Alpes Marítimos (província romana)

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Provincia Alpes Maritimae
Província dos Alpes Marítimos
Província do(a) Império Romano
14–Séc. V
Location of Alpes Marítimos
Alpes Marítimos em 120
Capital: Cemenelo (até 297)
Civitas Ebrodunensium
Governador: Prefeito
Período : Antiguidade Clássica
 -  Criada por Augusto 14 d.C.
 -  Ampliada por Diocleciano, incorporando os Alpes Cótios 297 d.C.
 -  Invasões lombardas Séc. V
 -  Incorporada ao Reino Franco Séc. V

Alpes Marítimos (Alpes Maritimae, em latim) era o nome de uma província do Império Romano localizada na região dos Alpes. Juntamente com os Alpes Cótios e os Alpes Peninos, ocupava a região alpina fronteiriça entre os modernos estados da França e Itália.

História[editar | editar código-fonte]

Dião Cássio afirma que o território era habitado por ligúrios que ainda eram livres em 14 a.C., data em que Otaviano anexou a região ao Império Romano e criou a província dos Alpes Marítimos.

A população estava dividida em três gentes (tribos): os ligúrios, os capillati e os montani. Cada uma delas representava um agrupamento de outras tribos, as vencidas por Augusto e mencionadas no Tropaeum Alpium (sogionti, brondionti, nemaloni, gallitae, triullati, vergunni, eguituri, namaturi, oratelli, nerusi, velauni e sutri), as tribos da costa, que já haviam sido assimiladas muito antes (deciates, oxibii e vedianti) e finalmente as tribos do interior (avantici e biodontici).

No período tardio do império, o formato da província passou por diversas alterações. Parte das tribos da costa (deciates e oxibii) foram reunidas na Gália Narbonense e as tribos mais sententrionais (egdinii, veamini e Vesubiani) foram doadas ao Reino Cótio (que, muito depois, acabaria incoporado de volta nos Alpes Marítimos.

Depois que Otaviano criou a província, ele nomeou um prefeito para gerenciar a região. Sua capital era Cemenelo (Cimiez), atualmente um distrito da cidade de Nice, na França.

Em 297, durante a reforma administrativa do imperador Diocleciano (r. 284-305), ela foi ampliada para o norte e noroeste chegando até o rio Durance e o passo Montgenèvre. A capital foi transferida para Civitas Ebrodunensium (Embrun). A província passou a fazer parte da Diocese de Vienne da Prefeitura pretoriana das Gálias.

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

A partir de 297:

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AAVV. Cambridge Ancient History. L'impero romano da Augusto agli Antonini. Milano: [s.n.], 1975. p. Vol. VIII.
  • Davide Faoro, Novità sui Fasti equestri della Rezia, in Quaderni friulani di archeologia n.XVII, Trieste 2007, pp.97-120.
  • Grant, Michael. Gli imperatori romani. Roma: Newton & Compton, 1984. ISBN 88-7819-224-4
  • Mario Attilio Levi, Augusto e il suo tempo, Milano 1994.
  • Santo Mazzarino. L'Impero romano. Bari: Laterza, 1976. p. Vol. I. ISBN 88-420-2401-5
  • Scarre, Chris. Chronicle of the Roman Emperors (em inglês). Londra: [s.n.], 1995. ISBN 0-500-05077-5
  • Scullard, Howard. Storia del mondo romano. Milano: Rizzoli, 1992. ISBN 88-17-11903-2
  • Pat Southern, Augustus, Londra-N.Y. 2001.
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  • Spinosa, Antonio. Tiberio. L'imperatore che non amava Roma. Milano: Mondadori, 1991. ISBN 88-04-43115-6
  • Syme, Ronald. L'aristocrazia augustea. Milano: Rizzoli, 1992. ISBN 88-17-11607-6
  • Syme, Ronald. The Roman Revolution (em inglês). Oxford: [s.n.], 2002. ISBN 0-19-280320-4