Horácio

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Nota: Se procura pelo personagem das histórias em quadrinhos, consulte Horácio (Mauricio de Sousa).
Horácio em ilustração de Anton von Werner.
Horácio em ilustração de Anton von Werner.

Quinto Horácio Flaco (latim: Quintus Horatius Flaccus) (Venúsia, 8 de Dezembro de 65 a.C.Roma, 27 de Novembro de 8 a.C.) foi um poeta lírico e satírico romano, além de filósofo. É conhecido por ser um dos maiores poetas da Roma antiga.

Índice

[editar] Epicurista

Dentre suas características literárias, destaca-se a importância em se aproveitar o presente sem demonstrar muita preocupação com o futuro. Pelo reconhecimento da brevidade da vida, essa era a forma de Horácio pensar, que é uma idéia semelhante aos pensamentos do filósofo grego Epicuro. Outro ponto a destacar são as necessidades surgidas a partir da idéia de aproveitar cada momento antes da morte, como o amor e outras questões sociais.

[editar] Biografia

Filho de um escravo liberto, que possuía a função de receber o dinheiro público nos leilões, recebeu uma boa educação para alguém com suas origens sociais, graças aos recursos que seu pai conseguiu. Seus estudos literários de Roma foram completados em Atenas, onde estudou filosofia. Se envolveu em lutas políticas e tomou com entusiasmo o assassinato de Júlio César. E depois de Brutus ter formado um exército para batalhar em Filipos (42 a.C.), recebeu deste uma legião para comandar. Apesar da derrota obtida na batalha, pôde retornar à Roma graças a uma anistia do segundo triunvirato que permitia os adversários regressarem.

Mas apesar de ter conseguido a anistia, Horácio perdeu o que lhe restava dos bens paternos, tendo que trabalhar em Roma como escriba (ou escrivão), o que lhe permitiu poder divulgar seus primeiros versos, resultando em uma amizade com outro poeta romano, Virgílio. Virgílio apresentou Horácio ao confiante ministro do imperador Augusto, Caio Mecenas. Este, por apreciar as qualidades e o talento de Horácio, se tornou amigo do poeta e o incluiu nos círculos literários. Graças à amizade entre Horácio e Mecenas, o poeta pôde conseguir sua ascensão, visitando frequentemente o palácio imperial, se tornando também amigo do imperador. Horácio se tornou o primeiro literato profissional de Roma.

Mecenas ainda concedeu a Horácio uma casa de campo, próxima a Tibur, hoje Tivoli. Daí em diante Horácio dedicou-se totalmente à poesia, chegando a recusar o pedido de Augusto para ser seu secretário particular. Dessa forma passou o resto de sua vida, se dedicando às suas obras e gozando de visitas de amigos e intelectuais que iam até sua casa. Morreu em 27 de Novembro do ano de 8 a.C., pouco tempo após a morte de seu amigo Mecenas. Horácio ficou conhecido como o Deus da Poesia.

[editar] Bibliografia

Sua obra pode ser dividida em quatro gêneros:

  • Sátiras ou sermones — Retrata ironia de seu tempo dividida em dois livros escritos em hexâmetros. Baseado em assuntos literários ou morais, discute questões éticas.
  • Odes ou Carminas — Divididos em quatro livros de longos poemas líricos sobre assuntos diversos, geralmente sobre mitologia. Também em hexâmetros.
  • Epístolas ou cartas — Dois livros feitos de coleções de cartas sobre vários assuntos. Dentre elas destaca-se a maior, a Epístola aos Pisões, conhecida como Arte Poética.
  • Epodos ou iambos — Um livro somente, com 17 pequenos poemas líricos escritos na mocidade sobre assuntos de Roma e imitava, tanto na métrica quanto no estilo satírico, o poeta Arquíloco.

[editar] Livros

[editar] Ver também

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[editar] Ligações externas


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