Mileto

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Mileto
Μίλητος
O teatro de Mileto
Localização atual
Mileto está localizado em: Turquia
Mileto
Localização de Mileto na Turquia
Coordenadas 37° 31' 49" N 27° 16' 42" E
País  Turquia
Regiões históricas Cária e Jônia
Província turca Aydın
Altitude 5 m
Área 0,9 km²
Notas
Acesso público
Site www.muze.gov.tr/miletus-en

Mileto (em grego: Μίλητος) é uma antiga cidade da Ásia Menor, no sul da Jônia, cuja região atualmente faz parte da Turquia, situada junto à foz do rio Meandro [1]

Foi uma cidade bastante ativa comercialmente, mantendo negócios tanto com o Oriente como com o Egito, onde estabeleceu um centro comercial em Náucratis, no delta do Nilo. Também mantinha vínculos com a cidade de Síbaris, no sul da península Itálica. Uma atividade econômica importante desenvolvida na cidade era a criação de ovelhas e Mileto produzia a melhor lã do mundo grego. Seu território, no entanto, não era muito extenso e limitava o acesso da emergente classe mercantil às terras. Esta limitação territorial, aliada à forte vocação comercial de seus habitantes, contribuiu para a fundação de colônias milésias na Trácia. Seus colonos e marinheiros se concentravam na região do mar Negro, onde buscavam cereais e atum [carece de fontes?].

Mileto é citada na Bíblia em três passagens: [1]: 2 Timóteo 4:20 [2] Atos 20:15 [3] Atos 20:17 [4]

Mitologia[editar | editar código-fonte]

De acordo com os milésios do século II d.C., a região era chamada de Anactoria, durante os reinados de Anax, um autóctone, e seu filho Astério[2] . O nome Mileto veio de um cretense chamado Mileto, que fugiu de Minos e veio para a região[2] [3] ; os cretenses se uniram aos cários que habitavam a região[2] . Mileto fundou a cidade de Mileto[3] .

A colônia jônia foi fundada cerca de 1 070 a.C.[4] por Neileus, filho de Codro, arconte de Atenas [5] . Neileus não queria ser governado por seu irmão Medon, porque este era coxo; eles consultaram o Oráculo de Delfos, que deu Atenas a Medon[5] . Então Neileus partiu com seus outros irmãos, vários atenienses e os jônios [5] , que haviam chegado a Atenas alguns anos antes[6] e tomaram Mileto. Os jônios derrotaram os milésios antigos, matando todos os homens que não conseguiram escapar e casaram-se com as mulheres[7] .

História[editar | editar código-fonte]

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A política da cidade foi historicamente turbulenta, onde dissidências, conflitos e revoluções eram comuns. O governo milésio era baseado em um conselho chamado Aeinautai (marinheiros perpétuos) que visava extrair todo o lucro possível dos empreendimentos marítimos e coloniais.

Embora a cidade fosse economicamente forte, as agitações políticas sempre a fragilizavam. Uma dessas agitações levou ao poder o tirano Trasíbulo, por volta de 600 a.C. O tirano teve sucesso ao impedir os ataques da Lídia mas, internamente, as lutas entre as facções políticas enfraqueciam Mileto e a conquista dos lídios acabou por consumar-se. Mesmo assim, ainda conseguiu alguns privilégios.

Era esta a situação quando Ciro II, o Grande, rei da Pérsia, dominou a Lídia. Os milésios passaram a enfrentar toda sorte de dificuldades e iniciaram a revolução jônica contra a Pérsia, cujo rei era agora Dario I. A luta estendeu-se de 499-494 a.C. e os persas acabaram por destruir Mileto.

Tanto a filosofia como a primeira escola filosófica, de acordo com a tradição, surgiram em Mileto. Os representantes da escola milésia foram Tales, Anaximandro e Anaxímenes.

Referências

  1. Cfr. pág 230, Vol. 17 de Grande enciclopédia portuguesa e brasileira. Ed. Enciclopédia
  2. a b c Pausânias, Descrição da Grécia, 7.2.5
  3. a b Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 3.1.2
  4. Data do início do reinado de Medon, cálculos de Jerónimo de Estridão, no livro Chronicon (Jerônimo)
  5. a b c Pausânias, Descrição da Grécia, 7.2.1
  6. Pausânias, Descrição da Grécia, 7.1.9
  7. Pausânias, Descrição da Grécia, 7.2.6