Leónidas I

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Leônidas I
Rei de Esparta
StatueOfLeonidas.jpg
Estatua de Leônidas em Esparta
Governo
Reinado 491 a.c. - 480 a.c.
Consorte Gorgo
Antecessor Anaxândrides II
Herdeiro Plistarco
Dinastia Ágida
Vida
Esparta
Morte 480 a.C.
Filhos Plistarco
Pai Anaxândrides II

Leónidas I (português europeu) ou Leônidas I (português brasileiro) (em grego antigo: Λεωνίδας, significando "Filho de Leão" ou "Similar a Leão"; ? — Termópilas, 480 a.C.), Oriundo da dinastia ágida foi rei e general de Esparta de 491 até a data de sua morte em 480 a.c., durante a batalha de Termópilas. Foi antecedido por seu pai o rei Anaxândrides II, e sucedido por seu filho Plistarco.

Origens[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Monumento dedicado a Leônidas por Ernesto Bazzaro em 1906.

Segundo Heródoto, seu pai, Anaxândrides II, filho de Leon, [1] foi o único espartano bígamo.[2] Por ser sua mulher, que era filha de sua irmã, [3] [4] estéril, os éforos exigiram que ele se separasse dela e arrumasse outra mulher, mas ele se recusou, aceitando ter uma segunda mulher, filha de Primetades, filho de Demarmenos.[5] Desta segunda união nasceu Cleômenes I, e, depois disso, a primeira mulher teve os filhos Dorieu, Leônidas e Cleômbroto.[2] Leônidas e Cleômbroto, possivelmente, eram gêmeos.[5]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Ocupou o trono entre 491 a.C. e 480 a.C., como sucessor de seu irmão Cleómenes I, cuja filha Gorgo se tornou sua esposa em 488 a.C.. Foi sucedido por seu filho Plistarco.[6]

Termópilas[editar | editar código-fonte]

Uma de suas ações mais importantes se deu por ocasião da invasão da Grécia pelos persas, em 481 a.C.[7] . Defendendo o desfiladeiro das Termópilas,[8] [9] que une a Tessália à Beócia, Leónidas e uma tropa de apenas 7000 homens, sendo que apenas 300 eram espartanos, conseguiram repelir os ataques iniciais. Mas Xerxes I, rei da Pérsia, foi auxiliado por um pastor local (Efialtes) que o conduziu por um caminho que contornava o desfiladeiro, e pôde cercar o exército de Leónidas. Restavam apenas 300 espartanos e pouco mais de 1000 soldados tespienses e tebanos, que decidiram resistir até a morte.[7]

Ao receber um pedido das forças confederadas para ajudar na defesa de Grécia contra a invasão persa, Esparta consultou o Oráculo de Delfos. O Oráculo teria feito a seguinte profecia em verso:

Ouçam seu destino, ó moradores de Esparta,
Ou a sua famosa e grande cidade deve ser saqueada pelos filhos de Perseus,
Ou, se isso não pode ser, toda a terra da Lacônia,
Irá lamentar a morte de um rei da casa de Hércules,
Pois nem a força de leões e touros irá segurá-lo,
Força contra força, pois ele tem o poder de Zeus,
E não terminará até que um dos dois seja consumido.

Últimas palavras de Leónidas, escritas no monumento em sua homenagem nas Termópilas.

Segundo Pausânias, Xerxes ameaçou a insignificante defesa grega dizendo: "Minhas flechas serão tão numerosas que obscurecerão a luz do Sol". Leónidas respondeu: "Tanto melhor, combateremos à sombra!" (Heródoto, que narra o desastre das Termópilas no seu Livro VII, reporta esta afirmação, não a Leónidas, mas Dieneces). Leônidas sabia da traição de Efialtes.[10] Manteve os espartanos, que durante três dias mataram 20 mil persas, e dispensou o restante do exército.[10] Para aqueles que ficaram, ele disse: "Almocem comigo aqui, e jantem no inferno". Leônidas sabia que sua morte era certa, mas resolveu ficar e morrer lutando. Por dois motivos: o primeiro, é que nenhum espartano foge à luta e retorna para casa. Conforme sua própria filosofia, ou voltam vitoriosos, ou mortos em cima de seus escudos. E em segundo lugar, se ele fugisse, o restante da Grécia também fugiria.[7]

Xerxes I

No final, já cercado por seus inimigos, o rei Xerxes dá uma ordem a Leónidas: "Deponham suas armas e se entreguem". Leónidas responde apenas: "Venham pegá-las". São as últimas palavras do rei espartano. Atacados por todos os lados, foram massacrados sem piedade. A cabeça de Leônidas foi cortada e empalada e o seu corpo, crucificado.

Os persas esperaram, durante dois meses, o inverno passar, para continuar a guerra. Quando resolveram voltar, os espartanos restantes formaram o corpo principal do exército grego. Havia "três persas para cada grego", e no final da guerra os persas foram derrotados e expulsos da Grécia.

Exércitos[editar | editar código-fonte]

Houve uma grande desproporção entre os exércitos de Leónidas I e de Xerxes. De um lado, Xerxes, com cerca de 200 000 soldados; do outro, Leónidas com algo entre 7000 e 9000 homens. Desses, apenas 301 oriundos de Esparta (o próprio rei Leónidas, que tomou parte ativamente no combate, e 300 soldados da sua guarda pessoal).[10]

Naquele momento os espartanos festejavam a Carnéia — festival em honra ao deus Apolo, durante o qual não se podia lutar —, enquanto boa parte do restante da Grécia vivia os Jogos Olímpicos — outra celebração que, por motivos religiosos, impedia o combate. Leónidas deparou-se com o duro dilema de como conseguir guerreiros para lutar contra os Persas, dadas as condições.[10] Não poderia desrespeitar as confraternizações - que cessavam momentaneamente os combates - no entanto, não se daria ao luxo de esperar que o exército invasor avançasse incólume pelo território grego. Foi aí que o "Leão de Esparta" (como também era conhecido), resolveu partir de encontro às forças invasoras com nada mais que sua guarda pessoal de 300 homens. No caminho, Leónidas reuniu entre 7000 a 9000 homens de povos e aldeias amigas para enfrentar os persas sob o comando de Xerxes I.[7]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Leónidas nas Termópilas, por Jacques-Louis David (óleo sobre tela, 1814. Museu do Louvre, Paris).

As mulheres de Esparta tinham fama de serem muito aguerridas e de trocarem favores sexuais por interesses. Para se ter uma ideia da sua combatividade: Sempre que seus filhos se despediam de suas mães para entrar em combate, os soldados espartanos ouviam dessas doces mulheres a amorosa frase: "Meu filho, volta com teu escudo, ou em cima dele" (isto é, vitorioso ou morto…).

Mas nenhuma era igual à esposa de Leónidas: Gorgó. Em certa ocasião, uma mulher da Ática perguntou a ela por que as espartanas eram as únicas gregas que mandavam nos seus homens; ao que ela rebateu: "Ora, porque somos as únicas que parimos homens de verdade".[11]

O historiador grego Heródoto afirma que os helénicos souberam do ataque persa graças à rainha. Damáratos, ex-rei espartano, fazia um certo jogo duplo, e avisou seus conterrâneos sobre a invasão: gravou uma mensagem numa tábua de madeira, cobrindo o texto com cera. Quando a tábua chegou a Esparta, Gorgó teve a ideia de raspá-la. Assim o ataque de Xerxes I foi descoberto.

Leónidas na Cultura Popular[editar | editar código-fonte]

Leônidas no Cinema[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

 
 
Primeira esposa
 
Anaxândrides II
 
 
 
 
 
 
 
Segunda esposa
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cleômenes I
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dorieu
 
Leónidas
 
Cleômbroto
 
 
Gorgo
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Plistarco
 
 
 
 


Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Herodotus, Herodotus, with an English translation by A. D. Godley. Cambridge. Harvard University Press. 1920.
  • Jones, A. H. M. Sparta, New York, Barnes and Nobles, 1967
  • Morris, Ian Macgregor, Leonidas: Hero of Thermopylae, New York, The Rosen Publishing Group, 2004.

Referências

  1. Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 3.3.5
  2. a b Pausânias (geógrafo), Descrição da Grécia, 3.3.9
  3. Herodotus 5:39–41; Jones, p. 48.
  4. Heródoto, Histórias, Livro V, Terpsícore, 39 [pt] [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
  5. a b Heródoto, Histórias, Livro V, Terpsícore, 41 [pt] [el] [el/en] [ael/fr] [en] [en] [en] [es]
  6. De Souza, Philip. The Greek and Persian Wars 499–386 BCE. Oxford: Osprey Publishing, 2003. p. 41.
  7. a b c d Leônidas 1º - Biografia (em português). UOL - Educação. Página visitada em 10 de agosto de 2012.
  8. Batalha de Termópilas. História do Mundo. Página visitada em 8 de janeiro de 2012.
  9. Batalha de Termópilas. UOL Educação. Página visitada em 8 de janeiro de 2012.
  10. a b c d Thiago Augusto Ramos César (23 de fevereiro de 2007). A Batalha das Termópilas (em português). InfoEscola. Página visitada em 10 de agosto de 2012.
  11. Plutarco, Lacaenarum Apophthegmata (frases de mulheres espartanas), Gorgo

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Cleómenes I
Rei ágida de Esparta
489 a.C.480 a.C.
Sucedido por
Plistarco
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