Cós (Grécia)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde Abril de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.
Cós / Kos (Κως)
GR Kos.PNG
Geografia física
País  Grécia
Localização Mar Egeu
Arquipélago Dodecaneso
Ponto culminante 700 m
Área 287,2  km²
Geografia humana
População 30947 (2001)
Densidade 108 hab./km²
Kos2.jpg
O porto da cidade de Kos

Cós ou Kos (em grego: Κως; em turco: İstanköy; em italiano: Coo — formalmente Stanchio) é uma ilha grega do Dodecaneso, próxima ao golfo de Cós. Mede 40 km por 8 km, e está a apenas 4 km da costa de Bodrum, Turquia. A ilha possui planícies férteis e planaltos inférteis, e conta com uma população de cerca de 30500 habitantes.

Mitologia[editar | editar código-fonte]

Quando Leto foi banida da terra e procurava uma ilha onde pudesse dar à luz seus filhos,[1] ela chegou à primitiva Cós, ilha de Mérope, mas Apolo, ainda no ventre da sua mãe, a avisou para evitar esta ilha, não por ter nada contra ela, mas porque as Moiras haviam destinado a ilha como o local de nascimento de outro deus, da linhagem dos Salvadores.[1] [Nota 1]

A ilha foi palco de uma das aventuras de Héracles: voltando do saque de Troia [2] (nesta guerra morreu o rei Laomedonte, sendo sucedido por Príamo[3] ) Héracles passou por Cós, mas seu grupo foi confundido com piratas, tendo sido recebido por uma chuva de pedras.[2] Héracles capturou a cidade à noite a matou o seu rei, Eurípilo de Cós, filho de Posidão e Astipaleia.[2] Héracles foi ferido nesta batalha por Chalcedon, mas Zeus o abduziu, e ele não sofreu outros danos.[2] Após haver devastado Cós, Héracles foi levado por Atena até Phlegra, onde se uniu aos deuses na luta contra os gigantes.[2]

Eurípilo foi o pai de Calcíope, Calcíope e Héracles os pais de Tétalo,[4] (ou Téssalo) e este o pai de Antifo e Feidipo, que lideraram as forças de Cós no assédio dos gregos contra Troia, levando trinta navios.[5]

História[editar | editar código-fonte]

Ruínas de uma ágora na cidade de Cós

A ilha foi colonizada originalmente pelos carianos. Os dóricos invadiram-na no século XI a.C. e formou a Liga de Delos, expulsando os persas duas vezes.

Em 366 a.C. ter-se-á iniciado a construção da cidade de Cós.

Em 310 ou 309 a.C.,[6] [Nota 2] nasceu, na ilha, Ptolemeu II Filadelfo,[1] [7] filho de Ptolemeu I Sóter [1] [8] e Berenice,[8] [7] sua concubina.[8]

Algum tempo depois a ilha tornou-se parte do império romano e do império bizantino.

A ilha foi mais tarde conquistada pelos venezianos, que então venderam-na aos hospitalários de Rodes. Dois séculos depois encararam a ameaça de uma invasão turca e abandonaram a ilha. O império otomano governou Cós durante 400 anos até transferi-la para a Itália em 1912. Na Segunda Guerra Mundial, a ilha foi tomada pela Alemanha Nazi até 1945, quando se tornou num protetorado do Reino Unido, e foi finalmente cedida à Grécia em 1947.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A ilha é parte de uma cordilheira da qual se separou após sismos e subsidências que ocorreram em tempos remotos. Essa cordilheira inclui Calímnos e Kappari que se separaram por um rift submarino de 70 m, bem como o vulcão de Nísiros e as ilhas próximas. Há uma ampla variedade de rochas em Cós que é relacionada com a sua génese geológica.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Vista do porto de Cós

O principal porto e centro populacional da ilha, também chamada Cós, é também o centro cultural e turístico.

Notas e referências

Notas

  1. Calímaco se referia a Ptolemeu II Filadelfo, filho de Ptolemeu I Sóter (salvador).
  2. E. R. Bevan, citando Ernst Meyer, Untersuchungen z. Chronol. d. Erst. Ptol. (1925), p65., propõe a data de Fevereiro de 308 para o nascimento de Ptolemeu II Filadelfo.

Referências

  1. a b c d Calímaco, Hino IV: a Delos, 55-105 [em linha]
  2. a b c d e Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 2.7.1 [em linha]
  3. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 2.6.4
  4. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, 2.7.8
  5. Pseudo-Apolodoro, Biblioteca, Epítome, 3.13 [em linha]
  6. Marmor Parium (Athen. Mitth. xxii. [1897])
  7. a b Teócrito, Idílio XVII, O Panegírico de Ptolemeu (Filadelfo) 58-76 {{en}} {{ael}}
  8. a b c Pausânias, Descrição da Grécia, 1.6.8

Ligações externas[editar | editar código-fonte]