Berlim

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Berlim
Berlin Montage 4.jpg
Panorama de Berlim visto da Kollhoff-Tower. Em destaque,
no centro, a Berliner Fernsehturm e a Catedral de Berlim.
Brasão Mapa
Brasão de Berlim
Mapa da Alemanha, posição de Berlim acentuada
Administração
País  Alemanha
Estado Berlim
Distrito Distrito Urbano
Prefeito Klaus Wowereit (SPD)
Estatística
Coordenadas geográficas: 52° 31' 00" N 13° 23' 40" L
Área 891,82 km²
Altitude 34 - 115 m
População 3 431 700[1] (31 de dezembro de 2008)
Densidade populacional 3 848 hab./km²
Outras Informações
Código postal 10001–14199
Código telefônico 030
Website sítio oficial

Berlim (em alemão Berlin) é a capital e um dos dezesseis estados da Alemanha. Com uma população de 3,5 milhões dentro de limites da cidade, é a maior cidade do país, além de ser a segunda mais populosa cidade e a sétima área urbana mais populosa da União Europeia.[2] Situada no nordeste da Alemanha, é o centro da área metropolitana de Berlim-Brandemburgo, que inclui 5 milhões de pessoas de mais de 190 nações.[3] Localizada na grande planície europeia, Berlim é influenciada por um clima temperado sazonal. Cerca de um terço da área da cidade é composta por florestas, parques, jardins, rios e lagos.[4]

Documentada pela primeira vez no século XIII, Berlim foi sucessivamente a capital do Reino da Prússia (1701-1918), do Império Alemão (1871-1918), da República de Weimar (1919-1933) e do Terceiro Reich (1933-1945).[5] Após a Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida; Berlim Oriental se tornou a capital da Alemanha Oriental, enquanto Berlim Ocidental se tornou um exclave da Alemanha Ocidental, cercada pelo muro de Berlim, entre os anos de 1961-1989, enquanto a cidade de Bona tornou-se a capital da Alemanha Ocidental.[6] Após a reunificação alemã em 1990, a cidade recuperou o seu estatuto, como a capital da República Federal da Alemanha, sediando 147 embaixadas estrangeiras.[7] [8]

Berlim é uma cidade global e um dos mais influentes centros mundiais de cultura, política, mídia e ciência.[9] [10] [11] Sua economia é baseada principalmente no setor de serviços, abrangendo uma variada gama de indústrias criativas, as corporações de mídia e locais de convenções. Berlim também serve como um hub continental para o transporte aéreo e ferroviário,[12] [13] e é um destino turístico popular.[14] As indústrias significativas incluem TI, farmacêuticas, engenharia biomédica, biotecnologia, eletrônica, engenharia de tráfego e energia renovável.

A cidade serve como um importante centro do transporte continental e é a sede de algumas das mais importantes universidades, eventos esportivos, orquestras e museus.[15] O rápido desenvolvimento da metrópole atraiu uma reputação internacional aos seus festivais, arquitectura contemporânea e vida nocturna, sendo um grande centro turístico e moradia para pessoas de 180 nações diferentes.[16] [17]

História[editar | editar código-fonte]

Pela primeira vez documentada no século XIII, Berlim foi sucessivamente a capital do Reino da Prússia (1701), do Império Alemão (1871-1918), da República de Weimar (1919-1932) e do Terceiro Reich (1933-1945). Depois da Segunda Guerra Mundial, a cidade foi dividida. Berlim Oriental se tornou a capital da República Democrática Alemã (RDA), enquanto Berlim Ocidental continuou sendo parte da República Federal da Alemanha (RFA).[18] Com a reunificação alemã em 1990, a cidade passou a ser capital de toda a Alemanha.

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Alguns séculos a.C., a zona onde hoje se situa Berlim começou a ser habitada por diversas tribos que se estabeleceram nas margens dos rios Spree e Havel. No século VI, diversas tribos eslavas construíram fortificações nas actuais zonas suburbanas de Spandau e Köpenick. Por volta do século XI, Alberto, guerreiro saxão da Casa dos Ascânios, derrota as tribos eslavas e torna-se o primeiro marquês de Brandemburgo. Por essa altura, estabeleceram-se, nas margens do rio Spree, imigrantes de outras regiões, nomeadamente do vale do Reno e da Francónia.

Séculos XIII a XVII[editar | editar código-fonte]

Berlim por volta de 1688 (Desenho de 1835).

O primeiro documento histórico berlinense remonta a 1237, aludindo às povoações de Cölln e Berlim, situadas em cada uma das margens do rio Spree, envolvendo o local onde hoje se situa Nikolaiviertel. As duas localidades aliaram-se em 1307, tendo constituído um município comum.

Com a morte, em 1319, do último governante ascânio, Brandemburgo foi disputada pelas casas de Luxemburgo e Wittelsbach, o que originou lutas sangrentas. Em 1414, os habitantes de Berlim, cansados de tanto sofrimento, solicitaram o auxílio do imperador do Sacro Império Romano-Germânico que lhes enviou, como protector, Frederico de Hohenzollern, dando origem a 500 anos de domínio da Casa de Hohenzollern.

Em 1432, Colônia e Berlim consolidam a aliança de 1307, tendo-se unficado formalmente. Em 1486 tornou-se na sede do eleitorado de Brandemburgo.

Com a subida, em 1640, de Frederico Guilherme I de Brandemburgo ao trono de Brandemburgo, a cidade de Berlim desenvolveu-se enormemente, tanto em extensão como em quantidade de habitantes, atingindo, no final do século XVII, o número de 20 000. Na segunda metade desse século, Berlim foi fortificada, abriu-se um canal ligando os rios Spree e Oder e foram plantadas tílias na Unter den Linden - hoje uma das mais importantes artérias da cidade, em cujo extremo poente se situa o mais conhecido monumento de Berlim: a Porta de Brandemburgo.

Séculos XVIII a XIX[editar | editar código-fonte]

Frederico III coroa a si mesmo como rei e faz Berlim a capital do reino da Prússia.

No início do século XVIII, Frederico III de Hohenzollern, sucessor de Frederico Guilherme, transforma Brandemburgo num reino, tendo sido coroado como Frederico I da Prússia. Berlim passa, então, à categoria de capital prussiana, vendo nascer as Academias de Belas Artes e da Ciência. Edifícios imponentes surgem por todos os lados, se destacando a Zeughaus e o palácio de verão (Charlottenburg).

No tempo de Frederico Guilherme I, filho de Frederico I da Prússia, a população de Berlim alcançava os 90 000 habitantes. O rei seguinte, Frederico II, a transformou numa cidade cultural. Quando da sua morte, nos finais do século XVIII, a população de Berlim atingia os 150 000 habitantes.

No início do século seguinte, Napoleão Bonaparte vence os prussianos, ocupa Berlim e leva para Paris a Quadriga que encima a Porta de Brandemburgo, orgulho da cidade. Com a derrota de Napoleão, a quadriga volta a ser colocada no mesmo local, com grande júbilo da população. Inicia-se, nesta época, a industrialização de Berlim: surge uma fábrica de locomotivas em 1837 e, no ano seguinte, é inaugurada a linha ferroviária entre a capital e Potsdam. Berlim enche-se de edifícios grandiosos concebidos, na maior parte, por Karl Friedrich Schinkel. Em 1850 Berlim já tinha 300 000 habitantes.

Berlim se tornou a capital do Império Alemão em 1871 e expandiu-se rapidamente nos anos seguintes. (Unter den Linden, em 1900).

Em 1861, Otto von Bismarck, ao ser nomeado chanceler, enceta, a partir de 1864, uma política visando a posicionar a Prússia à cabeça de todos os estados de língua alemã em detrimento da Áustria. Para o efeito, a Prússia declarou, sucessivamente, guerra à Dinamarca, à Áustria e à França, assumindo o controle de Schleswig-Holstein, da Confederação da Alemanha do Norte (associação que englobava 22 estados e cidades livres) e das províncias da Alsácia e da Lorena. Em 18 de Janeiro de 1871, Bismark proclama o Império Alemão, tendo por capital Berlim, e Guilherme da Prússia como imperador (Kaiser). A abolição das barreiras comerciais e as indenizações pagas pela França permitiram um enorme desenvolvimento industrial, com o consequente aumento populacional da cidade de Berlim e uma melhoria significativa das infraestruturas urbanas: novo sistema de esgotos (1876), iluminação eléctrica (1879) e instalação de telefones e da primeira linha férrea urbana (1881).

Século XX[editar | editar código-fonte]

Berlim em ruínas após o término da Segunda Guerra Mundial (Potsdamer Platz, 1945).

No início do século XX, a cidade atingia 1,9 milhão de habitantes, duplicando esse número volvidos 20 anos. A Primeira Guerra Mundial não teve um reflexo muito grande sobre a estrutura da cidade.

Em 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler foi nomeado chanceler. Hitler desejava demolir e reconstruir Berlim, no projeto conhecido como Welthauptstadt Germania (Germânia, a capital do Mundo), o arquiteto proposto para esta nova cidade foi Albert Speer, porém o projeto nunca seria finalizado. Em 1939 com a invasão da Polônia, iniciava-se a Segunda Guerra Mundial que se estenderia até 1945, altura em que a Alemanha perde a contenda e Berlim é invadida pelo exército Vermelho. A partir de 1940, Berlim sofreu inúmeros bombardeamentos, especialmente no último ano da guerra, tendo a maioria dos edifícios ficado em ruínas.

Após o fim da guerra, as tropas americanas, britânicas, francesas e soviéticas, reunidas em Potsdam, dividem a cidade em quatro setores. Berlim viu-se no centro da Guerra Fria e foi a protagonista de uma de suas maiores crises, conhecida como o Bloqueio de Berlim (24 de junho de 1948 - 11 de maio de 1949), desencadeada quando a União Soviética interrompeu o acesso ferroviário e rodoviário às zonas de ocupação americana, britânica e francesa. A crise arrefeceu ao ficar claro que a URSS não agiria para impedir a ponte aérea de alimentos e outros gêneros organizada e operada pelas três potências ocidentais (EUA, Reino Unido e França).

A queda do Muro de Berlim em 1989.

Em 1949 nasce, nos territórios controlados pelos soviéticos, a República Democrática Alemã, tendo por capital a zona oriental de Berlim. Os restantes sectores de Berlim ficam, assim, a constituir um enclave dentro do território da RDA. Para evitar a fuga dos berlinenses para os sectores ocidentais, o governo comunista construiu, em 1961, o muro de Berlim muro com cerca de 150 km de extensão, envolvendo os restantes sectores. Quem tentasse ultrapassá-lo era imediatamente morto.

A partir de 1989, as mudanças políticas que ocorrem na Europa Oriental levaram à queda do muro de Berlim e à abertura das fronteiras entre a RDA e o restante do território da Alemanha (RFA).

Em 1990, a Alemanha reunifica-se e Berlim volta a ser a capital, depois de Bonn ter sido capital provisória da parte ocidental da Alemanha desde os finais da Segunda Guerra Mundial. De então para cá, a cidade tem vindo a sofrer uma completa transformação urbanística, com a reconstrução e reabilitação de edifícios históricos e a edificação de novos bairros voltados para o século XXI, aproveitando, especialmente, as zonas anteriormente ocupadas pelo Muro.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Vista da região central de Berlim.

Berlim é localizada no leste da Alemanha, cerca de 70 quilômetros (44 milhas) ao oeste da fronteira com a Polônia. O relevo da cidade foi formado durante a última era glacial. O centro da capital é cortado pelo rio Spree. Em Spandau, bairro (Bezirk) mais ocidental da Berlim, o rio encontra o rio Havel, que flui do norte para sul ao longo do oeste da cidade-estado

O curso do Havel é como uma corrente de lagos, os maiores sendo Tegeler See e Großer Wannsee.[19]

Clima[editar | editar código-fonte]

Os arredores de Berlim são cobertos de várias florestas e lagos.

Berlim tem um clima temperado/mesotérmico (Cfb) segundo a Classificação do clima de Köppen. A temperatura anual média é de 9,4 °C (48.9 °F) e a preciptação anual média é de 578 mm.

Os meses mais quentes são Junho, Julho e Agosto, com temperaturas médias de 16,7 até 17,9 °C (62,1 até 64,2 °F). Enquanto os mais frios são Dezembro, Janeiro e Fevereiro, com temperaturas médias de −0,4 até 1,2 °C (31,3 até 34,2 °F)[20]

Com um clima nem tão húmido, mas nem tão seco, Berlim não tem grandes períodos de seca, nem períodos muitos chuvosos, e a quantidade de precipitação é quase igual em todas as estações do ano, apesar de no verão ser um pouco mais chuvoso, no inverno também chove em quantidade moderada. No final da primavera, também costuma chover em quantidade alta. Junho é o mês mais chuvoso da cidade, com aproximadamente 69 mm, enquanto o mês mais seco é Fevereiro, com apenas 33 mm. Grande parte das chuvas de Berlim são fortes e trazem trovoadas.

Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul. Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Temperatura máxima média diária (°C) 2,9 4,2 8,5 13,2 18,9 21,6 23,7 23,6 18,8 13,4 7,1 4,4
Temperatura mínima média diária (°C) −1,9 −1,5 −1,3 4,2 9,0 12,3 14,3 14,1 10,6 6,4 2,2 −0,4
Precipitação total média (mm) 42,3 33,3 40,5 37,1 53,8 68,7 55,5 58,2 45,1 37,3 43,6 55,3
Média de número de dias com chuva 10,0 8,0 9,1 7,8 8,9 9,8 8,4 7,9 7,8 7,6 9,6 11,4

A área construída de Berlim criou um microclima com o calor armazenado pelos edifícios. Com isso as temperaturas podem ser 4 °C maiores na cidade do que nas áreas que a cercam. Apesar das temperaturas serem mornas no verão, algumas massas de ar trazem temperaturas superiores a 30 °C, mas nem todo o ano isso acontece, e pode ser ao contrário, sendo massas de ar frio que fazem o verão parecer um inverno.

Vista panorâmica da capital alemã a partir da Berliner Fernsehturm

Política[editar | editar código-fonte]

Governo[editar | editar código-fonte]

O prédio do Reichstag é o local do parlamento alemão.

Berlim é a capital da República Federal da Alemanha e é o local onde está estabelecido o Presidente da Alemanha, cuja residência oficial é o Palácio de Bellevue.[21] Desde a reunificação alemã, em 3 de outubro de 1990, passou a ser uma das três cidades-estado, juntamente com Hamburgo e Bremen, dentre os atuais dezesseis estados da Alemanha. O Bundesrat ("conselho federal") é a representação dos estados federais (Bundesländer) da Alemanha e tem a sua sede na antiga Herrenhaus ("Casa dos Senhores") da Prússia. Embora a maioria dos ministérios esteja localizada em Berlim, alguns deles, bem como alguns departamentos menores, estão em Bona, antiga capital da Alemanha Ocidental. A União Europeia investe em diversos projetos na cidade de Berlim. Infraestrutura, educação e programas sociais são co-financiados por orçamentos provenientes dos fundos de coesão da UE.[22]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A cidade vista a partir da Siegessäule.

Em 2009, o PIB nominal de Berlim experimentou uma taxa de crescimento econômico de 1,7% (-3,5% na Alemanha) e totalizou 90,1 bilhões.[24] A economia de Berlim é dominada pelo setor de serviços, sendo que cerca de 80% de todas as empresas fazem negócios nesse setor. A taxa de desemprego atingiu um mínimo de 15 anos em setembro de 2011 e ficou em 12,7% (média alemã: 6,6%).[25]

Os setores de mais rápido crescimento econômico de Berlim incluem comunicações, ciências da vida e transporte, particularmente os serviços que utilizam tecnologias de informação e comunicação, bem como meios de comunicação e engenharia de publicidade, música e design, biotecnologia, serviços ambientais e de saúde.[26]

O Parque de Ciência e Negócios de Berlim-Adlershof está entre as 15 maiores parques tecnológicos em todo o mundo. A pesquisa e desenvolvimento têm um significado econômico elevado para a cidade e a região de Berlim-Brandemburgo região está entre três primeiras regiões mais inovadoras da União Europeia.[27]

Antes da reunificação da Alemanha e das duas partes de Berlim em 1990, a cidade de Berlim ocidental recebia substanciais subsídios do governo da Alemanha Ocidental para compensar o isolamento geográfico do resto do país. Depois de 1990, muitos destes subsídios foram cortados, o que criou dificuldades fiscais para o governo da cidade, forçando-o a cortar fundos em diversos programas.[28]

A Siemens, uma empresa listada na Fortune Global 500 e uma das 30 empresas alemãs do DAX-30, está sediada em Berlim. A empresa ferroviária estatal, Deutsche Bahn, tem a sua sede em Berlim também.[29] Muitas empresas alemãs e internacionais têm negócios ou centros de serviços na cidade.

Portão de Brandemburgo, construído entre os anos de 1789 e 1791. Berlim é a terceira cidade mais visitada por turistas na União Europeia.

Entre os 20 maiores empregadores em Berlim estão a Deutsche Bahn, o provedor do hospital, Charité, o provedor de transporte público local, BVG, e o prestador de serviço, Dussmann e o Grupo Piepenbrock. A BMW fabrica carros e a Daimler fabrica motocicletas em Berlim. A Bayer e Süd-Chemie são grandes empresas farmacêuticas sediadas na cidade. A segunda maior companhia aérea alemã, a Air Berlin, também tem a sua sede na cidade.[30]

No final de 2010, Berlim tinha 746 hotéis, com 112.400 camas. A cidade registrou 20,8 milhões de estadias em hotéis e 9,1 milhões de hóspedes em hotéis no mesmo ano.[14] Berlim tem um total anual de cerca de 135 milhões de visitantes por dia, o que a coloca em terceiro lugar entre as cidades mais visitados da União Europeia. Berlim está entre as três principais cidades que recebem convenções do mundo e é o lar do maior centro de convenções da Europa, o Internationales Congress Centrum (ICC).[12] Várias feiras de grande escala comercial como a IFA, Woche Grüne ("Semana Verde"), InnoTrans, Artforum e da ITB são realizadas anualmente na cidade, atraindo um número significativo de visitantes de negócios.

As indústrias que fazem negócios nas artes criativas e de entretenimento são um setor importante e considerável da economia de Berlim. O setor de artes criativas inclui música, cinema, publicidade, arquitetura, arte, design, moda, artes cênicas, editoração, P&D, software, TV, rádio, vídeo e jogos. Cerca de 22.600 empresas criativas, em que predominam as PME, gerou mais de 18,6 mil milhões de euros em receitas totais. As indústrias criativas de Berlim contribuíram com 20% do produto interno bruto doméstico da cidade em 2005.[31] A sede alemã da Universal Music baseia-se em Berlim.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

A cidade dispõe de dois aeroportos, sendo que o aeroporto Tempelhof foi recentemente desativado e um sistema de transporte público urbano e suburbano. Os transportes urbanos da cidade são servidos pela BVG (autocarros, eléctricos e metropolitano) e pela S-Bahn-Berlin (trem suburbano), em um total de 25 linhas, servidas por 339 estacoes, num total de 478 km.. A exploração da rede de metro é efetuada pela Metro de Berlim. A principal estação é a Estação Central de Berlim. Berlim e a sua área metropolitana é atravessada por inúmeras auto-estradas.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Pontos de interesse[editar | editar código-fonte]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Berlim já foi a sede de eventos importantes no esporte como as Olimpíadas de 1936 e a final da Copa do Mundo de 2006.[32] [33] Também acontecem lá todos os anos a Maratona de Berlim e o evento da Golden League chamado ISTAF (Internationales Stadionfest).[34] A WTA Tour, também, acontece no Qatar Total German Open anualmente na cidade; Fundado em 1896, é um dos torneios mais antigos de ténis feminino. O Torneiro Mundial da Fédération Internationale de Volleyball escolheu um lugar interno na cidade para apresentar o Grand Slam do vôlei de praia todos os anos.

Além disso, Berlim é a "casa" de várias equipes. Entre elas o Hertha BSC Berlin, equipe de futebol participante do Campeonato Alemão de Futebol, o ALBA Berlin, equipe de basquete (conhecido por "Berlin Albatrosses"), que ganhou o campeonato nacional de 1997 até 2003. Além desses, assim como o Eisbären Berlin, participante da Deutsche Eishockey-Liga, que foi fundado ainda na era da Alemanha Oriental.

Equipe Desporto Fundação Liga Estádio Treinador
Hertha BSC Futebol 1892 Bundesliga Olympiastadion Jos Luhukay
1. FC Union Berlin Futebol 1966 2. Bundesliga Alte Försterei Norbert Düwel
ALBA Berlin Basquete 1991 BBL O2 World Sasa Obradovic
Eisbären Berlin Hóquei no gelo 1954 DEL O2 World Jeff Tomlinson
Berlin Recycling Volleys Vôleibol 1911 DVB Max-Schmeling-Halle Mark Lebedew
Füchse Berlin Andebol 1891 1. Bundesliga (Handball) Max-Schmeling-Halle Dagur Sigurdsson

Referências

  1. Berlin-Brandenburg, Amt fuer Statistik (2008-12-31). Pressemitteilung vom 31.07.2009 – Nr. 248 (em German) Amt fuer Statistik Berlin-Brandenburg Amt fuer Statistik Berlin-Brandenburg. Visitado em 2009-07-31.
  2. INSEE. Population des villes et unités urbaines de plus de 1 million d'habitants de l'Union européenne. Visitado em 2008-08-17.
  3. City Profiles Berlin Urban Audit. Visitado em 2008-08-20.
  4. Gren Berlin. [S.l.: s.n.]. Visitado em 9 de outubro de 2009.
  5. Documents of German Unification, 1848-1871 Modern History Sourcebook. Visitado em 2008-08-18.
  6. Berlin Wall Encyclopædia Britannica. Visitado em 2008-08-18.
  7. Berlin – Capital of Germany German Embassy in Washington. Visitado em 2008-08-18.
  8. Diplomatic Berlin Deutschland Online. Visitado em 2009-03-07.
  9. Davies, Catriona. "Revealed: Cities that rule the world – and those on the rise", CNN, 10 de abril de 2010. Página visitada em 11 de abril de 2010.
  10. Sifton, Sam. "Berlin, the big canvas", The New York Times, 31 de dezembro de 1969. Página visitada em 18 de agosto de 2008. See also: Sites and situations of leading cities in cultural globalisations/Media GaWC Research Bulletin 146. Visitado em 18 de agosto de 2008.
  11. (22 de outubro de 2009) "Global Power City Index 2009".
  12. a b ICCA publishes top 20 country and city rankings 2007 ICCA. Visitado em 18 August 2008.
  13. Berlin City of Design Press Release UNESCO. Visitado em 18 August 2008.
  14. a b Berlin-Tourismus 2010 mit neuem Rekord (em alemão) Amt für Statistik. Visitado em 19 de fevereiro de 2011.
  15. World Heritage Site Museumsinsel, UNESCO, Accessado em 20 de Outubro, 2006 (Inglês)
  16. The Club Scene, on the Edge, New York Times, Accessado em 20 de Outubro, 2006 (em inglês)
  17. Berlin Germany's most popular Destination, Tourismus Marketing GmbH, Accessado em 20 de Outubro, 2006 (Inglês)
  18. Berlin Wall, Encyclopædia Britannica, Acessado 5 de Novembro, 2006 (em inglês)
  19. Satellite Image Berlin, Google Maps, Acessado em 20 de Outubro, 2006
  20. Climate figures, World Weather Information Service, Acedido em 20 de Outubro, 2006 (em inglês)
  21. Bundespräsident Horst Köhler, www.bundespraesident.de. Acessado em 12 de novembro de 2006.
  22. URBAN regeneration, a European Commission initiative, ErasmusPC. Acessado em 12 de março de 2007.
  23. Miasta partnerskie Warszawy um.warszawa.pl Biuro Promocji Miasta (4 May 2005). Visitado em 29 August 2008.
  24. "Exporteinbruch stürzt deutsche Wirtschaft in die Krise". Página visitada em 19 de agosto de 2008. (em German)
  25. "Arbeitslosigkeit sinkt auf niedrigsten Stand seit 20 Jahren", Berliner Morgenpost. Página visitada em 30 de setembro de 2011. (em German)
  26. "Poor but sexy", The Economist, 21 de setembro de 2006. Página visitada em 19 de agosto de 2008.
  27. Berlin fact sheet (PDF) berlin.de. Visitado em 19 de agosto de 2008.
  28. Die Zukunft der Region Berlin-Brandenburg(German), Friedrich Ebert Stiftung, Acessado em 5 de Novembro, 2006 (em alemão)
  29. DB Schenker to concentrate control functions in Frankfurt am Main. Visitado em 6 de junho de 2011.
  30. "Air Berlin: Contact." Retrieved on 12 May 2009.
  31. Creative Industries in Berlin berlin.de Acessado em 1 de abril de 2011.
  32. BERLIN 1936 Games of the XI Olympiad, www.olympic.org, Acessado em 18 Novembro, 2006 (em inglês)
  33. 2006 FIFA World Cup Final in Berlin, Fifaworldcup Official Site, Acessado em 18 Novembro, 2006 (em inglês)
  34. Berlin Marathon, www.scc-events.com, Acessado 12 de Novembro, 2006 (em inglês)

Ver também[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Berlim

Ligações externas[editar | editar código-fonte]