taoísmo. O nome é oriundo do livro Tao, que é o pregador do caminho, da vida, da retidão dos costumes. Os taoístas foram o críticos das injustiças, como por exemplo, um pequeno ladrão recebe uma punição, ao passo que um grande ladrão foi transformado num grande proprietário. O pedido do taoísmo é de que o ser humano volte para a natureza.[32]

Alfabeto chinês[editar | editar código-fonte]

Os chineses foram os inventores um tipo de escrita de grande dificuldade. Era a forma de escrita que se chamava ideográfica, isto é, os sinais que eram a representação diretamente os objetos ou ideias. Eram possuidores de aproximadamente 3 000 ideogramas, que tinham a necessidade de ter boa escrita para não serem confundidos. Daí os chineses consideravam importante a caligrafia. Ao longo dos séculos, somente a classe alta tinha o privilégio de escrever e se aprofundar seus conhecimentos e prestavam serviços ao governo.[33]

Economia chinesa[editar | editar código-fonte]

Cavalo sancai da Dinastia Tang. Museu de Xangai.

A civilização chinesa teve seu desenvolvimento nas planícies que a grandeza dos rios banha, por isso dedicaram muito à agricultura. Mas houve o surgimento de outras atividades econômicas como as indústrias que teciam palha e cânhamo, principalmente o trabalho de fabricar seda, que ganhou a fama de especiaria no mundo.[33]

O artesanato cujas matérias-primas eram bambu, juncos, caniços, peles de animais e madeira tinham grande desenvolvimento. Eram artesãos que tinham habilidade em cerâmica, cujo ponto mais alto foi o trabalho de fabricar a famosa porcelana chinesa.[33]

Cultura chinesa[editar | editar código-fonte]

Foram deixados pelos chineses obras atenciosas na área arquitetônica (como palácios, templos e túmulos, casas com duplo telhado, terraços delicadíssimos com cursos de água e pontes). Mas a obra mais destacada foi a Grande Muralha. Na escultura, com a utilização de mármore, calcário e alabastro, foram os escultores de estátuas que representam as forças da natureza, a grandeza das batalhas e indivíduos do reino Animal. Na pintura, foram os autores da grande delicadeza de ornamentos que decoravam porcelana e tecido e foram os pintores de murais e trabalhos decorativos para dentro das casas. Foram os empregadores do avivamento e brilho das cores.[33]

Civilização Hindu[editar | editar código-fonte]

A Índia, onde se iniciou a grandeza da civilização, se localiza na parte meridional da Ásia. Por se situar ali, há muitos anos ela se distanciou dos demais povos. Foi, como a China, a longínqua região onde teve intensidade do trabalhar de vender especiarias, na época da Idade Média e quando começaram os tempos modernos, tendo influência, inclusive, nas Grandes Navegações. Também um mérito que os hindus tinham era o de inventar os algarismos, que posteriormente os árabes divulgaram.[34]

Origens da civilização hindu[editar | editar código-fonte]

Entre os povos habitantes da antiga Índia, foram sobressaídos os drávidas, em aproximadamente 2 000 a.C. Eles tinham bons conhecimentos de agricultura, já eram conhecedores de sistemas de irrigação e tinham habilidade no comércio. Eram moradores em cidades com a largueza de estradas, casas rochosas dotadas de melhor arejamento, com a demonstração de se preocupar com a higiene e a parte sanitária. Mas esse povo não tinha capacidade de resistir aos povos que invadiam e, por esse motivo, por volta de 1 750 a.C. até 1 400 a.C., tribos arianas que vieram do norte e invasoras da região de Pendjab (região dos cinco rios), nas imediações do rio Indo escravizaram os hindus.[34]

Sociedade hindu[editar | editar código-fonte]

As terras dos drávidas foram tomadas pelos arianos. Os drávidas foram escravizados. Os arianos foram fixados como classe que dominava o poder, a religião e o domínio militar. Como os arianos dominaram totalmente os drávidas, o que foi restado a eles foi somente o fato de trabalhar e de se submeter. Quem chefiava as tribos arianas foram pequenos reis que se chamavam rajás e às vezes, marajás que eram reis muito poderosos.[35]

A organização da sociedade é formada por castas (classes sociais sem possíveis mudanças). Por exemplo, uma pessoa de uma classe social não tinha o direito de casamento com outra pessoa determinada pela diferença de classe ou posição social. Quem era nascido numa classe social tinha nela permanência até a sua morte. As classes (castas) tinham ligação à religião e à diferença das profissões. Sua crença era a de que as classes sociais tiveram saída do corpo do deus Brahma.[35]

A permanência das classes era fixa, sempre na igualdade da posição social. Qualquer pessoa que desrespeitasse uma casta superior recebia a punição com o fato do indivíduo ser expulso da sua casta ou ser rebaixado para a condição de pária. Uma vez que ocorreu a expulsão do indivíduo, se submetia aos trabalhos que mais humilhavam e se consideravam um impuro ou pária.[35]

O hábito que os hindus adotavam era o banho nas águas do rio Ganges (rio sagrado), mas os párias não tinham o direito ao banho, à frequência aos templos e até à leitura dos ensinamentos sagrados.[35]

Religião hindu[editar | editar código-fonte]

Os nativos do vale do rio Indo eram veneradores da mãe-terra, dona da vida. Depois, os arianos tiveram a introdução de cultuar o céu, o Sol, a Lua, o fogo, a chuva e as tempestades. Logo depois foi afirmados no bramanismo, religião pregadora das castas e que se oficializou na Índia, de acordo com as escrituras contidas nos livros Vedas (Saber Sagrado), Shiva (o Destruidor) e Vishnu (O Conservador). O conjunto formado por essas três divindades é chamado de Trimurti. De acordo com essa religião, a alma tem imortalidade, ou seja, nunca morre, e a totalidade de cada ser humano acredita no renascimento logo depois que morre, crendo na reencarnação ora em homem, ora em animal. Assim, por meio do fato de se reencarnarem, as pessoas vão ganhando aperfeiçoamento espiritual até a sua chegada ao Nirvana, uma condição de ser perfeito que é a identificação do homem com o deus Brahma. Assim, a religião tem levado as pessoas para exigir delas a aceitação passivamente de sua condição social como a natureza de um estágio, porque depois de morrer seriam oportunas quanto ao renascimento na superioridade de uma casta se praticasse o bem quando ainda estivesse vivo. Mas, teriam corrido o perigo de descida à condição de párias ou de animais se fizessem o mal.[36]

Budismo[editar | editar código-fonte]

De suas raízes na Índia, os ensinamentos do Buda se espalharam pelo mundo, como essa escultura de Amitabha pertencente à Dinastia Tang, encontrada na Hidden Stream Temple Cave, Longmen Grottoes.

Durante o século VI a.C., Buda, um iluminado, um membro da nobreza do Nepal, que se descontentava com os preceitos do bramanismo, tinha como solução o início de reformar uma religião, que não distinguisse castas.[36]

Buda tinha abandonado a casa, seu conforto, para fazer uma mudança de vida e a pregação de uma religião. Penitenciou nos bosques, se vestiu com a simplicidade de um mendigo, foi cortada a barba e o cabelo e foi-se entregue à profundidade das meditações.[36]

Durante um período de seis anos se distanciou da totalidade das pessoas, jejuando e meditando, até que um dia, teve a sensação e a visão, muito claras, de que viver era a condução de ser livre e não mais sofrer. Voltando a conviver com os homens, teve o início da pregar sem distinguir casta, dando o ensinamento de que o ódio é não vencido pelo ódio mas pelo amor e somente quem teve o aprendizado de renúncia à riqueza e aos grandes sucessos terá a possibilidade de encontro da paz, da alma tranquila e terá entrada no Nirvana. Os adeptos do budismo eram muitos, principalmente nas classes de baixa renda, mas tem se fortalecido muito depois que Buda morreu. A religião foi estendida pela totalidade da Ásia, alcançando sua chegada até o Japão. Hoje é a religião cuja população calculada é de três milhões de asiáticos.[36]

Civilização Minoica[editar | editar código-fonte]

Mapa da Civilização Minoica.

Nas proximidades do III milênio a.C., na mesma época do fato de as civilizações orientais e do Egito se desenvolverem, a ilha de Creta foi a região receptora de certos povos, que na verdade vieram da Ásia Menor. Creta teve uma boa localização no mar Mediterrâneo Oriental, nas imediações da Grécia e da Ásia Menor. As primeiras pessoas que habitavam essas terras originaram a civilização egeia, nome que recebeu por estar localizada no mar Egeu. Muitas pessoas que faziam parte da população eram pescadores e marinheiros. Por essa razão, foram chamados de "povo do Mar".[37]

Os três estágios da civilização cretense foram os seguintes: civilização egeia (quando começou), civilização cretense e Civilização Minoica (época em que mais se desenvolveu). A civilização cretense teve mais paz do que as do oriente.[37]

No começo, os cretenses se preocupavam em praticar a agricultura (plantação de uvas e de azeitonas e, depois, sua atividade econômica foi o comércio marítimo com as demais ilhas localizadas no mar Egeu, com a Ásia e com o Egito.[37]

No século XIX, o profissional da arqueologia inglês Evans foi descobridor dos traços e vestígios que tinha a grandiosidade dos palácios que datam de 1900 anos antes de Cristo. Eles restavam das cidades de Cnossos e Faístos. Esses palácios com decoração dos quartos, oficinas, redes de água e esgoto, lugares para administrar são a demonstração de que os cretenses eram altamente civilizados e socialmente organizados.[37]

Por volta de 1 750 a.C., pode ser que um terremoto, ou até mesmo um vulcão que explodiu, tem produzido em Creta um desastre de verdade, causando o soterramento dos palácios reais de Faístos e Cnossos. Mas na superfície dessas ruínas, por volta, de 1600 a.C., o rei Minos foi o construtor do esplendor dos demais palácios e Cnossos tem se tornado a capital da ilha de Creta.[38]

Civilização Minoica[editar | editar código-fonte]

O palácio de Cnossos, o qual quem construiu foi o rei Minos, era dotado de imensidão, nele eram compreendidos salas do trono, teatro para espetáculos, torneios e touradas. O local construído, de 4 ou 5 andares, era contado em 1 300 divisões, para a grande diversidade dos fins. Se servia de um pátio central superior a 10 000 m². Se servia com uma quantidade superior a cem pessoas, com a inclusão da família real, funcionários e servos.[38]

O cargo adotado pelos soberanos de Cnossos era o de reis-sacerdotes. O de maior importância entre eles foi o rei Minos, que de acordo com a lenda, seu pai era Zeus, o deus que lhe inspirava para realizar a administração o povo sendo sábio e justo.[38]

A divindade que mais atraiu religiosos foi a Deusa-Mãe, que os minoicos consideravam a deusa que protegia a fecundidade, a maternidade, a terra e os homens. Era também a senhora que protegiam os animais e a ela os minoicos consagravam os pássaros, leões e serpentes.[38]

Homenageando a deusa, o povo era o organizador da maioria das festividades, jogos, torneios, touradas em que houve a exibição dos rapazes hábeis no perigo dos exercícios, das ginásticas. Eram toureadores, mas com a ausência de matança, pois os touros eram considerados animais como entes sagrados.[38]

O período minoico foi marcante no fato de que desenvolveu maiormente a ilha de Creta. Tinham frequência as relações de comércio com os demais povos que habitavam o mar Mediterrâneo. Os cretenses, naquele tempo, foram os utilizadores de um sistema de pesos e medidas que recebeu inspiração dos egípcios e mesopotâmicos. Eram possuidores de moedas de cobre da diferença de valores para a sua utilização das transações comerciais. As moedas, geralmente, mostravam um labirinto desenhado.[38]

Essa civilização teve parada brusca, 1 400 a.C., de maneira provável que ocorreu uma nova catástrofe que destruiu. Naquele tempo, os aqueus, que vieram da Grécia, foram os ocupantes da ilha de Creta.[38]

Cultura cretense[editar | editar código-fonte]

A vida levada pelo povo cretense era de muita alegria e festividade. Tanto os homens quanto as mulheres tinham dedicação a maioria do seu tempo para jogar, exercitar o corpo ao ar livre, |bater com os punhos, lutar com os gladiadores, correr, realizar torneios, desfilar e tourear.[39]

  • A dança, que se acompanhava no fato de cantar e sonorizar, era outro passatempo predileto que os cretenses tinham.[39]
  • Os teatros ao ar livre, que ficavam nos pátios dos palácios tinham grande frequência.[39]
  • Eram armazenadores de alimentos na enormidade dos potes ou vasos que eram tão altos quanto um ser humano. Esses vasos, ao mesmo tempo que armazenavam, eram também objetos que decoravam, pois tiveram rica decoração.[39]
  • Foram os inventores de um sistema próprio de escrita, que tinha gravação em argila. Parte dessa escrita teve inspiração nos hieróglifos egípcios.[39]
  • Ganharam fama pelos labirintos que construíram, com muitas salas e corredores. Tornou-se celebridade o labirinto de Cnossos, o qual quem construiui foi o arquiteto Dédalo, a pedido do rei Minos.[39]
  • A arte cretense era muito fantástica, viva e delicada. Os artistas tinham capacidade de representação do momento em que um touro esteve furioso ou em que um polvo se movimentava suavemente. Os artesãos eram trabalhadores na cerâmica, no ouro, na prata, no bronze, com os quais eram feita a beleza das peças e objetos de adorno.[39]
  • A pintura teve grande desenvolvimento entre eles. Os pintores estavam em busca do fato de se inspirarem na natureza, nos pássaros, nas flores, na vida à beira-mar. Os cretenses na arte apenas receberam superação dos gregos.[40]

Antiguidade clássica[editar | editar código-fonte]

Civilização Grega[editar | editar código-fonte]

Localização da Grécia Antiga no mundo.

Pode-se definir a Grécia como uma península. Três mares banham a península: mar Jônico, mar Egeu e mar Mediterrâneo. Na parte oriental fica a Ásia Menor (hoje Turquia). O litoral grego tem muitos recortes que são formadores de portos naturais. Os mares circundantes da Grécia se pontilham de ilhas e ilhotas que ganharam fama por serem naturalmente belas.[41]

A Grécia era uma região que se diferenciava daquelas que povos orientais habitavam como viventes da fertilidade das planícies às margens da grandeza dos rios, ao passo que os gregos responsáveis pela ocupação de uma área de muitas montanhas, tinham que ser árduos trabalhadores na pobreza e na pedregosidade de num solo e para terem o êxito de sua agricultura de subsistência.[41]

Como a terra era muito pobre, na pequenez das áreas que os gregos cultivavam eram formados agrupamentos humanos (pequenas comunidades) que se separavam uma das outras pela variedade de acidentes geográficos, como montanhas e colinas.[41]

Período Pré-Homérico (século XX a.C ao século XII a.C.)[editar | editar código-fonte]

Cavalo de Troia em pintura de Giovanni Domenico Tiepolo.

Uma variedade de povos de origem ariana e indo-europeia foi o verdadeiro agente invasor da região grega e dominador dos povos neolíticos habitantes da Grécia. Os mais importantes povos que invadiram a Grécia foram os aqueus, os dórios, os jônios e os eólios.[41]

Os aqueus foram os ocupantes de uma variedade de cidades (Tirinto, Micenas, Troia). Como se dividiam em tribos, eram organizados na pequenez dos reinos (cidades-estados). Por volta de 1500 a.C., já se organizaram militarmente com muita força, o que lhes deu permissão para a dominação da ilha de Creta, e lá foram os construtores de sua base militar e marítima. Tem se tornado bons marinheiros e foram os fundadores de uma variedade de colônias que ficavam nas ilhas do mar Egeu. De 1 280 a.C. até 1 270 a.C., os aqueus foram os declarantes durante uma dezena de anos de uma guerra contra a cidade de Troia, que os aqueus destruíram e incendiaram caindo sob o seu domínio. Até meados do século XIX, a crença era a de que a Guerra de Troia fosse um conflito fictício que só era citado na obra do poeta grego Homero e que a cidade jamais pudesse existir. Porém, em 1871, o alemão Heinrich Schliemann, em trabalhos arqueológicos, foi o descobridor de novas cidades que os povos invasores destruíram, uma junto com as outras, e entre elas foi encontrado o tesouro do rei Príamo (rei de Troia), como prova concreta de que desse modo houve a verdadeira existência de Troia.[42]

Período Homérico[editar | editar código-fonte]

Busto de Homero.

O poeta Homero foi o autor de duas obras poéticas que eram muito prestigiadas na época: a Ilíada e a Odisseia. Esses livros se tornaram documentos que ganharam importância para se estudar a civilização grega daquela época, nos seus modos de viver, de se acostumar, de usar a terra, de se organizar socialmente, de se aculturar e de educar.[42]

A Ilíada é a narração da história da cidade de Troia e a guerra, com a totalidade de seus heróis (como Ulisses e Aquiles) e de suas aventuras. Após uma dezena de anos da dureza de um cerco, foi conseguido pelos gregos que fosse vencida a resistência troiana, realizando invenção da enormidade de cavalo feito de madeira, abrigando soldados que se esconderam dentro. Foram abertas as portas da cidade para que fosse recebido a enormidade do cavalo, utilizando-se de julgamento de que era um presente dos deuses. Depois que os troianos festejaram e beberam muito, os gregos tiveram saída do cavalo e foram os dominadores da cidade. Daí a origem etimológica da expressão "presente de grego".[42]

A Odisseia é a narração das aventuras de Ulisses, um dos heróis que lutavam da Guerra de Troia, quando retornou para a ilha de Ítaca, onde governava como rei. Quando voltou de viagem, aventura-se, como se ver livre dos gigantes de um só olho na testa (os ciclopes), ter resistência às encantadas sereias (que tiveram atração aos marinheiros para as profundezas do mar) e se ver livre da terrível bruxa Circe, que foi a feiticeira dos marinheiros. A deusa Palas Atena foi a protetora do herói enquanto ocorria a viagem, de modo que ocorresse a volta de Ulisses a seu reino, onde a fiel esposa Penélope teve esperança por longos anos.[42]

Essas obras foram transformadas em clássicas como fontes históricas e com ênfase da educação da juventude grega através dos séculos, pois deram realce aos valores do fato de ser bom, corajoso, justo, de amar filialmente, e de lutar por seus direitos.[42]

Genos[editar | editar código-fonte]

Na época em que viveu Homero, a formação da sociedade era basicamente composta pela pequenez de comunidades que não eram além de onde se reuniam os membros da grandeza de uma família que eram obedientes a um chefe (o pater familia, família patriarcal). Suas atividades econômicas eram a agricultura e o pastoreio; os bens e a terra eram pertencentes à comunidade (Não havia a existência da propriedade privada).[43]

Período Arcaico[editar | editar código-fonte]

Pólis[editar | editar código-fonte]
O Partenon, na acrópole de Atenas.

Houve o crescimento dos genos, a desunião, e ocorreu o surgimento de outra forma de comunidade dotada de maior amplitude, que era a formadora de uma unidade territorial, política, econômica e social. Se chamava de pólis, com definição de cidade-Estado, dotada de independência em relação às outras, com governo próprio e com a economia dotada de auto-suficiência. A composição de uma pólis era dividida em três partes importantes:[43]

  • A acrópole, que era a parte de maior elevação, onde havia o funcionamento de uma fortaleza e onde era a localização dos templos para cultuar a religião e o lugar para administrar o governo;
  • A ágora, que era a praça principal, onde ocorria a reunião do povo para realizar a discussão dos problemas comunitários e comerciar um pouco;
  • A asty que era o lugar mais importante onde se comprava;
  • Campos agropecuários.

Pode-se definir a Grécia como a grandeza de região que se formava de um grande número de cidades-estado dotadas de independência, mas que, talvez, eram consideradas como uma certa unidade, pois eram falantes de uma mesma língua e tinham a crença nos mesmos deuses. O sistema de governo adotado na Grécia era a monarquia, onde o rei era também um chefe militar assumido.[43]

Esparta e Atenas[editar | editar código-fonte]

Dentre as cidades-estados, mereciam destaque Esparta e Atenas, com grande diferença de características entre si.[44]

Esparta[editar | editar código-fonte]

Território de Esparta

A grandeza de uma cidade-estado teve formação na parte meridional do Peloponeso, entre as montanhas que fazem a abertura para a fertilidade da planície da Lacônia, cujo acidente geográfico que percorre é o rio Eurotas. Seus fundadores foram os dórios, dotados de violência e guerra. A cidade de Esparta era, na sua totalidade, dedicada às cidades guerreiras. A forma de governo adotada por Esparta era a aristocracia, isto é, uma elite era detentora do poder e fazia a imposição das ordens para o povo. Suas leis, de acordo com a tradição, originaram nas ideias de um lendário legislador que se chamava Licurgo.[44]

O governo se constituía da seguinte forma:[44]

  • havia a existência de dois reis (de um lado um chefe militar e de outro um chefe religioso — diarquia);
  • um Conselho de Anciãos (a Gerúsia, era constituído de 28 elementos com idade superior a sessenta anos de idade);
  • a Apela (uma assembleia do povo que se responsabilizava da reunião a cada mês que passava para realizar a discussão e a aprovação das leis que os anciãos propuseram);
  • os éforos (cinco magistrados que a assembleia elegia por um ano e que realizavam a fiscalização das leis a serem cumpridas e a sentinela da educação dos jovens).

A pólis a ser defendida era de responsabilidade do exército, em grande número e com excelente treino.[44]

Sociedade espartana[editar | editar código-fonte]

Pode-se definir esparciatas como o grupo social que dominava, que mandavam nas melhores terras. Se obrigavam a realizar a contribuição com as despesas do governo e caso dessem negação de contribuir os governantes espartanos puniam os esparciatas com os privilégios perdidos.[44]

Os periecos estavam intermediando sua condição; podiam ser possuidores de terras, trabalhar no comércio, era gozadores de direitos civis, mas não podiam governar.[44]

Os hilotas eram trabalhadores nas terras na condição de trabalhadores braçais da escravidão, o governo mandava nos escravos, que não tinham direitos civis nem políticos.

Exército espartano[editar | editar código-fonte]
Estátua em mármore de um hoplita, talvez o rei Leónidas

A pólis de Esparta vivia das atividades militares e guerreiras. Já aos sete anos, os espartanos entregavam a criança ao governo. Este fazia a indicação de instrutores para promover a educação para a arte militar. Entre os sete e os catorze anos o governo treinava a criança na rigidez de uma disciplina, com alimentação pequena para ser leve, ter esperteza e resistência à fome. O governo submetia a criança para a dureza de provas físicas, se dirigia para os campos, onde o dever da criança era o aprendizado da caça, da luta, do roubo e da matança, isto é, seu dever era o aprendizado era a sua autodefesa.[45]

Na idade de dezessete anos realizava a prática de um exercício (Kriptia = gruta) em que seu dever era a captura e a matança de escravos que fugiam nas florestas.[45]

Seu dever era ser menos tagarela e a expressão com pequena quantidade de palavras: tal fato passou a ser chamado de laconismo (da palavra Lacônia, região espartana). Na idade dos vinte e um anos já se considerava um perfeito hoplita (soldado), com capacidade para a defesa da pátria.[45]

O espartano geralmente casava na idade dos 30 anos, sendo que, anteriormente dessa idade, só tinha permissão para morarem juntos. Na idade dos sessenta anos recebia aposentadoria do exército e ganhava o direito de participar do Conselho de Anciãos (Gerúsia).[45]

Aquele tipo de educação soldadesca, que treinava para a dureza de uma vida dura e desconfortável, foi o principal agente criador de um ambiente social muito tenso, conflitante e exorcizante.[45]

Os esparciatas não tinham preocupação em acúmulo de bens materiais, riquezas, metais preciosos, ter conforto e comodidades. Embora desprezavam a riqueza, estavam à procura do que necessitavam para a manutenção da sociedade. O tipo de vida que tinha esse povo representou o auto-fechamento da sociedade, sem mudar e sem progredir, e os espartanos não aceitavam bem estrangeiros.[45]

Mulheres espartanas[editar | editar código-fonte]

O destino das mulheres era pior que o dos homens. Os espartanos colocavam as mulheres numa posição inferior. Não tinham a possibilidade de continuação da educação dos filhos depois da idade dos sete anos, tinham que se submeter ao pai quando solteiras e aos maridos depois que se casavam, não eram participantes da vida política e eram socialmente menos ativas. Não tinham a oportunidade de se confortar com os afetos familiares, como as mulheres de Atenas, e se obrigavam à prática de exercícios físicos e esportes para a manutenção de uma boa forma física, com o objetivo de geração de bons soldados para a pátria. As mulheres não tinham permissão de praticar o celibato, ou seja, eram obrigadas a realizar o casamento e serem possuidoras de filhos dotados de força.[45]

As que não tiveram desejo de casamento recebiam acusação de crime contra a pátria. As crianças tiveram nascimento com ausência de qualidades físicas para ser um bom soldado recebiam eliminação.[46]

Num tempo antigo, as mulheres espartanas eram obrigadas a ter permanência em casa dando cuidado a seus filhos, não tinham direito de saída nem para trabalho. Somente depois que tiveram início de maior liberdade. O vestido utilizado por elas eram panos altamente qualificados e com muitas joias finas que custavam um alto preço.[46]

Expansão de Esparta[editar | editar código-fonte]

Do século VIII até o século VII a.C., os esparciatas foram os responsáveis pela adoção de uma política expansionista e conquistadora de cidades vizinhas, com a redução dos vencidos para serem escravizados. Assim, foram os dominadores de Messina, Arcádia, Hélade e Argólida. No fim do século VI a.C., muitas partes do Peloponeso têm se tornado uma liga militar, com os espartanos comandando. Estes ganharam fama como soldados de excelência, que tiveram a bravura de uma luta por querer amar muito a pátria.[46]

Atenas[editar | editar código-fonte]

Atenas se localiza no litoral da Europa. A principal atividade econômica de Atenas era o comércio marítimo. Na região da Ática, a pólis de Atenas se localizava bem nas proximidades do mar Egeu, o que lhe avantajou certas vezes no comércio marítimo e foram desenvolvidas suas características de cidade que se abriu para o mundo.[46]

O solo pobre e a água que faltava fez com a numerosidade de seus habitantes fossem responsáveis pelo abandono da agricultura e pela dedicação à indústria artesanal e ao comércio. Os jônios, que conquistaram da região da Ática, foram misturados com os primitivos donos da terra e foi concedida a vida a uma população que foi a de maior trabalho e inteligência da Grécia.[46]

O porto de Pireu, que os pedreiros construíram a uma pequena distância de Atenas, tem se tornado um dos maiores centros comerciais que já existiram do mundo antigo e o de maior importância da Grécia. Tudo isso fez com que fossem multiplicadas as riquezas, estimulada a inteligência, reforçado o espírito de ser independente e o amor por ser livre.[46]

Organização política ateniense[editar | editar código-fonte]
Sólon

Atenas ganhou fama como a cidade-mãe da democracia política. Mas, antes de sua chegada nesse ponto, tem passado por uma variedade de estágios no fato de organizar seu governo.[46]

No início, as cidades-estados quem governava era um rei (monarquia). Entre os séculos VII e VI a.C., os grandes proprietários de terra (eupátridas) foram os destruidores do sistema monárquico e os implantadores de um sistema que germinou a futura democracia.[46]

A classe dominante era possuidora de uma numerosidade de privilégios, o que foi a causa do fato de que os mercadores, pescadores, marinheiros, artesãos e pequenos proprietários se revoltaram e estavam descontentes com essa injustiça moral e material. A luta desta parte lutava pela escritura das leis de acordo com a justiça e a equidade em defesa dos direitos de todos.[46]

Então, a solução dos eupátridas era o encarregamento do legislador Drácon (620 a.C.) na elaboração de leis escritas, que receberam a denominação de leis draconianas. Eram leis dotadas de rigidez, dureza, severidade, dando punição com a morte a quem fosse desobediente. Mas essas leis davam mais favorecimento aos nobres do que às camadas populares, que deram continuação ao agito e à exigência de leis que dessem proteção aos seus direitos. Depois de passarem quase trinta anos em que as camadas populares protestavam e manifestavam, houve o surgimento de um novo legislador, no ano 594 a.C. também sob escolha da classe dominante, para a elaboração de novas leis e o fato de reformar a sociedade. Esse legislador foi Sólon, que acabou em amizade pelos ricos por ser possuidor de muito dinheiro e também pelos pobres porque ser dotado de honestidade. Desse modo, foi conseguido pelas leis de Sólon uma variedade de anos estáveis, pacíficos e justos. Reformulava com equilíbrio.[46]

Constituição de Sólon[editar | editar código-fonte]

Solonian Constitution PT.gif

Com a presença de Sólon, foi feita a divisão da sociedade em quatro classes sociais (pentacosiomediminus, cavaleiros, zeugitas e tetas). A base dessa divisão de classes era a renda (riqueza) de cada um. E na medida que ficavam ricos é que as pessoas eram possuidoras de direitos e deveres.[47]

Foi trazido pelas reformas de Sólon que elas mudassem muito o Estado e a sociedade. Foi dada abertura política para o fato de que novos partidos políticos se formassem. Entretanto, parte da população (estrangeiros, pequenos camponeses, pobres e escravos) se tornou vítima de preconceito à margem da sociedade, dando continuação às revoltas populares. Nesse clima agitado, um nobre dotado de ambição, que se chamava Pisístrato, no ano 560 a.C., tirou proveito da situação e por ele foi dado um golpe de Estado, dando estabelecimento de um novo regime que hoje se chama tirania (tirano é aquele que sobe ao poder por meios inconstitucionais).[47]

Com a presença de Pisístrato, Atenas teve o conhecimento de um período pacífico e próspero. A cidade tem se transformado em grande centro cujas atividades econômicas foram o comércio e a indústria. Depois que morreu Pisístrato, o governo foi passado a seus filhos, que deram continuidade à política exercida pelo pai.[47]

Clístenes, o pai da democracia[editar | editar código-fonte]
Athen from Clisthen.svg

Durante o ano 508 a.C., um nobre que se chamava Clístenes elegeu-se arconte e foi o governante de Atenas, deu atenção à vontade popular e consolidação à democracia.[47]

Clístenes reformou a sociedade, participando mais politicamente dos pobres, foi o divisor da população numa dezena de tribos e as terras na igualdade de uma dezena de partes para eles. 50 pessoas representavam cada tribo na Bulé, com o total dos 500 membros formadores do mais importante órgão governamental.[47]

Era feita a discussão dos problemas em assembleias (eclésias) populares. Foi estabelecida a lei do ostracismo. Essa lei exilava por uma dezena de anos o cidadão que fosse responsável pelo cometimento da gravidade das falhas e pela ameaça à democracia.[47]

Com a presença de Clístenes a abertura política foi muito grande e o povo participava mais de tudo o que o governo decidia. Por isso, a população ateniense atribuiu a Clístenes o título de "Pai da Democracia".[48]

Família e educação em Atenas[editar | editar código-fonte]

O ateniense tinha muita ligação à família. A mulher era uma espécie de rainha da casa, enquanto o homem ia trabalhar. A união da família se dava por força dos laços religiosos pelo fato de cultuar os familiares que morreram. Estes mereciam veneração em altares no interior das residências.[48]

Depois que casou, a mulher adotou a religião professada pelo marido. Era feito o sepultamento dos mortos e, algumas vezes, a cremação. Na maioria das vezes, a proteção dos túmulos era feita através das esculturas feitas de pedra ou monumentos. Quanto à educação, os gregos eram muito atenciosos com o fato de educar os rapazes.[48]

A quase totalidade dos [homens eram aprendizes da leitura e da escrita, pois o julgamento deles era a preciosidade das qualidades para formação da boa cidadania humana. Nota-se a inexistência de escolas públicas, mas a escolha feita pelos pais residia nas escolas particulares e professores que lhe agradavam.[48]

O objetivo de entrada das crianças na escola durante a idade dos sete anos na escola era o aprendizado da música. De acordo com a consideração das crianças, a música eleva o espírito. Até a idade dos quatorze anos, se o desejo das crianças fosse a continuação dos estudos, eram dedicados à ginástica. Nos ginásios, eram praticantes da totalidade dos esportes e eram integrantes dos Jogos Olímpicos, como lançamento de disco, luta, pugilismo, corrida e salto. O objetivo dessa educação esportiva era o preparo do jovem para o serviço militar.[48]

Os jovens não eram livres para realizar a escolha de seus pares, pois as famílias arrumavam os casamentos. A família era regida pelo patriarca, no qual a mulher tinha submissão ao homem.[48]

Os homens vestiam uma túnica longa, que tinha aparência daquela que os árabes utilizam ainda hoje. O vestido das mulheres era uma roupa longa, tipo camisolão.[48]

Período clássico da Grécia[editar | editar código-fonte]

No período clássico da Grécia ocorreram guerras dentro e fora da península e a cultura grega se desenvolveu e se resplandeceu. Os gregos realizavam guerras externas contra os persas. O motivo das guerras internas foi o fato de que as duas principais cidades adversárias, que eram Esparta e Atenas naquela época, entravam na briga para hegemonizar (dominar) as outras pólis.[49]

Guerras Greco-Persas[editar | editar código-fonte]

O Império Ateniense em 431 a.C.

O que causou essas guerras foram as concorrências comerciais e o fato de que ambos os povos desejavam a expansão de seu domínio sobre os povos vizinhos. Os persas representavam ameaça ao comércio e à vida política que desenrolava numa variedade de cidades localizadas na Grécia Antiga. Iniciaram a dominação da cidade de Mileto. A cidade de Mileto teve rebeldia e pedido de auxílio à Atenas. A cidade de Mileto fez a movimentação de suas tropas contra os persas, originando a guerra.[49]

Primeira guerra[editar | editar código-fonte]
Milcíades.

Em 490 a.C., ocorreu o desembarque da marinha persa na Ática, mais precisamente na planície de Maratona. Naquele momento, a marinha persa esteve sob o comando de Dario I. Já, os atenienses tiveram como guia o general Milcíades. Os atenienses promoveram o combate contra os inimigos na fraqueza dos seus pontos, num ataque relâmpago.[49]

Os persas não dispunham nem mesmo de tempo de terem contato com armas. Isso porque os persas já tiveram sensação de domínio.[49]

Segunda guerra[editar | editar código-fonte]
Temístocles.

Em 485 a.C., no estreito de Salamina, os gregos derrotaram de novo os persas. Os persas estiveram sob o comando de Xerxes I. O pai de Xerxes foi Dario I. Os persas tiveram melhor preparo para investir o ataque contra os gregos via terrestre e via marítima. Desta vez, os gregos tinham um bom exército. Isso porque os gregos coligaram cidades contra o inimigo, com a inclusão de Esparta. Os persas investiram o ataque pelo norte. Os persas promoveram a dominação da bravura dos espartanos. Os bravos espartanos estiveram sob a liderança de Lêonidas I e fizeram a descida em direção ao sul, no local onde foi incendiada Atenas. A Grécia teve aparência de derrota. Porém, os gregos fizeram a sua própria reorganização. Tiveram atração da esquadra persa em direção ao Estreito de Salamina. O Estreito de Salamina era o local favorável à leveza dos barcos gregos e representava dificuldade para o grande peso dos navios persas.[49]

Os gregos amavam muito a pátria. Ao passo disso, os persas de Xerxes eram ainda contrários contra si ao peso das armaduras dos soldados que entravam na luta por dinheiro. Os gregos estiveram sob a liderança de Temístocles. Temístocles era um general ateniense. Os gregos realizaram a liquidação dos persas. Os persas tiveram que deixar em abandono seus navios.[49]

Causas do enfraquecimento da Grécia[editar | editar código-fonte]

Com o fim das guerras entre gregos e persas, as cidades gregas voltaram para seus interesses políticos, sociais e econômicos locais. Com a vitória de Atenas nos conflitos militares, os atenienses consideravam-se a salvação de toda a Grécia. Diante da possibilidade de novos ataques, Atenas propôs uma aliança das cidades, para se defenderem. Assim, foi criada a Liga de Delos, com a participação de mais de 300 cidades (com exceção de Esparta, que ficou de fora), tendo como sede a ilha de Delos, que centralizariam os tesouros e outros bens.[nota 1]

Diante dessa união, os espartanos, invejosos, reagiram criando a Liga do Peloponeso, reunindo várias cidades. Isso acabou causando um conflito bélico entre as duas confederações com duração de 27 anos - e trégua de seis anos nominada Paz de Nícias. O conflito terminou com a derrota de Atenas. Então, cidades gregas aliaram-se à cidade de Tebas, dominando os espartanos e sobressaindo-se no comando político sobre os gregos por algum tempo. Com isso, a Grécia acabou enfraquecida e no ano 338 a.C. acabou sendo dominada pelo rei Filipe II da Macedônia.[nota 1]

O século de Péricles[editar | editar código-fonte]

Péricles.

Péricles discursava muito bem. Era grande entendedor de arte militar. Como político, era habilidoso e prudente. Era governante de Atenas entre 461 a 429 a.C. (aproximadamente trinta anos). Como governante era um príncipe, sempre concordando com o povo, que dava muito respeito ao político.[50]

Péricles frequentava assiduamente o teatro e tinha grande amor às artes. Estava em busca da transformação de Atenas na capital cultural do mundo antigo. Seu período de governo foi esplendoroso. Esse período passou a se chamar de Idade de Ouro da Grécia.[50]

Governo democrático de Péricles[editar | editar código-fonte]

A democracia ficou cada vez mais forte e as classes de baixa renda ganharam o direito de participação ativa na política.[50] É recomendável fazer a leitura de um trecho de um discurso proferido por Péricles a respeito do seu governo:[51]

Temos uma forma de governo que causa inveja aos povos vizinhos. Não imitamos os outros e servimos e exemplo aos outros. Quanto ao nome, este governo é chamado de 'democracia' porque não é uma administração para o bem de algumas pessoas e sim para servir toda a comunidade. Diante das leis, todos gozam de igual tratamento. E a consideração de cada um vem não do partido, mas dos méritos demonstrados no serviço da comunidade. Temos medo de conseguir cargos públicos por meios ilegais.
Amamos o belo, mas na justa medida, e amamos a cultura do espírito, mas sem desprezar outros valores.

O Século de Ouro[editar | editar código-fonte]

Durante o governo de Péricles, as artes, as letras e a filosofia tornaram-se maravilhosamente desenvolvidas em Atenas. O projeto de Péricles que promoveu o desenvolvimento das artes e da cultura era dotado de ambição. Havia ciúme nas pólis vizinhas. Porém, as cidades gregas não tiveram nenhum impedimento para que pudessem crescer.[50]

Péricles foi o primeiro a realizar o incentivo da totalidade das modalidades de expressão artística. Foram colocados ornamentos nas acrópoles e ergueu-se a construção da grandeza dos monumentos.[50]

Foi nessa época que em Atenas ocorreu o aparecimento de talentos na variedade de setores de arte e cultura, fazendo com que a cidade fosse bem-sucedida para dar destaque e fundamento à hegemonia que possuía.[50]

Cultura grega[editar | editar código-fonte]

A arte grega era muito vistosa por ter proporções harmoniosas, por ser equilibrada e serena. Mistura totalmente o fato de serem inspiradas a fantasia e a realidade. Os gregos consideravam esse tipo de arte que inspirou os artistas ao longo dos tempos.[52]

Arquitetura grega[editar | editar código-fonte]
Planta da Acrópole de Atenas.

Os gregos eram construtores de palácios, tribunais, teatros e templos que ganharam fama. O monumento de maior fama que os gregos construíram na Acrópole de Atenas foi o Partenon. Define-se o Partenon como um templo que homenageia a deusa Palas Atena, padroeira da cidade.[52]

O Partenon é o templo grego de maior fama. Causa admiração por ter proporções imensas, elegantes e harmoniosas. Não foi obra de um único autor, mas de uma variedade de artistas. Entre os artistas merece destaque Fídias. Há uma numerosidade de esculturas de Fídias que faziam parte da decoração do templo.[52]

O Partenon se transformou em igreja cristã no século VI e em mesquita turca em 1450 d.C. A permanência desse templo colossal durou até o século XVII, sem que quase ninguém tivesse posto o dedo. Naquela época, um desastre foi sofrido pelo prédio: os armamentos provocaram a explosão do templo. Isso porque os turcos que exerceram o domínio de Atenas eram guardiães de seus armamentos que ficavam armazenados no templo, o que representava um perigo para a sua segurança. Passou por restaurações, porém, em 1812, os ingleses levaram a beleza de suas esculturas que são encontradas no British Museum, em Londres.[52]

A arquitetura grega ganhou fama também pela tipologia das colunas que se usavam nas construções. Havia o trabalho artístico das colunas em estilo dórico, jônico e coríntio.[52]

Escultura grega[editar | editar código-fonte]
Discóbulo, obra de Miron.

As obras que os gregos esculpiam deixam à amostra formas e expressão naturais, idealismo, alegria alegria e companheirismo. Os escultores que os antigos mais conheciam foram Fídias, Miron e Praxísteles.[52]

São também dotadas de fama as Cariátides. Define-se Cariátides como colunas que formam mulheres. São seis esculturas de belas jovens feitas de mármore que vieram de Cária, Ásia Menor, onde haviam mulheres dotadas de beleza. Elas são encontradas no templo Erechthion, em Atenas.[52]

Pintura grega[editar | editar código-fonte]

As pinturas feitas pelos gregos eram harmoniosas, elegantes e vivas. Infelizmente, há poucos vestígios da pintura grega e o que nos chegou foram principalmente vasos feitos com decoração muito boa e outras peças feitas por ceramistas. Faziam pinturas na superfície de tecidos, pedras e madeira. Tinham o costume de fazer a reprodução feita de cerâmica com cenas que ocorriam no cotidiano.[52]

Teatro grego[editar | editar código-fonte]

Define-se os teatros gregos como a amplitude de construções que serviam de atrações para a grandeza numérica de pessoas que participavam de festas religiosas e populares, principalmente as festas que homenageavam a deusa Atena e Dionísio (deus do vinho). Enquanto participavam das festas, os gregos tiveram comparecimento a grandes espetáculos (representações de comédias e tragédias).[52]

O povo grego já fazia a representação das peças com a essência dos elementos que o teatro tem atualmente: atores, diálogo e cenário.[52]

Os maiores autores de peças teatrais foram: Ésquilo, Sófocles, Eurípedes. Mereciam destaque na comédia Aristófanes, que fazia a sátira preconceituosa dos costumes que existiam na época. Os temas favoritos tinham ligação às cenas que ocorriam na cidade, à religião e à mitologia.[52]

A acústica dos teatros era muito boa. Havia riqueza e variedade dos trajes. O coro acompanhava os atores. O coro era composto de um grupo de cantores e dançarinos, além de uma orquestra. Esses cantores e dançarinos eram utilizadores de máscaras que se chamavam de personas. Essas máscaras representavam o caráter dos personagens e faziam o aumento do volume de voz. Por essa razão, aqueles que participam das narrações que ocorrem no teatro, na literatura e no cinema dos dias de hoje, receberam o nome de "personagens". As mulheres tiveram o direito de assistir, mas não de trabalhar como atrizes. Só os homens faziam a representação dos personagens.[52]

Péricles se convenceu de que era importante o fato de que o teatro fazia a franquia de ingressos à totalidade das pessoas.[52]

Império Macedônico[editar | editar código-fonte]

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Civilização Romana[editar | editar código-fonte]

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Expansão romana[editar | editar código-fonte]

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Império Romano[editar | editar código-fonte]

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Antiguidade na América[editar | editar código-fonte]

Civilização Maia[editar | editar código-fonte]

A civilização maia foi uma cultura mesoamericana pré-colombiana, notável por sua língua escrita (único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no Velho Mundo), pela sua arte, arquitetura, matemática e sistemas astronômicos. Inicialmente estabelecidas durante o período pré-clássico (1000 a.C. a 250 d.C.), muitas cidades maias atingiram o seu mais elevado estado de desenvolvimento durante o período clássico (250 d.C. a 900 d.C.), continuando a se desenvolver durante todo o período pós-clássico, até a chegada dos espanhóis. No seu auge, era uma das mais densamente povoadas e culturalmente dinâmicas sociedades do mundo. A civilização maia divide muitas características com outras civilizações da Mesoamérica, devido ao alto grau de interação e difusão cultural que caracteriza a região. Avanços como a escrita, epigrafia e o calendário não se originaram com os maias; no entanto, sua civilização se desenvolveu plenamente. A influência dos maias pode ser detectada em países como Honduras, Guatemala, El Salvador e na região central do México, a mais de 1 000 km da área maia. Muitas influências externas são encontrados na arte e arquitetura Maia, o que acredita-se ser resultado do intercâmbio comercial e cultural, em vez de conquista externa direta. Os povos maias nunca desapareceram, nem na época do declínio no período clássico, nem com a chegada dos conquistadores espanhóis e a subsequente colonização espanhola das Américas. Hoje, os maias e seus descendentes formam populações consideráveis em toda a área antiga maia e mantêm um conjunto distinto de tradições e crenças que são o resultado da fusão das ideologias pré-colombianas e pós-conquista (e estruturado pela aprovação quase total ao catolicismo romano). Muitas línguas maias continuam a ser faladas como línguas primárias ainda hoje; o Rabinal Achí, uma obra literária na língua achi, foi declarada uma obra-prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura em 2005

Decadência[editar | editar código-fonte]

Um relevo de estuque de Palenque retratando Upakal K'inich

Nos séculos VIII e IX, a cultura maia clássica entrou em decadência, abandonando a maioria das grandes cidades e as terras baixas centrais. A guerra, doenças, inundações e longas secas, ou ainda a combinação destes fatores, são frequentemente sugeridos como os motivos da decadência[53] .

Existem evidências de uma era final em que a violência se expandia: cidades amplas e abertas foram então fortemente guarnecidas por muradas, às vezes visivelmente construídas às pressas. Teoriza-se também com revoltas sociais em que classes campesinas acabaram se revoltando contra a elite urbana nas terras baixas centrais.

Os estados maias pós-clássicos também continuaram prosperando nos altiplanos do sul. Um dos reinos maias desta área, Quiché, é o responsável pelo mais amplo e famoso trabalho de historiografia e mitologia maias, o "Popol Vuh".

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

Urbanismo[editar | editar código-fonte]

Ainda que as cidades maias estivessem dispersas na diversidade da geografia da Mesoamérica, o efeito do planejamento parecia ser mínimo; suas cidades foram construídas de uma maneira um pouco descuidada, como ditava a topografia e declive particular. A arquitetura maia tendia a integrar um alto grau de características naturais. Por exemplo, algumas cidades existentes nas planícies de pedra calcária no norte do Iucatã se converteram em municipalidades muito extensas enquanto que outras, construídas nas colinas das margens do rio Usumacinta, utilizaram os declives e montes naturais de sua topografia para elevar suas torres e templos a alturas impressionantes. Ainda assim prevalece algum sentido de ordem, como é requerido por qualquer grande cidade[54] .

No começo da construção em grande escala, geralmente se estabelecia um alinhamento com as direções cardinais e, dependendo do declive e das disponibilidades de recursos naturais como água fresca (poços ou cenotes), a cidade crescia conectando grandes praças com as numerosas plataformas que formavam os fundamentos de quase todos os edifícios maias, por meio de calçadas chamadas sacbeob (singular sacbe).

Cenote Sagrado de Chichén Itzá

No coração das cidades maias existiam grandes praças rodeadas por edifícios governamentais e religiosos, como a acrópole real, grandes templos de pirâmides e ocasionalmente campos de jogo de bola[54] . Imediatamente para fora destes centros rituais estavam as estruturas das pessoas menos nobres, templos menores e santuários individuais. Entretanto, quanto menos sagrada e importante era a estrutura, maior era o grau de privacidade. Uma vez estabelecidas, as estruturas não eram desviadas de suas funções nem outras eram construídas, mas as existentes eram frequentemente reconstruídas ou remodeladas.

As grandes cidades maias pareciam tomar uma identidade quase aleatória, que contrasta profundamente com outras cidades da Mesoamérica como Teotihuacán em sua construção rígida e quadriculada[55] .

Ainda que a cidade se dispusesse no terreno na forma em que a natureza ditara, se punha cuidadosa atenção à orientação dos templos e observatórios para que fossem construídos de acordo com a interpretação maia das órbitas das estrelas. Afora os centros urbanos constantemente em evolução, existiam os lugares menos permanentes e mais modestos do povo comum.

O desenho urbano maia pode descrever-se singelamente como a divisão do espaço em grandes monumentos e calçadas. Neste caso, as praças públicas ao ar livre eram os lugares de reunião para as pessoas[55] . Por esta razão, o enfoque no desenho urbano tornava o espaço interior das construções completamente secundário. Somente no período pós-clássico tardio, as grandes cidades maias se converteram em fortalezas que já não possuíam, a maioria das vezes, as grandes e numerosas praças do período clássico.

A economia dos Maias[editar | editar código-fonte]

A base econômica dos maias era a agricultura, principalmente do milho, praticada com a ajuda da irrigação, utilizando técnicas rudimentares e itinerantes, o que contribuiu para a destruição de florestas tropicas nas regiões onde habitavam, desenvolveram também atividades comerciais cuja classe dos comerciantes gozavam de grandes privilégios[56] .

Como unidade de troca, utilizavam sementes de cacau e sinetas de cobre, material que empregavam também para trabalhos ornamentais, ao lado do ouro, da prata, do jade, das conchas do mar e das plumas coloridas. Entretanto, desconheciam as ferramentas metálicas[57] .

Atividades agrícolas e comerciais[editar | editar código-fonte]

Os maias cultivavam o milho (três espécies), algodão, tomate, cacau, batata e frutas. Domesticaram o peru e a abelha que serviam para enriquecer sua dieta, à qual somavam também a caça e a pesca[56] .

É importante observar que por serem os recursos naturais escassos não lhes garantindo o excedente que necessitavam a tendência foi desenvolverem técnicas agrícolas, como terraços, por exemplo, para vencer a erosão[57] . Os pântanos foram drenados para se obter condições adequadas ao plantio. Ao lado desses progressos técnicos, observamos que o cultivo de milho se prendia ao uso das queimadas[56] . Durante os meses da seca, limpavam o terreno, deixando apenas as árvores mais frondosas[58] . Em seguida, ateavam fogo para limpá-lo deixando o campo em condições de ser semeado. Com um bastão faziam buracos onde se colocavam as sementes.

Dada a forma com que era realizado o cultivo a produção se mantinha por apenas dois ou três anos consecutivos. Com o desgaste certo do solo, o agricultor era obrigado a procurar novas terras[56] . Ainda hoje a técnica da queimada, apesar de prejudicar o solo, é utilizada em diversas regiões do continente americano[57] .

As Terras Baixas concentraram uma população densa em áreas pouco férteis. Com produção pequena para as necessidades da população, foi necessário não apenas inovar em termos de técnicas agrícolas, como também importar de outras regiões produtos como o milho, por exemplo.

O comércio era dinamizado com produtos como o jade, plumas, tecidos, cerâmicas, mel, cacau e escravos, através das estradas ou de canoas[57] .

Escrita maia[editar | editar código-fonte]

O sistema de escrita maia (geralmente chamada hieroglífica por uma vaga semelhança com a escrita do antigo Egito, com o qual não se relaciona) era uma combinação de símbolos fonéticos e ideogramas. É o único sistema de escrita do novo mundo pré-colombiano que podia representar completamente o idioma falado no mesmo grau de eficiência que o idioma escrito no velho mundo.[59]

As decifrações da escrita maia têm sido um longo e trabalhoso processo. Algumas partes foram decifradas no final do século XIX e início do século XX (em sua maioria, partes relacionadas com números, calendário e astronomia), mas os maiores avanços se fizeram nas décadas de 1960 e 1970 e se aceleraram daí em diante de maneira que atualmente a maioria dos textos maias podem ser lidos quase completamente em seus idiomas originais. Lamentavelmente, os sacerdotes espanhóis, em sua luta pela conversão religiosa, ordenaram a queima de todos os códices maias logo após a conquista.

Assim, a maioria das inscrições que sobreviveram são as que foram gravadas em pedra e isto porque a grande maioria estava situada em cidades já abandonadas quando os espanhóis chegaram.

Página do chamado códice de Madrid

Os livros maias, normalmente tinham páginas semelhantes a um cartão, feitas de um tecido sobre o qual aplicavam uma película de cal branca sobre a qual eram pintados os caracteres e desenhadas ilustrações. Os cartões ou páginas eram atadas entre si pelas laterais de maneira a formar uma longa fita que era dobrada em zigue-zague para guardar e desdobrada para a leitura.[60]

Atualmente, restam apenas três destes livros e algumas outras páginas de um quarto, de todas as grandes bibliotecas então existentes. Frequentemente, são encontrados, nas escavações arqueológicas, torrões retangulares de gesso que parecem ser restos do que fora um livro depois da decomposição do material orgânico.

Relativamente aos poucos escritos maias existentes, Michael D. Coe, um proeminente arqueólogo da Universidade de Yale, disse:

Cquote1.svg Nosso conhecimento do pensamento maia antigo representa só uma minúscula fração do panorama completo, pois dos milhares de livros nos quais toda a extensão dos seus rituais e conhecimentos foram registrados, só quatro sobreviveram até os tempos modernos (como se toda a posteridade soubesse de nós, baseados apenas em três livros de orações e "El Progreso del Peregrino) Cquote2.svg
Livros maias[editar | editar código-fonte]
Matemática maia[editar | editar código-fonte]
Grafia dos números maias

Os maias (ou seus predecessores olmecas) desenvolveram independentemente o conceito de zero (de fato, parece que estiveram usando o conceito muitos séculos antes do velho mundo), e usavam um sistema de numeração de base . As inscrições nos mostram, em certas ocasiões, que trabalhavam com somas de até centenas de milhões. Produziram observações astronômicas extremamente precisas; seus diagramas dos movimentos da Lua e dos planetas se não são iguais, são superiores aos de qualquer outra civilização que tenha trabalhado sem instrumentos óticos. Ao encontro desta civilização com os conquistadores espanhóis, o sistema de calendários dos maias já era estável e preciso, notavelmente superior ao calendário gregoriano.

Cultura maia[editar | editar código-fonte]

Arte maia[editar | editar código-fonte]
Mural com afresco em Bonampak

Muitos consideram a arte maia da Era Clássica (200 a 900 d.C.) como a mais sofisticada e bela do Novo Mundo antigo. Os entalhes e relevos em estuque de Palenque e a estatuária de Copán são especialmente refinados, mostrando uma graça e observação precisa da forma humana, que recordaram aos primeiros arqueólogos da civilização do Velho Mundo, daí o nome dado à era.

Somente existem fragmentos da pintura avançada dos maias clássicos, a maioria sobrevivente em artefatos funerários e outras cerâmicas. Também existe uma construção em Bonampak que tem murais antigos e que, afortunadamente, sobreviveram a um acidente desconhecido até hoje.

Com as decifrações da escrita maia se descobriu que essa civilização foi uma das poucas nas quais os artistas escreviam seu nome em seus trabalhos.

Religião maia[editar | editar código-fonte]

Pouco se sabe a respeito das tradições religiosas dos maias: a sua religião ainda não é completamente entendida por estudiosos. Assim como os astecas e os incas[61] , os maias acreditavam na contagem cíclica natural do tempo. Os rituais e cerimônias eram associados a ciclos terrestres e celestiais que eram observados e registrados em calendários separados<. Os sacerdotes maias tinham a tarefa de interpretar esses ciclos e fazer um panorama profético sobre o futuro ou passado com base no número de relações de todos os calendários. A purificação incluia jejum, abstenção sexual e confissão. A purificação era normalmente praticada antes de grandes eventos religiosos. Os maias acreditavam na existência de três planos principais no cosmo: a Terra, o céu e o submundo.

Os maias sacrificavam humanos e animais como forma de renovar ou estabelecer relações com o mundo dos deuses. Esses rituais obedeciam diversas regras. Normalmente, eram sacrificados pequenos animais, como perus e codornas, mas nas ocasiões muito excepcionais (tais como adesão ao trono, falecimento do monarca, enterro de algum membro da família real ou períodos de seca) aconteciam sacrifícios de humanos. Acredita-se que crianças eram muitas vezes oferecidas como vítimas sacrificiais porque os maias acreditavam que essas eram mais puras.

Os deuses maias não eram entidades separadas como os deuses gregos. Também não existia a separação entre o bem e o mal e nem a adoração de somente um deus regular, mas sim a adoração de vários deuses conforme a época e situação que melhor se aplicava para aquele deus

Arquitetura maia[editar | editar código-fonte]

A arquitetura maia abarca vários milênios; ainda assim, mais dramática e facilmente reconhecíveis como maias são as fantásticas pirâmides escalonadas do final do período pré-clássico em diante. Durante este período da cultura maia, os centros de poder religioso, comercial e burocrático cresceram para se tornarem incríveis cidades como Chichén Itzá, Tikal e Uxmal. Devido às suas muitas semelhanças assim como diferenças estilísticas, os restos da arquitetura maia são uma chave importante para o entendimento da evolução de sua antiga civilização

Campo de jogo de bola em Tikal, na Guatemala
Materiais de construção[editar | editar código-fonte]

Um aspecto surpreendente das grandes estruturas maias é a carência de muitas das tecnologias avançadas que poderiam parecer necessárias a tais construções. Não há notícia do uso de ferramentas de metal, polias ou veículos com rodas. A construção maia requeria um elemento com abundância, muita força humana, embora contasse com abundância dos materiais restantes, facilmente disponíveis.

Toda a pedra usada nas construções maias parece ter sido extraída de pedreiras locais; com maior frequência era usada pedra calcária, que, ainda que extraída e exposta, permanecia adequada para ser trabalhada e polida com ferramentas de pedra, só endurecendo muito tempo depois.[62]

Além do uso estrutural de pedra calcária, esta era usada em argamassas feitas do calcário queimado e moído, com propriedades muito semelhantes às do atual cimento, geralmente usada para revestimentos, tetos e acabamentos e para unir as pedras apesar de, com o passar do tempo e da melhoria do acabamento das pedras, reduzirem esta última técnica, já que as pedras passaram a se encaixar quase perfeitamente. Ainda assim o uso da argamassa permaneceu crucial em alguns tetos de postes e vergas sobre portas e janelas (dintel).[63]

Quando se tratava das casas comuns, os materiais mais usados eram as estruturas de madeira, adobe nas paredes e cobertura de palha, embora tenham sido descobertas casas comuns feitas de pedra calcária, senão total mas parcialmente. Embora não muito comum, na cidade de Comalcalco, foram encontrados ladrilhos de barro cozido, possivelmente solução encontrada para o acabamento em virtude da falta de depósitos substanciais de boa pedra.

Processo de construção[editar | editar código-fonte]
Ruínas de Palenque

Todas as evidências parecem sugerir que a maioria dos edifícios foi construída sobre plataformas aterradas cuja altura variava de menos de um metro, no caso de terraços e estruturas menores, a até quarenta e cinco metros, no caso de grandes templos e pirâmides. Uma trama inclinada de pedras partia das plataformas em pelo menos um dos lados, contribuindo para a aparência bi-simétrica comum à arquitetura maia. Dependendo das tendências estilísticas que prevaleciam na área e época, estas plataformas eram construídas de um corte e um aterro de entulhos densamente compactado. Como no caso de muitas outras estruturas, os relevos maias que os adornavam, quase sempre se relacionavam com o propósito da estrutura a que se destinavam. Depois de terminadas, as grandes residências e os templos eram construídos sobre as plataformas. Em tais construções, sempre erguidas sobre tais plataformas, é evidente o privilégio dado ao aspecto estético exterior em contra-ponto à pouca atenção à utilidade e funcionalidade do interior.

Imagem 3D do grupo de templos de Palenque ao qual se integra o Templo da Cruz

Parece haver um certo aspecto repetitivo quanto aos vãos das construções nos quais os arcos (como curvas) são raros, mas frequentemente retos, angulados ou imbricados, tentando mais reproduzir a aparência de uma cabana maia, do que efetivamente incrementar o espaço interior. Como eram necessárias grossas paredes para sustentar o teto, alguns edifícios das épocas mais posteriores utilizaram arcos repetidos ou uma abóbada arqueada para construir o que os maias denominavam pinbal, ou saunas, como a do Templo da Cruz em Palenque. Ainda que completadas as estruturas, a elas iam-se anexando extensos trabalhos de relevo ou pelo menos reboco para aplainar quaisquer imperfeições. Muitas vezes sob tais rebocos foram encontrados outros trabalhos de entalhes e dintéis e até mesmo pedras de fachadas. Comumente a decoração com faixas de relevos era feita em redor de toda a estrutura, provendo uma grande variedade de obras de arte relativas aos habitantes ou ao propósito do edifício. Nos interiores, e notadamente em certo período, foi comum o uso de revestimentos em reboco primorosamente pintados com cenas do uso cotidiano ou cerimonial.

Há sugestão de que as reconstruções e remodelações ocorriam em virtude do encerramento de um ciclo completo do calendário maia de conta larga, de 52 anos. Atualmente, pensa-se que as reconstruções eram mais instigadas por razões políticas do que pelo encerramento do ciclo do calendário, já que teria havido coincidência com a data da assunção de novos governantes.

Não obstante, o processo de reconstrução em cima de estruturas velhas é uma prática comum. Notavelmente, a acrópole de Tikal, parece ser a síntese de um total de 1500 anos de modificações arquitetônicas.

Construções notáveis
Ruínas de construções maias no México.
  • Plataformas cerimoniais

Estas eram comumente plataformas de pedra calcária com muros de menos de quatro metros de altura onde se realizavam cerimônias públicas e ritos religiosos. Construídas nas grandes plataformas, eram ao menos realçadas com figuras talhadas em pedra e às vezes tzompantli ou uma estaca usada para exibir as cabeças das vítimas geralmente os derrotados nos jogos de bola mesoamericanos.

  • Palácios
Palácio de Palenque

Grandes e geralmente muito decorados, os palácios geralmente ficavam próximos do centro das cidades e hospedavam a elite da população. Qualquer palácio real grande ou ao menos que tivesse várias câmaras ou erguido em vários níveis, tem sido chamado de acrópole. Tais construções consistiam de várias pequenas câmaras ou pelo menos um pátio interno, parecendo propositadas a servirem de residência a uma pessoa ou pequeno grupo familiar decorada como tal.

Os arqueólogos parecem estar de acordo em que muitos palácios são também o lugar de muitas tumbas mortuárias. Em Copán, debaixo de 400 anos de remodelações posteriores, se descobriu a tumba de um de seus antigos governantes e a acrópole de Tikal parece ter sido o lugar de vários sepultamentos do final do período pré-clássico e início do clássico.

Existe, no entanto, alguns arqueólogos que afirmam serem os palácios locais não muito prováveis para a morada da elite governante, uma vez que tais moradas mostram-se demasiadamente infestadas de morcegos e um tanto quanto desconfortáveis; sugerindo - assim - ser um espécie de mosteiro ou quartéis para as comunidades sacerdotais. Nessa linha de pensamento, contudo, caímos em uma outra rua sem saída: não existem comprovações da existência de ordens eclesiásticas ou monásticas nos tempos clássicos. Concluir, portanto, que fossem moradas das classes governamentais - neste contexto - é a solução mais viável; o que não impede a existência de diversas teorias sobre a origem e a função de tais palácios.

  • Grupos E

Os estudiosos têm denominado de "Grupo E" à frequentemente encontrada formação de três pequenas construções, sempre situadas a oeste das cidades, tratando-se de um intrigante mistério a sua recorrência.

Estas construções sempre incluem pelo menos uma pequena pirâmide-templo a oeste da praça principal que tem sido aceita como observatório devido ao seu preciso posicionamento em relação ao Sol, quando observado da pirâmide principal nos solstícios e equinócios. Outras teses sugerem que sua localização reproduz ou pelo menos se relaciona com a história da criação do universo segundo a mitologia maia, posto que vários de seus adornos a ela, frequentemente, se referem.

  • Pirâmides e templos

Com frequência os templos religiosos mais importantes se encontravam em cima das pirâmides maias, supostamente por ser o lugar mais perto do céu. Embora recentes descobertas apontem para o uso extensivo de pirâmides como tumbas, os templos raramente parecem ter contido sepulturas. A falta de câmaras funerárias indica que o propósito de tais pirâmides não é servir como tumbas e se as encerram isto é incidental.

Pelas íngremes escadarias, se permitia aos sacerdotes e oficiantes o acesso ao cume da pirâmide onde havia três pequenas câmaras com propósitos rituais. Os templos sobre as pirâmides, a mais de 70 metros de altura, como em El Mirador, de onde se descortinava o horizonte ao longe, constituíram estruturas impressionantes e espetaculares, ricamente decoradas. Comumente possuíam uma crista sobre o teto, ou um grande muro que, teorizam, poderia ter servido para a escrita de sinais rituais para serem vistos por todos.

Como eram ocasionalmente as únicas estruturas que excediam a altura da selva, as cristas sobre os templos eram minuciosamente talhadas com representações dos governantes que se podiam ver de grandes distâncias. Debaixo dos orgulhosos templos estavam as pirâmides que eram, em última instância, uma série de plataformas divididas por escadarias empinadas que davam acesso ao templo.

  • Observatórios astronômicos
Kukulkán é o nome maia de Quetzalcóatl, aqui desenhado a partir de um baixo-relevo de Yaxchilan

Os maias foram excepcionais astrônomos e mapearam as fases e cursos de diversos corpos celestes, especialmente da Lua e de Vênus.

Muitos de seus templos tinham janelas e miras demarcatórias (e provavelmente outros aparatos) para acompanhar e medir o progresso das rotas dos objetos observados. Templos arredondados, quase sempre relacionados com Kukulcán, são talvez os mais descritos como observatórios pelos mais modernos guias turísticos de ruínas, mas não há evidências que o seu uso tinha exclusivamente esta finalidade.

Em vários templos sobre pirâmides foram encontradas marcações de miras que indicam que observações astronômicas também foram feitas dali.

  • Campos de jogo de bola
Grande estádio em Chichén Itzá

Um aspecto do estilo de vida mesoamericano é o seu jogo de bola ritual e seus campos ou estádios, que foram construídos por todo o império maia em grande escala.

Estes estádios normalmente situavam-se nos centros das cidades. Tratava-se de espaços amplos entre duas laterais de plataformas ou rampas escalonadas paralelas, em forma de "I" maiúsculo direcionado para uma plataforma cerimonial ou templo menor. Tais campos foram encontrados na maioria das cidades maias, exceto nas menores.[64]

(Obs.: Textos e imagens retirados do artigo principal Maias)

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. a b Para os antigos, como Heródoto e Tucídides, tendo Sestus marca o fim das guerras médicas. As guerras entre os persas e gregos, mas também alianças e comercial continuou até a conquista de Alexandre, o Grande, em 330 a.C. Esta conquista foi possível graças ao nascimento de pan-helenismo durante as guerras persas de 490-478, que se tornou o símbolo grego imaginário da vitória da civilização contra a barbárie luta.
    As cidades gregas que haviam se aliado com Xerxes e que sucumbiram ao medismo não foram punidos, exceto Tebas teve que lutar e deixar correr dois de seus líderes mais envolvidos. A memória dessas divisões permaneceu longo sido objeto de ódio entre os gregos.
    Os atenienses saiu mais fortalecido da guerra, e compensou a destruição de sua cidade pelo espólio retirado dos persas. Eles exploraram as suas vitórias em sua propaganda, elevando a batalha entre persas e gregos em duelo homérico. Especialmente sua frota tornou-se 75 anos até o desastre de Aigos Potamos, o grande poder sobre o Mar Egeu e o mar Negro.
    Em 477, por meio de propaganda e este poder, Atenas fundou a Liga de Delos cidades que queriam lutar contra o perigo persa, com instituições políticas e militares comuns sob sua hegemonia de agrupamento. No início, a aliança multiplicado ofensiva apoiar a revolta do Egito contra Artaxerxes I (Revolta de Inaros terminada em desastre) ou pela invasão de Chipre em 450. No entanto, Atenas também usado para liga aumentar o seu poder na Grécia e, eventualmente, colidir com os interesses de Esparta, que levou à Guerra do Peloponeso.
    Persas, apesar do fracasso inegável da invasão, ainda permaneceu um poderoso império, objeto de espanto e admiração pelos gregos que continuaram a falar do "grande rei" (Megas Basileus, Μέγας Βασιλεύς) para designar o governante Aquemênida. Apesar da morte de Mardônio e a retirada de suas tropas, é ainda possível que os Aquemênidas tinha considerado ofensivo como uma vitória: Xerxes derrotado os espartanos nas Termópilas, matou seu rei, raspou Atenas e escravizou aqueles que tinham não fugiu, saquearam os templos gregos e os seus tesouros trazidos para Susa.
    Em 449, a paz de Callias foi assinado com a Liga de Delos. Por mais de um século, através de exilados políticos de diplomacia, de ouro e de casa, que interveio com sucesso em assuntos gregos. Estilo de vida e cultura persa foram amplamente imitado pelos gregos desde os anos após as guerras persas, começando de uma cultura compartilhada dedicado a uma posteridade brilhante.

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CANTELE, Bruna Renata. História dinâmica antiga e medieval: 7ª série. São Paulo: IBEP, 1989?. 207 p. 4 vol. vol. 1.