Galácia (província romana)

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Provincia Galatia
ἐπαρχία Γαλατία
Província da Galácia
Província do(a) Império Romano

25 a.C.–293
 

Location of Galácia
Província da Galácia por volta de 120 d.C.
Capital: Ancira
Período : Antiguidade Clássica
 -  Fundada 25 a.C.
 -  Reformas de Diocleciano 293

Galácia era o nome de uma província do Império Romano na Anatólia (na moderna Turquia).

História da região[editar | editar código-fonte]

A história desta região, a partir do século III a.C., mostra que houve muitas mudanças nas fronteiras e nas afiliações políticas desta região estratégica. Parece que, por volta de 278, um grande número de celtas da Gália ou gauleses, que os gregos chamavam de Galátai (daí o nome desta região), atravessaram o Estreito do Bósforo e se estabeleceram nesta região. Trouxeram consigo suas esposas e seus filhos, e evidentemente evitavam casar-se com o povo já existente ali, perpetuando assim suas características raciais durante séculos. Eles ainda falavam sua língua gálata, de origem celta, no tempo de Jerônimo (347–420 d.C.), o qual descreveu que os gálatas de Ancira e o povo de Trier (localizada no que é hoje a Renânia alemã) falavam uma língua muito semelhante. Seu último rei da Galácia, Amintas, morreu em 25 a.C..

Província de Augusto[editar | editar código-fonte]

Foi durante o reinado de Amintas como títere do Império Romano, e posteriormente, que a região denominada Galácia foi ampliada para incluir partes da Licônia, da Pisídia, da Paflagônia, do Ponto e da Frígia. Com a morte de Amintas, a região organizada como uma província pelo imperador Augusto (r. 30 a.C. - 14 d.C.). A nova província abrangia a maior parte do antigo reino celta da Galácia e que tinha sua capital em Ancira. Ela era limitada por outras províncias romanas — em parte pela Capadócia, ao leste, pela Bitínia e Ponto, ao norte, pela Ásia ao oeste e pela Panfília, ao sul.

Foi ali que o apóstolo Paulo e outros missionários cristãos evangelizaram diversas cidades no século I d.C., tais como Icônio, Listra e Derbe e nas quais organizaram as primeiras comunidades cristãs locais.

Paulo escreveu uma epístola às comunidades cristãs da Galácia, a Epístola aos Gálatas.

Governantes[editar | editar código-fonte]

Reformas[editar | editar código-fonte]

Provincia Galatia Prima
Provincia Galatia Secunda
ἐπαρχία Γαλατία
Província da Galácia Prima
Província da Galácia Secunda
Província do(a) Império Romano e do Império Bizantino

293–século VII
Location of Galácia
As duas províncias gálatas estão indicadas neste mapa da Diocese do Ponto (ca. 400)
Capital: Ancira (Prima)
Pessino (Secunda)
Governador: Consularis (Prima)
Praeses (Secunda)
Período : Antiguidade Tardia
 -  Reformas de Diocleciano 293
 -  Adoção dos sistema dos themata século VII

Durante as reformas de Diocleciano (r. 284-304), porções no norte e sul da província foram destacadas e passaram a fazer parte das novas províncias da Paflagônia e Licônia respectivamente.

Em 398, durante o reinado de Arcádio, ela foi novamente dividida, desta vez em duas novas províncias chamadas de Galácia Prima (ou Galácia I) e Galácia Secunda (ou Galácia II, também chamada de Galácia Salutar). A Galácia Prima abrangia a região norte da antiga província, tinha Ancira como capital e era governada por um consularis. A Galácia Secunda, por sua vez, abrangia a região sul e era liderada por um praeses a partir da cidade de Pessino. Ambas foram subordinadas à Diocese do Ponto, da Prefeitura pretoriana do Oriente. Elas foram brevemente reunidas novamente por Justiniano I (536-548), mas as províncias só deixaram de existir de fato quando a região foi incorporada pelo novo Thema Anatólico na segunda metade do século VII. Apesar disso, traços da antiga administração provincial ainda perduraram até pelo menos o início do século VIII.

Sés episcopais[editar | editar código-fonte]

As sés episcopais da província da Galácia que aparecem no Annuario Pontificio como sés titulares são[1] :

References[editar | editar código-fonte]

  1. Annuario Pontificio 2013 (Libreria Editrice Vaticana 2013 ISBN 978-88-209-9070-1), "Sedi titolari", pp. 819-1013