Diocese do Oriente

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Dioecesis Orientis
Ἐῴα Διοίκησις
Diocese do Oriente
Diocese do(a) Império Romano
293535
Location of Diocese do Oriente
Diocese do Oriente ca. 400
Capital: Antioquia
Governador: conde do Oriente
Período : Antiguidade Tardia
 -  Reformas de Diocleciano 293
 -  Abolida por Justiniano I 535
 -  Conquista muçulmana da Síria 640

A Diocese do Oriente ou Diocese do Leste foi uma diocese do Império Romano Tardio que incorporava as províncias do Oriente Médio Ocidental, entre o mar Mediterrâneo e a Mesopotâmia. Durante a Antiguidade Tardia, foi uma das principais áreas comerciais, agrícolas, religiosas e intelectuais do império, e sua localização estratégica frente o Império Sassânida e as indisciplinadas tribos do deserto deu importância militar excepcional. Sua capital foi Antioquia, e seu governador tinha o título especial de conde do Oriente (em latim: comes Orientis , da classe vir spectabilis e mais tarde vir gloriosus) ao invés do ordinário vigário. A diocese foi criada após as reformas de Diocleciano (r. 284–305) e foi subordinada à Prefeitura pretoriana do Oriente.[1] [2]

A diocese incluía originalmente todas as províncias do Médio Oriente do império: Isáuria, Cilícia, Chipre, Eufratense, Mesopotâmia, Osroena, Síria, Síria Coele, Fenícia, Palestina Prima, Palestina Secunda, Arábia e as províncias egípcias de Egito, Augustâmica, Tebaida, Líbia Superior e Líbia Inferior, que foram posteriormente destacadas e agrupadas na nova Diocese do Egito no reinado de Valente (r. 364–378). Durante o curso do século IV, várias províncias foram divididas, resultando nas novas províncias de Cilícia I e Cilícia II, Síria Prima e Síria Salutar, Fenícia Prima e Fenícia Libanense (leste do Monte Líbano), Palestina I, Palestina II e Palestina Salutar (ou Palestina III). A última criação da nova província data do reinado do imperador Justiniano (r. 527–565), quando Teodória, a região em torno de Laodiceia, foi separada da Síria I (538). Por volta do mesmo período, Chipre foi separado e tornou-se parte de uma nova super província, a Quaestura Exercitus.[2]

Em 535, como parte de suas reformas administrativas, Justiniano aboliu a diocese, e o conde do Oriente tornou-se o governador provincial da Síria I, enquanto manteve seu antigo título de vir spectabilis e seu salário.[3] A área inteira da antiga diocese ficou sob ocupação sassânida nos anos 610 e 620, durante a guerra bizantino-sassânida de 602-628. Logo após a vitória bizantino na guerra e a recuperação da região, foi novamente perdida, desta vez permanentemente, para os conquistadores muçulmanos: pelos anos 640, Cilícia formou a fronteira entre o Império Bizantino e o novo Califado Rashidun, enquanto o Chipre tornou-se um território disputado. Das antigas províncias da Diocese do Oriente, apenas Isáuria e partes das duas Cilícias permaneceram sob controle bizantino, agrupadas sob o novo thema Anatólico.[2]

Lista de condes do Oriente[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Kazhdan 1991, p. 1533-1534
  2. a b c Giftopoulou 2005
  3. Bury 1923, p. 339

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Bury, John Bagnell. History of the Later Roman Empire: From the Death of Theodosius I to the Death of Justinian. Londres: MacMillan & Co, 1923. ISBN 0-486-20399-9
  • Giftopoulou, Sofia. Encyclopaedia of the Hellenic World, Asia Minor. [S.l.]: Foundation of the Hellenic World, 2005. Capítulo: Diocese of Oriens (Byzantium). ,
  • Kazhdan, Alexander Petrovich. The Oxford Dictionary of Byzantium (em inglês). Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press, 1991. ISBN 0-19-504652-8