Sármatas

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Um cartógrafo de Londres de 1770 não-identificado fez este mapa, mostrando as duas Sarmácias: européia e asiática.

Sármatas, sarmatae ou sauromatae (a segunda forma é a mais usada pelos antigos escritores gregos e a terceira pelos gregos posteriores e pelos romanos) eram um povo a quem Heródoto no século V a.C. localizou na fronteira oriental da Cítia além do rio Tánais (Don). Eles eram povos iranianos relacionados com os citas e os Saka. Os numerosos nomes pessoais iranianos nas inscrições gregas da costa do Mar Negro indicam que os sármatas falavam um dialeto iraniano norte-oriental relacionado com o sogdiano e com o osseto.

História[editar | editar código-fonte]

Heródoto (4.110-117) relata um conto da origem dos Sauromatae, como os descendentes de um bando de jovens citas e de um grupo de amazonas, desta forma explicando o que poderia ter sido a sua língua iraniana norte-oriental - uma forma impura do cita - e a forma pouco comum de liberdade das mulheres Sauromatae, inclusive participando das guerras - uma herança de suas ancestrais amazonas. Escritores posteriores chamavam a alguns deles de "Sarmatae governados por mulheres" (γυναικοκρατούμενοι). Hipócrates (De Aere, etc., 24) os classificou como citas.

Tácito menosprezou os sármatas (Germania, cap. 46), colocando-os como habitantes das florestas, não das estepes, tendo um "aspecto degradado"; sua visão dos sármatas como "vivendo montados e em vagões" soa mais apropriada.

Depois, Pausânias, vendo oferendas comemorativas próximo à Acrópole de Atenas no século II (Descrição da Grécia 1.21.5-6) encontrou entre elas

"um peitoral sármata. Vendo isto um homem dirá que não menos que os gregos estes estrangeiros são hábeis nas artes: para os Sauromatae que não têm ferro, nem o extraíram nem o importaram ainda. Eles não se comportam , na realidade, como os outros estrangeiros à sua volta. Para suprir essa deficiência eles têm planejado invenções. No lugar de ferro, eles usam ossos nas suas lanças cortantes, e madeira de cornel [um tipo de arbusto europeu] para seus arcos e flechas, com pontas de osso nas flechas. Eles lançavam um laço em volta de qualquer inimigo que eles encontrassem, e então giravam seus cavalos derrubando o inimigo capturado com o laço."
"Seus peitorais eles faziam da seguinte forma: cada homem possui muitas éguas, e a terra não é dividida em lotes privados, nem possui qualquer coisa exceto árvores selvagens, sendo as pessoas. Essas éguas eles não usam apenas para a guerra, mas também em sacrifícios para os deuses locais e como fonte de comida. Seus cascos eles recolhem, limpam, e deles fazem chocalhos como o de cobras. Quem nunca viu uma cobra com chocalho ao menos deve ter visto uma pinha ainda verde. Quem os vir não se equivocará se comparar o produto dos cascos com os segmentos que são vistos numa pinha. Essas peças eles furam e costuram juntos com tendões de cavalos e bois, e então os usam como peitorais que são tão belos e fortes como os dos gregos. Para que eles possam se proteger dos objetos arremessados e das pancadas no combate coropo a corpo."

A grande maioria dos nomes bárbaros que ocorrem nas inscrições de Ólbia, Tánais e Panticapeu são supostamente sármatas, sendo conhecidos das línguas iranianas agora faladas pelos ossetos do Cáucaso (o osseto), que são supostamente os modernos representantes dos sármatas e podem ser mostrados como sendo diretamente ligados aos alanos, uma das tribos sármatas.

No século III a.C. parecem ter suplantado os citas nas planícies onde hoje é o sul da Ucrânia, onde se mantiveram dominantes até as invasões hunas e góticas. Suas principais divisões eram os roxolanos; os iáziges, com quem os romanos tinham negócios no Danúbio e e no Tisza; os taifalos e os alanos.

Heródoto descreve a aparência física dos sármatas como louros, vigorosos e bronzeados.

Os sármatas ainda eram uma força com a qual os romanos tinham que lidar no século IV. Amiano Marcelino (29.6.13-14) descreve várias derrotas que os invasores sármatas infligiram às forças romanas na província de Valéria na Panônia no final de 374, quando eles quase aniquilaram uma legião convocada da Mésia e uma da Panônia, que haviam sido enviadas para interceptar um bando sármata que havia perseguido um graduado oficial romano chamado Equício dentro do território romano.

O termo Sarmátia é aplicado pelos antigos escritores ao que é conhecido como Europa central e oriental, inclusive tudo o que as antigas autoridades chamavam de Cítia, sendo esse nome transferido para regiões mais a leste. A Geographia de Ptolomeu mostra mapas da Sarmátia européia e asiática. [1]

Pesquisas recentes[editar | editar código-fonte]

Em uma recente escavação de sítios sármatas por Jeannine Davis-Kimball, foi encontrada uma tumba onde terão sido enterradas guerreiras, proporcionando dessa forma algum crédito ao mito grego das amazonas. Após as escavações de 2003, ela e Joachim Burger compararam as evidências genéticas do sítio com os nômades cazaques e encontraram uma impressionante ligação genética - verificada depois pela Universidade de Cambridge [2] - levando a crer que a tese de que os povos turcos que se expandiram para essa região não exterminaram nem expulsaram completamente os habitantes iranianos originais, mas na verdade assimilaram um número significante deles.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Sármatas
  • Brzezinski, R., et al, The Sarmatians 600 BC-AD 450 (in series Men-At-Arms 373) ISBN 1-84176-485-X
  • Davis-Kimball, Jeannine. 2002. Warrior Women: An Archaeologist's Search for History's Hidden Heroines. Warner Books, New York. 1st Trade printing, 2003. ISBN 0-446-67983-6 (pbk).
  • Tadeusz Sulimirski, The Sarmatians (vol. 73 in series "Ancient People and Places") Praeger Publishers, 1970

Ligações externas[editar | editar código-fonte]